Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Nove da manhã. Notícias às nove, na Rádio Observador, uma edição do jornalista Miguel Cordeiro. A GNR já deteve o suspeito do atropelamento que aconteceu esta madrugada em Albufeira. O Comando Territorial de Faro adianta ainda esta manhã que o número de feridos, Miguel, subiu para 12.

Sim, são afinal 12 os feridos deste incidente. Há um ferido grave, 11 ligeiros. Entre os feridos estão também dois militares da GNR. É uma atualização face aos últimos dados, que indicavam apenas quatro feridos. O suspeito deste atropelamento em Albufeira, na Rua da Hora, tem 35 anos e quando foi detido acusou uma taxa de álcool no sangue de cerca de 1,3 g/l. O alerta foi dado por volta das 3h, quando a viatura, que estava estacionada na via pública, iniciou a marcha na movimentada Rua da Hora, apesar da ordem de paragem dos militares da GNR. O condutor desobedeceu, inverteu a marcha e depois foi obrigado a parar novamente, mas avançou na direção dos peões e da polícia, atropelando várias pessoas. O condutor desobedeceu às autoridades, tentou fugir, foi interceptado e detido por militares do Grupo de Intervenção de Ordem Pública. As vítimas foram transportadas para os hospitais de Portimão e de Faro e também para o Centro de Saúde de Albufeira. Os factos já foram comunicados ao tribunal judicial. A guarda continua a apurar de forma mais detalhada as circunstâncias deste incidente. Neste jornal, em direto, contamos com o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, a quem agradeço a disponibilidade para estar conosco na Rádio Observador. Rui Cristina, bom dia. Tem mais algum detalhe que nos possa dar sobre este atropelamento na Rua da Hora? Quando é que teve também notícia deste incidente?

Miguel Cordeiro, tenho a indicação da nossa produtora que a chamada caiu, portanto, vamos tentar a ligação outra vez.

Tentamos essa ligação com Rui Cristina, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, por causa deste atropelamento na Rua da Hora. Doze feridos, este é o balanço mais recente. Foi emitido pela GNR na última hora. Entre os feridos, há um em estado grave e dois são militares da GNR. Um condutor de 35 anos que avançou sobre a multidão com uma taxa de álcool no sangue de 1,3. E tudo aconteceu por volta das 3h, na Rua da Hora. Tentávamos esse contato com o autarca de Albufeira, Rui Cristina. Já voltaremos a esta notícia durante este jornal.

Entretanto, o antigo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considera que Luís Montenegro estabeleceu o padrão spinum viva no caso Luís Neves.

O socialista entende que a vitola do primeiro-ministro no caso da empresa familiar estabeleceu critérios baixos para situações em que ministros têm problemas éticos. São declarações de uma entrevista ao jornal Público, em que Eduardo Cabrita pede mais esclarecimentos sobre o caso do atual ministro da Administração Interna. Na opinião do antigo governante, há uma ligação entre a conduta de Montenegro e a que aplica a Luís Neves, já que o governo e o PSD tudo fizeram para evitar, por duas vezes, a ida de Luís Neves à Assembleia da República. Além disso, o antigo ministro mostra-se preocupado com a imagem da Polícia Judiciária, uma vez que os casos que envolvem Luís Neves remontam a quando o ministro era ainda diretor nacional da instituição.

Em Espanha, já arrancou a reunião do Conselho de Segurança Nacional para analisar a situação em Ceuta. Também hoje, vários elementos do governo espanhol prestam esclarecimentos no Parlamento sobre a crise migratória no enclave.

Margarita Robles, ministra espanhola da Defesa, é a primeira a deixar esclarecimentos aos deputados espanhóis. Termina esta ronda de audições na próxima segunda-feira, com as audições da ministra da Juventude e da Igualdade. São vários os ministros que até lá vão ser ouvidos durante os próximos dias no Parlamento Espanhol. Antes disso, Pedro Sánchez está a reunir o Conselho de Segurança, e isto acontece no mesmo dia em que deve também formalizar a alteração de estratégia para gerir a crise de Ceuta. O jornal "El País" hoje destaca que o presidente do governo espanhol, Carlos Pedro, decidiu criar um comando único para coordenar toda a resposta a este problema.

