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Conhece o jogo fuck, marry, kill?

Não.

Então, fuck, marry, kill consiste em: vamos dizer três nomes de três pessoas e a Alexandra tem de escolher.

Jesus, já percebi.

Uma com quem fuck, uma com quem marry, uma a quem kill.

Oh, Jesus, mas isto é tudo não sério, não é? Ninguém me vai levar a sério demais.

Ninguém quer mesmo matar ninguém.

Ok. Era essa parte que me estava a preocupar mais.

Não, é um jogo, é tudo no imaginário.

Ok.

Na ilusão, na criatividade. Aqui vão os nomes.

Mas deixa-me só fazer uma pergunta antes de dizer os nomes. Dizemos três e eu posso escolher, não tenho que escolher logo, não é?

Digo os três primeiro.

Ok.

Exatamente.

Pode haver aqui um elemento de comparação.

Claro. Esperemos que haja.

Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação.

Para fazeres o nosso jingle. Pequenas reivindicações de liberdade. Pronto, acho que pode ser esta.

E nunca mais podemos voltar a falar mal.

Agora está aqui escrito em letra grande. Pequenas reivindicações.

Pequenas reivindicações.

Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade.

De liberdade. Pessoas incríveis.

Olá, bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade, um podcast Observador. Hoje com uma grande convidada, Alexandra Leitão. Muito bem-vinda, Alexandra Leitão.

Muito obrigada a ambas pelo convite. É um gosto.

E vem com um belo sorriso, deixe-me dizer. Um sorriso muito simpático.

Obrigada.

Muito obrigada por vir com essa boa disposição até nós.

Eu sou normalmente bem-disposta. Quem me conhece mais pessoalmente sabe isso. Sou uma pessoa bem-disposta e gosto de fazer podcast, porque me permite falar sobre outras coisas que não sejam só política e passar um bocado da espuma da atualidade e dos dias e portanto estou bem disposta por isso. Curiosamente, tenho muitas gente sempre a dizer-me que eu apareço sempre muito séria em todo lado, mas não é verdade, eu sou muito sorridente.

Ao vivo não parece nada.

Está a ver?

Quando é que está a mentir? É quando está sorridente ou quando está séria?

É assim, eu às vezes tendo a compartimentar um bocado as coisas. Quando me divirto, quando estou com os meus amigos, quando estou a fazer uma coisa distendida como é esta, estou eu sorridente, bem disposta, por isso se disser aqui alguma coisa que depois vai correr mal, olhem a vida. Mas quando estou, por exemplo, a fazer o programa de comentário que faço num canal de televisão, ou quando estou na assembleia, quando estava como ministra ou quando estou a dar aula, mas dar aulas para casa como eu gosto muito e estou distendida, estou sempre bem disposta. Mas eu acho que compartimento um bocado o que é profissional e por isso se calhar às vezes a seriedade vem de eu fazer essa compartimentação e estou a trabalhar. Mas, por exemplo, quando eu ando na rua a fazer campanha, aquilo para mim não é bem trabalho, aquilo para mim é falar com pessoas, portanto já estou mais sorridente. Quando estou, por exemplo, a fazer uma intervenção na assembleia, aquilo para mim é trabalho, portanto faço aquele ar mais sério. E isso acho que faz com que as pessoas às vezes achem que eu sou uma pessoa zangada. Mas também posso dizer uma coisa. Começando já as hostilidades no bom sentido.

Por favor.

Eu acho que as pessoas também, de um modo geral, tendem a achar que uma mulher assim um bocado mais séria ou assertiva é sempre mal-humorada.

Arrogante.

Arrogante.

Eu não concordo, mas sim.

E num homem é sempre assim, um sinal de assertividade e de seriedade. Não é verdade, Titi?

Não, acho que é uma coisa que as mulheres dizem para se defenderem, porque são mesmo arrogantes e estão mesmo mal dispostas, porque às vezes estão menstruadas, Alexandra.

Sabem que eu vou vos contar uma coisa. Uma vez uma jornalista, de quem eu gosto bastante, fez-me uma pergunta sobre uma coisa de política, mas tinha a ver com se era diferente as mulheres e os homens fazerem política, se os homens eram diferentes e as mulheres na política. Eu respondo sempre a isso da mesma maneira: "Não, acho que não. Acho que não é diferente a maneira de fazer política dos homens ou das mulheres. As mulheres não têm que ter um ar maternal e os homens um ar sério. Não, não concordo nada." Mas lembro-me que lhe respondi com uma coisa que tinha lido há pouco tempo e isto já foi há dois anos, portanto na altura, que foi uma vez eu vi uma entrevista ao Putin feita pelo Oliver Stone, que fez um grupo de entrevistas e fez uma entrevista ao Putin, longa, de uma hora, em que perguntou ao Putin como é que era ser presidente e não sei o quê, e se tinha momentos maus, momentos difíceis. Ele respondeu: "Não, eu não sou mulher, não tenho aqueles dias do mês."

