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O Observador são 9h. Está a começar o Jornal das 9, com edição da Carla Jorge de Carvalho. Carla, foi uma noite de ataques entre Israel e Irão. Telavive avisa que há mísseis disparados do Irão a caminho de Telavive. O escalar da guerra continua, apesar dos apelos em sentido contrário dos Estados Unidos e também da União Europeia.

Os 27 reagiram esta manhã pela voz da chefe da diplomacia, Kaya Kallas, pede calma a todas as partes e manifesta o desejo de que o conflito se resolva com negociações à mesa. Antes disso, reagiu Donald Trump, pedindo que Israel não responda. Em entrevista ao Financial Times, o presidente norte-americano diz que é ele que manda e avisa Netanyahu. Trump diz que haverá um acordo mesmo que o primeiro-ministro israelita não queira. Mas, Carlos Pedro, o aviso da Casa Branca foi ignorado por Telavive.

Ainda sem reação a esse pedido, mas certo é que as Forças de Defesa de Israel confirmaram, em comunicado, um ataque a instalações petrolíferas no sudoeste do Irão. O aviso deverá continuar a ser ignorado, já que a Al Jazeera avança que, por esta altura, a rádio do exército israelita confirma que o confronto armado com o Irão deverá durar vários dias. No Irão, por esta altura, tomam-se algumas medidas preventivas. A imprensa iraniana noticia que o aeroporto de Mehrabad, em Teerão, suspendeu temporariamente todos os voos. A mesma fonte dá conta de que o míssil terá atingido uma base militar dos Estados Unidos na Arábia Saudita. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão responsabiliza, desde logo, os Estados Unidos por estes novos ataques. Dizem ainda que o Irão tem o apoio dos houthis do Iémen, que reivindicaram esta manhã o lançamento de um míssil em direção a Israel, sem registro de danos ou vítimas. Ainda assim, os houthis já avisaram que vão bloquear a navegação israelita no Mar Vermelho.

Carlos, olhamos já para os impactos desta nova escalada do conflito com o aumento do preço do petróleo.

Sim, e aqui olhamos para o preço do petróleo Brent, que é referência para as importações portuguesas. Está a disparar quase 5% nesta manhã, reagindo assim a um novo aumento das tensões entre Israel e o Irão. Os contratos futuros que estão a ser negociados entre investidores nos mercados energéticos internacionais estão a encarecer mais de 4,5% face ao preço de fecho de sexta-feira. O preço do barril está agora na casa dos US$ 97 por barril.

Carlos Pedro, com os mais recentes desenvolvimentos que chegam do Médio Oriente depois de uma noite de ataques. O momento acompanhado pelo repórter do Observador, José Carlos Duarte, que está neste momento em Telavive.

As sirenes ouviram-se pelo menos duas vezes esta noite, pelo menos aqui em Telavive. A primeira vez que as sirenes tocaram foi por volta das 5h, hora local, aqui em Telavive, menos duas horas em Lisboa. E depois, passada uma hora, voltaram-se a ouvir as sirenes. O primeiro caso, recebemos logo as informações que tinha sido um míssil do Iémen, que foi enviado pelos houthis, e depois o segundo foi enviado pelo Irão. Portanto, foi esta a situação esta noite. Houve aqui dois mísseis que foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea israelitas e que não chegaram, pelo menos aqui a Telavive.

José Carlos Duarte, o repórter do Observador, que está em Telavive a acompanhar os recentes desenvolvimentos da guerra entre Israel e o Irão, que voltou a escalar esta noite.

E na análise aos desenvolvimentos do conflito, o especialista em relações internacionais, Miguel Baumgartner, considera que os Estados Unidos já não têm a mesma capacidade de controle sobre Israel.

O que poderá abrir caminho a uma nova escalada no Médio Oriente.

Israel não mais segue as orientações dos Estados Unidos e está a tomar a decisão sozinho. Os Estados Unidos, neste momento, como o país que interveio juntamente com Israel, não mais tem capacidade decisória sobre Israel, o que nos traz a ideia de que os próximos dias poderão ser complicados e poderão efetivamente nos trazer uma escalada deste conflito muito maior do que nós poderíamos estar à espera.

