Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com Carla Jorge Carvalho. Lula da Silva foi operado de urgência à cabeça. O presidente brasileiro ficou internado, mas o hospital onde está a ser tratado confirma que está tudo bem. O presidente brasileiro sofreu uma hemorragia intracraniana, foi submetido a uma cirurgia para drenagem de um hematoma. O problema foi causado por um acidente que ocorreu em casa em outubro. Lula da Silva queixou-se ontem à noite de uma forte dor de cabeça. Foi operado de urgência nas últimas horas, é o que indica o comunicado divulgado pelo hospital em São Paulo, onde o presidente está a ser tratado. O hospital confirma que Lula da Silva está bem, ficou internado nos cuidados intensivos depois da cirurgia. O hospital adianta ainda que hoje vai haver uma conferência de imprensa para atualizar informações sobre o estado de saúde do presidente brasileiro. É uma notícia que vamos também continuar a desenvolver nos próximos jornais. Por cá, o Observatório da Fundação para a Saúde critica a falta de estratégia do governo pra o setor e pede reformas estruturais no SNS. A ação do Ministério da Saúde é vista como negativa pelo Observatório da Fundação para a Saúde. O organismo é composto por nomes como Constantino Sakellarides, antigo diretor-geral da Saúde, ao Maria de Belém, ex-ministra da Saúde. O relatório anual, que já foi enviado à atual ministra e que é hoje apresentado, indica que os portugueses têm razões para estar preocupados com o estado do Serviço Nacional de Saúde. Miguel Gato.
O Observatório da Fundação para a Saúde critica o governo por não resolver o problema da falta de profissionais no SNS e destaca também, de forma negativa, a abertura equivocada de concursos, os atrasos nas contratações e as negociações sindicais insuficientes realizadas pelo atual executivo. O relatório indica que a falta de ação do governo pode tornar o Serviço Nacional de Saúde ainda mais anémico.
Este Observatório da Fundação para a Saúde afirma também que o atual governo fez apenas três transformações no serviço público, em comparação com o executivo anterior.
São elas a criação de 20 Unidades de Saúde Familiar, modelo C, no setor privado e social, o estabelecimento de centros de atendimento clínico em Lisboa e no Porto e a implementação das consultas de cuidados de saúde primários no Hospital de Cascais, o único em Portugal em parceria público-privada. O relatório acusa o governo de estar a promover soluções nos privados antes de investir no Serviço Nacional de Saúde. E no que toca a pontos positivos da atual governação, os autores do relatório destacam as medidas contra as listas de espera das cirurgias, sobretudo em oncologia, e também a nova componente obstétrica da linha de atendimento SNS 24.
Miguel Gato, e as conclusões do primeiro relatório anual do Observatório da Fundação para a Saúde. O estudo destaca a ausência de qualquer desenho estratégico na estruturação do plano de emergência do governo e diz que não é minimamente fundamentado. Apela a uma reforma estrutural do SNS, que não entregue o serviço público de saúde aos privados. Isto numa altura em que os tempos de espera nas urgências de alguns hospitais estão a aumentar, sobretudo na Grande Lisboa. Está conosco em direto neste jornal, agora, o médico do SNS, Jorge Roque da Cunha. Bom dia, Jorge Roque da Cunha. Vê alguma alteração substancial na forma como o SNS está a funcionar neste governo, em comparação com os anos anteriores?