Alexandra, eu não podia estar mais de acordo com o Putin. Nunca pensámos dizer esta frase.

Há dias em que eu, de facto, sou uma mulher, sou nada mais do que uma mulher.

E isso chega e sobra, não é?

Sim.

Pronto.

Uma mulher e uma cidadã.

Sim. Qual é que eu sou em primeiro lugar?

É uma mulher cidadã.

Primeiro nasci mulher e só depois é que nasci cidadã.

Não, nós nascemos todos cidadãos, é essa a beleza da democracia e da república.

É isso que se passa.

Somos cidadãos quando nascemos, felizmente.

Tornamo-nos mulheres, é o que dizem.

Não sei, por aí não entro muito.

Alexandra, nós temos um cronômetro a contar.

Odiado.

E quando tocar o nosso cronômetro, o episódio chegou ao fim. A Alexandra é capaz de chorar um bocadinho quando tocar esse cronômetro, já sabemos, acontece frequentemente. Deixe-se levar.

É como quando toca de manhã para me levantar.

É. Nós aqui gostamos de trazer um bocadinho dessa emoção matinal. Gostamos de ter isso connosco. Além disso, este podcast, na temporada anterior, chamada Rapazes Giros, a nossa grande anfitriã era a avó Glória, que era em casa de quem nós gravávamos todos os episódios e que recebia todos os convidados com um lanchinho. Agora estamos aqui noutro espaço e a avó Glória não está cá. No entanto, ela gosta de dar as boas-vindas a todas as nossas convidadas e por isso aqui vai.

Cara Alexandra Leitão, seja muito bem-vinda. Gabe a paciência para dedicar algum do seu precioso tempo a estas duas jovens que ainda agora aprenderam a ler. Gostava de combinar já consigo uma palavra de salvação

Sempre que quiser mudar de assunto, tem cartão verde para dizer PS. Mas cuidado, escolha bem quando é que a usa.

Boa dica da avó Glória, agradeço. Quantas vezes eu posso usar a palavra de salvação?

Tem cartão verde.

Poucas.

Mas se disser PS e não for para salvação, podemos ter um problema, porque nós vamos mudar imediatamente de assunto.

Ok, já percebi.

Pois, é preciso ter cuidado.

Está bem. E os tensos também contam ou só conta se eu usar o acrônimo?

Conta para os tensos também.

Ok.

Tem mesmo a ver.

Estou a ver os pontos.

É um desafio.

É um desafio? Pode haver outras formas.

Já percebi. Vou tentar. Alexandra, por que é incrível?

Bom, acho que toda a gente responde. Eu não sou incrível. Não vou ser original, mas já fiz algumas coisas que considero incríveis. Já tive duas filhas e isso para mim foi e é incrível. Tive e tenho, mas já grandes. Já consegui realizar o meu sonho, e isso é incrível, profissionalmente, que era ser professora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que sou. E na política fiz pelo menos uma coisa que considero incrível, que foi conseguir distribuir manuais gratuitos a todas as escolas do país.

Muito bem. Agora, como é que os motivos que nós vamos dizer para ser incrível vão superar estes, Alexandra? Deixa-nos aqui num papel difícil.

Mas vocês conseguem, que eu queria ouvir um elogio.

Para puxar pelas nossas melhores. Estou nervosa.

As suas expectativas, bem...

Vai ter que gerir elas.

Como sempre. É a nossa vida, gerir expectativas.

Alexandra, é incrível porque defende a igualdade de género e os direitos das mulheres com argumentos políticos e sociais, contribuindo para atacar discursos que romantizam a desigualdade e atacam o feminismo.

É incrível porque no momento em que depois de oito anos no poder, o PS perdeu as eleições, Alexandra assumiu com coragem a liderança parlamentar do PS.

É incrível, porque tem uma licenciatura, um mestrado e um doutoramento em Direito, tendo sido uma daquelas alunas tão boas que passa a professora muito admirada pelos seus alunos e além disso, é ainda investigadora.

Porque no programa O Princípio da Incerteza, a Alexandra, sendo a única mulher numa mesa com três homens, traz sempre um contraponto válido com incisão, lucidez e assertividade.

É incrível, por fim, porque é a primeira mulher política que recebemos neste podcast e é uma alegria percebermos que há disponibilidade de quem está num lugar como o seu para conversar com os jovens sem medo.

Conseguiram superar as minhas expectativas. Muito obrigada. Mas houve uma em que acertamos igual, que foi a faculdade.

Exatamente. Há esperança para o futuro. Imagino que tínhamos estragado já tudo aqui.

Não, foi maravilhoso. Muito obrigada.

Alexandra, passamos agora para um segmento chamado Perguntas Flash, em que o que lhe pedimos é que responda o mais rápida e honestamente possível.

Essas são sempre difíceis. Mas vamos lá.

Tenho cara de socialista?

Quem?

Eu.

A Nana?

A Nana.

