Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa agora o Domínio da Guerra com o Major-General Arno Moreira. Bom dia, bem-vindo.

Bom dia, bom dia a todos.

Tínhamos saudades suas.

Eu também tinha muitas saudades de todos.

Lembro que também nos pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais. O fim de semana passado ficou marcado pelas comemorações do Dia da Vitória na Praça Vermelha, uma cerimônia que obrigou a um cessar-fogo entre a Federação Russa e a Ucrânia, mas foi uma cerimônia que não teve o brilho das anteriores. Por quê, general? O que nos mostraram as comemorações deste ano?

É verdade. Eu julgo que a palavra mais adequada para descrever aquilo que foram as comemorações do Dia da Vitória é a palavra sombria. Isto porque se nós compararmos com aquilo que foram as edições anteriores, sobretudo a última edição, faltou aqui um brilho, faltou aqui entusiasmo, faltou aqui aquela imagem que era uma imagem característica deste cerimonial todo, que é projetar a imagem de poder. Ora, este ano não houve capacidade de projetar essa imagem de poder. Por outro lado, quando nós olhamos também para aquilo que era a composição da tribuna presidencial, não podemos notar que Putin estava basicamente sozinho. Isto é, tinha Lukashenko, mais um ou outro líder da sua confiança, mas estava basicamente sozinho. Dá a sensação que o mundo abandonou Vladimir Putin. Aliás, as suas expressões faciais durante toda a cerimônia traduziram uma certa imagem de amargura, de alguém que sente que aquilo que era o projeto, a ideia que ele tinha para o futuro da Rússia não está a resultar e que os medos que vão surgindo, se vão avolumando e tornando-se eles próprios opressores da sua confiança e da sua alegria. Houve dois medos que dominaram esta cerimônia. Foi o medo externo, o medo de que a Ucrânia tivesse capacidade de perturbar a cerimônia em si, e para isso ele teve que telefonar a Donald Trump e pedir uma intervenção de Donald Trump para forçar, para obrigar a Ucrânia a manter-se fora da cerimônia. Não perturbar esta cerimônia. O Trump teve aí um papel de articulação interessante. Trump ainda ganhou mais um dia de cessar-fogo com tudo isto, ainda conseguiu meter ali mais um dia de cessar-fogo. Trump foi fundamental para retirar o ônus da negociação do cessar-fogo ser exclusivamente entre os dois. E, por outro lado, o segundo medo é o medo interno. Isto é, a não presença de equipamento de natureza militar na parada não era apenas com o receio de que a Ucrânia pudesse aproveitar a concentração de armamento para ter uma operação de destruição de parte desse equipamento. É também o medo interno, que é um medo que começa a ganhar contornos de grande persistência naquilo que é o pensamento de Vladimir Putin. É o medo de dizer que os soldados na frente estão abandonados e não têm equipamento militar e o equipamento militar está a ser utilizado em paradas. Isto é também um medo tremendo, um medo da blogosfera nacionalista russa, que não perderia a oportunidade de dizer: "Pois, estes carros de combate que estão aqui, estão aqui para serem vistos, mas não estão no terreno para apoiar os nossos homens". Ora bem, e, portanto, esta minha caracterização da cerimônia sombria tem múltiplos aspectos. E isto tem a ver com uma mudança radical na guerra. Essa mudança radical fez-se entre 2025 e 2026. É que a Ucrânia levou a guerra para dentro da Rússia. Isto faz toda a diferença. Toda aquela confiança desapareceu, porque neste momento a Ucrânia consegue ter ações sobre grande parte do território da Rússia. E eu ontem fiquei admiradíssimo quando vi uma fotografia de submarinos nucleares na Kamchatka, a mais de 7 mil km da fronteira da Ucrânia, protegidas com redes anti-drone. Isto é, os submarinos nucleares russos na Kamchatka já estão protegidos com redes anti-drone.

Portanto, sabem que podem chegar lá.

Ou que podem chegar lá, ou que a Ucrânia tem maneira de fazer chegar drones àquela distância. Portanto, isto mostra como a guerra mudou intensamente no seu figurino geral entre 2025 e 2026. A guerra subsiste agora apenas por uma razão: a Rússia não consegue ganhar território, continua a perder homens a cerca de mil baixas por mês, mas Putin também não sabe como é que vai sair disto.Dar a percepção de que perdeu uma guerra pode ser o fim do regime. E nesse sentido, a guerra vai continuando, apesar de se perderem homens e não se ganhar território nenhum.

Ao fim de 10 dias de análise, o Irão entregou finalmente a sua resposta ao memorando enviado pelos Estados Unidos para o fim do conflito no Golfo. Donald Trump considerou a resposta inaceitável e reiterou as linhas vermelhas sobre o programa nuclear iraniano. E agora, o que é que segue? Quais são as saídas de Donald Trump? Falávamos que Putin não tinha saída.

