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Vador, são 9 da manhã. As notícias com Carla Jorge Carvalho. No dia em que se assinalam os três anos do ataque do Hamas, Portugal expressa solidariedade para com Israel.

O governo da AD fala no mais grave massacre terrorista antissemita desde o Holocausto, uma reação que surge através do ministro dos Negócios Estrangeiros. Paulo Rangel assinala os três anos deste ataque através de uma publicação no X. O ministro expressa a solidariedade de Portugal para com as famílias das vítimas, incluindo as portuguesas e o povo israelita. O ministro dos Negócios Estrangeiros considera ainda que o 7/10/2023 não pode ser esquecido e sublinha que o antissemitismo tem de ser sempre condenado e combatido. O ataque do Hamas a Israel provocou a morte a 1200 pessoas, outras 251 foram raptadas.

O presidente do Conselho Europeu fala numa data inesquecível. António Costa diz que nada justifica o terror vivido naquele dia.

Também assinala os três anos do ataque através de uma publicação na rede social X, defende que a única solução viável para uma paz duradoura é dos dois Estados e reforça que a União Europeia vai sempre defender o direito de Israel existir em paz e segurança. Na análise, o historiador Bruno Cardoso Reis considera que a solução do enclave pode passar por uma dupla administração. Isto apesar da população palestiniana ainda viver sob o controle do Hamas.

A população palestiniana, tudo indica que continua a estar sujeita a este regime de terror, de controle violento por parte do Hamas, embora haja este esforço no sentido de criar uma administração civil tecnocrática e o próprio Hamas tenha dito que estaria disposto a desarmar-se. Portanto, quando muito, haverá uma espécie de dupla administração, uma administração civil mais tecnocrática, que para já tem conseguido fazer pouco e depois, na prática, muitos sinais de que o Hamas continua, de facto, a conseguir controlar, pelo menos uma parte da população palestiniana.

A análise do historiador Bruno Cardoso Reis no gabinete de guerra desta manhã. Ontem, numa cerimónia em memória das vítimas, o primeiro-ministro de Israel voltou a garantir que o movimento palestiniano nunca mais terá qualquer poder na Faixa de Gaza. De recordar que Israel vai ter eleições legislativas no final deste mês.

Este é um assunto também em destaque a esta hora no site do Observador. Em França, o primeiro-ministro vai hoje falar ao país depois de mais de um dia de protestos violentos nas ruas. Para hoje está também prevista a reabertura gradual das escolas.

O Ministério da Educação deu instruções para a reabertura dos estabelecimentos de ensino, depois de um dia em que entre 250 a 450 mil pessoas participaram em manifestações. Pelo menos seis mil foram detidas. Há também a registar mil feridos, o que levou Emmanuel Macron a convocar uma reunião de emergência. O jornalista Miguel Viterbo diz que está em Estrasburgo, explica que apesar de não estarem marcados protestos para hoje, o ambiente na cidade é de alguma expectativa.

Há alguma expectativa sobre se o dia vai decorrer de forma tranquila. Isto porque, para já, não estão convocados quaisquer protestos. As organizações estudantis estão a mobilizar-se novamente para ir à rua amanhã, mas como estes apelos à mobilização são insistentes, há também a expectativa para ver se algum tipo de protesto inorgânico pode espoletar hoje nesta cidade e noutras em França. Para já, ainda sem nenhum incidente, nenhuma ocorrência semelhante à do dia de ontem, mas com a expectativa da parte das autoridades e, sobretudo, do poder político francês, sobre se os protestos vão continuar já no dia de hoje ou se vão decorrer apenas quando forem convocados pelas associações estudantis. Sendo certo que até ao dia 17 de outubro, a expectativa é que as manifestações vão subindo de tom até ao grande protesto que está marcado para esse dia 17.

O enviado do Observador em Estrasburgo, Miguel Viterbo Dias, a perspetivar o dia de hoje numa das cidades onde ontem houve manifestações. Os alunos têm saído à rua em protesto contra os problemas no ensino, nomeadamente a falta de professores, turmas demasiado grandes e más condições de salas de aula.

Mário Centeno acusa o governo da AD de bater recordes de iliteracia financeira. O antigo ministro das Finanças faz ainda uma comparação entre Luís Montenegro e José Sócrates.

Centeno compara a atual situação das contas públicas do país com o cenário que se verificava em 2009, o período pré-crise financeira e sob a liderança executiva de José Sócrates. O antigo governador do Banco de Portugal assina um artigo de opinião no Público, no qual diz que Montenegro destronou o antigo chefe de governo do PS e apelida de desastre orçamental a gestão da AD. Carlos Petro.

