Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Cá está ela, Ana Garcia Martins, para mais uma edição de "O Que é Que Sucede?". Olá, Ana Garcia Martins.
Olá.
Como têm andado as redes sociais?
Eu ia dizer: "Olá, meus pequenos jaquinzinhos". Sou arroz tomate, mas é só um jaquizite.
Um jaquizite e um arroz tomate. Gosto bem de arroz tomate.
É assim um carapau.
Por que o arroz de tomate nunca é assim soltinho e às vezes vem assim pastoso?
Não sei, eu não aprecio o arroz de tomate.
Não? A sério?
Porque invariavelmente traz cebola e eu detesto cebola.
Como assim?
Porque não sabem fazer arroz tomate sem cebola. O que achas?
É possível fazer sem cebola.
Claro que é, é só não pôr.
Tu deves perceber melhor.
É o truque, estás a ver a cebola, não pões. Pronto, está feito.
De cozinha deves perceber melhor que eu.
Não, não percebo nada, mas detesto.
Vamos a isso. O que dizem as redes sociais esta semana?
Vamos ter de falar do assunto que está a dominar o país e quiçá a Península Ibérica. Eu já abordei este tema na edição de sábado, mas não há como fugir a isto, é o tema caliente da semana. E eu também preciso de uma pausa aqui nos temas aborrecidos, portanto vamos animar isto um bocadinho. Falo, obviamente, do nosso José Castelo Branco.
Está a decorrer um interrogatório nestes mesmos momentos.
Num dia tinha uma vida santa, só tinha de se preocupar com a quantidade de botox que ia injetar na testa. Agora, de repente, está a ver o sol aos quadradinhos. Quem não faz ideia do que eu estou a falar e em casa não merece o ar que respira, pode mudar para a Rádio Amália, porque vocês não são os ouvintes de que eu preciso. Mas vamos lá explicar para as duas ou três pessoas que possam estar a leste. José Castelo Branco foi acusado de violência doméstica por parte da sua senhora, Lady Betty Grafstein, que aproveitou o facto de estar hospitalizada para se queixar das alegadas agressões do marido, que, diz ela, não foram muitas, não foram poucas, foram bastantes. José Castelo Branco ficou muito indignado com isto, diz que isto foi tudo maquinado por inimigos que querem destruir uma relação santa de quase 30 anos. Jurou pela Chanel que era tudo mentira. De nada lhe valeu, porque acabou mesmo detido. O drama, o choque, as purpurinas espalhadas no chão. Que sabe Deus a trabalhar, quem é que vai limpar, qual vai ser tudo. Castelo Branco, o homem, não a cidade, foi então ontem encaminhado até ao Tribunal de Sintra para poder dizer de sua justiça junto de um juiz de instrução criminal e, segundo a sua agente, foi completamente apanhado de surpresa. Teve sorte, porque em derivada greve dos funcionários judiciais, não conseguiu dizer nada, não apresentou a sua versão dos factos, mas ainda teve tempo para dar um ar da sua graça numa janela. Apareceu à janela, gritou ao povo, qual Evita Perón: "Estou lindamente", disse ele. "Estou lindamente."
Não vi essa parte.
É verdade, foi à janela dizer: "Estou lindamente."
Vi alguns vídeos de estalada, que me pareceram até mais antigos.
Me parece mais antigo. Isso já tem bastante tempo.
Não sabia.
Depois disto, o Zé foi então encaminhado para a GNR de Alcobendas, que pode parecer uma coisa assim pobrezinha, mas calma, que Alcobendas é colada a Cascais.
É verdade.
Portanto, está tudo bem. Foi lá que pernoitou e, segundo a CMTV, estação que nos fornece os detalhes que realmente importam, terá dormido numa cama de cimento, com lençóis descartáveis e foram-lhe atribuídos €4,5 para jantar. O que é que uma pessoa come com €4,5? Estou aqui ralada.
Um Croquetzit.
Mas ele também tem arte, não come muito. Tem arte em dieta permanente.
Um arrozinho de tomate.