Pois. Bom, nós não conhecemos a versão oficial. Eu, pelo menos, não conheço a versão oficial entregue pelo Irão. O que nós conhecemos são versões entregues por aquilo que são as agências semioficiais de notícias iranianas, que são agências viradas, sobretudo, para a informação interna do povo iraniano. Nós não sabemos se é exatamente nos termos da dureza em que é apresentada pelas versões oficiais. Mas tomando por certo que essas versões são mais ou menos fidedignas, o que o Irão foi fazer foi, primeiro, gastar tempo nisso. Demorou imenso tempo a responder, gastou cerca de 10 dias.

Gastou da paciência também de Trump.

Gastou um pouco a paciência e finalmente entregou, mas aquilo que entregou, como o Irão sabia, não corresponde em nada àquilo que eram as expectativas dos Estados Unidos. Primeiro, era a garantia de não voltar a ser atacado. Ninguém consegue dar uma garantia destas. Quem é que consegue garantir que não vai voltar a ser atacado? Mesmo que a garantia seja dada agora, isso não nos torna imunes para que daqui a seis meses não haja condições para ser atacado outra vez. É uma garantia que pode não ser uma coisa para durar. Depois, a necessidade de serem levantadas as sanções, depois o fim do bloqueio americano, depois manter o tráfego marítimo sob o controle do Irão e nada sobre aquilo que os Estados Unidos queriam, que era qualquer coisa sobre intenções do prosseguimento do programa nuclear. Não respondem nada daquilo. Por que o Irão fez isto? Porque o Irão estava convencido, aliás, também julgo que estávamos todos convencidos, que antes da visita de Trump à China, não iriam reiniciar as hostilidades, o que significa que o Irão ainda ganhou mais uma semana de tolerância para isto. Simplesmente, agora terminaram as tolerâncias, porque o próximo acontecimento de Trump, julgo que é a abertura do campeonato mundial de futebol, não sei se isso é um evento suficientemente importante de Trump para o conter nas suas ameaças sobre o Irão. Mas agora Trump libertou-se daquilo que era o peso diplomático da visita à China e agora pode ver quais são as opções que tem para lidar com o Irão. O presidente dos Estados Unidos teve uma frase interessante: "Completamente inaceitável". Aliás, eu julgo que isto deve ter sido, provavelmente, o post de Trump mais curto sempre.

Duas palavras.

Duas palavras: completamente inaceitável. Portanto, vamos ver em que isto vai dar. Bom, vamos lá ver. O que é que pode acontecer aqui? Há três modalidades de ação aqui. A primeira é dar tempo à China para a China poder mover também um pouco da sua influência. Isto é, dar tempo à diplomacia. Primeira opção. Segunda opção, manter o bloqueio de natureza econômica aos portos iranianos, reforçando eventualmente com medidas pontuais que impeçam o Irão de exportar o pouco petróleo ou os produtos derivados do petróleo que, por via terrestre, o Irão ainda consegue fazer. Portanto, pode ser acelerado o bloqueio ou implementado de forma ainda mais dura o bloqueio econômico ao Irão. E a terceira é o regresso das operações de natureza militar seletivas, não agora em relação àquilo que são alvos de natureza militar, mas sobretudo infraestruturas críticas. Bom, por que isto é importante, esta questão do bloqueio econômico? Nós não temos consciência daquilo que são as implicações que está a ter sobre o Irão e sobre a estabilidade social interna do Irão, o bloqueio econômico. Mas agora já temos, porque foram publicadas esta semana as estatísticas oficiais do Instituto de Estatística do Irão sobre o aumento do custo de vida. E veja, preparemo-nos para isto. Portanto, a taxa de inflação em abril, quando comparada com a do ano passado, aumentou 73,5%. Isto é, a taxa de inflação passou quase para o dobro, os produtos aumentaram quase para o dobro em relação ao ano passado. Na comida, essa taxa foi de 115%. Isto é, os bens essenciais para a vida das pessoas aumentaram para mais do dobro. E o óleo de cozinhar, que é essencial para a alimentação das pessoas, está em 300%.O bloqueio de natureza econômica veio fazer crescer aquilo que é uma crescente desvalorização da moeda iraniana nos mercados internacionais, tornando as pessoas já nos limites mínimos da sobrevivência. Não podemos esquecer que foi exatamente a deterioração das condições de vida que conduziu à última insurreição popular contra o regime. Portanto, o regime está enfraquecido, estão se a criar condições para a repetição de uma nova insurreição em relação a este regime.

General, a CIA falava que o Irão conseguiria suportar esta crise durante mais três, quatro meses.

