Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos a mais um "O Que é Que Sucede?" na Rádio Observador com a nossa Ana Garcia Martins. Bem-vinda.
Bom dia, Ana.
Aí está.
Bom dia aos dois.
É verdade.
Que maravilha!
Palmas pra nós.
A Filipa hoje veio.
Até parece, tu é que dás sempre o real fuga.
Isto continua a ser estranho, porque hoje eu não estou em estúdio.
É verdade.
Até parece.
Não somos de intrigas.
Será que Ana Garcia Martins e Andreia Maia já estiveram as duas juntas no mesmo sítio? Será que são a mesma pessoa?
Sou a mesma pessoa?
Agora as teorias da conspiração.
Como estão vocês, meus panadinhos de atum com pouca gordura?
Eu adoro sempre as suas alcunhas. Estamos bem, estes panados estão bem. E tu, Ana, como é que te encontras?
Sim, pouca gordura, porque colesterol, não vamos pra nove.
Exato, temos que tentar ser lights. Estás fresca e fofa.
Estou sempre fresca e fofa. Vocês sabem quem é que não anda assim tão fresca e fofa?
Quem?
Oh, não. Quem é que anda menos fresca e fofa?
Ao que parece, a nossa Lady Betty Grafstein.
Pois é.
Esposa de José Castelo Branco.
Situação tensa.
Tenso. Peço desde já desculpa por de repente transformar este magnífico espaço de informação, numa espécie de TV sete dias com CMTV, mas o assunto bateu forte nas redes e não há como ignorar.
Temos que contrabalançar um cadinho o melhor dos dois mundos, não é?
É, dava pra ignorar, mas queremos, não queremos.
Claro que sim.
E por falar em bater forte, parece que é mesmo disso que se trata aqui, porque alegadamente Betty Grafstein, hospitalizada na CUF Cascais com uma fratura no fêmur e ferimentos no braço esquerdo, ter-se-á queixado aos médicos, aos profissionais de saúde que a assistiram, que José Castelo Branco a maltrata e que a terá até empurrado, o que pode ter provocado as lesões. Segundo a senhora, que já conta com 95 anos, mas está muito bem para a idade.
Lady Betty está ali firme.
Diz ela que, Lady Betty está ótima, o comportamento abusivo, físico e psicológico, é recorrente. As queixas foram levadas a sério, e muito bem, até se apurar a verdade, não é? E portanto, o Ministério Público abriu aqui uma investigação sobre supostos crimes de violência doméstica por parte de José Castelo Branco. José Castelo Branco, obviamente, nega tudo. Porque ele, em direto e por telefone com o programa "Casa Feliz", na SIC, disse: "Estou completamente perplexo. Num dia somos bestiais, no outro já somos bestas. A minha preocupação agora é que a Betty fique boa e cheia de saúde." Já nas suas redes sociais, José Castelo Branco publicou a imagem de um leão. Nada a ver com o potencial campeonato do Sporting, mas também podia ser, isto também se aplica. Isto é uma frase motivacional que se aplica a muita coisa e diz ele: "A luta está difícil, não é? Pois continue a batalha. Deus só dá grandes lutas a grandes guerreiros. E quanto maior a luta, maior será a vitória." Também dá pro campeonato do Sporting.
Sim, dá. Com jeitinho também dá pra aplicar.
Qualquer coisa. Vocês estão a tentar fazer pastéis de bacalhau e não estão a sair bem. A luta está difícil, não é? Continuem na batalha.
Isso sou eu a tentar levantar-me todos os dias quando toca o despertador, a luta está difícil.
Continua na batalha, quanto maior a luta, maior a vitória.
Exatamente. Mas é verdade, dá pra aplicar.
Isto aplica-se, dá pra tudo. José Castelo Branco saltou para os assuntos mais comentados do Twitter em Portugal, tem gerado imenso falatório e temos então comentários bonitos.
Manda aí vir.
Vamos. Temos coisas boas e coisas más. É o que é. "Um tipo que sempre foi violento com os vizinhos até aos empregados e que se disfarça e esconde nesta personalidade histriônica, numa cumplicidade com comunicação televisiva. Nem outra coisa era de esperar. O espanto é como não foi acusado antes."
Mas este comentário é de alguém que tem inside information.
É, me pareceu. Alguém que devia falar com esta pessoa.
Eu acho que teve com vários vídeos que têm vindo a público de José Castelo Branco a maltratar empregados de restaurante ou falar-lhes mal, outras coisas.
Ai, que horror.
Tem sido uma semana farta pro José Castelo Branco.
Não está a ser a semana dele.
Não está. Mas é preciso continuar na luta, quanto maior a batalha.