Não há cara de socialista. Acho que não há cara de socialista, nem de outro partido, por isso não. Mas por isso, não é que não seja ou que seja, é que não há cara de.

Bê Fachada ou Tiago Bettencourt?

Tiago Bettencourt.

Quem é a pessoa em Portugal com mais cara de socialista depois de José Sócrates?

Eu acabei de dizer que não há cara de socialista, portanto agora não posso responder a essa.

Considera que não seria capaz de viver se não tivesse encontrado esta carreira política que tanto lhe apraz?

Se não era capaz de viver? Claro que era capaz de viver. Posso elaborar ou tem que ser menos ou rápido?

Pode elaborar.

Posso? Não, eu tive atividade política na faculdade entre 90 e 95, eu já tenho essa idade, que foi a minha licenciatura, e depois tive um longo tempo. Lá está, tive duas filhas, fiz várias coisas profissionais e fui muito feliz nesse período também.

Alexandra Leitão, a aluna preferida do Marcelo, dizem as notícias por aí. Não é por ser o Marcelo, mas como é que se sente por ser a portuguesa que o presidente da República mais ama?

Não, não sou seguramente a portuguesa que o presidente da República mais ama, mas enquanto meu professor, meu arguente de mestrado, meu arguente de doutoramento e depois com quem fui eu, por sua vez, depois professora assistente dele muitos anos, foi seguramente a figura mais marcante do meu percurso da faculdade de Direito.

Se pudesse ser cirurgia plástica, escolhia trabalhar em que país?

Como cirurgia plástica? Tão longe da minha área. Em que país? Não sei, talvez nos Estados Unidos, quer dizer, nos Estados Unidos daqui a uns tempos ou antes. Talvez nos Estados Unidos.

José Saramago teria um Nobel da Literatura se tivesse pertencido às FP25?

Acho que sim, que teria na mesma, porque a literatura é uma coisa e acho que sim.

Quais são os seus cuidados capilares? Não estava à espera desta pergunta.

Não, eu estou a rir porque isso é toda uma história. Até há relativamente pouco tempo, lavar o cabelo.

Com xampu.

Com xampu. Bastantes vezes. Às vezes, secar ao secador. De uns tempos para cá, são um bocadinho mais, uma máscara antes do banho, depois deixar ficar, depois tirar, depois uma coisa depois, depois de X em X tempo cabeleireiro, portanto há uns tempos para cá são mais.

Como qualquer mulher no seu lugar teria, tem inveja e ciúmes da Ana Catarina Mendes?

Inveja e ciúmes, Ana Catarina Mendes? Não, sou muito amiga dela, não tenho inveja nem ciúmes.

Que estranho. Qual poderá ser o partido a querer reverter a lei da paridade?

Infelizmente, no espectro atual, imagino que há mais do que um capaz de querer inverter. Posso falar uma vez de política?

Pode.

Acho que o Chega inverteria, acho que talvez a AD inverteria, acho que a IL depende. Agora querem acabar com o conceito de violência obstétrica, portanto, já vamos no caminho.

Não concorda que hoje em dia já é tudo um bocadinho demais?

Concordo.

Oliveira dourada ou eucalipto de bronze?

Ai, Jesus. Oliveira dourada. Não por causa do dourado, mas por causa da oliveira. Não sou fã de eucalipto.

Complete: fidelidade é...

Confiança.

Trivia: em que ano é que Durão Barroso começou a ficar careca?

Não faço ideia.

A resposta certa é 1974. Quando é que chamar líder da oposição ao PS passa a ser um conceito do passado?

Quando ganharmos outra vez as eleições.

Ser docente é mais perigoso do que ser decente?

Ser docente é mais perigoso do que ser decente? Ser docente não é perigoso, de todo. Ser decente, às vezes, no mundo em que vivemos, é um bocadinho perigoso. Portanto, decente é seguramente mais perigoso nos tempos que vão correndo.

Por que alemão?

Por que alemão?

É uma pergunta aberta.

Muito aberta. Por que alemão? Eu não sei falar alemão. Deixe-me ver se eu percebo a pergunta. Eu não escolho alemão, mas por que eu poderia escolher alemão? O que o alemão traria a mais? Os filósofos.

Alexandra não se deixa intimidar facilmente, mas o que podia levá-la a ter dado um berro na Assembleia da República dizendo: "I'm out, leave me alone."

Tive algumas vezes vontade de dizer isso. O que é que me poderia ter levado a dizer isso? Nada, porque senão já o teria dito, tendo em conta as coisas que lá vivi.

Com toda a honestidade, nós vamos conseguir conversar com a Alexandra sem que esteja constantemente a fazer campanha?

Eu não estou a fazer campanha. Estamos aqui já há um tempo sem isso.

De que lhe vale uma inscrição suspensa na Ordem dos Advogados?