Sim. É por isso que eu digo que os Estados Unidos têm capacidade de acelerar isto, porque esses três ou quatro meses é nas atuais condições. Ora, se os Estados Unidos fizerem piorar, isto é, se derem cabo de uma refinaria, já deixa de poder exportar. Portanto, há maneiras de interferir e de encurtar este tempo. Não sei se será essa a opção de Trump, vamos ver. Eu julgo que Trump estará, neste momento, à espera de ver se a sua visita à China se traduz em algum resultado de natureza diplomática que permita encarar a continuação dos atos de natureza diplomática e não regressar outra vez à aplicação da força violenta.

Vamos então até à China?

Vamos até à China.

Depois de uma guerra intensa de tarifas, precisamente com a China, no início do mandato, Donald Trump visita Xi Jinping no meio de uma crise no Golfo e com a questão de Taiwan sempre em cima da mesa. O que é que pode sair destas conversações em Pequim? E quem é que precisa mais de quem, general?

Eu passei a semana toda em contramão nas análises. Vou ser multado. Vou certamente multado, porque estive sempre em contramão. Estive sempre em contramão durante esta semana, porque aquilo que eu lia e os comentários que eu ouvia não correspondiam em nada à leitura que eu fazia da situação. Em nada. Eu vou tentar explicar aqui por quê. Bom, o que eu ouvi durante esta semana? A China é o máximo. A China é o máximo. A China é poderosíssima, tem capacidade de moldar o mundo, a esfera internacional, transformar, é o exemplo que todos devemos seguir no mundo. Hei de fazer um programa ainda sobre a China.

Vamos a isso.

A isso. Ainda vamos fazer um programa sobre a China. Com os factos em vez das ideologias, sobre o poder da China no mundo. Segunda leitura que estava em todo lado: Donald Trump vai num modo de grande fragilidade à China. Não era nada essa a leitura que eu fazia. Nada. Então Donald Trump tem um pacote de 12 mil milhões de dólares de armamento a vender a Taiwan. É Donald Trump que vai numa posição de fraqueza à China? E a China não importa 50% de todo o seu petróleo do Médio Oriente? São os Estados Unidos que dependem do Golfo de Ormuz ou é a economia chinesa que depende de Ormuz? E a alta dos preços em todo o mundo prejudica quem? Prejudica a China, que é o grande produtor mundial. A China não produz comida que as pessoas precisam. Ora, as pessoas vão continuar a precisar da comida, mas vão dispensar comprar chinês outros produtos, porque quando sobe o custo de vida, é preciso cortar em algum lado. Todos aqueles contentores e cargueiros que estão retidos servem basicamente o quê? O comércio da China. A China é o grande prejudicado pelo fecho do estreito de Ormuz. Interessa tanto aos Estados Unidos como à China que o estreito de Ormuz seja aberto. Não me parecia nada que Donald Trump iria ser humilhado lá. Xi Jinping não organiza uma cimeira para humilhar os líderes que lá vão. Isto é um bocadinho surreal, esta ideia de que Donald Trump vai à China para ser humilhado. É preciso perceber também um bocadinho destas coisas, como é óbvio, acompanhar isto. Vamos lá ver. A visita de Trump à China não tem nada a ver com o Irão. Há uma expressão de Jorge Jesus, que é importante citar na geopolítica, que é peanuts. Peanuts.

Importante citar na geopolítica.

Trazendo Jorge Jesus pra geopolítica. Peanuts. Isto é, as duas grandes superpotências mundiais têm mais o que fazer entre si naquilo que é a articulação das respectivas políticas de natureza econômica, do que se deixarem perturbar pela questão do Irão. O Irão é um pormenor que há de ser resolvido, porque interessa a ambos que seja resolvido. O que as duas têm que acertar é a guerra comercial, que foi iniciada na primeira parte do mandato de Trump, e que conheceu tréguas quando os dois se encontraram em outubro, na Coreia do Sul. E é essa reunião que abre espaço para esta visita de Trump. Portanto, esta visita de Trump era aquilo que eu chamo a visita dos três T, em que nenhum dos T é Trump. Primeiro T, que é o T grande, é tecnologia. Esta era a visita da tecnologia. A China precisa da tecnologia dos Estados Unidos.Precisa da tecnologia dos Estados Unidos e precisa de fazer um conjunto de parcerias e de investimentos norte-americanos na tecnologia para ajudar a China. A China precisa da tecnologia dos Estados Unidos. Esse é o primeiro aspecto. Tecnologia era o grande assunto desta reunião. Depois havia dois pequenos assuntos que tinham que corresponder àquilo que eu chamo de o guião, um guião que já está escrito. É o guião sobre o Irão e o guião sobre Taiwan, em que cada um vai ler ao outro aquilo que o outro sabe que ele vai dizer. Isto é, não são assuntos de negociação, são assuntos em que cada um mostra, ratifica e reitera a sua posição, que é uma posição conhecida há muito tempo.