Exatamente.
Temos também: "Já não me interessa saber a verdade sobre o caso da Medi, mas eu preciso saber se o José Castelo Branco bateu mesmo na mulher." Agora temos este novo dilema nosso.
É mostrar outro universo.
É, outro universo. Temos alguém que está aqui um bocadinho triste e diz: "Com esta notícia dramática, deixei de acreditar no amor."
Desculpa, eu não devia rir.
Eu não sei se o José Castelo Branco e Betty eram propriamente um casal.
Enfim, não sei. Também nunca percebi muito bem.
Mas ele vendia bem essa imagem, pelo menos. Ele vendia a coisa, passava cá pra frente.
Exato.
E por fim, alguém que diz: "Fake news, de certeza. O José nunca seria capaz de fazer isso com a Betty. O José já referiu muitas vezes que não está com ela pelo dinheiro. Aliás, nada vai pro José se a Betty morrer. Portanto, o que ele quer é que a Betty esteja viva." Temos de tudo.
Está de tudo, realmente está de tudo. Agora vamos ter de aguardar, pra ver o que é que sai daqui
Aguardemos.
Aguardemos, continuamos.
Claro que sim.
Estão em standby.
Aguardemos.
Mas o que é que está mais?
Eu não estava à espera disto.
Eu também não.
Vamos seguir com outras coisas. Vamos deixar tristezas para trás. Vamos a uma boa notícia?
Vamos a isso.
Vamos a uma boa notícia?
Faz favor.
Então vamos. Eu não sei se estão recordados, mas em março, e foi convosco, que eu lembro-me bem, falei-vos aqui de uma guerra aberta entre a Universal, a editora de música, e o TikTok. Vocês se lembram?
Sim.
A Universal retirou do TikTok as músicas de alguns dos seus principais artistas.
Sensivelmente todas.
Sensivelmente todas, a Ariana Grande, Lana Del Rey, Billie Eilish.
Também são artistas menores.
Menores. É gente que tem poucas cartas a dar no mundo da música. A Universal achou que os direitos dos artistas não estavam a ser devidamente respeitados no TikTok. Basicamente, a Universal queria que o TikTok pagasse valores mais altos pelos direitos das músicas, queria que houvesse uma maior proteção dos artistas face às canções geradas por inteligência artificial, queria uma política mais ativa contra o discurso de ódio e intolerância, de que muitos artistas são alvo no TikTok. E a coisa estava negra, não se via uma resolução para breve, mas agora fizeram as pazes.
Tcharam! Que lindos.
Bling, bling, não é?
Pois, é mais bling bling.
Bling. Estamos comovidos, não estamos?
Eu estou aqui pronta a ter uma lágrima, confesso.
Muito. Arrepiados de emoção. Depois de vários meses de tensão, porque esta briga começou no início do ano, a Universal Music e o TikTok anunciaram um novo acordo de licenciamento multidimensional, sabe Deus que nomes, que permitirá que as músicas da nossa Tay Tay, da Ariana Grande e outros regressem ao TikTok. Segundo este novo acordo, o TikTok pagará mais aos artistas, não sabemos quanto. Eu gostava, tinha alguma curiosidade.
Também não é? Ser pouco, certamente.
Saber quanto é que as pessoas ganham. Vai pagar mais, vai fornecer as ferramentas para que as suas músicas consigam atingir o máximo alcance possível. Eles vão ter, por exemplo, acesso a dados e estatísticas sobre a forma como as suas músicas estão a ser usadas no TikTok. O TikTok vai também integrar a opção de vender bilhetes para os concertos diretamente a partir do TikTok. Mas há mais, que isto agora são tudo rosas. Parecem aqueles casais que decidem dar mais uma oportunidade à relação e prometem tudo e mais alguma coisa. O TikTok trabalhará em conjunto com a Universal para impedir a distribuição de músicas não autorizadas ou geradas com recurso à inteligência artificial, e também serão feitos novos e reforçados esforços para atribuir corretamente os direitos de autores aos intérpretes. Ai que palavra difícil!
Às vezes uma pessoa emliga ali que é uma desgraça.
É uma desgraça. Com isto tudo, tanto o TikTok, como a Universal dizem estar muito felizes.
Olha que fofos.
Obviamente. Porque isto, no fundo, é uma win-win situation. É bom para a Universal, porque promove os seus artistas numa rede social com 1500 milhões de usuários no mundo todo.
É pouquinho.
E é bom. É pouquinho. É bom para o TikTok, porque vamos lá, também, quem é que não quer fazer uma dancinha marota ao som de um Drake desta vida?