Vale-me muito. Vale mesmo muito, Titi. Sabe por quê? Porque eu fiz o meu estágio, mal acabei o curso, em 96, 97. Na altura, nem sei bem quanto é. Na altura era dois anos e meio, dois exames, um exame e um oral. Fiz isso tudo. E depois como entrei pra assistente, por concurso e fui pra outro sítio e não ia exercer advocacia no momento, portanto, suspendi a inscrição. E fiz sempre outras coisas que até, em certa medida, em alguns momentos incompatíveis. Agora, qual é a grande vantagem? No dia em que eu me fartar totalmente disto, chego lá, levanto a minha cédula e vou pedir emprego a uma sociedade de advogados. Ou abro um escritório meu.

Alexandra, não me leva a mal.

Ai!

Mas é que nós temos de perguntar isto a toda a gente, porque é mais forte do que nós.

Força.

Aqui vai. Quando faz sexo é muito barulhenta ou gosta mais assim de um amor pacato?

Sou pacata.

Alguma vez se entusiasmou, se é que me entende, com um adversário político?

Não.

Complete: a Constituição portuguesa é um monte de...

De excelência.

Alexandra, quem é sua influencer preferida?

Ai, Jesus. Eu não sou muito... Influencer o quê? Ai, ai, eu não vou saber responder a esta.

Das redes sociais, não conhece assim nenhuma. Faltam influencers políticas, não é?

É, não sou muito. Não, acho que não consigo responder a isso.

A última pergunta e a mais importante de todas, talvez.

Oi.

Conhece o jogo fuck, marry, kill?

Não.

Então, fuck, marry, kill consiste em: vai ter de escolher, vamos dizer três nomes de três pessoas e Alexandra tem que escolher.

Jesus, já percebi.

Uma com quem fuck, uma com quem marry, uma a quem kill.

Oh, Jesus, mas isto é tudo não sério, não é?

É um jogo.

Ninguém me vai levar a sério demais.

Ninguém quer mesmo matar ninguém.

Ok. Não, pois, era essa parte que me estava a preocupar mais.

Não, é um jogo, é tudo no imaginário.

Ok.

Na ilusão, na criatividade. Aqui vão os nomes.

Mas deixa eu só fazer uma pergunta antes de dizer os nomes. Dizemos três e eu posso escolher, não tenho que escolher logo, não é?

É, digo os três primeiro.

Ah, ok. Pode haver aqui um elemento de comparação.

Claro. Esperemos que haja. Fuck, marry, kill. Francisco Pinto Balsemão, Aníbal Cavaco Silva, Pedro Santana Lopes. É um jogo. Já fizemos este jogo mais vezes neste podcast, se a deixa mais tranquila.

Mas eu estive a ver um que não fizeram.

Leve o seu tempo, Alexandra. Eu vou repetir os nomes. Francisco Pinto Balsemão, Aníbal Cavaco Silva, Pedro Santana Lopes.

Eu não vou conseguir responder a isso. O que é que me fazem? Não há aqui um verdade ou consequência, que eu escolho a consequência?

Eu tenho uma contraproposta.

PS.

Lembrei-me.

Boa, Sandra.

Lembrei-me.

Já valeu a pena ser do PS hoje. Se não valer por mais motivo nenhum no dia de hoje...

Eu estava aqui assim Esqueceu-se que tem uma palavra de salvação. Eu estava pronta com toda a minha bondade para trazer aqui uma alternativa, mas assim não trago, porque temos que ser justas. A avó Glória criou as regras e nós só temos de cumprir as regras da avó Glória. Bem, Alexandra, safou-se de boa, não foi?

Vocês não brincam em serviço.

Mas eu bem sei. Não responda, mas no seu íntimo tinha uma resposta. Já tinha escolhido. No seu íntimo já tinha escolhido, mas passamos ao próximo.

Mas ela lá está no íntimo que nem eu sabia.

Tinha de pensar um bocadinho. Alexandra, nós temos agora uma outra pergunta para si. Pode levar o tempo que quiser a responder, desde que não seja o episódio inteiro. Temas como crise da habitação, problemas com a imigração, custo de vida muito elevado e Alexandra quer proibir o botellón em Lisboa. Alexandra, eu vou pedir que me explique o que aqui se passa, como se eu fosse uma criança de seis anos ou uma jovem adulta de 18 que vai votar pela primeira vez e que precisa de ser um bocadinho conquistada depois desta.

Sim. Antes de mais, começar pelas outras partes. Crise da habitação é das que me preocupa mais, é talvez o direito fundamental que neste momento pior está preenchido ou não está preenchido em Portugal, e haverá, e já há, e já apresentei, mas haverá um pacote sério de medidas, olha eu a fazer campanha, um pacote sério de medidas sobre isso. Sobre a imigração, acho que estamos numa rampa deslizante que me preocupa também bastante. O que eu disse exatamente não foi isso. O que eu disse exatamente foi que eu não tenho nada contra uma pessoa que traz de casa uma cerveja e está a beber uma cerveja, ou duas, ou três. Não é esse o meu ponto. O meu ponto é a circunstância de haver sítios, mesmo em sítios de saída à noite, que não têm as menores condições para ter as pessoas e que vendem propositadamente para o consumo na rua. Ou seja, a rua é o seu espaço de bar, e isso é que não está certo da perspectiva de quem vende. Ou seja, quem vende não pode vender com o intuito de a rua ser o bar. Portanto, eu não proíbo que as pessoas bebam, não proíbo, nem vou proibir, nem posso, mas quero dizer, não é tanto a proibição do beber na rua, é que quem vende álcool, seguramente a partir de certa hora, ter que ter algumas condições para dar a essas pessoas a quem vendem o álcool.