Sem cebola, porque com cebola já era mais do que €4,5. Entretanto, ao que parece, o estado de saúde da Lady Betty agravou-se. Acho que já foi transferida da CUF Cascais para o Hospital CUF Tejo, onde estará nos cuidados intensivos. E José Castelo Branco, como tu dizias, acho que já foi ouvido e está agora à espera das medidas de coação.
A ver se vamos conhecê-las hoje, porque isto pode continuar para amanhã.
Sim, sabe que continuarei. Mas Castelo Branco não tem saído do top de assuntos mais comentados nas redes sociais e temos comentários como: "Quer livrar-se da velha, mas ela de castigo vai viver até aos 105 anos." Que nós, mulheres, somos meninas para isso. Percebes? Só para chatear.
Só para contrariar.
Podemos estar ali, já mais para lá do que para cá, mas nós aguentamos. Temos também alguém que diz: "Ontem no 'Passadeira Vermelha' estavam a dizer que ele andava a pedir guarita aos inimigos. Problema resolvido, já tem onde morar."
Alcobendas.
Alcobendas.
Por que não?
E também temos quem diga: "Assim vai o nosso Portugal. Estas situações é que resolvem os problemas dos portugueses. D. Afonso Henriques, olha no que nos tornamos."
D. Afonso Henriques? A sério? Ok.
Sim, D. Afonso Henriques.
Vem cá abaixo ver isto.
Vem cá abaixo ver isto. Olha no que nos tornamos.
Isso fala um que bateu na mãe. Citando.
Está tudo em família.
Afonso Henriques isto de bater na mãe, está tudo. Agora na mulher, que é idosa.
Naturalmente. Vamos aqui a umas descobertazinhas.
Vamos a ela. E o que descobriste esta semana, Ana?
Eu não faço ideia se tu ou se as pessoas que nos ouvem, se são pessoas emocionalmente felizes, em relações estáveis, basicamente a vossa vida não me diz respeito e também não tem esse interesse. Mas eu não posso deixar de dar um alerta, isto cada um sabe de si, não julgo ninguém, os tempos estão difíceis para todos, mas caso andem por aí metidos em chatbots românticos, muita cautela. Então o que é um chatbot romântico? Perguntas tu, já em pulgas.
O que é um chatbot romântico?
Obrigada pela pergunta tão inesperada e pertinente. Estás a ver o ChatGPT? Em que é para tu levar aquelas perguntas sobre os temas mais variados e depois ter uma resposta gerada por inteligência artificial, mas que parece mesmo que foi dada por uma pessoa a sério? Isto funciona mais ou menos da mesma maneira. A diferença é que nestes chatbots a pessoa desenvolve uma interação romântica com uma máquina. Não sei se te lembras daquele filme do "Ela", com o Joaquin Phoenix.
O Simone, não era? Não era assim que se chamava.
Não, chamava-se Ella.
Isso é tradução portuguesa?
Eu acho que sim. Era Ella. E-L-L-A.
Ok, estou confundir com outro, então.
Em que ele se apaixona perdidamente por uma assistente virtual, que é tipo a Siri ou a Alexa. E claro que a coisa dá para o torto, porque ele tem alguma dificuldade em perceber que aquilo depois jamais passará do plano virtual. Há vários chatbots românticos, tipo o Romantic AI, o Replica, o EVA AI, entre outros, mas todos partem da mesma premissa, que é garantir que melhorarão a nossa saúde mental e o nosso bem-estar. Portanto, são chats que desenvolvem Conversas íntimas, parecem mesmo reais, só que não. E os estudiosos vêm agora dizer que a única coisa que estes chats fomentam é a dependência, a solidão e a toxicidade.
E a pior é a emenda então.
E ao mesmo tempo, o que é que fazem? Aproveitam para nos sacarem dados pessoais que vendem depois a terceiros.
Que belo negócio.
Sim, coisas tão variadas como dados sobre a nossa saúde, medicamentos que andamos a tomar, preferências sexuais, etc. Que depois servirão para nos encherem de publicidade ou tentarem vender coisas ou coisas ainda pior. Bom, a grande maioria destes chatbots não permite que se apague informação fornecida. Maneiras que uma vez na net, para sempre na net. Portanto, muito cuidadinho, porque estes chatbots vão roubar-vos o coração e muito mais.
E a conta bancária, se calhar.
