Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está então na hora de falarmos de desporto e conhecermos outras histórias com o jornalista da Rádio Observador, João Gama. João, bom dia.
Bom dia.
Vamos começar a falar de futsal. Hoje vais dar-nos a conhecer o segredo da seleção para conquistar o título de bicampeão europeu. Explica lá.
Não basta comer a sopa quando se era pequenino. Era isso que estavam a pensar. Ora, esta é uma história que conhecemos bem. No último domingo, a seleção nacional de futsal venceu a Rússia para revalidar o título de campeã europeia. Soma assim, a seleção, quase uma mão cheia de títulos nos últimos anos, dois europeus e um mundial. Aliás, ainda ontem subimos ao segundo lugar do ranking mundial do futsal.
Ora a pergunta é: como é que não estamos em primeiro depois de tantos títulos?
É verdade, Júlio. Depende dos rankings. Portugal lidera o ranking da UEFA, mas está atrás do Brasil no ranking mundial. Estamos apenas a 28 pontos atrás dos Canarinhos e desde o Campeonato do Mundo ultrapassamos outros titãs da modalidade, como Espanha e a Argentina.
Isso está tudo muito bem, João, mas começaste por dizer que querias revelar o segredo da seleção para conquistar tantos títulos. Se não foi a sopa, foi o quê?
Os segredos têm que ser bem guardados. Mas é isso mesmo. A Federação Portuguesa de Futebol mostrou as derradeiras palavras do selecionador nacional de futsal antes do encontro decisivo com a Rússia na final do Campeonato da Europa e mostrou como Jorge Braz motivou a equipa para esta conquista.
Começa a ser difícil, cada vez mais falar connosco. Porque sempre disse: ou se sente ou não se sente. E o que vocês têm feito, é impossível isto não acabar bem. Falar em família, falar em compromisso, falar naquelas que estamos a falar, nunca sentiste como agora.
Muita emoção, alguns pis à mistura, um discurso muito emocionado.
Falou em família, também?
Exatamente. Falar de verdadeira família, que era a camaradagem que têm no balneário minutos antes da seleção entrar em campo, e é caso para dizer que o resto é história. Motivados com este discurso, os escolhidos de Jorge Braz entraram em campo, deram a volta ao resultado, venceram a Rússia e graças a isso somos hoje bicampeões da Europa.
João, e ainda sobre grandes jogadores portugueses, mas no futebol, queres falar de Cristiano Ronaldo, que aparentemente tem um novo fã.
Sim, é caso para dizer que se conquistam fãs todos os dias, não é? Mas o mais recente, ou pelo menos um dos mais recentes, é nada mais, nada menos que o Papa Francisco.
Ora bem, espera lá, o Papa Francisco é argentino, já trocou camisolas assinadas por Lionel Messi e com Lionel Messi. Afinal, é fã de mais de dois?
É isso mesmo. O Papa Francisco é um fã confesso de futebol, diz que é o desporto mais bonito do mundo. Partilha, como dizias, Paula, a terra natal com Lionel Messi. Tentou também uma carreira de futebol. Não sei se vocês sabiam isto. Não correu muito bem, foi posto a jogar à baliza como guarda-redes. Quando era mais jovem, sua alcunha entre amigos era "Pés de Chumbo", portanto, não teve muito sucesso nessa vida profissional. Mas apesar desta ligação a Lionel Messi, a verdade é que o Papa Francisco agora não tem como escapar de Cristiano Ronaldo.
Não tem como. Não digas que também é fã do novo documentário da Georgina.
Se for, é um segredo bem guardado do Vaticano.
Mais um.
Exatamente. Não, falamos de Dolores Aveiro. A mãe de Cristiano Ronaldo foi a Roma e, como diz o ditado, foi conhecer o Papa. Foi a própria Dolores que anunciou a visita ao Vaticano com uma publicação e uma fotografia do momento em que entregou a camisola do internacional português ao Papa Francisco, que escreveu nas redes sociais a relatar uma emoção única, um muito obrigado, escreveu a mãe de Cristiano Ronaldo na publicação a dar conta desta visita.
E é uma fotografia do Papa Francisco com a camisola de Cristiano Ronaldo.
Eu não te quero desiludir, Maria João. Vemos a fotografia de uma mãe muito feliz a estender a camisola da seleção nacional de Cristiano Ronaldo ao Papa Francisco. Vemo-la a aceitar, o que não vemos, mas temos que confiar que sim, é uma fotografia depois do Papa Francisco com essa camisola vestida. É como vos digo, o Papa Francisco já é um fã smite de Cristiano Ronaldo.
É preciso ter fé, João. João, para fechar, vamos à Fórmula 1. Já são conhecidos alguns dos carros para a próxima época.
É verdade. Ainda ontem a Red Bull, a equipa de Max Verstappen, que é campeão do mundo da modalidade, revelou as primeiras fotografias do carro com que vai defender o título do ano passado. É apenas a primeira fotografia com as habituais cores vermelho, preto e amarelo, mas a verdade é que as equipa ainda estão a guardar umas cartadas na manga para os primeiros testes da pré-época, que só acontecem no final deste mês.
Eu não sou grande especialista em mecânica de carros de alta velocidade. De baixa velocidade já é diferente, é evidente. Mas não nos digas que há aqui alguma forma de fazer batota.
Não, mas quase. A verdade é que continuamos a falar da Red Bull e de uma história que é, no mínimo, muito caricata. Christian Horner, o chefe da equipa, venceu um leilão promovido pela revista Autosport, um leilão que vale por 4.700 euros, assim é que é, uma visita à fábrica da Mercedes, em Inglaterra, a Mercedes que é a grande rival da Red Bull. O britânico aproveitou o momento para provocar os adversários com boa disposição, a dizer que vai levar consigo 20 pessoas para investigar e descobrir todos os segredos mais bem guardados da Mercedes, que tem sido o principal nome da Fórmula 1 nos últimos 10 anos.
E então, a Mercedes já acabou por responder a estas provocações?
Mais ou menos, Carla. A verdade é que esta investigação da Red Bull coincidiu com a apresentação de Lewis Hamilton ao volante da Mercedes. Foram mais de dois meses em silêncio, longe dos holofotes, desde a polêmica derrota na última corrida do Mundial de Fórmula 1, em Abu Dhabi, que deu o título a Max Verstappen.
Hamilton, que é nada mais, nada menos do que sete vezes campeão do mundo de Fórmula 1.
E que já foi visto desde então a trabalhar na fábrica da Mercedes com a equipa técnica a inspecionar o carro com que vai tentar voltar a conquistar um título esta época. A Mercedes não esperou e veio logo celebrar a situação, dar as boas-vindas ao piloto britânico. É mesmo caso para dizer:
"It's lights out and away we go. And it's Max Verstappen against Lewis Hamilton."
É um som que os fãs da Fórmula 1 já estão muito bem habituados, os arranques de todas as corridas. Está tudo pronto para a próxima época.
And away we go, João, é só o que te digo. E assim chegamos ao fim das outras histórias do desporto com o jornalista João Gama. Amanhã há mais para conhecer. Obrigada, João. Até amanhã.
Até amanhã.