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Este é o Domínio da Guerra com o Major-General Arno Moreira. Bom dia.

Bom dia a todos.

Bem-vindo, General. Durante o discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, o presidente iraniano foi particularmente duro para com os Estados Unidos. General, o Irão mantém o tom desafiante, faz exigências e procura concessões improváveis, enquanto a situação econômica, social e política do país se degrada com grande rapidez. General, esta estratégia não pode vir a falhar.

No centro de Teerão existe uma praça, a Praça da Revolução Islâmica, que tem um edifício com duas fachadas para a praça, que está sempre coberto por um cartaz enorme. Esse cartaz já mudou várias vezes de configuração, mas o tema é invariavelmente o mesmo: ridicularizar Donald Trump e mostrar o Irão a derrotar os Estados Unidos da América. Esse é sempre o tema central. O que lá está agora é particularmente bem desenhado. Aliás, o Irão tem uma enorme qualidade daquilo que são os grafismos que ilustram os seus memes, que depois difunde substancialmente nas redes sociais. Neste cartaz há um herói, um guerreiro persa, que se levanta como um gigante das águas do Golfo Pérsico, acompanhado por um pássaro de fogo, para atacar o bloqueio naval norte-americano. O que vemos, o que está lá desenhado, é um conjunto de porta-aviões a arder, outros navios americanos afundados e tem uma frase em cima que diz: "Das águas do Golfo Pérsico nascerá o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos da América". O desafio em todo o seu esplendor. Esta é a primeira nota, este desafio esteve também presente num discurso de Pezeshkian, que esteve muito alinhado com os discursos da Guarda Revolucionária Iraniana. O seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas atacou os Estados Unidos de uma forma que ainda não tínhamos visto, num tom, escolhendo um conjunto de palavras que ainda não tínhamos visto em Pezeshkian. Pezeshkian resolveu alinhar o seu discurso pelo discurso da Guarda Revolucionária. Mas enquanto isto acontecia, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros estava reunido com Jared Kushner e com Steve Witkoff. Ou seja, há aqui uma linha, uma corda bamba muito difícil, um percurso muito difícil de fazer pelo Irão.

Mantêm as relações diplomáticas.