E será o ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, a liderar este comando único anunciado no fim de semana e que hoje é formalizado em Conselho de Ministros. Terá a função de coordenar todas as ações de todas as entidades públicas envolvidas na gestão da crise migratória de Ceuta. É de facto um volte-face significativo na estratégia definida inicialmente pelo governo central de Espanha, estratégia essa que foi marcada por críticas da oposição, mas principalmente das autoridades de Ceuta. Há preocupações quanto a questões de higiene e segurança, por exemplo, no enclave espanhol, porque com a falta de soluções de alojamento, as ruas de Ceuta tornaram-se num autêntico abrigo ao ar livre, o que tem, de resto, sido uma ameaça para as jovens migrantes. A imprensa espanhola tem avançado ao longo do último mês com vários casos de violência sexual em Ceuta. O governo de Pedro Sánchez admite que a situação é complexa. Vem agora uma mudança no rumo da gestão da crise, mas até ver sem qualquer justificação. Importa ainda dizer que o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, ameaçou recorrer à Justiça se a crise migratória não for resolvida em 30 dias. Bruxelas, por outro lado, elogiou o trabalho espanhol no controle das fronteiras.

E para além deste grupo de comando para a situação em Ceuta, há também um plano de choque para a economia. Carlos Cuerpo, ministro espanhol da Economia, diz que os primeiros dias da crise migratória resultaram em quedas de atividades na casa dos 30%, em indicadores como comércio, hotéis e gastos com cartões, e há um plano econômico também para Ceuta. Entretanto Madrid já pediu ajuda de emergência à Comissão Europeia por causa desta situação. Já seguiu um pedido formal em que o governo espanhol inclui medidas para reforçar a proteção das fronteiras e das infraestruturas relacionadas com a segurança, bem como para estabelecer uma capacidade de acolhimento adequada para os migrantes, incluindo menores não acompanhados. A Comissão Europeia já recebeu este pedido. A Agência EFE diz que agora a Comissão Europeia vai avaliar os pedidos de Espanha e quer tomar uma decisão muito em breve.

Portugal volta a ter níveis críticos de reservas de sangue, Miguel, em alguns grupos sanguíneos, há apenas dois ou três dias de consumo garantidos.

Este é um alerta de várias federações de dadores, é um alerta deixado ao Jornal de Notícias. É um problema que se está a tornar estrutural, é o que dizem estas federações. Já regressamos a esta notícia ligada com as doações de sangue. Voltamos à notícia de abertura, esse atropelamento em Albufeira. Contamos já com o presidente da Câmara Municipal, Rui Cristina, a quem agradeço mais uma vez a disponibilidade para estar conosco. Rui Cristina, bom dia. Um atropelamento provocou 12 feridos, um em estado grave. Há militares da GNR, dois que estão também entre os feridos. O condutor avançou sobre uma multidão. Como é que soube desta informação e tem mais algum desenvolvimento que nos possa dar?

Antes de mais, muito bom dia. E antes de fazer qualquer outra consideração, a minha palavra é para as pessoas atingidas nesta madrugada e para as suas famílias. E a nossa prioridade absoluta é acompanhar o estado de saúde das vítimas e garantir-lhes todo o apoio possível. De acordo com a informação preliminar, esta ocorrência ocorreu por volta das três da manhã, 3:10. Uma viatura transpôs uma zona cujo acesso se encontrava interditado e ultrapassou as barreiras, ou seja, as baias que estavam lá colocadas no local. Depois, quando chega à Rua da Hora, é interceptado por uma patrulha de dois agentes que tentaram interceder para que o condutor não acedesse à Rua da Hora, mas ele acabou por não respeitar de modo algum, porque estava altamente alcoolizado, por aquilo que nos apercebemos, pela indicação que eu tenho, e acaba por atingir várias pessoas na Rua da Hora. Estamos a falar de uma pessoa de 35, 36 anos, português, de origem angolana. E tínhamos lá um aparato policial.

Quase 100 operacionais, foi o que foi transmitido.

Exatamente. Ou seja, nós tínhamos lá um aparato policial enorme. A Câmara Municipal implementou o programa Noite Segura, onde assegura equipes da Cruz Vermelha, bombeiros e a forte presença da GNR. E mesmo assim aconteceu isto. Ou seja, houve aqui um desrespeito total pelas barreiras implementadas, aplicadas fisicamente e pelas forças de segurança.

Pelo que me está a dizer, não considera que houve aqui alguma falha de segurança, e sim uma violação clara?