Mas sim, o botellón vende muito mais numa notícia de jornal. Pois é, eu durante o meu crescimento posso ter aprendido muito sobre política em bons botellóns. Sabe que juntam-se muitos jovens, nós falamos de tudo.

Eu também já aprendi muito e discuti muita política, também com aqueles bares. Mas atenção, havia muitos sítios onde nós, pelo menos, onde nós bebíamos, é verdade, na rua, mas há um bar de apoio, onde a pessoa vai à casa de banho se quiser.

Mas é que agora as próprias rendas dos bares devem estar altíssimas.

É verdade.

E, portanto, as pessoas têm que arrendar um espaço muito pequenino, só com uma janela.

Só com uma janela, é ao postigo. É venda ao postigo.

Assim basta uma pessoa que tenha um carro num grupo de 15, abre-se um porta-bagagens de um carro.

Também é verdade.

Faz-se ali um festão. E umas discussões, resolvem-se muitos problemas do país, assim em conversas.

Posso-lhe garantir que se me prometerem que resolvem problemas do país assim, eu talvez reconsidere.

Nós somos bem capazes. Se há coisa que nós fazemos com toda a nossa energia é resolver grandes problemas do país.

Não duvido.

Posso garantir que em conversas que eu e a Nana tivemos em casa, nós resolvemos o país com uma facilidade. Nós temos soluções para tudo. É que apresentem-nos uma questão e nós: "Tá, era assim?" Com muita facilidade.

Cuidado que eu posso fazer uma pergunta. Não, não posso, eu sei, aqui só respondo.

Não te quero lixar. Nunca ninguém lhe dirigiu a palavra lixar em público, pois não, Alexandra?

Já. Acho que sim.

Foi por isso que eu disse, calculei que já lhe tivessem dito, mas...

Acho que já.

Alexandra, trouxe um tema para conversar conosco.

Trouxe. O tema que eu trouxe para conversar com a Nana e com a Titi é o discurso de ódio nas redes sociais e as suas consequências sociais, políticas, pessoais. E não sei se querem que eu diga alguma coisa.

Sim.

Este é um tema que me preocupa bastante, porque acho que é um tema que está a crescer e que tem muitas consequências de vários tipos e que não tem uma resposta nem fácil, nem rápida, nem no tempo que eu vislumbro muito possível. E eu acho que muitas das coisas a que nós estamos a assistir com o aumento do extremismo de direita, vamos também ser justos, porque também há extremismos de esquerda, mas não são esses que hoje crescem. Portanto, quando alguém diz: "Porque há uma simetria". Em abstrato, até posso aceitar que há uma simetria, mas hoje, em Portugal, na Europa e em boa parte do mundo, não é a extrema-esquerda que cria problemas, é a extrema-direita. Portanto, esse crescimento está, na minha opinião, intimamente ligado com as redes sociais, com o discurso de ódio nas redes sociais, com as mentiras que se propagam nas redes sociais. Não é por acaso que ouvimos muitos políticos, por exemplo, americanos, a levantar-se contra as regras que há na União Europeia para proteger das notícias falsas, etc. E depois, isto é no plano macro, do crescimento dessas ideias do ódio. Mas depois no plano micro, os bullyings que se fazem através das redes sociais, a forma como as pessoas são tratadas. Não sei se a Nana e a Titi viram recentemente, eu posso falar de uma pessoa que não está aqui. Não sei se viram no sábado o artigo do José Pacheco Pereira no Público. Era um artigo em que ele começa a dizer: "Isto foi o que eu recebi no Facebook". Então tem uma lista enorme de insultos e impropérios que lhe foram dirigidos na última semana por causa de uma coisa que ele tinha dito no programa anterior. E aquele artigo é muito eloquente, porque ver impresso no jornal as palavras, as frases que nós vemos todos os dias nas redes sociais, nós percebemos: "Epá, de facto". Porque nas redes sociais estamos tão habituados a que nos chamem Tudo e mais alguma coisa, que das duas, uma: ou relativizamos, ou nos encouraçamos, ou saímos dali e não queremos saber, não queremos dar asas a que nos chamem aquelas coisas. Eu própria, que tenho muito esta noção presente, quando vi aquilo escrito no papel, pensei: isto é mesmo duro. E influencia os jovens. E nós temos pessoas que ainda não estão nas redes sociais e que formam as suas ideias pela comunicação social mais comum. Temos pessoas que estão nos dois sítios e portanto sempre vão equilibrando. Mas temos um grupo de pessoas, sobretudo os mais jovens, mas não só, que forma as suas opiniões através daquilo, e isso preocupa-me.

