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São 9 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O Conselho de Ministros deve hoje aprovar o regresso das parcerias público-privadas em cinco hospitais. O presidente da Câmara de Braga vê a decisão com bons olhos.
E diz até que os cuidados de saúde na cidade poderiam ser melhores se as parcerias nunca tivessem sido extintas. Esta vai ser a principal novidade que deve sair do Conselho de Ministros. O jornal "Público" conta que o governo prepara-se para aprovar o regresso das PPP aos hospitais de Braga, Vila Franca de Xira, Amadora-Sintra, Loures e também o Garcia de Orta, que nunca funcionou neste modelo de gestão privada. É uma medida ou uma intenção, para já, que merece os elogios de Ricardo Rio, o autarca de Braga.
Em Braga, em particular, nós digamos que não somos um oásis. A realidade da prestação de cuidados de saúde tem, obviamente, muito a ver também com o enquadramento nacional e a questão que fica por responder é se nestas circunstâncias que nós enfrentamos ao longo dos últimos anos, de descontinuidade de serviços, de interrupção periódica de serviços, se o modelo que estivesse em vigor fosse o da parceria público-privada, se não teríamos ficado mais imunizados face a essa realidade e não teríamos tido uma garantia de melhores cuidados de saúde à nossa população.
É a pergunta deixada em aberto pelo presidente da Câmara de Braga. O Hospital de Braga deixou de funcionar em regime de PPP em 2019, já com o governo de António Costa. Anos depois, em 2023, aconteceu o mesmo com o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. Ricardo Leão é o presidente da Câmara de Loures, está agora também em direto neste jornal das 9. Muito bom dia, Ricardo Leão. O senhor foi também uma das vozes que se mostrou contra o fim das PPP, disse que o Beatriz Ângelo deixou de funcionar com a mesma qualidade. Elogia esta decisão do governo de hoje?
Antes de mais, muito bom dia. Três notas muito rápidas.
Sim.
Eu sempre fui defensor que não se deve colocar a ideologia à frente do interesse das pessoas e neste caso em concreto, a prestação de um serviço importantíssimo na vida das pessoas, que é a prestação de serviços médicos. E por isso é que a questão ideológica não se deve sobrepor à questão da boa prestação do serviço. Ora, é verdade, nós tínhamos uma PPP no passado, que tinha índices de satisfação dos utentes e de respostas de funcionamento que não se comparam minimamente com o estado, diria mesmo, degradante, em que o Hospital Beatriz Ângelo, neste momento, se encontra. E por isso, desse ponto de vista, eu tive uma reunião há um ano com a senhora ministra, onde abordamos esta matéria e disse que o presidente da Câmara de Loures jamais iria colocar a ideologia à frente de qualquer decisão relativamente a esta matéria. Agora, acho estranho avançarem rapidamente com estas PPPs sem previamente terem falado com a Câmara. Não tinha que o ser. Ficava bem. Esta é a nota de relevo que peço. Portanto, o que eu digo, desconhecendo os moldes em que vai à reunião do Conselho de Ministros, porque só soube pela comunicação social, soube desta intenção há um ano a esta parte. Dizia só o seguinte: esta PPP tem que garantir é a questão do Serviço Nacional de Saúde, sempre. Ou seja, garantir, assegurar e salvaguardar o Serviço Nacional de Saúde nesta PPP como a anterior fazia.
Portanto, está tudo no caderno de encargos.
Está? Não sei se está.
Está tudo dependente, digo eu, claro.
Pronto, isto não sei, não vi. Mas a única dúvida que eu tenho aqui, e a exigência, digamos, é que esta PPP cumpra, como a anterior cumpria, a garantia, a salvaguarda, o interesse do Serviço Nacional de Saúde.
Sendo que esta iniciativa, esta decisão do governo, vai a Conselho de Ministros numa altura em que o governo tem aparentemente os dias contados. Parece que há condições para que possa avançar no futuro quadro político.
Não deixo de estranhar, e digo com toda a frontalidade, que numa altura como esta, avance uma medida do ponto de vista partidário, a República não gera consensos. Por isso é que eu digo que há outros tipos de matérias para o concelho de Loures, por exemplo, onde existe consenso, onde já existia conversações com a Câmara, como a expansão do Metropolitano ao concelho de Loures, onde foi prometido por este governo que em fevereiro iria a Conselho de Ministros, devidamente articulado com a Câmara de Loures, com a Câmara de Odivelas. Eu próprio tive várias reuniões com o ministro Pinto Luz, conversei com o ministro das Finanças, está tudo garantido. E por isso, se houver esta pressa em meter a PPP num Conselho de Ministros rapidamente, eu também digo aqui uma palavra, faço este alerta ao governo, que é determinante que faça o mesmo para a expansão do metro ao concelho de Loures. Porque se isso não acontecer, cá estará a Câmara de Loures, e estou certo que Odivelas também, para tomarmos posições firmes relativamente a esta matéria.