Não, nem pensar. Eu nem consigo explicar. Quando alguém vê baias, contorna as baias por cima do passeio da calçada, é interceptado antes de chegar à Rua da Hora por uma patrulha, a patrulha faz de tudo para interceptar e para parar e imobilizar o veículo, e o veículo continua a fazer o que quer e o que lhe apetece, é complicado, não é?

Mas como é que explica que tenha conseguido avançar tanto e até entrar pela Rua da Hora?

O que lhe posso explicar é que ultrapassou as barreiras físicas, acaba por desrespeitar a autoridade e depois, entretanto, aparece a força de intervenção que também tenta interceptar o carro. E é a informação que eu tenho. E foram dados tiros de aviso para o ar, o que minimizou ainda o número de vítimas. É a informação que eu tenho.

O que sabe sobre a situação, neste momento, das vítimas? Sabemos que foram transportadas para hospitais e que uma está em estado grave. Tem algum desenvolvimento que nos possa dar?

Sei que é um jovem português, ou uma jovem portuguesa, que está em estado grave. Eu desejo sinceras e rápidas melhoras. A informação que tenho é que está tudo a ser avaliado.

Mas já sabe o número de nacionalidades envolvidas, o número de feridos?

A informação que eu tenho até agora, das 12, 10 são portugueses, dois são estrangeiros.

De que nacionalidade?

Não lhe sei dizer.

E quanto aos militares da GNR, que também têm ferimentos, há alguma atualização sobre esses casos?

São várias escoriações, acho que foi prestada assistência médica e estão em recuperação.

Rui Cristina, tem tido alguma atenção a esta atividade noturna no município de Albufeira. Há também movimentos de moradores que pedem algumas alterações. As associações que representam a vida noturna, podemos dizer assim, têm posições diferentes. É preciso alterar algo na segurança e na forma como se organiza a vida noturna em Albufeira?

Temos que continuar a melhorar a segurança da vida noturna em Albufeira e a segurança dos moradores, quem cá vive e quem nos visita. Nós fizemos uma redução de 22 decibéis a nível do ruído e também os estabelecimentos que fechavam às 04:00 da manhã, começaram a fechar às 03:00 da manhã. Tudo com o intuito de começarmos a regular a noite. E estamos a ir no bom caminho. Agora, como deve entender, este é um episódio que acontece por alguém que estava altamente alcoolizado. Ou seja, foi um acontecimento único, que nós agora teremos que reavaliar e blindar de tal forma para que isto não volte a acontecer.

Isto estará em investigação, isto terá algum impacto no turismo e na atividade noturna de Albufeira nos próximos dias?

Não, eu não acredito que tenha, isto é um ato isolado. Quem frequenta a noite de Albufeira, quem vai à Rua da Hora percebe Por todo o aparato que está lá montado, tanto a nível de forças de segurança, como a nível de auxílio da prestação de cuidados de saúde, deve haver poucos municípios que investem como nós investimos a nível de Noite Segura.

Rui Cristina, muito obrigado por ter estado conosco neste noticiário das 9h da manhã, na Rádio Observador. Estivemos a escutar o autarca de Albufeira, na manhã em que se noticia este atropelamento. 12 pessoas ficaram feridas, uma em estado grave. Aconteceu em Albufeira, na Rua da Oura. Entre os feridos estão também dois militares. O suspeito do atropelamento já foi detido, tem 35 anos e acusou uma taxa de álcool de 1,3 quando foi detido. O caso está sob investigação.

São agora 9h13. Miguel Cordeiro, que outras notícias marcam esta manhã?

Recuperamos a notícia que estávamos a dar há minutos. Portugal volta a ter níveis críticos de reservas de sangue. Em alguns grupos sanguíneos, há apenas dois ou três dias de consumo garantido. Isto é um alerta de federações de dadores ao Jornal de Notícias, mas o Instituto Português do Sangue e da Transplantação responde e rejeita um cenário de rutura em Portugal. André Ventura e dois deputados do Chega, Paulo Seco e Francisco Gomes, vão ser ouvidos pela Polícia Judiciária. Acontece no âmbito da investigação à alegada invasão ao gabinete do presidente do Chega no Parlamento, que aconteceu no final de julho. Os Estados Unidos ameaçam tomar medidas unilaterais contra os países que continuem a manter relações econômicas com o Irão. Declarações do secretário do Tesouro norte-americano ontem. Scott Bessent avisa que os países e as entidades que tenham relações com Teerão vão ser excluídos do sistema financeiro norte-americano.