Diz Mário Centeno que essa gestão levou a administração central a um déficit crescente e deitou por água abaixo o esforço que o país fez no passado. O antigo líder da pasta das finanças do governo de António Costa traça diferenças entre o crescimento da despesa e da receita. Diz que nunca essa diferença foi tão grande. Falamos de 2,3 pontos percentuais por cada do que chama então de desgoverno da AD. Recua no tempo para dizer que o excedente de 1,2% do PIB que se registava no início desta era Montenegro, foi entretanto eliminado por três anos de uma política expansionista com a economia em pleno emprego.

Ainda assim, Carlos, Centeno não tem dúvidas de que o país está melhor agora, quando comparado com a situação de 2009.

Sim, isto apesar de ter perdido as almofadas que custaram quase 50 anos a construir, escreve o antigo governante. Há, no entanto, semelhanças que preocupam Mário Centeno, nomeadamente as altas taxas de juro nos principais mercados mundiais e o facto de o governo português ser minoritário. Centeno lembra também que Sócrates subiu salários e baixou o IVA para destacar as 19 carreiras da administração pública que já foram revistas pelo governo de Luís Montenegro. O orçamento é entregue na sexta-feira e Mário Centeno diz que há duas hipóteses: ou se corrige a mão ou o futuro há de reservar penas mais duras.

Carlos Petro com os avisos do antigo ministro das Finanças, Mário Centeno, num artigo de opinião que assina hoje no jornal Público. Na análise, o comentador da Rádio Observador, Paulo Ferreira, diz que não percebe os números apresentados por Mário Centeno.

Ele fala de despesa sem distinguir despesa corrente de investimento, como é evidente. Compara o crescimento da despesa ao longo desses períodos governamentais todos. Compara o crescimento nominal. O nominal da despesa é o valor mesmo, em montante de euros que ela tem. Portanto, não é o crescimento real, onde já está descontada a inflação, e compara isso com o crescimento nominal do PIB também. Eu, antes de mais, mas isso é seguramente problema meu, não consegui ver onde é que ele vai buscar que a despesa cresceu 25% nos últimos três anos e a economia nominal, sempre valores nominais, apenas 19%. Seguramente, os dados que ele utiliza são diferentes dos meus, e certamente que ele tem razão nestes números.

A análise de Paulo Ferreira, há instantes no "You Venceré" desta manhã.

E vamos à polêmica entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, o selecionador nacional evita reagir publicamente ao comunicado do jogador. Confrontado com as críticas de Ronaldo, JJ afirma apenas que ainda não leu o texto.

Sendo que Jorge Jesus e Pedro Proença estiveram reunidos na cidade do futebol ontem à noite, depois do comunicado. Não houve declarações no final, mas o treinador falou à CMTV dentro do carro, à porta de casa. Disse apenas que ainda não tinha lido o comunicado de Cristiano Ronaldo e que ia ler.

Vim de Leiria, estive a ver o jogo do União de Leiria.

Falhou ou não falhou com a sua palavra?

Estive em Leiria ver o jogo da seleção, agora vou ler o comunicado, não tenho nada a dizer.

Curta reação de Jorge Jesus ao comunicado de Cristiano Ronaldo, em que o jogador acusa o selecionador nacional de faltar à verdade e de ter uma atitude de "quero, posso e mando". De acordo com o regulamento disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, o capitão da seleção arrisca uma suspensão entre um a seis meses e uma multa entre os € 500 e os € 1.000.

E vamos voltar a este tema já a seguir, numa edição especial de "You Champion". Agora são 9:09, Carla, que outras notícias merecem destaque a esta hora?

Pelo menos duas pessoas morreram em Kiev na sequência de um ataque russo. Moscovo, entretanto, já reivindicou ataques contra infraestruturas militares e industriais na capital ucraniana e noutras regiões do país. No Telegram, o Kremlin descreve que foram utilizadas armas de elevada precisão e drones. O Partido Socialista confirma que vai viabilizar o orçamento do Estado através da abstenção. Os socialistas querem evitar empurrar o país para um precipício político, foi a expressão utilizada no final de uma reunião do Secretariado Nacional. O PS quer também que o governo esclareça se tem mais algum entendimento com o CHEGA, além do acordo escrito para a lei do arrendamento. O podcast Plus do Observador, a Caça ao Estripador de Lisboa, é agora um espetáculo de teatro imersivo. O guião original da jornalista Tânia Predinha vai subir ao palco e estreia não falta muito, 28 de outubro, na Comunidade Hindu de Portugal, em Lisboa.

A Caça ao Estripador de Lisboa conta a história da investigação ao assassino em série que há 30 anos aterrorizou o país e desafiou a Polícia Judiciária.

E a peça é levada à cena agora todas as quintas, sextas e sábados até ao fim do ano, a partir de 28 de outubro, data de estreia. Já está esgotada. A produção tem um elenco alargado, um conjunto de especialistas inédito e raro no contexto português das artes performativas. É pelo menos o que diz o ator e encenador Simão Bernard.

O Observador tem em destaque um artigo com tudo o que precisa de saber sobre este espetáculo de teatro imersivo. Já sabe, estreia dia 28 de outubro.