Sim, por um lado, estas elites parecem entender que a saída para tudo isto é a negociação, mas não têm apoio por parte da Guarda Revolucionária e sempre que têm que tomar a palavra, utilizam discursos inflamadíssimos e talvez que ajudem pouco a resolução do conflito. O que quero aqui mostrar é que a estratégia iraniana não é uma estratégia que possa durar muito tempo. Quer dizer, ou consegue resultados agora, ou o insucesso e o abismo estão aí à espreita na primeira esquina. Alguns aspectos sobre esta fragilidade da estratégia iraniana. Primeiro, está a perder o controle do estreito. Quem controla o estreito são os Estados Unidos com o seu bloqueio naval. O que o Irão controla é o medo dos armadores e das companhias de seguros. É isso que o Irão controla. Os Estados Unidos controlam fisicamente, o Irão controla psicologicamente o estreito. É assim. E na semana passada, o almirante Brad Cooper, que é o comandante do CENTCOM, afirmou que a Marinha dos Estados Unidos, desde o início do conflito em fevereiro, já conseguiu fazer transitar pelo estreito mais de 2 mil navios. É um número impressionante, que não estávamos à espera, e eu acredito nos números dados pelo CENTCOM. E que circularam no estreito já mais de mil milhões de barris de petróleo. Ou seja, o Irão está a perder o garrote que tinha anunciado sobre a passagem dos navios no estreito, ou seja, a sua capacidade negocial também está a diminuir. E este reconhecimento agora foi feito pelas próprias agências internacionais que controlam estes fluxos marítimos. A Kpler confirma que o fluxo médio diário de barris de petróleo durante todo o mês de setembro foi de 9,7 milhões de barris por dia, ou seja, já estamos a 80% do fluxo normal antes da guerra. Isto feito por uma agência independente. Outro aspecto, o valor do estreito vai diminuir com o tempo. Esta estratégia está a matar o valor do estreito, porque ninguém vai ficar quieto. Estão em desenvolvimento várias iniciativas. Primeiro, fomos buscar petróleo a outras geografias. Se dali não sai petróleo suficiente, vamos procurar noutras geografias Estão a ser construídas rotas alternativas através do Iraque ou através do Egito e provavelmente o reforço das rotas da Arábia Saudita e dos Emirados. Os países não vão ficar à espera. O Irão vai ficar dono de um estreito, mas o estreito passa a não ter valor estratégico a partir do momento em que estas alternativas começam a ser implementadas. Depois, levou a uma reconfiguração de segurança em toda a zona. Como seria de esperar, os ataques indiscriminados do Irão aos seus vizinhos forçaram uma arquitetura e já há cinco vetores de reconfiguração dessa arquitetura. Primeiro, já aqui falámos, fizemos um programa sobre isso, o Pacto de Meca é o resultado deste Irão agressivo em relação aos seus vizinhos. O Pacto de Meca, de natureza militar, envolve a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia. Depois, o anúncio de uma coligação multinacional marítima defensiva, anunciada pela Arábia Saudita, isto é, uma força naval. A Arábia Saudita já reuniu 14 países para constituir uma força naval de proteção à navegação no estreito. A criação pelo CENTCOM, foi anunciada também pelo almirante Brad Cooper, da primeira força multinacional de drones de ataque. Ainda não sabemos muito bem o que é isto, mas já está anunciado. É a primeira força a nível mundial, uma força multinacional de drones de ataque a que se juntou nestes dias o Bahrain. Depois, a ajuda europeia chegou finalmente, da Grã-Bretanha e da França à Arábia Saudita, à proteção das infraestruturas da Arábia Saudita. E depois, nestes últimos dias, uma reaproximação estratégica entre os sauditas e os Emirados Árabes Unidos para reforço da coligação do governo do Iémen, que combate os houthis. Ou seja, o Golfo não está parado, o Golfo continua em movimento e o que se depreende daqui é que o valor do estreito está a diminuir em face do aumento das alternativas, que aquilo que é a missão dos Estados Unidos de escolta está a resultar, porque já estamos a 80% dos fluxos de petróleo que passavam por ali, o Irão está a perder também o seu controle. Por outro lado, começaram a acentuar-se no interior do Irão um conjunto de divisões políticas cujo desenvolvimento temos que seguir. Nos últimos dias, houve manifestações em frente da casa do antigo presidente Rouhani, que era um moderado, manifestações essas em que gritam que ele é uma pessoa subserviente do Ocidente. E também contra o presidente Pezeshkian, chamando-o de infiltrado e pedindo a sua demissão. Portanto, nós estamos num tempo em que se está a esgotar o tempo da negociação que é adequado para o Irão, isto é, enquanto tem algum poder. Porque depois das eleições intercalares vão acontecer duas coisas. Donald Trump já não tem eleições para vencer e está com liberdade estratégica para fazer o que entender, primeiro. E já vai a caminho do Golfo o terceiro porta-aviões. Chegará, provavelmente, em novembro, daqui a algumas semanas. Mais 10 mil militares de grupos de desembarque e um terceiro porta-aviões. Portanto, o tempo de negociação do Iraque também se está a esgotar. Além disso, as sanções económicas foram alargadas agora brutalmente. Primeiro, com a imposição de impedimento dos voos aéreos e da operação das suas companhias aéreas. E ontem, Scott Bessent anunciou que também todas as empresas que negoceiem com a ferrovia iraniana também ficarão sob observação. Portanto, o cerco está a apertar-se. A Guarda Revolucionária tem um enorme desejo de procurar o abismo. Vamos ver se alguém no Irão tem juízo suficiente para encontrar ainda uma saída negociada para isto tudo.

Voltamos às Nações Unidas. Durante a Assembleia Geral, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha solicitou uma reunião com a delegação russa, um encontro inesperado, que não foi mais do que um aperto de mão.