Então os três Cs era tecnologia-

Tecnologia

...Teerão e Taiwan.

E Taiwan, eram esses os três Ts. Simplesmente, tecnologia era o T grande, que é o que sai daqui.

E os outros eram Ts minúsculos.

Os outros eram Ts minúsculos, que as duas superpotências não se vão deixar intimidar. Aliás, há um aspecto, há uma entrevista que eu li com muita atenção antes do início da visita, e isso ajudou-me também a formatar a minha opinião sobre esta visita. Foi do embaixador chinês. O embaixador chinês, julgo que nos Estados Unidos, disse o seguinte: "Estas cimeiras destinam-se a duas coisas: a reduzir a lista daquilo que são as coisas que se nos opõem e a reforçar a lista daquilo em que podemos ter resultados de natureza positiva". Muito bem visto, eu julgo que são esses exatamente os resultados desta visita. Xi Jinping irá.

Irá?

Irá. Xi Jinping irá em setembro aos Estados Unidos.

Exatamente.

E portanto, este amor mútuo, vamos ver agora como é que é correspondido.

Os próximos episódios. Entretanto, a Arménia parece cada vez mais distante da Federação Russa e cada vez mais interessada em estabelecer parcerias com a União Europeia. Surpreendentemente, Putin veio dizer que se a Arménia quisesse seguir esse caminho, que a Rússia avançaria para um divórcio civilizado. General Arnaud Moreira, o que é que está por detrás desta cortina de fumo civilizada?

Civilizado parecia fofinho . Não é?

Não combina.

Vladimir Putin parecia muito fofinho quando disse que a Rússia está preparada para um divórcio civilizado com a Arménia. A Arménia está no caminho europeu. A Arménia iniciou o seu percurso europeu e fê-lo de uma forma que em Moscovo foi muito mal recebida. Por quê? Porque a Arménia acolheu aquela comunidade política europeia, aquela ideia de Macron, que teve a sua oitava reunião, e foi em Yerevan, e não apenas estiveram lá os líderes europeus, como até Zelensky lá foi discursar. Isto foi um desaforo para Moscovo. Ora bem, por que isto é uma cortina de fumo, este divórcio amigável? Porque divórcio amigável foi uma expressão utilizada por Putin. Todo o resto do discurso é sobre a desgraça que está a acontecer à Ucrânia por a Ucrânia insistir em aderir à União Europeia. Isto é, atenção, arménios, vejam lá o que aconteceu à Geórgia quando quis aderir ao espírito europeu. O que aconteceu e está a acontecer à Ucrânia. Portanto, é uma cortina de fumo, esta coisa do divórcio amigável é uma coisa que verdadeiramente não combina com aquilo que tem sido a história da Federação Russa na sua relação com as suas antigas repúblicas soviéticas.

Hoje colocamos o nosso ponto de mira sobre a missão aeronaval europeia ao Estreito de Hormuz e às ameaças iranianas a esta presença. Afinal, em que ponto estamos, general?

Se alguém encontrar estas forças que andam perdidas sem missão ali algures, se conseguirem encontrar as forças, digam-lhes, por favor, para primeiro encontrarem uma missão. Nós projetamos força, nós, Europa, projetamos força, mas não temos missão, porque a missão que definimos, o Irão já a recusou. Conclusão, agora temos um conjunto de forças embarcadas, perdidas no meio do oceano e sem missão, porque o Irão veio dizer esta semana que não tolera a presença de forças britânicas e francesas no Estreito de Hormuz. O Estreito de Hormuz é do Irão, não tem nada que as potências estrangeiras interferirem na zona. E o que disse Macron a reagir? Do meu ponto de vista, na minha análise, tudo errado. Disse: "Não, mas isto não é uma missão de natureza militar. Isto é uma missão defensiva, quase humanitária, que nós vamos fazer". Quer dizer, ainda temos que nos justificar perante o Irão. Havia três coisas que Macron devia ter dito. Eram estas: primeiro, é preciso relembrar ao Irão, o Estreito do Hormuz são águas internacionais e não pode ser impedido o tráfico marítimo. Segundo, o Golfo Pérsico é um condomínio. Existem muitos países que vivem ali que não podem ficar dependentes do Irão, têm direito a passar naquelas áreas. E terceiro, o Irão não tem nenhum direito de portagem para passar, entrar e sair. Em vez de termos feito estas afirmações, fomos quase pedir desculpa ao Irão. Agora há um conjunto de forças navais sem missão que estão ali. Enfim, se alguém as encontrar, é favor dizer.

Tem de dar umas aulas de assertividade.

Assertividade.

Ao Emmanuel Macron. Em francês. General Arnaud Moreira.

Foi um prazer.

Sempre. Obrigada e até para a semana.

Muito obrigado.