É um pouco difícil, num prazo tão curto de tempo, fazer uma séria comparação. A verdade é que os problemas que existem no Serviço Nacional de Saúde são conhecidos, têm décadas de subinvestimento, têm décadas em que os profissionais não têm condições para desenvolver o seu trabalho. Não só rescindem com o Serviço Nacional de Saúde, não só não se prevê e não se previu antecipadamente o número de reformas que já se sabiam que iam ocorrer este tempo. E por isso, naturalmente, as insuficiências continuam. E continuam, objetivamente. Não, desde logo, criar aqui qualquer anátema em relação àquilo que os privados podem desenvolver. Aquilo que aconteceu, por questões meramente ideológicas, de acabar com as parcerias público-privadas nos hospitais, toda gente hoje reconhece, nomeadamente os presidentes de câmara de Loures e Odivelas, que foi um erro político muitíssimo grave da anterior titular do Ministério da Saúde. Por outro lado, também quando se faz uma qualificação em relação à negociação sindical, a verdade é que o Sindicato Independente dos Médicos assinou um protocolo. Outra estrutura sindical preferiu não o fazer e fazer uma contestação na rua e de uma forma mais evidente e visível em termos de comunicação social, mas no meu ponto de vista, muito pouco eficaz. Foi uma opção, é uma coisa correta, mas as negociações estão a decorrer de uma forma perfeitamente normal. E por isso, dar nota que os problemas existem. Naturalmente, também tenho a maior das dúvidas que a solução seja, por exemplo, aquilo que aconteceu com a parceria público-privada de Cascais ou com o Hospital da Perlada, onde foi desenvolvido um protocolo do governo com essas instituições. E não é por qualquer tipo de questão fundamental que não tenha a ver com a necessidade de haver uma fiscalização, um controle e uma avaliação dos resultados, coisa que, no meu ponto de vista, não acontece. Ao invés daquilo que acontece no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente nas Unidades de Saúde Familiar. E por isso que o essencial é que se invista no Serviço Nacional de Saúde. O investimento público na última década foi o que foi. Os dados também são públicos, que nunca como agora os privados As pessoas individualmente gastaram tanto dinheiro para ter acesso aos cuidados de saúde, que são cerca de quatro milhões de portugueses que têm seguros de saúde, para além de 1 milhão de portugueses que têm a ADSE. Parece-me, no meu ponto de vista, excessivo dar nota que essa responsabilidade deve ser imputada a um governo que está há meia dúzia de meses no poder. É verdade que as expectativas que foram criadas eram muito elevadas. O plano de urgência é um plano, nós ainda temos de ver a sua implementação. Havia muitas das medidas que lá estão previstas que já estavam em desenvolvimento.
A questão é, Jorge Roque da Cunha, como é que vamos enfrentar, e o SNS vai enfrentar o inverno? Os avisos partem dos próprios responsáveis de que poderá ser outra vez difícil.
É um inverno que vai ser muito difícil, como têm sido os invernos nos últimos anos, já que, como nos últimos anos, não houve um investimento que criasse condições para robustecer as equipas, para substituir os médicos que se reformam, para fazer com que os médicos jovens integrem o SNS. Vai ser, naturalmente, uma situação difícil que, no meu ponto de vista, merece uma atenção particular. Um plano, por mais perfeito que seja, tem de garantir que haja uma resposta atempada, que haja uma diminuição da pressão dos doentes não urgentes junto dos serviços de urgência. E aí, por exemplo, no meu centro de saúde, cerca de 40% das nossas consultas são as chamadas consultas abertas a que as pessoas podem recorrer. Só que como há 600 mil portugueses sem médico de família, temos aí um problema que vai ser muito complicado e elevado.
E a questão sempre da retenção dos médicos no SNS, percebemos que é mesmo um problema estrutural com uma resolução mais complicada. Jorge Roque da Cunha, muito obrigada pela análise.
Muito obrigado, bom dia.
Um bom dia para si também e este olhar sobre o estado do setor da saúde numa altura em que se aproxima o inverno e já estão prometidas mais dificuldades.
E na Síria, a cidade de Damasco voltou a ser alvo de bombardeamentos israelitas esta madrugada, pelo menos duas pessoas morreram.
São dados do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que adianta que desde a queda de Bashar al-Assad, Israel lançou 250 bombardeamentos contra Damasco. Entretanto, milhares de refugiados sírios tentam voltar a casa. O especialista em assuntos humanitários, Bruno Neto, alerta para a instabilidade que estes fluxos podem causar.
Neste momento há filas e filas de pessoas junto a quase todas as fronteiras terrestres. A situação na Síria está tudo menos estabilizada, ou seja, não há apenas um grupo que está neste momento no poder ou quer estar no poder, mas também há a situação dos curdos, na parte do Curdistão, que neste momento não há uma estrutura que se possa dizer que está organizada. As Nações Unidas, através das várias agências, está neste momento a organizar-se, estão a pedir fundos para ajudar esta situação, porque não era esperado que esta situação acontecesse.