É verdade.

Sergei Lavrov resumiu assim: não ouvimos nada de novo da parte alemã. Mas esta foi uma semana de mais ameaças à Europa e até à NATO. O que é que se passa com a Federação Russa, general?

É verdade. Esta foi uma semana muito intensa do ponto de vista da retórica russa e também das ações da Federação Russa sobre a Europa e até uma ameaça sobre a Rússia.

Mark Rutte dizia que a Rússia nos quer dividir, nos europeus.

Isso. Não se visualiza neste momento nenhuma possibilidade de Kyiv e Moscovo chegarem a algum tipo de entendimento. Vamos ter um inverno duro, provavelmente também para os dois lados. Vejamos aqui alguns exemplos que apontam para o facto de a Federação Russa não estar neste momento a pensar em nada que se pareça com paz. Reunião de Lavrov com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha não resultou em nada, como a Maria João disse, foi pouco mais que um aperto de mão. Estou sob bem, está bom para poderem ver.

Fotografia.

Ataques indiscriminados à população de Kyiv. Já não há bombardeamentos noturnos, agora os bombardeamentos duram o dia todo. Estrearam esta semana, nestes últimos dias, Shaheds especialmente desenvolvidos para cortar os pilares da rede de alta tensão e portanto, os Shaheds passam a atacar não apenas as estações de produção de energia elétrica, mas também os pilares que suportam os postes, que suportam a rede de distribuição elétrica. Portanto, apareceram os primeiros Shaheds especialmente desenvolvidos para cortar os postes elétricos de suporte da rede de alta tensão. Os alvos estão cada vez mais bizarros e menos evidentes. O ataque à Academia das Ciências de Kyiv parece mais um ataque contra o patrimônio, porque é um edifício lindíssimo, e portanto é castigar os ucranianos destruindo o seu patrimônio. Depois, continuam as ações encobertas no estrangeiro próximo. Desta vez, um incêndio numa fábrica militar na Estônia, o que se tem que ligar com uma afirmação que fez Maria Zakharova esta semana, na quarta-feira, de que as fábricas europeias que produzam armamento para a Ucrânia são alvos legítimos do ponto de vista militar para Moscovo. E temos três notícias preocupantes. Vladimir Putin deu ordem para aumentar em 15500 soldados o efetivo do exército russo. Passou agora 1,55 milhões de militares no serviço ativo. Devo realçar que esta é a quarta vez, desde 2025, que o efetivo russo aumenta. Continuam a aumentar os anúncios nas redes sociais da Bielorrússia para recrutar bielorrussos para combaterem na Ucrânia. Prometem pagamentos elevados, seguros e cidadania russa a quem se alistar por isto. O orçamento para a defesa da Rússia foi agora conhecido. Em 2027, vai sofrer um reforço de 27%. Um reforço de 27%. É o maior aumento dos últimos anos. Fala-se de um novo recrutamento norte-coreano e agora foi alargada a guerra contra a Europa. A guerra contra a Europa agora está numa dimensão econômica também de grande importância. Quando começou a guerra em 2022, houve algumas empresas ocidentais, estou me a lembrar da Unilever ou da McDonald's, que voluntariamente disseram: "Nós não estamos neste mercado, vamos sair deste mercado", numa espécie de grande solidariedade ocidental para castigar aquilo que tinha sido a ofensiva russa. Outras entenderam continuar o seu negócio. Isto é, entenderam: "Mais vale manter-nos por aqui e a fazer negócio". O que é que aconteceu agora a estas grandes empresas? Aconteceu esta semana que a Federação Russa decidiu pegar nas filiais da Auchan, da Nestlé e da Metro. Não foram nacionalizadas, mas o seu controle operacional passou para as mãos de empresas russas. Isto é-

Os que se mantiveram lá?

E os respectivos lucros também agora deixam de fluir pro lado de cá. Quer dizer, os que se mantiveram lá correram um risco. Para já, faltou-lhes solidariedade ocidental.

