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São 8 horas da manhã. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O PS afirma que as polémicas em torno de Luís Neves atingiram o limite do admissível e pede ao primeiro-ministro que ponha ordem no governo.
O PS sobe o tom, apela também a Luís Montenegro para que tome decisões difíceis. É a reação dos socialistas aos mais recentes desenvolvimentos em torno das polémicas que envolvem Luís Neves. Foi anunciada a abertura de uma auditoria aos oito anos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. Foi noticiado também que o empreiteiro, amigo do ministro, fez obras na casa do diretor financeiro da PJ. Em declarações à Agência Lusa, o líder parlamentar do PS apela a uma intervenção de Montenegro. Eurico Brilhante Dias considera que a auditoria a Luís Neves, aos oito anos de Luís Neves à frente da Judiciária, é preocupante.
São desenvolvimentos com especial gravidade. O assunto em torno do senhor Ministro da Administração Interna atingiu o limite do admissível no quadro do normal funcionamento das instituições. Já chegamos ao momento, já temos o governo a investigar o governo, a Ministra da Justiça a promover o inquérito das atividades de um seu colega de governo. O senhor primeiro-ministro, há que dizê-lo, é o responsável exclusivo, único pela composição do governo e, nesse sentido, mais uma vez exortamos o senhor primeiro-ministro a pôr ordem no governo e a defender o respeito pelas instituições, que é aquilo que neste momento está em causa.
A reação do PS aos casos que envolvem o ministro da Administração Interna, questionado sobre se Luís Neves deve ou não sair do Executivo, Brilhante Dias diz apenas que o primeiro-ministro deve colocar ordem no governo.
Na mesma linha, o Chega acusa o primeiro-ministro de perder o controle da situação. O partido liderado por André Ventura insiste que o ministro da Administração Interna não tem condições para continuar no cargo.
É o que pode ler-se num comunicado divulgado pelo Chega ontem à noite, depois de um dia que voltou a ser marcado pelas polémicas. Ouvido pela Rádio Observador, Fernando Silva, ministro-sombra da Administração Interna do Chega, diz que não percebe como é que Luís Neves ainda está em funções.
É muito estranho que o ministro da Administração Interna, que a propósito das suas funções como diretor da Polícia Judiciária, tem um processo no Tribunal de Contas, tem um inquérito a decorrer na Procuradoria Europeia, tem agora esta auditoria lançada pelo Ministério da Justiça. Nenhum outro titular de um cargo de semelhante natureza que tenha todos estes inquéritos a decorrer. E, portanto, o primeiro-ministro, para ele está tudo normal.
Fernando Silva, o ministro-sombra do Chega, ouvido ontem à noite pela Rádio Observador. O Chega fala em incompatibilidade ética e pede uma assunção de responsabilidades.
Neste contexto, o presidente da República vem pedir estabilidade. António José Seguro apela à continuidade das políticas. Avisa que independentemente da mudança de governos, o mais importante é preservar a estabilidade.
O chefe de Estado falou ontem duas vezes para reforçar esta mensagem, numa altura em que há vários casos a envolver o governo. António José Seguro pede estabilidade neste contexto de polémicas.
Há necessidade de termos políticas públicas estáveis. Mudaram governos, mudaram membros do governo na área do turismo, mas segue-se uma sequência. Um bom exemplo que deve proliferar noutras áreas setoriais da governação do nosso país. Porque há só um país e os governos estão, sucedem-se outros, a esses sucederão outros. É importante que exista essa estabilidade, porque isso depois traz vantagens pro nosso país.
António José Seguro, em declarações na inauguração da Feira de São Mateus, em Viseu. O presidente da República já tinha durante o dia pedido a preservação do Estado de direito democrático e as instituições da democracia quando confrontado com o caso de Luís Neves.
Luís Neves é ministro da Administração Interna há cerca de cinco meses e desde aí tem acumulado casos e uma série de polémicas. Carla, importa por isso recordarmos e percebermos como chegamos aqui.
Como uma matrioska, os problemas surgiram uns atrás dos outros no espaço de apenas um mês, depois de quase oito anos muito elogiados como diretor nacional da Judiciária. É precisamente esse passado que agora assombra o ministro. E Carlos Pedro, tudo começou praticamente há um mês, dia 10 de julho, com as obras no Monte de Odemira, feitas pelo empreiteiro que teve contactos com a Judiciária.