Eu acho que até acontece, os jovens que entram agora para as redes sociais assumem que é uma linguagem aceitável.

A normalização de um tipo de linguagem.

Sim, é assim que se fala aqui neste sítio. Portanto, sim, ver aquilo impresso num jornal torna as coisas um bocadinho

Muito impressionante.

Ainda por cima sendo o jornal aquele meio para o qual principalmente os jovens, muitos nem compram um jornal porque veem as notícias online e porque conseguimos ter acesso, e de repente ali está escrito. A história de uma colega minha, neste caso não vou dizer o nome porque não lhe pedi autorização, mas de uma colega minha que tem um podcast de comentário político e que há pouco tempo me contou que fez o seu comentário no podcast que tem, depois recebeu no Twitter, se não me engano, ou nos comentários do YouTube, imensos comentários com insultos, em que um em particular mexeu mais com ela e no episódio seguinte do podcast ela decidiu partilhar dizendo: "Eu recebi este comentário." Não disse o nome da pessoa, mas leu o comentário. Diz isto. Uns dias depois deste episódio sair, essa mesma pessoa que lhe tinha escrito o comentário enviou-lhe uma mensagem privada a dizer: "Desculpa, não fui eu, foram amigos meus que vieram às minhas redes sociais e que escreveram este comentário. Nunca pensei que visses." Claro que não sabemos se foi mesmo amigos que vieram, mas eventualmente, por vezes, acho que o remédio não será também estar a dar tanta atenção a todos os comentários e partilhá-los, mas se calhar, à semelhança do que Pacheco Pereira fez, de repente quando vemos.

Quando vemos escrito.

Ganha outro valor.

E acho que às vezes as pessoas não dizem aquilo, porque ao contrário da coragem que o Zé Pacheco Pereira teve, nós às vezes sentimos que até estamos a ser ridicularizados com a forma como nos dizem as coisas e portanto também não queremos ler aquilo, não queremos pensar naquilo. E portanto tendemos a achar: "Epá, se eu vou fazer..." Reparem, um político, o Zé Pacheco Pereira de repente está mais, mas um político, se fizer aquilo, vai sentir que o que está a fazer é dar eco a algo que lhe faz mal e portanto: "Ai, não, deixa-me não falar disto." Eu já falei noutros podcasts de algumas coisas que recebo muito duras, relacionadas com o meu aspeto físico. E eu conheço outras mulheres que recebem, por outras razões, e o que se tem é a coisa: "Epá, não vou dizer isso que eu estou a chamar a atenção para essa minha fragilidade." E portanto, quando de repente dizem assim: "Olha, tu disseste isto, estás a ver? Disseste isto." Mas isso é bom, isso que me disse, esse episódio que a Nana partilhou, dá-me esperança de que se calhar as pessoas ainda vão um dia cair em si e dizer: "Por que eu estou a chamar estas coisas a esta pessoa que eu não sei quem é?"

Porque se calhar quando mudamos o lugar e o comentário deixa de estar no lugar de resposta e passa a estar no lugar principal, no lugar da notícia, de repente esse comentário vai ter também respostas, a pessoa sente-se exposta de outra maneira e responsabilizada pelo que disse, mesmo que ninguém saiba quem foi a pessoa. E nas redes sociais, não sei porquê, não se faz essa distinção entre comentar sobre o que alguém disse e eu concordar ou discordar, e muitas vezes vai-se para isso que a Alexandra estava a dizer sobre o aspeto físico, sobre a origem da pessoa, sobre uma data de outros elementos que não entram para o caso, e que nesses casos devia ser mais fácil, mas não é, para quem recebe o comentário, de perceber: não é sobre mim, isto não pode ser sobre mim, porque eu estou só a falar sobre o assunto e o comentário nem sequer é sobre o assunto. No entanto, infelizmente é muito difícil fazer isso.

E nunca ninguém escreveu aquilo daquela maneira. Eu também expus, não por escrito, mas já disse em vários sítios diferentes. Até já fui acusada de me estar a vitimizar, que não é de todo um estilo meu. Agora também não me vou envergonhar das má criações que me dizem. E às vezes as pessoas têm a dizer: "Estou a dar eco, isto passa." Agora, também vos digo uma coisa, ninguém é de ferro. E eu deixei de ler algumas coisas ou muitas coisas porque ninguém é de ferro. Nós somos confiantes, somos quem somos, assumimo-nos. Mas ninguém gosta também de ser e às vezes a pessoa pensa assim: "Epá, mas quem é que dá o direito a uma pessoa de dizer uma coisa destas?" Não é?

Sim, eu acho que é importante. Ou seja, responder ao próprio comentário, acho que isso não tem força nenhuma e realmente é reforçar uma linguagem que se passa ali que não leva a lado nenhum.