E agora ó.

Mas e agora ficaram ao seu controle operacional dessas empresas. Auchan, Nestlé, Metro, grandes empresas ocidentais agora passaram para as mãos, do ponto de vista operacional, de empresas russas. E esta semana o grande anúncio foi um non-paper, isto é uma espécie de um papelzinho escrito, que não é um documento verdadeiramente oficial, a dizer que: atenção, que a Federação Russa se reserva o direito de utilizar armas nucleares se Kaliningrado for isolado. O que isto tem a ver com a situação? Tem a ver com o conjunto de perspectivas de resposta que a NATO está a tregar. Isto é, Kaliningrado é um local adequadíssimo para a Federação Russa fazer disparar, por exemplo, mísseis balísticos sobre a Europa. E, portanto, o isolamento de Kaliningrado faz parte dos planos de contingência. Isto é, nós não queremos atacar Kaliningrado. O que nós estamos a fazer é preparar-nos para o caso de haver uma ofensiva ou um ataque russo à Europa, para que Kaliningrado não consiga cumprir a sua missão de natureza militar. Pronto, isto mereceu aqui uma coisa que meteu um papel enviado para a NATO, a ameaçar a NATO também de ataques nucleares. Há aqui também um certo desespero russo nisso tudo.

Foi ainda no tempo da administração de Joe Biden que Estados Unidos e Iraque negociaram a saída das tropas norte-americanas daquele país do Golfo. Todas as partes proclamaram vitória e todos se mostraram satisfeitos, mas a situação de segurança no Iraque é ilusória. General, afinal, que cortina de fumo é esta?

É, aqui é uma cortina de fumo grande. Vamos tentar alinhar tudo isto para percebermos a dimensão disto. Bom, as forças norte-americanas estão no Iraque há cerca de 20 anos, há mais de 20 anos. Nós lembramos que a primeira intervenção, em 2003, visou afastar Saddam Hussein e Combater um programa que nunca foi encontrado, que era o programa de desenvolvimento de armas químicas, bacteriológicas, eventualmente nucleares. Esse programa nunca foi encontrado, mas Saddam foi afastado do poder. Foi uma invasão de natureza terrestre, foi diferente daquela que aconteceu agora no Irão. E como foi de natureza terrestre, substituiu politicamente. Isto é, tirou de lá Saddam Hussein e colocou lá um governo transitório até que os iraquianos fossem chamados às urnas para eleger o seu governo. Isto é, quem teve que garantir durante estes anos todos, foi até 2011, a segurança interna e externa do Iraque, foram as forças norte-americanas. Em 2011, Barack Obama mandou retirar as forças americanas que estavam no Iraque. Era popular isto, porque tinha morrido muita gente no Iraque. Atenção, é preciso ver, no Iraque morreram 4500 militares norte-americanos. É um número muito grande. Muito alto. E, portanto, em 2011, Barack Obama mandou retirar as forças norte-americanas, mas em 2014, o governo iraquiano chamou de volta as forças norte-americanas. Por quê? Porque não conseguia ter mão num conjunto muito grande de milícias armadas, umas pró-xiitas, outras pró forças afetas ainda a Saddam Hussein, outras porque se identificavam com os objetivos do Estado Islâmico. Isto é, a situação era tão complexa que o governo iraquiano foi obrigado a chamar os Estados Unidos de volta. Portanto, esta segunda intervenção dos Estados Unidos no Iraque, desde 2014, foi feita a pedido dos iraquianos. Em 2024, a administração de Joe Biden começou a negociar a saída definitiva das tropas norte-americanas. E ela tinha um fito, que era este: os Estados Unidos vão ajudar a desarmar as forças combatentes que existem dentro do Iraque, e o Iraque vai assumir o controle pleno, será o único detentor de armas de guerra. Era isto que estava visualizado. Só que isto não aconteceu e provavelmente não vai acontecer. O primeiro-ministro do Iraque já veio dizer que o prazo para a entrega das armas já foi empurrado para maio de 2027. Então por que os Estados Unidos saem agora? Saem agora porque junta aqui uma oportunidade brutal para Trump. Primeiro, o acordo foi negociado por Joe Biden, portanto não foi ele que decidiu, isto já estava decidido detrás. Depois, porque a situação no Iraque é muito difícil, porque para além daquilo que são as bases militares que estão debaixo do alcance dos mísseis balísticos do Irão, também há grupos locais que atacam essas bases. É preciso ver que dos 18 soldados norte-americanos que morreram desde que começaram as ofensivas contra o Irão, sete morreram no Iraque. Portanto, o Iraque é um sítio perigosíssimo e Donald Trump aproveitou imediatamente esta oportunidade fornecida por Joe Biden para isso. Os iraquianos estão satisfeitos, porque deixaram ter forças estrangeiras no seu território e já o comemoraram. Os iranianos ficaram ainda mais satisfeitos, porque veem aqui o prenúncio da saída dos contingentes norte-americanos da região e, portanto, maior liberdade de ação estratégica para as suas milícias. Conclusão, a missão não está concluída, mas toda a gente ficou satisfeita, porque encontrou aqui uma boa oportunidade para resolver uns problemas. Quem é que não resolveu os problemas? O Iraque. O Iraque agora continua lá com as milícias armadas e já não tem quem o ajude para resolver o problema.