O especialista em assuntos humanitários, Bruno Neto, que esteve em direto esta manhã aqui na Rádio Observador. Países como Suécia, Dinamarca, Noruega, Reino Unido, já anunciaram a suspensão da análise dos pedidos de asilo por parte de refugiados sírios. A Rádio Observador questionou esta manhã o governo português sobre se vai agir no mesmo sentido, mas ainda não obtivemos resposta.
São agora 09h11. Hoje o explicador é sobre a audição de amanhã da ministra da Cultura sobre a exoneração do CCB, mas antes, Carla, que outras notícias estão em destaque?
A Inspeção-Geral da Administração Interna abriu 21 processos disciplinares a elementos das forças de segurança entre janeiro e setembro deste ano. O organismo que fiscaliza a atividade das polícias concluiu este ano também 28 processos, remetidos agora para a PJ, e destes processos, o Ministério da Administração Interna, a quem compete a última decisão nos casos, decidiu, até setembro, aplicar 15 penas, entre elas a expulsão de um militar da GNR. Os restantes processos foram arquivados. Rui Rocha vai recandidatar-se à liderança da Iniciativa Liberal por mais dois anos de mandato. O anúncio foi feito ontem à noite pelo próprio presidente do partido, numa entrevista à SIC Notícias. As eleições são a 1 e 2 de fevereiro do próximo ano. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa inaugura hoje um centro de acolhimento para pessoas que trabalham, mas vivem na rua. Tem capacidade para acolher cerca de 50 pessoas. Pode atingir, no entanto, as 90 vagas, no caso de os quartos serem duplos. Chama-se Centro de Alojamento Temporário do Grilo. E o que é que José Castelo Branco, Rúben Amorim e Kate Middleton têm em comum?
São os mais pesquisados do ano na internet. Vão embora. Tu já sabias. Vão embora. Trazem sempre estes factos. Não, mas quer dizer, o que é que têm em comum? É difícil.
Viver no mesmo planeta. Não parece às vezes, mas vivem. É isso. Magoai, não é? Vão embora. Mas querem saber mais?
Claro. Não, agora não. Queremos muito. É verdade. Não devias contar agora, Carla.
A nível internacional, querem saber? A nível internacional, cá está.
Mas antes do internacional, foram os nomes mais pesquisados, não é?
Sim, foram os mais pesquisados deste. A nível internacional, aqui temos a Princesa de Gales a dominar o top de personalidades mais procuradas, logo a seguir a Donald Trump. Ou melhor, seguida de Donald Trump. Temas mais pesquisados em Portugal. Euro 2024.
Sim. Eleições.
Eleições. Muito bem. Amanhã tens que me dar a resposta da Telma. E as presidenciais dos Estados Unidos também. Na música, há dois nomes que foram os mais pesquisados de todos.
Taylor Swift.
Exatamente.
Por causa do concerto, claro.
E?
Scorpions.
Scorpions.
O que é que querem ouvir? O que é de Scorpions? Tu dizes Scorpions?
Não.
Não.
Era isto, não era?
Era. Deviam ter escolhido.
O que é que Taylor Swift e Scorpions têm a ver um com o outro? Foram os mais pesquisados. Não sei porquê, não sabemos.
Vieram cá os Scorpions ou não vieram? Vieram, sim.
Vieram, sim.
Por causa disso.
O João foi ver.
Por causa dos bilhetes.
Fui ver há 300 anos.
Foste ver, João? Não foi ao Rock in Rio?
Foi, no convento. Há 20 anos.
A sério? Não, não é este ano. Com a orquestra, não era? Não?
Não me lembro. Já foi há 20 anos, a minha memória já não dá para tanto.
Tu tens 20 anos, já?
Tenho 21.
Tens 21.
Programas de televisão mais pesquisados: Secret Story e Big Brother.
Que interessante.
As pessoas dizem que não veem.
Scorpions vêm para o ano, 2025.
É, sim.
Já estamos a dizer de saber, se quiserem.
É isso.
Não, não estiveram no Rock in Rio. Pode continuar. Diz. Ainda fica. Mas tiveram no Rock in Rio ou não tiveram? Fica lá atrás.
Vamos lá, quatro bilhetes.
Vai.