Mas expor.

Sim, mas expor parece uma coisa diferente, porque as pessoas percebem que alguém vê realmente aquilo, porque eu acredito mesmo que há ali um espaço em que as pessoas não têm, como esse rapaz Que diz: "Eu achei que nem sequer ias ver." Há ali uns espaços que acham que vale tudo.

E há uma dimensão nas redes sociais, desculpa, todos nós já nos enervamos tanto. Até já estou a dar uma, entre aspas, desculpa que é, às vezes há uma coisa que a gente lê e discorda tanto, que a primeira coisa que diz é: "Raspar esta caixa que está a dizer uma tolice." E as redes são o imediatismo do imediatismo, no momento em que se fez, já está lá. Não é aquela coisa, quando se escreviam cartas, pensava-se na carta, depois escrevia-se a carta, depois punha-se a carta no correio e entretanto a pessoa caía em si. Dir-se-ia: "Sempre houve insultos, isto é um meio, não é um conteúdo." Mas é um meio que condiciona o conteúdo. Pelo imediatismo, pelo contexto. "Está toda a gente a dizer que não sei quem fez isto e é um ladrão. Eu também vou dizer" ou pelo menos eu já não tenho pudor de dizer, ou já não tenho receio de dizer, porque é o contexto, é aquela a linguagem daquele universo. Nós não falamos igual se estivermos numa faculdade, a linguagem daquele sítio é aquela, e isso preocupa-me.

Eu queria só fazer aqui uma ressalva que, apesar disto tudo, eu e a Nana normalmente só recebemos excelentes comentários nos nossos vídeos, nos nossos certos.

Ótimo para vós.

São só mesmo maravilhas. Sobre o nosso corpo, sobre a nossa cara, sobre o que dizemos, não há qualquer discurso de ódio nos nossos comentários e nós estamos aqui a falar sem qualquer conhecimento de causa. Como é que é possível nós estarmos completamente erradas?

Então fico um bocadinho invejosa.

Foi um tema que se calhar nós nem devíamos ter opinado, porque está tão longe de nós. A Alexandra vai perceber. Quando sair o nosso vídeo a Alexandra vai perceber que realmente. Nunca nos aconteceu, por exemplo, estarmos num almoço e termos o telemóvel com notificações ativas e pararem de chegar comentários. Isso nunca aconteceu conosco. Eu lamento todas as pessoas que tenham essa experiência, de facto. Era só uma ressalva que eu queria fazer. Fazemos tudo o que podemos para que este mundo seja um mundo melhor e espalhar a paz. E um apelo a que as pessoas que gostam de coisas que veem, comentem também, porque as que gostam.

Também há isso. As pessoas movimentam-se muito mais para se manifestar contra do que a favor, e isso também se vê numa manifestação, por exemplo. O contra move sempre mais do que o a favor.

Devíamos criar manifestações de alegria, uma coisa que correu bem e vamos todos para a rua, como acontece no 25 de abril, uma ideia isso também. Para todas as pequenas conquistas. Para vitórias, sim.

Para todos os pequenos espaços de liberdade.

Sim, e criar uma manifestação de expressão de alegria.

Eu voto nisso, acho uma ótima maneira.

Encontrámos a solução para os problemas. Nós dissemos que era fácil. E o título? Chegamos ao nosso momento final chamado clickbait consentido. E no clickbait consentido queremos procurar aqui com a Alexandra um título para este episódio, que dê muita vontade a muita gente carregar, porque nós queremos ser ouvidas. Só que queremos que a Alexandra concorde para depois não ser surpreendida com uma frase que não estava à espera de ver fora do contexto. Por isso vamos pô-la fora do contexto aqui.

Ok.

É isso que vamos fazer com o seu consentimento. Pode ser de tudo. Podemos pensar nos temas que abordámos hoje e criar agora uma frase um bocadinho mais spicy, talvez do que o tema em si, ou podemos, há quem faça, não sei se a Alexandra vai querer, há quem crie um tema que nem sequer foi dito e só é dito neste preciso momento, uma frase que é dita pela convidada.

Não, vamos pedir alguma coisa sobre a qual tenhamos falado, acho que sim.

O tema da Alexandra foi os comentários de ódio na internet. Antes disso, tocamos no botellón. Antes disso, houve alguma provocação, parte a parte.

Parte a parte, não. Então, sobre?

Geral, sobre o Partido Socialista, quem sabe? Eu não posso usar essa palavra. Eu é que posso, eu tenho aqui uma liberdade, de facto. Nós podemos dizer PS.

E eu tenho que ficar calada, só uso uma vez.

É isto que o poder faz, que é nós agora estamos aqui a usar e abusar do Partido Socialista e a Alexandra não poderá. Se calhar pegamos neste tema final, dos comentários de ódio, que foi o que a Alexandra quis trazer para nós. Então, Alexandra Leitão, pode ser uma citação ou pode ser grande tema. Sabemos que há formas mais estimulantes.