E desde aí nunca mais pararam de surgir novos desenvolvimentos. Como disseste, Carla, a 10 de julho cai a notícia do jornal Nascer do Sol a dar conta de obras feitas por um empreiteiro de Barcelos numa casa no Alentejo. Seguiu-se o escrutínio às propriedades do ministro, que levaram até outras polémicas, como o caso do tanque transformado em piscina ou das licenças pra execução das obras. Depois, a movimentação do atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga para as instalações da Constro Barcelos, a empresa do empreiteiro João Carvalho, deu-se, entretanto, o anúncio de um inquérito-crime do Ministério Público e logo depois a notícia de que dava do incumprimento de obrigações declarativas no Tribunal Constitucional. Há ainda espaço para um processo de verificação da Procuradoria Europeia a propósito da utilização de fundos europeus.
Carlos, na última terça-feira, o Observador revelou também as conclusões de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas relativa à gestão da PJ em 2023.
E é daí que sai um parecer favorável com reservas. O Tribunal de Contas identificou infrações financeiras imputadas a Luís Neves e à então diretora nacional adjunta Luísa Proença, mas foi ontem que surgiu, pra já, o último episódio deste caso Luís Neves, um julgamento no Tribunal de Contas e uma auditoria à Polícia Judiciária ordenada pelo Ministério da Justiça. Ou seja, foi decretada pelo próprio governo de que Luís Neves faz parte desde fevereiro.
Carlos Pedro, com a cronologia dos casos que têm envolvido Luís Neves, o ministro continua a negar qualquer ilegalidade na conduta. Ainda ontem afirmou aos jornalistas em Leiria que está absolutamente tranquilo. Saudou todas as auditorias e investigações que hão de permitir que a verdade venha ao de cima. E mesmo que não surjam mais notícias, Luís Neves vai ter ainda de enfrentar em setembro uma comissão parlamentar de inquérito anunciada já pelo Chega.
E mudamos de tema. Está previsto que as notas dos exames sejam publicadas hoje. O Ministério da Educação garante que há condições para que os resultados sejam conhecidos nas próximas horas, tal como previsto.
Falamos das notas dos exames nacionais do secundário, realizadas na segunda fase e dos resultados das reapreciações da primeira. A partir de hoje, as escolas podem também enviar aos alunos as versões digitalizadas das provas classificadas, à semelhança do que aconteceu durante a primeira fase. O repórter Miguel Pinheiro Correia está na Escola Secundária Inês de Castro, em Vila Nova de Gaia. Miguel, já há notas por aí ou os pais e os alunos estão à espera de consultarem as pautas?
Ainda não há pais nem alunos por aqui, mas pelo menos neste caso, aqui na Escola Secundária Inês de Castro, em Gaia, ainda bem, porque também não há notas ainda. A escola já está aberta e tivemos essa garantia de um funcionário que as notas serão divulgadas entretanto, serão afixadas entretanto, mas para já ainda não há notas para os pais e para os alunos verem, por isso também não há nenhum movimento nesta Escola Secundária Inês de Castro. Nas traseiras desta escola, há outra escola, a Escola Básica D. Pedro I, que está fechada e importa referir esta escola também, porque hoje, além de serem afixadas as notas da segunda fase dos exames nacionais de secundário e os resultados das reapreciações, são também afixadas as notas das provas finais do ensino básico. E, ao contrário desta escola, a Escola Básica D. Pedro I ainda está fechada, por isso também não sabemos, para já, se serão afixadas as notas entretanto. As notas da segunda fase dos exames nacionais começaram a chegar às escolas ontem, pelas 18h30. Foi a garantia deixada pelo Júri Nacional de Exames, com esse compromisso de, durante a manhã de hoje, serem afixadas. E o ministério deixou também essa garantia, em um comunicado enviado aos diretores, que estavam reunidas as condições para serem afixados os resultados. É isso que vamos acompanhar ao longo da manhã para perceber se serão mesmo afixadas ou se, como aconteceu, por exemplo, na primeira fase, haverá aqui algum contratempo. A garantia deixada aqui é que serão afixadas entretanto, mas para já, não há nada a consultar.
