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Tu não achas que ela está a transpirar ao olhar para o Zé Condessa? Tu é que escolhes a série.

Percebi a tua cara agora, Mariana.

A minha cara é: por que estás a olhar para o Zé Condessa a transpirar?

Porque estás a ver rápido, ele aparece 90% do tempo.

Escolheste olhar para o Zé Condessa.

Exato. Por acaso não é uma série que eu tenha visto.

Achas que isto é por acaso, o Zé Condessa não anda por aqui e eu não quero olhar transpirado. Mas olhavas para ele transpirado.

Claro.

Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação. Para fazeres o nosso jingle. Pequenas reivindicações de liberdade. Pronto, acho que pode ser.

E nem te lembras do que estavas a contar.

Agora está aqui escrito e depois é que me posso lembrar.

Pessoas incríveis.

Olá, mais uma semana. Bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio de Pequenas Reivindicações de Liberdade, um podcast observador. Hoje a Nana continua na sua luta.

Já temos um diagnóstico, trata-se de uma laringite.

Muito bem e damos as nossas boas-vindas a Teresa Oliveira. Muito bem-vinda.

Uma pessoa que também está a recuperar de uma constipação.

Nós hoje parecemos três velhinhas com uma canequinha aqui, com uma malha.

Mas ninguém além de mim quis um chá.

Pois não, por acaso é verdade.

Por quê?

Olhem, eu queria agradecer-vos pelo convite. Gosto muito do vosso podcast. Rio-me muito, portanto, obrigada.

Obrigada nós, Teresa.

Muito obrigada por teres vindo.

Nós a partir de agora temos um cronômetro a contar e quando ele apitar este episódio chega ao fim. Hoje também faz parte das regras eu falar o mínimo possível, é um desafio complicado.

Tu achas que porque estás com uma laringite, estás assim mais soft?

É o que eu te disse, pode ir para os dois lados. Posso ficar frágil e querida ou posso ficar a pior versão de mim, porque estou farta de estar vulnerável.

É o pior de tudo, que é o mix das duas, que é estar querida, mas ninguém te pode dizer nada.

É, de repente vira.

E depois verificas.

Sim.

Pois é, é que agora se eu disser alguma coisa, vou ficar a pensar: "Coitadinha, ela está com uma laringite". E ela vai se aproveitar disso e vai pensar: "É estranho, estás a aproveitar-te da minha condição".

Sim. Tu não sabes se hás de ser querida ou não.

Sim, eu não sei o que vou ser, na verdade.

Teresa, a vó Glória na temporada anterior dava as boas-vindas, recebia todos os rapazes giros com um pequeno lanchinho. Agora ela não está aqui, mas ainda assim recebe todas as pessoas incríveis com uma mensagem e aqui vai a mensagem para ti.

Teresa, Teresa, sinto que gostavas de ser francesa. Não costumo começar com rimas, mas visto sei que és dada a cantorias, achei que não ficava mal. Estou feliz por te receber. Au revoir, ma chérie.

Au revoir, grande vó Glória. Que querida! Ela é uma estrela, não é? Tenho percebido.

É.

E é avó de quem?

Das duas.

É avó das duas, claro, porque vocês são primas.

Nós somos família.

Claro, para que um rótulo.

Mais um. Quando tu namoras com alguém, os avós dessa pessoa passam também a ser teus avós.

Passam um bocadinho, sim.

Mas depende um bocado da disponibilidade deles. Os avós é que decidem se passam a ser teus avós ou não.

Sim, depende de como te tratam. Tu vês logo se gostam de ti ou não. Se já fazes parte ou não.

Os avós têm essa magia, é impressionante. Os pais às vezes conseguem disfarçar um bocado, mas os avós nunca disfarçam.

Mas por acaso os meus pais, eu acho que eles acham que são bons a disfarçar, mas eu acho que eles não são nada bons a disfarçar. Eu consigo perceber quando é que eles gostam ou não gostam, logo.

Dos teus imensos relacionamentos.

Dos meus imensos relacionamentos, claro.

Já houve uns que eles não gostaram?

Já. E disseram-me logo a seguir. Num telefonema.

Quando acaba?

Sim. Não, umas semanas a seguir já me aconteceu o meu pai a ligar: "Olha, não é nada assim, mas reparei que vocês se calhar não têm assim muito em comum e não sei o quê." E eu respondo: "Está bem, pai, claro." E depois, na verdade, esses relacionamentos acabaram. Se calhar tinha alguma razão.

Não vamos perguntar o que o teu pai acha do teu atual relacionamento.

Não. Até porque gosta muito.

Claro.

Eu acho que gosta muito.

Fica lindamente explicado.

Têm imensas coisas em comum e estão mesmo em sintonia, que bom.

Claro.

Teresa, por que tu és incrível?

Olha, eu adoro esta pergunta. Eu acho que sou incrível porque sou uma boa dona para a minha cadela. Estive a pensar, estive a refletir antes de vir para aqui e pensei: dou-lhe o melhor do mundo, digo que não a montes de programas para ficar com ela. Também às vezes digo que não para ficar com ela, porque eu não quero mesmo ir às coisas, porque às vezes as coisas são uma chatice e as pessoas às vezes também não me apetece muito. E porque gosto muito de ter uma cadela, tenho uma cadela em guarda partilhada, também é um desafio.

Com um ex-namorado.

Sim, um desafio bom. Que cara é essa, Mariana?

Nenhuma.

Sim, tenho-a só metade do tempo, mas acho que faço um bom trabalho, portanto acho que sou incrível por isso. De resto, acho que nem por isso. Deixo muito a desejar.

Isso é muito mais fácil. Como só tens a metade do tempo, claro que és uma ótima dona.