E a conta bancária também.
E mais? Há mais ou não?
Para terminarmos, sabes o que é que pode estar prestes a fazer um comeback em grande?
O José Castelo Branco.
Esperemos que sim. Ai, mulher, espero que sim, que ele venha para aí dar o seu melhor, impecável como sempre. Não.
Nos milénio.
Não, os telefones de antigamente. Não tão antigamente assim, calma, pessoa idosa, não vamos voltar aos telefones de disco.
Um 3310?
Sim, vamos voltar. O nome técnico são dumb phones, ou seja, telefones estúpidos.
Burros.
Ou burros. Que é o nome dado aos primeiros telemóveis, aqueles muito rudimentares, que só davam mesmo para fazer chamadas e, na loucura, enviar e receber mensagens. O primeiro que eu tive nem para isso dava, ainda não havia sequer mensagens. Bom, ao que parece, as pessoas estão a ficar fartas dos seus smartphones por serem demasiado invasivos e nos consumirem demasiado tempo. E portanto, toda a gente conhece a sensação de estar sempre ligado ao mundo. E toda a gente também já se sentiu angustiado com isso e com vontade de fugir. Menos eu, porque eu sou influencer e preciso de pôr comida na mesa dos meninos.
É verdade. Desde que não tenha cebola.
Exato. Numa altura em que os efeitos negativos dos ecrãs, como a depressão, solidão, ansiedade ou adição, estão a fazer-se sentir cada vez mais.
Miopia.
Miopia também. Cresce então esta necessidade de desconexão. E a revista New Yorker foi uma das primeiras a falar do que parece ser esta tendência de regressar aos telefones mais básicos. Diz a revista que é uma indústria em expansão e já há mesmo muita malta no YouTube e no TikTok a partilhar as suas experiências.
Quer dizer que as nossas avós nunca saem de moda, porque mantiveram esses dumb phones.
A minha mãe continua com o seu Nokia 5020, que não faz nada e mesmo assim sabe Deus. A própria Heineken, a marca de cervejas, lançou recentemente uma edição limitada de uma coisa chamada Boring Phone, em português, Telefone Aborrecido, em parceria com a marca de roupas Bodega, e trata-se de um telefone sem nenhuma aplicação, criado para que as pessoas falem só. Simples assim. Bom, temos também já uma empresa, a Dumb Wireless, criada em 2022, que só vende telefones, telemóveis destes antigos, que vão dos $50 aos $300. E têm de marcas como a Nokia. Para teres uma ideia, só no mês passado faturaram cerca de $70 mil com estes telemóveis. Já a Amazon diz que entre janeiro e março deste ano, portanto estamos só a falar destes três meses, recebeu mais de 4 mil encomendas destes telefones burrinhos.
Ainda devo ter por lá alguns em casa.
Eu também tenho alguns, não sei do que arejam.
Vamos vendê-los.
Mas como é meu, o meu, eu sei sabes, vale mais. Porque enfim, é meu. Ainda consigo uns $14 por aquilo.
Tens daqueles que se puxava a antena, era muito tendência.
Isso é muito antigo mesmo. O meu primeiro era assim.
Puxavas a antena.
Os primeiros todos, era um mimo.
Davam um certo status, se puxava a antena.
Tenho daqueles que se abrem ao meio.
Para baixo?
Sim.
Esse era um Motorola amarelo, não era?
Não, o meu é um Nokia rosa, que abria assim.
Esse também era giro.
Pronto.
Há uns que deslizavam, mas uns que abriam mesmo portinha.
Não, eu tive o portinha, mas este que eu tenho ainda desliza.
Também era giro fazer assim na cara com a portinha. Tac!
Pois era, quando a pessoa estava super zangada. Pá!
Cala-te, estúpido.
Que era o equivalente a quando desligávamos o telefone fixo de casa.
Bons tempos.
Olha, bons tempos.
Agora fazemos com muita força no ecrã.
Depois enganamo-nos na tecla, é que não funciona, não desliga.
É horrível. Olha, poucas coisas me trouxeste esta semana.
Sempre.
Muito do que é que sucede, que está de regresso sábado, depois do meio-dia, com Ana Garcia Martins. Até lá.