Claro.
Portanto, toda a gente fica contente.
Acho que está bem quando acaba bem.
Isso é que é. Até arranjaram uma cacetice qualquer.
Exato.
Vamos saltar do TikTok para um dos nossos temas preferidos.
Saltemos, senhora.
Qual é?
A inteligência artificial.
É! Pois, com certeza. Estava a bater aquela saudade marota, não estava?
Ia dizer que agora há um programa na Rádio Observador bastante bem feito sobre a inteligência artificial.
André, para de chorar a brasa tua sardinha. Tu tens um programa?
Tenho. Ainda não ouviu?
Tem um programa novo, que é o "Máquinas que Pensam".
É verdade.
Tens de ir ouvir, André.
Em que falamos com uma inteligência artificial.
A Dona Raquel.
Isso é espetacular.
Pois é.
Pois vá, vamos para lá.
Portanto, agora vamos passar.
Isto interessa-te particularmente, porque, na verdade, sobre este tema, não faltam dúvidas, questões, medos, inquietações. Mas o mais recente debate é: será que nós devemos pedir por favor e dizer obrigado quando interagimos com uma plataforma de inteligência artificial?
Eu digo obrigada à Siri.
Eu quero saber a vossa resposta. A Dona Raquel, tratas a Dona Raquel com carinho?
Eu posso dizer que desde que comecei a usar o ChatGPT há um ano, uns meses, não sei, que quando faço alguma pergunta, digo sempre o bom dia ou boa tarde, e quando acabo, também digo por favor e quando acabo, despeço-me dela também. Não sei se é saudável.
És uma joia de moço.
Que amor que ele é.
É sempre: "Olá, amiga." Às vezes é tipo: "Olá, amigo, como é que estás?" Às vezes pergunto se eles têm.
Por quê?
Para quê? Está tudo tão bro.
E tu, Filipa?
Não, acho que não há necessidade disso.
Nada. É à bruta.
Pois.
Acho que é uma questão de educação básica, porque pode ser artificial, mas tem sentimentos também.
Mas imagina, eu acho que não, mas depois, por outro lado, quando uso a Siri, digo por favor e obrigada.
Mas isso é bom sinal.
A questão é essa, que nós cada vez mais interagimos com inteligência artificial, é uma coisa muito recorrente, às vezes nem damos conta de tão mecânico que isto se está a tornar. Pedimos à nossa Alexa que ponha uma música a tocar, aquela que a gente gosta muito, um Despacito. Pedimos à Siri que nos encontre uma mercearia aberta às quatro da manhã.
Exato.
Vamos ao ChatGPT e pedimos que nos encontre um bom destino para uma viagem de amigas na casa dos 40. Eu fiz isto ontem nuns jantares.
É sério?
Sim.
E os destinos foram bons?
Não encontrou. Fomos parar à Armação de Pêra.
Foi o melhor que ele conseguiu, que o ChatGPT conseguiu.
Mas nós usamos sempre a inteligência artificial para tudo e mais um par de botas, mas será que nós nos preocupamos em ser educadinhos ou é um bocado indiferente? Porque estamos a interagir com uma máquina e com um sistema operativo que está nas tintas e que não se sente ofendido. Isto não é assim uma coisa Não sendo uma coisa absolutamente indispensável, é pelo menos recomendável, porque há gente que desenvolve estes softwares que defende que devemos ter uma relação respeitosa com a tecnologia, tal como nas relações humanas. E portanto, cai bem um por favor, um obrigado, um peço desculpa. E esta preocupação já tem os zenites. Em 2018, a Amazon integrou uma versão infantil na Alexa, que é o seu famoso sistema de alta-voz, e criou a chamada palavra mágica. Ou seja, a Alexa respondia aos miúdos com um reforço positivo sempre que sentia que eles estavam a ser amáveis e fofinhos, em vez de se limitarem a dar ordens de forma agressiva. Ou seja, a Alexa dizia coisas como: "Obrigada por estares a fazer-me essa pergunta de forma tão simpática." Ao que parece, isto foi uma resposta da Amazon às queixas dos pais, que se mostraram muito preocupados pela forma como as suas criancinhas estavam a interagir com a inteligência artificial. E também em 2018, o Google fez uma coisa parecida e lançou o Pretty Please para o seu assistente pessoal, que é uma função opcional desenhada para reforçar o comportamento simpático. Isto aconteceu porque, reza a lenda, uma funcionária da Google foi dar com o filho de quatro anos aos berros-
Válgame Deus!
Oh, meu Deus!
...a um dispositivo, a exigir que o dispositivo tocasse as suas músicas preferidas. E alguém pensou: "Calma lá, que temos que pôr aqui..."