A análise do especialista em relações internacionais, Miguel Baumgartner, aos novos ataques desta noite. A análise no Gabinete de Guerra.

E há pelo menos 15 mortos e cerca de 130 feridos nas Filipinas após um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter, que atingiu este país asiático na última noite.

Os números são confirmados pelas autoridades. Até ao momento, falamos de um sismo que teve epicentro no mar, a 13 km de Mindanao, no sul das Filipinas. Eram 7h30 da manhã, hora local, 11h30 em Lisboa. Há registro esta manhã de um tsunami, para o qual já tinham sido emitidas ordens para a evacuação de várias zonas costeiras das Filipinas. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico informou, logo após o sismo, que ondas de até três metros eram uma possibilidade em algumas zonas. Nas redes sociais, é possível ver já fotografias e vídeos com uma dimensão da destruição, com edifícios colapsados, várias estradas danificadas. O presidente filipino afirma que os centros de evacuação estão prontos para receber todos os deslocados. As autoridades estão no terreno a avaliar os estragos, o número de vítimas e também a realizar operações de resgate. Até o momento, há a confirmação de 15 vítimas mortais e mais de uma centena de feridos.

E depois de um ano de investigação, a PSP desmantelou uma rede de tráfico de droga que servia, sobretudo, famosos. O chamado Uber da droga liderava esta rede com a ajuda de um sócio e com o apoio da própria mãe.

Falamos do julgamento da rede de tráfico de droga de Nuno Ricardo, que funcionava na Grande Lisboa. Manteve-se ativa, pelo menos entre o verão de 2023 e novembro de 2024. O tribunal deu como provado que esta rede de tráfico controlada por Nuno Ricardo, o sócio e a mãe, tinha vários clientes. Muitos deles eram nomes bastante famosos, como explica o editor de sociedade do Observador, Pedro Rainho.

As que são arroladas como testemunhas no processo eram cerca de 15 a 20 pessoas. Há ali três ou quatro nomes que se destacam dos demais. Estamos a falar de atores, de antigos concorrentes de reality shows, médicos, pessoas com muita projeção pública, pessoas que facilmente são reconhecidas. Há também um atleta olímpico, um medalhado olímpico.

Pedro Rainho, editor de sociedade do Observador, hoje na história do dia. A sentença que levou à condenação deste dealer é pública. Foi lida a 28 de maio, em Lisboa, no campus da Justiça. Nuno Ricardo, líder desta rede, foi condenado a cinco anos e meio de prisão. É o único que está a cumprir pena efetiva. O sócio, Lionel Nhaga, foi condenado a quatro anos e meio de prisão, a mãe de Nuno Ricardo a quatro anos e três meses. No caso destes dois réus, o tribunal optou pela pena suspensa.

É um artigo que faz esta hora manchete no site do Observador. Foi o tema da história do dia, que pode ouvir já nas plataformas podcast. Nove horas e oito minutos. Antes do Explicador, Carla, que outras notícias há a destacar a esta hora?

Cinco distritos de Portugal continental estão hoje sob o perigo máximo de incêndio: Faro, Portalegre, Santarém, Castelo Branco e Bragança. Ao todo, são 25 os concelhos com risco máximo de incêndio rural. É o nível mais alto atribuído pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Há ainda vários concelhos com perigo muito elevado. O risco de incêndio rural vai manter-se elevado em algumas regiões, pelo menos até ao final da semana. O Papa Leão XIV discursa na próxima hora no Parlamento Espanhol, naquele que é o terceiro dia de viagem que está a fazer ao país. Ontem, o líder da Igreja Católica celebrou uma missa no centro de Madrid. Mais de um milhão de pessoas assistiram ao momento nas ruas da capital espanhola. José Mourinho vai mesmo deixar o Benfica para treinar o Real Madrid. Florentino Pérez venceu ontem as eleições do clube. No discurso de vitória, falou do regresso de um dos melhores treinadores do mundo ao Santiago Bernabéu.