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Vamos conhecer outras histórias do desporto. Connosco está a jornalista Mariana Fernandes. Olá, Mariana, bom dia.
Olá, bom dia.
Vamos começar com um leilão.
Sim, é verdade. Um leilão que foi muito antecipado durante as últimas semanas e que era até interpretado como um momento marcante na história do futebol internacional. Este leilão colocava à venda 87 objetos e bens materiais de Diego Armando Maradona, de que os herdeiros do antigo jogador argentino, incluindo os cinco filhos, querem desprender-se, até porque alguns estão só a causar prejuízo. Foram a leilão objetos como quadros ou antigas camisolas de Maradona, mas também carros, casas e artigos mais comuns, como móveis ou instrumentos para charutos. Ainda assim, a maior notícia que saiu deste leilão foi mesmo o que não foi vendido.
Como assim? Então não venderam tudo?
Não, muito longe disso. Até 1500 pessoas participaram neste leilão no mundo inteiro, mas a verdade é que os herdeiros de Maradona não conseguiram livrar-se dos bens do antigo jogador que estão a causar mais prejuízo, que estão sem qualquer aproveitamento. Logo à partida, não conseguiram leiloar nenhum dos três carros disponíveis, sendo que um deles tem a particularidade de nem sequer poder circular legalmente, porque tem luzes azuis e a buzina assemelha-se às sirenes da polícia. Depois também não conseguiram leiloar duas das casas de Maradona, uma que havia oferecido aos pais e onde os pais viveram nos anos 80 em Buenos Aires, e outra vivenda que tinha no Mar del Plata, também na capital argentina.
Sendo assim, então o que é que afinal conseguiram leiloar? É melhor ir por aí, não é?
Sim, conseguiram leiloar objetos mais pequenos, mas simbólicos, sempre muito relevantes para qualquer colecionador ou qualquer fã acérrimo de Diego Armando Maradona. Leiloaram, por exemplo, um gorro com as cores da Venezuela, que tinha sido um presente de Nicolás Maduro, que rendeu algo como $520. O artigo mais valioso a ser leiloado foi um quadro da pintora Lucé Dova, em que Maradona surge a correr embrulhado numa bandeira da Argentina, que foi vendido por $2150. Ao todo, os herdeiros venderam 29 apenas dos 87 artigos disponíveis e conseguiram amealhar cerca de $13.710. O problema é que as casas, principalmente as casas, continuam sem novo dono e a gerar prejuízo para a família do antigo jogador, que morreu há pouco mais de um ano.
E tentar, se calhar, fazer uma segunda ronda do leilão, não sei, eventualmente pode resultar.
Baixar um pouquinho o preço.
Baixar o preço também, eventualmente. Bom, passamos para Espanha.
Sim, passamos para Espanha e para uma regra do futebol espanhol. E se em Portugal hoje será discutida na Assembleia Geral da Liga de Clubes a obrigatoriedade de uma equipa ter 13 jogadores, incluindo um guarda-redes, para que o jogo seja realizado, devido, obviamente, às últimas polémicas relacionadas com os surtos de COVID-19 nos clubes. A verdade é que em Espanha também se andam a discutir regras, mas com caráter mais específico. Numa regulamentação que não tem grande explicação, a Primeira Liga espanhola obriga a que todas as equipas tenham pelo menos sete jogadores da equipa principal em campo durante os jogos. Ou seja, um clube que tenha alguns jovens da formação que não estejam inscritos na equipa principal, nunca pode colocar mais de quatro desses jovens a jogar em simultâneo, correndo o risco de perder o jogo de forma imediata. Um problema que nesta altura está a afetar diretamente o Barcelona.
Mas eles querem jogar assim com tantos jovens?
Querem. O assunto foi precisamente levantado por Xavi, treinador do Barcelona, que explicou que só tem colocado três jovens da formação no 11 inicial devido a esta regra e que sempre que quer lançar outro ao longo da partida, tem que tirar um que esteja na mesma situação para equilibrar as contas. O técnico dos catalães disse que a regra era estúpida, foi esta a expressão que usou, e que o Barcelona vai tentar inscrever alguns destes jovens jogadores na equipa principal já em janeiro para amenizar o problema. A verdade é que o Barcelona, desde que Xavi chegou, tem sobrevivido e subsistido com base na formação. O treinador opta quase sempre por jogadores como Nico, Gavi ou Abde, que são muito novos, não só pelo rendimento que têm tido, mas pelo facto de alguns elementos do plantel estarem lesionados. A questão é que por Xavi, metade da equipa eram miúdos e a Liga Espanhola ainda não permite.
Vamos ver como é que isto vai terminar então. Com essa inscrição dos jovens na equipa principal.
Sim, a partida vai ser essa. Vão tentar inscrever pelo menos mais jovens jogadores.
E vamos terminar na Suécia.
Sim, e com uma boa notícia, porque assim como já acontece em países como o Brasil ou a Noruega, a Suécia anunciou que vai implementar paridade total de salários entre as jogadoras da seleção feminina de futebol e os jogadores da seleção masculina de futebol. Ou seja, quer isto dizer que quando forem convocados para a seleção, Asllani, jogadora do Real Madrid, vai ganhar exatamente o mesmo do que Zlatan Ibrahimović, assim como Caroline Seger, capitã da equipa, vai ganhar o mesmo do que Lindelof, também ele capitão da equipa. É um passo importante que começa a espalhar-se cada vez por mais países e esperamos que um dia, no futuro, também chegue cá a Portugal.
Esperemos que sim, é uma excelente notícia. Esta a terminar o Outras Histórias do Desporto de hoje com a jornalista do Observador, Mariana Fernandes. Amanhã há uma nova edição. Mariana, muito obrigada. Até já, bom trabalho.
Até já.
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