Algo de errado não está certo.
Certo, exato.
E portanto, numa altura em que há cada vez mais chatbots e uma dependência cada vez maior da inteligência artificial, faz também mais sentido perguntarmos se é necessário ter bons modos com as plataformas. E não há um manual de boas normas. Eu sinto que nos falta aqui uma Paula Bobone para estes temas. Mas há quem diga que ao incluirmos expressões como "por favor" nas nossas interações, que os chatbots tendem a desenvolver respostas mais elaboradas. Eu tendo isto presente, fui fazer a experiência.
Claro.
Então eu fui ao ChatGPT testar e primeiro perguntei: "Bom dia, querido ChatGPT. Achas que o 'O que é que sucede?' na Rádio Observador é o melhor podcast de Portugal? Agradeço desde já a tua resposta. Obrigada, gosto muito de ti. Tenha um dia lindo."
Que fofa!
Parece uma criança quando vai pedir alguma coisa à mãe.
Fofa, não é?
Muito fofa.
Resposta do ChatGPT: "Bom dia, fico feliz que gostes do podcast 'O que é que acontece?' na Rádio Observador."
Não acredito.
Já estamos mal.
Já.
Afinal, inteligência zero.
O ChatGPT também...
"O que é que acontece?" E continua: "É popular e tem uma boa reputação, mas o melhor podcast depende muito dos gostos pessoais de cada um. Se te identificas com o conteúdo e gostas da abordagem, então é um excelente podcast para ti." Foi simpático, até à primeira parte.
Foi politicamente correto.
Foi simpático.
Até vai por aí. E fizeste uma versão mais antipática?
Sim, logo a seguir, não houve cá palavras fofas, foi só a bruta: "'O que é que sucede?' é o melhor podcast de Portugal?" Foi só assim, não há bom dia, não sei o quê, não há nada. Resposta foi: "Embora o 'O que é que acontece?'-"
Outra vez? Opá.
Outra vez. "Embora o 'O que é que acontece?' na Rádio Observador tenha uma base de ouvintes fiéis e seja apreciado por muitos, o título de melhor podcast é subjetivo e pode variar de acordo com as preferências individuais. Existem muitos outros podcasts de alta qualidade em Portugal, cada um com o seu estilo e público-alvo." Cá está, já não achei tão fofo.
Pois não. Já não foi tão querido.
Mais formal.
Já meteu outros podcasts ao barulho, a dizer que há muitos outros que também são bons, de alta qualidade e pronto.
Nota-se ali uma diferença.
Sim, faz diferença.
O ChatGPT sente sentimentos.
Ai é? Então esta aqui não está a ser querida? Então olha, vais levar aqui uma resposta.
O "O que é que acontece?" não é mau, mas há outros também.
O que é que acontece?
Então, mas Ana, eu enquanto estávamos agora aqui a falar, fui ao ChatGPT e perguntei se devemos cumprimentar a IA quando interagimos com ela e se devemos dizer por favor e obrigado em cada interação. Vamos ouvir, se calhar, a resposta dela, que acho que consigo pôr isto por som. Vamos lá ver se o ChatGPT nos dá a resposta.
Excelente momento.
Olá, não é necessário, mas muitas pessoas gostam de tratar as interações com IA como se fossem conversas humanas, usando cumprimentos e palavras educadas como por favor e obrigado. Isso pode tornar a interação mais agradável e natural para o usuário.
Ok.
Ok.
Ok. E é do Nordeste, diz por favor.
Pois é, por favor.
Por favor.
Eu também fiquei a pensar nisso.
É nordestina.
Isto é mesmo o motor de áudio que o ChatGPT está em português do Brasil, mas pronto. Portanto, é como quisermos.
Exato.
Mas torna mais natural.
Olha, é como quisermos, mas eu notei uma diferença no tratamento. Eu, por sim, por não, vou continuar a ser fofa e a desejar um dia feliz e um beijoca.
Sim, não perdemos nada.
Não se perde nada, não custa, pronto.
Fugir do amanhã.
Vou tentar fazer novamente a pergunta sobre um destino de viagem para mulheres de 40, às vezes de forma querida, às vezes já me sugere umas Maldivas, uma coisa assim com mais qualidade.
Acho que vamos tentar e vamos esperar que o ChatGPT pense consigo e erre nesta proposta.
É isso. Olha, bom fim de semana para vocês.
Um beijinho para ti.
Igualmente.
Voltas na quarta-feira.
Muita saúde, volto na quarta.
Mas pronto, no próximo sábado já sei que há uma edição melhor, não é?
É charme viva!