Aguardemos. Ricardo Leão, muito obrigada por ter estado em direto neste jornal. Ricardo Leão é presidente da Câmara de Loures, reagindo a esta notícia que diz que soube apenas pelo jornal Público. O governo prepara-se para aprovar o regresso das PPP aos hospitais de Loures, Braga, Vila Franca de Xira e também ao Garcia de Orta, em Almada. Falamos apenas do início de um processo que será ainda bastante longo.
A crise política apanhou muitos portugueses de surpresa. O distanciamento da política é cada vez maior.
Nas ruas da cidade do Porto, há muitas opiniões sobre de quem é a responsabilidade pelas mais prováveis eleições antecipadas, mas a repórter do Observador, Maria Rego, encontrou uma nota comum: o desgaste da população.
Eu nem sei o que diga.
Não estou feliz com a política.
O descontentamento do povo é palpável face à instabilidade do governo. A possibilidade de ir às urnas parece bem a uns.
Eu acho que ir a eleições outra vez não é nada bom.
Mas sabe a pouco a outros.
Precisa se demitir até. Acho que é melhor e a gente ir às eleições.
Nas apostas por um possível vencedor, também não há certezas.
O Chega acho que não é, mas nunca se sabe. Ele já esteve lá próximo.
E há quem atire que são todos farinha do mesmo saco.
Eles não são os melhores que os outros.
A insegurança não está só no centro do debate, está mesmo aos olhos do povo, dentro do Parlamento.
Isto tudo não traz segurança, porque ficamos assim: "Afinal, o que é isto? Ainda há tão pouco tempo e houve eleições, acreditamos". De repente, eles próprios a serem uns contra os outros, fazem-nos sentir mal.
A política mudou e a estratégia também.
Aquela liderança daquelas pessoas que estavam lá e que a gente ouvia com vontade, acreditava. Agora não, é só ataque. Já estamos tão fartas de ataque.
Um povo farto e cansado de uma política nacional que tem dado muitas voltas.
Um trabalho da repórter do Observador, Maria Rico, com a reação de alguns portugueses à atual crise política. Crise política em destaque nas manhãs 360. Junta-se a nós no explicador, o ministro-adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, é já a seguir. Antes, Carla, que outras notícias marcam esta manhã? O ataque russo de larga dimensão às infraestruturas de energia da Ucrânia danificou as instalações de produção de gás natural da empresa estatal Naftogaz. Não houve vítimas. Em comunicado, a empresa revela que este é o 17º ataque russo contra instalações energéticas. E um dia depois do Conselho Europeu Extraordinário, Viktor Orbán insiste que financiar a Ucrânia durante a guerra com a Rússia iria arruinar a Europa. A Hungria foi o único Estado-membro a votar contra o pacote de investimento na defesa europeia. Mais uma noite tranquila. O Papa Francisco está estável, está a descansar e considerando a atual estabilidade do quadro clínico, o próximo boletim só vai ser divulgado amanhã, ou seja, ao contrário do que tem acontecido até aqui, não haverá um novo relatório esta tarde. É uma informação avançada pelo Vaticano. O Papa está internado há três semanas. Há uma estação de comboios em Paris parada esta manhã. Milhares de passageiros vão ver canceladas as viagens. A circulação ferroviária na Gare du Nord foi interrompida por causa de uma bomba da Segunda Guerra Mundial que foi encontrada nos carris a pouco mais de 2 km da estação. A informação é avançada pela empresa pública responsável pelos comboios em França. Prevê-se que a circulação seja retomada por esta hora. E agora digam lá se são fãs destes senhores aqui. São os rapazes novos.
São os sobrinhos.
Começaram agora e foi há pouco tempo, em 1971. Os Pink Floyd gravaram um filme concerto no meio das ruínas da cidade italiana de Pompei. Ruínas, tudo a ver. E não é que este filme concerto vai agora chegar às salas de cinema, mesmo em Portugal. A versão original foi remasterizada em 4K, o áudio também foi melhorado e o que é que vai acontecer? Entre 24 e 27 de abril, este filme concerto vai ser reproduzido em alguns cinemas portugueses, mas depois, a partir de 2 de maio, fica disponível em todo o país. Vai fixar estas datas. Eu estou tentada. Para ver as ruínas.
É quase um milhão de concertos.
É um clássico.