Na semana passada tivemos a oportunidade de olhar para as eleições na Federação Russa e ler os resultados, mas hoje trazemos para o nosso Ponto de Mira o que agora se sabe sobre a dimensão da fraude eleitoral. Que novidades existem, General?

A primeira é que estamos surpreendidos com o número de votos. Isto é, houve gente a mais a votar. Não parece nada provável que estivessem reunidas as condições para que esta eleição tivesse muito mais votantes. Não é votantes, é votos. Há uma diferença que eu vou explicar entre votos e votantes. Teve muito mais votos que as eleições anteriores. Havia menos partidos, a situação é caótica. As pessoas para irem votar correram riscos e estavam zangadas. Parece que a abstenção iria aumentar. Não! Houve muito mais votos. Aparentemente, terá havido muito mais votos do que votantes. Como é que se faz a fraude? Eu vou explicar aqui muito rapidamente. Faz-se da seguinte maneira: é proibido consultar a lista de quem votou. Isto é, as pessoas quando vão votar, é anotado no caderno eleitoral, esta pessoa votou. Ora, o acesso dos observadores às listas é proibido. Ou seja, nunca ninguém sabe quantos votaram. Não podemos conferir se o número de votos que estão dentro da urna corresponde ao número de votantes. Isto é uma coisa fantástica. Mas mais do que isso, e para vermos nisto, a distribuição dos votos mostra coisas interessantíssimas. Não foi só o partido de Putin que beneficiou disto. Houve partidos que são fundamentais para a visão do Kremlin, porque são importantes, que estavam a chegar abaixo dos 5% e, portanto, não iam ser eleitos e que de repente receberam montanhas de votos para poderem ser eleitos à última hora. Mas depois há uma coisa interessantíssima e que mostra o controle central de toda esta fraude. Nós quando olhamos, por exemplo, para o Conselho de Lisboa, quando olhamos para os votos das freguesias, são todos diferentes. Não é? Porque a composição é diferente, as pessoas não votam em todas as freguesias da mesma maneira. Ora, há conselhos na Federação Russa em que as proporções de votos em todos os partidos são exatamente iguais.

Alguém enviou o mesmo e-mail para toda a gente.

Alguém mandou o mesmo e-mail para toda a gente. Conclusão: os resultados são iguais nas percentagens finais em todas as freguesias do mesmo conselho. Isto é uma coisa

Fora meter a rir para não chorar este negócio.

É, temos que rir para não chorar.

General Álvaro Amorim, muito obrigada por mais um Ponto de Mira.

Foi um prazer. Boa semana para todos.

E também.