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O Primeiro-Ministro voltou hoje ao Parlamento, um dia depois de apresentar a versão final do PTRR. O debate quinzenal vai acontecer hoje e esperam-se fortes críticas da oposição.

Até porque ontem foram unânimes, da esquerda à direita, os partidos da oposição acusaram Luís Montenegro de ter feito um número de propaganda e de marketing político ao apresentar um plano sem medidas concretas. O PTRR é um envelope de mais de € 22 mil milhões e que vai estar em execução nos próximos oito anos. Tem medidas como a criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas, a intenção de avançar com seguros obrigatórios nas habitações próprias. Luís Montenegro sublinhou também que o Estado não pode estar disponível para pagar tudo a todos, a toda hora. O plano vai ser coordenado pelo Ministro da Economia e da Coesão Territorial, juntamente com especialistas.

O PTRR vai continuar a ser tema nas manhãs 360. É nosso convidado, já a seguir, no Explicador, o ministro Manuel Castro Almeida. Já o debate quinzenal vai ser transmitido, como é habitual, às 15h. A CGTP admite convocar uma nova greve geral, mas diz que o anúncio só vai ser feito na manifestação do Dia do Trabalhador.

No 1º de maio, já esta sexta-feira, o jornal "Expresso" conta que a convocação da greve geral já foi decidida na reunião de ontem do Conselho Geral da CGTP, apenas com a abstenção de alguns representantes de tendência socialista. A greve deve realizar-se dia 2 de junho, uma terça-feira. Ouvido esta manhã pela Rádio Observador, Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, diz apenas que todas as formas de luta estão em aberto e não exclui a greve geral.

Confirmo que na sexta-feira, dia 1 de maio, vamos convocar os trabalhadores para continuarem este processo de luta, que tem demonstrado, ao longo de todo este tempo, tanta firmeza, que os trabalhadores têm demonstrado. E é a CGTP que vai continuar a trilhar com os trabalhadores este caminho. A forma de luta que vamos apresentar, isso será só na sexta-feira.

A aguardar dois dias para este anúncio. Para já, Tiago Oliveira a confirmar que a CGTP vai continuar a protestar contra as alterações ao pacote laboral, que de resto já levaram a um protesto semelhante em dezembro, em que aderiu também a UGT. Neste momento, a central sindical liderada por Mário Mourão mantém as negociações com o Governo.

Duarte Cordeiro não se sentiu visado pelas críticas de Pedro Nuno Santos. O antigo secretário-geral criticou os tacticistas do Partido Socialista, mas Duarte Cordeiro diz que falhou o alvo.

E admite até que a polêmica criada no regresso de Pedro Nuno Santos ao Parlamento era dispensável. Duarte Cordeiro seria o principal visado, uma vez que ainda há duas semanas recusou o convite de José Luís Carneiro para integrar a Comissão Política do PS, mas não interpretou as palavras do antigo secretário-geral como uma crítica pessoal.

O que Pedro Nuno Santos decidiu destacar na sua declaração de regresso ao Parlamento diz muito pouco aos portugueses, aos seus problemas. Acho que estamos a viver uma fase em que os políticos devem concentrar as suas atenções realmente onde residem os problemas do país, especialmente no momento em que estamos a viver. Eu não sei a quem é que Pedro Nuno Santos se dirigia. Aliás, há ali várias versões. Se por acaso se dirigia a mim, eu penso que falha o alvo.

A resposta de Duarte Cordeiro ontem à noite no canal NOW, seguindo o mesmo tom que já tiveram Mariana Vieira da Silva e Fernando Medina. Já questionado sobre uma futura candidatura à liderança do Partido Socialista, Duarte Cordeiro responde que neste momento essa é uma hipótese fora da mesa.

O discurso do presidente da Assembleia da República no 25 de Abril levou a uma discussão sobre o escrutínio na vida política. Especialistas ouvidos pelo Observador rejeitam a ideia de excesso de transparência e avisam para o risco de retrocessos na legislação.

José Pedro Aguiar-Branco aproveitou a sessão solene para criticar o escrutínio feito aos titulares de cargos políticos, que se teria transformado, diz o presidente da Assembleia da República, num reality show. Não é isso que vemos quando comparamos a legislação portuguesa com a europeia. O jornalista João Paulo Gudinho diz que Portugal segue o exemplo do Parlamento Europeu em várias matérias, como nas declarações de interesses dos deputados.

Todo esse tipo de legislação vem beber daquilo que foi adotado já no Parlamento Europeu, na Comissão Europeia e também noutros países. São documentos relativamente curtos, mas que têm muito do espírito daquilo que se encontra no regime nacional, quer em termos da obrigação de prestação de informações, que se estendem também ao cônjuge, ou ascendentes, ou descendentes, até num aspecto eventualmente mais abrangente daquilo que está a nível nacional.

O jornalista João Paulo Gudinho, que ouviu especialistas como Susana Coroado, antiga presidente da Organização Transparência e Integridade, e João Paulo Batalha, vice-presidente da Associação Frente Cívica, explica que partilham a mesma ideia: Portugal não tem um problema de excesso de transparência.

E aquilo que nós vemos de forma genérica nestes três é que não há um excesso, ou não há uma queda no reality show como Aguiar-Branco anunciava. Pode haver aproveitamentos um pouco voyeuristas, quando um jornal escreve: o político X tem cinco casas e valem este dinheiro. Pode haver algum aproveitamento mediático e esse voyeurismo, mas, por outro lado, é uma obrigação que o cidadão, e isso é um exemplo que a Susana Coroado referia, que nós, ao olharmos para o político que declara aquilo, vemos: aqui está um exemplo de honestidade, alguém que diz que já tem isto, isto e isto, e que não se inibe de revelar isso publicamente.

João Paulo Gudinho está na edição de hoje da História do Dia dedicada ao discurso do presidente da Assembleia da República na sessão solene do 25 de Abril.

Esta é uma notícia assinada pelo jornalista João Paulo Gudinho. Está em destaque no site do Observador. Quanto à História do Dia, já está disponível em podcast. São agora 09h08, daqui a pouco temos Explicador. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam a atualidade?

Ursula von der Leyen defende que a União Europeia deve reduzir a dependência excessiva dos combustíveis fósseis importados. Ao mesmo tempo, a presidenta da Comissão Europeia deixa um alerta: avisa que as consequências do conflito no Medio Oriente e do encerramento do Estreito de Ormuz podem demorar meses ou anos a chegar. Von der Leyen está esta manhã a discursar no Parlamento Europeu. A presidenta da Comissão Europeia garantiu ainda que a primeira parcela do novo empréstimo à Ucrânia vai ser paga ainda neste trimestre. O valor da quantia ascende aos € 45 mil milhões. Donald Trump terá dado indicações para preparar um bloqueio prolongado do Irão. A notícia é do Wall Street Journal, que escreve que o plano prevê um ataque às capacidades econômicas iranianas. Fontes citadas pelo jornal acrescentam que o presidente dos Estados Unidos reconhece que o bloqueio é uma opção menos arriscada do que voltar a bombardear instalações nucleares. Está marcada para daqui a uma hora, em Lisboa, uma manifestação de motoristas TVDE. Ao contrário de protestos anteriores, desta vez não está previsto nenhum cortejo ou desfile. Os carros vão ficar parados, os motoristas vão deslocar-se a pé até às sedes da Bolt e da Uber, em Lisboa.