Não há nada para ver ainda, como dizias também Miguel Pinheiro Correia, também ainda não há nem pais, nem alunos para consultarem as pautas. É o que acontece, pelo menos, nesta escola em concreto, em Vila Nova de Gaia, com a garantia deixada pelo Júri Nacional de Exames de que as notas começaram a chegar às escolas ontem, ao final da tarde, as notas relativas à segunda fase dos exames. As reapreciações só devem ser afixadas ao longo da tarde. O Júri Nacional de Exames diz que esta diferença deve-se ao elevado número de pedidos de recurso.
Estamos no período de férias parlamentares, mas os partidos já preparam o arranque da próxima sessão legislativa. Algumas começam já neste mês de agosto.
A sessão legislativa só começa a 15 de setembro, mas as rentrês vão estender-se, como dizias, ao longo de quase um mês, com os partidos a organizar eventos que lançam o novo ano político. Há festas, há datas importantes a assinalar e até jogos de futebol. Maria Miguel Marques.
É o partido do governo, o primeiro a dar entrada no novo ano político. O PSD volta ao calçadão de Quarteira já na próxima semana para celebrar os 50 anos da Festa do Pontal. A última edição da festa social-democrata gerou críticas da oposição no ano passado, devido ao ambiente festivo do evento, numa altura em que vários incêndios assolavam Portugal. Mas dia 14 de agosto, o programa do PSD volta a prometer festa com um jogo de futebol entre a direção do partido e a direção da distrital de Faro, mas também a banda sonora dos UHF. Dois dias depois, é a vez do PS de dar as boas-vindas ao novo ano político, com uma entrada mais antecipada que o normal. A reentrada do PS é um arraial no Jardim Patrão Joaquim Lopes, em Olhão. Segue-se o Bloco de Esquerda com o regresso do Fórum Socialismo no final do mês. Para além das principais figuras do Bloco de Esquerda, o evento na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, conta ainda com as socialistas Alexandra Leitão e Isabel Moreira nos dias 29 e 30 de agosto. Quem também tem reentrada marcada para dia 29 é a Iniciativa Liberal, no Algarve, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. Já o PCP celebra entre 4 e 6 de setembro os 50 anos da Festa do Avante. A reentrada do Livre ainda está por anunciar oficialmente, mas uma fonte do partido adiantou ao Observador que o evento realiza-se nos dias 12 e 13 de setembro, na Alfândega do Porto. Fica por conhecer a inauguração do Chega, que para já não tem nada definido.
Maria Miguel Marques com o guia dos eventos partidários que vão dar o pontapé de saída para o novo ano político. Para já, estamos em período de férias parlamentares. O Correio da Manhã noticia hoje que Luís Montenegro foi à praia, no Algarve, com a família e com Hugo Soares, o líder parlamentar do PSD. O primeiro-ministro tinha dito que não iria de férias para ficar a coordenar a atividade do governo, explicou que apenas iria aproveitar alguns fins de semana.
São agora 08h12. Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de sexta-feira?
Donald Trump repete que a guerra com o Irão pode estar muito perto do fim. O presidente norte-americano diz também que o Estreito de Ormuz está mais ou menos aberto, é a expressão utilizada nas declarações aos jornalistas na Sala Oval. Trump antecipa ainda que os preços do petróleo não vão continuar elevados por muito mais tempo. Na Tailândia, pelo menos sete pessoas morreram e 15 ficaram feridas num tiroteio numa escola. O autor estará entre as vítimas mortais. É um rapaz de 14 anos. Entre os outros mortos estão professores e alunos. O ataque aconteceu numa província a norte de Bangkok. A polícia tailandesa ainda está a investigar as causas. A Ordem dos Médicos defende que sejam colocados alertas em locais públicos para sensibilizar a população para os riscos de observar diretamente o eclipse solar sem a proteção adequada. É um pedido feito pela presidente do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos. Joana Ferreira lembra à Agência Lusa que há pessoas que podem estar de férias ou em espaços de lazer e que não tenham conhecimento do eclipse, bem como dos cuidados a ter. A observação direta, sem óculos destinados a esse efeito, pode provocar uma queimadura na retina. O Benfica venceu o Hearts por 2 x 1 na primeira mão da terceira pré-eliminatória de acesso à Liga Europa. O Braga venceu na Liga Conferência, o Dínamo de Minsk por 1 x 0.