Claro. Deixe-me lá pensar, isto assim em cima da hora.

Eu acho que é sempre bom quando se torna uma coisa um bocadinho pessoal. Uma opinião sua sobre se calhar alguma coisa que aconteceu.

Pode ser uma pergunta?

Pode.

Então e se fosse qualquer coisa como: será verdade que as redes sociais instigam os comentários de ódio?

É uma boa pergunta, um bocadinho longa.

É longo. Ou seja, por uma questão, porque nós podemos sempre dizer o seguinte, eu sei que agora não é para elaborar, mas podemos sempre dizer o seguinte: quem diz mal, sempre disse mal, ao gritar, a escrever num papel, sempre disse mal. Mas como uma vez me disse um aluno com quem eu trabalhei, a grande diferença com as redes sociais é que se eu dantes odiava uma pessoa, punha num papel e 50 pessoas viam. E não ia mudar o trabalho, pôr ali num papel, afixado numa parede. E agora, num clique, eu ponho 50 milhões a ver, e para sempre, e com screenshots, e a gozar. Portanto, o meu ponto aqui é que o contexto influencia o conteúdo. Portanto, o contexto, aquela forma, aquele ecossistema, como agora se diz, influencia também o conteúdo. E com isto não estou a desresponsabilizar as pessoas que dizem aquilo, porque se o dizem, dizem. Portanto, no fundo são as redes sociais uma É muito grande.

Facilitam, e se for as redes sociais, facilitam também não é a melhor palavra.

Não.

São o palco.

Dão palco.

Dão palco aos discursos de ódio.

É muito sério.

Parece que depois a conversa vai ser cria uma expectativa em relação. Porque se caso for comentários de ódio e não discurso de ódio, é um bocadinho mais-

Sim, discurso de ódio é, aliás, o nome de um tipo penal, de um tipo de crime.

Sim, eu sabia perfeitamente isso.

Claro.

Não dá novidade nenhuma. Mas eu acho que pode ser e se for só.

Posso?

Pode.

O ódio nas redes sociais é inevitável? Pergunta.

Pode ser.

Não é inevitável, mas parece.

Pois parece, é muito grande.

É grande.

É muito grande. E muito diário.

É?

Sim.

Nas redes sociais. Diário?

Não, está bom. Não era o título que era grande. Eu percebi que estava aqui ódio . Uma falha de comunicação. O tom com que eu estava a dizer.

Ou então podemos ser mais pedagógicos e dizer, mas nós na realidade não chegamos aí, que era como evitar o ódio nas redes sociais. Mas não foi disso que falámos, porque nós não falámos como evitar.

Isso ninguém descobriu.

Exato.

O anterior é bom.

Acho que se nós conseguíssemos começar a criar a ideia de que não, eu não tenho nada contra as redes sociais, atenção. Acho que são uma forma das pessoas também se encontrarem, etc, de conversarem à distância e tudo isso. Se conseguíssemos que o ódio não fosse uma inevitabilidade nas redes sociais, estávamos todos a ganhar.

Até porque é assim, não me tiro as redes sociais, porque quando uma pessoa fica solteira, não há nada melhor do que pôr fotografias na praia e receber comentários que não são nada de ódio, Alexandra. Estes assuntos às vezes são um bocadinho esquecidos.

Pois é.

As pessoas generalizam as redes sociais.

Subscrevo, muitos anos de casamento tiraram-me essa noção.

É isso, às vezes não está na prática.

As pessoas casadas ficam muito na bolha delas e não se percebe o que está para fora.

Pensam que está toda a gente nessa alegria.

É tirar o ódio e deixar o resto.

É isso. Alexandra, muito obrigada por ter estado aqui conosco hoje, por aceitar o nosso convite. É uma honra para nós. Queremos ainda só pedir aos nossos ouvintes que, por favor, oiçam todos os episódios de todos os podcasts do Observador, porque não podem vir aqui ouvir só o nosso, que sim, vale muito pena, mas no Spotify, no Apple Podcast, no YouTube, na aplicação, os podcasts do Observador estão em todo o lado, parece que vêm ter conosco, não sabemos como.

Deixem o vosso amor, comentem que adoram e façam isso também no nosso. Ok?

E na Alexandra. Vão às publicações todas da Alexandra, pôr pelo menos um coração.

Pelo menos um coraçãozinho.

Não têm de elaborar um comentário, mas podem pôr um coração.

Por isso é que servem os emojis e os símbolos.

Exatamente. E a Alexandra diz: "Estou a ser amada", que é o que o coração significa.

Muito bem.

Muito obrigada, Alexandra.

Muito obrigada. Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação.

Para fazeres o nosso jingle. Pequenas reivindicações de liberdade. Pronto, acho que pode ser. E muito obrigada por terem estado aqui connosco. Agora está aqui sem música, depois a música entra. Pequenas reivindicações. Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade.

Pessoas incríveis