Achas que é só por isso?

Claro, porque tens muito mais paciência, estás com muito mais tempo, já pudeste aproveitar, se calhar, uma semana a fazer as tuas coisinhas.

Vida de solteira.

Exatamente, e depois tens ali o tempo todo disponível. Agora, quem é dono de cão a tempo inteiro...

Que és tu.

Sim, é que é um problema.

É um problema, pois não podes ter ali o teu tempo sozinha.

Sou a mãe má.

Claro.

É a mãe má.

Pois eu sou sempre a mãe boa.

É.

Pois. É verdade. Tu não tens cães, pois não, Mariana?

Eu tenho um cão em guarda partilhada. Estou a adorar, estou a falar nada.

Também tens em guarda partilhada?

Tenho.

Não sabia. E corre bem, adoras.

É uma guarda partilhada muito específica. É específica, acho que não vou expor aqui.

Claro.

E vamos dizer porque tu és incrível És incrível porque trabalhaste 10 anos na Rádio Renascença, onde foste voz de estação e adaptaste-te sempre a diferentes programas para públicos distintos, sem nunca deixar o teu charme que te caracteriza.

És incrível porque já tiveste a oportunidade de entrevistar artistas internacionais que sabemos que admiras e mostraste sempre uma grande capacidade de trabalho e uma boa preparação para cada uma destas entrevistas.

És incrível porque tens sentido de humor e uma leveza que faz com que quem te ouve se esqueça que amanhã vai trabalhar.

És incrível porque cantas muito bem e já tiveste a oportunidade de o fazer na Baviera, num cenário digno de filme e onde podemos nós ouvir-te, sentimos realmente num filme.

És incrível porque és interessada em relação ao que se passa no mundo e à cultura e deixas que isso alimente o teu trabalho.

E por fim, és interessada porque a Antena 3 foi buscar-te a outra rádio, como consequência do trabalho que mostraste ao longo dos anos. E sabemos que agora nas tardes, toda a equipa e ouvintes estão muito satisfeitos, não só com o que todos podemos ouvir, mas também com a forma como consegues ser tão easy going com os teus colegas, nunca descurando a presença necessária para que o que fazes tenha muita qualidade.

Isto foi muito bonito. Estou até um bocadinho emocionada.

O último motivo não foi porque é que és incrível, foi porque é que és interessada. Não sei se reparaste.

Também me deu vontade de dar um abraço à Mariana a meio, que eu percebi que a frase era um bocadinho mais longa.

E sobrou para esta gargantinha.

Vocês são muito simpáticas, obrigada.

Olha, de nada, Teresa. Realmente nada, ainda bem que te conseguimos emocionar. Nunca é o nosso objetivo, mas quando acontece, é bom. Hidrata o estúdio.

Claro, também faz parte aqui.

Vamos passar para o nosso segmento de perguntas flash? Estás pronta?

Acho que sim, bora.

Tens que responder o mais honestamente e rapidamente possível.

Ok, bora.

Estás?

Estou.

Tentas não ser básica, sendo básica?

Talvez.

Sabemos que cantas muito bem. Não te dedicas à música porque és má a escrever canções?

Não.

Porque é que estás sempre com um arzinho?

Com um arzinho? O que é um arzinho?

É um arzinho.

É um arzinho de quê? Espera aí, mas eu posso retribuir ou não? É um arzinho de quê?

Podes retribuir o quê?

Posso fazer a pergunta em cima, não é? Não posso.

Não, claro.

Um arzinho, porque sabe bem. Pode ser.

Do que é que mais tens inveja das tuas amigas?

De tempo para fazer coisas.

Ambas fizemos equitação e fizemos ginástica no mesmo sítio. O que é que nos falta para sermos irmãs?

Nada. Eu acho que eu e tu se calhar ainda vamos descobrir.

Podes dar-me um dó?

Dó.

Gostas mais de moda ou do teu cabelo?

Gosto mais do meu cabelo.

Teresa com S ou Teresa com Z?

S.

Namoras com um comediante porque não levas a vida a sério?

Sim.

Já tiveste ciúmes em retroativos, ou seja, ciúmes de coisas que um homem fez antes de estar contigo?

Se eu já tive ao longo da minha vida toda?

Sim.

Já. Hoje não.

Se pudesses criar a tua rádio, que nome lhe davas?

Rádio Loucas.

Trabalhar na rádio pública faz-te sentir melhor pessoa, embora todos os teus amigos sejam privilegiados?

Trabalhar na rádio pública faz-me sentir melhor pessoa.

Embora todos os teus amigos sejam privilegiados.

Ponto final.

Muito bem. Se tivesses muito dinheiro, terias vergonha de o mostrar?

Não sei se é vergonha, acho que não é, é necessidade.

Quando vês um pênis pela primeira vez, costumas querer fugir dali a correr ou não querer largar nunca mais?

Sair dali a correr é um bocado estranho, acho que é a outra.

Nunca mais largar?

Sim. Ser imperialista é relevante? Não.

É mais importante a inteligência que realmente tens ou a que os outros veem em ti?

É mais importante a inteligência que eu tenho.

Is aesthetics your thing?

Não.

Porque é que já tão velha continuas a sorrir sem mostrar os dentes?

Ai é? Por acaso eu acho que mostro. Não? Está bem.

Qual é o medicamento que mais tomas?

É o Aerius.

Achas que o teu sex appeal te dá mais trabalho do que se fosses nhonhó?

Talvez. Não sei.

Já pensaste pintar o cabelo?

Já.

O que é que fazes que te dá imensa vergonha, mesmo aquela humilhação?

Apanhar cocó da minha cadela às vezes, quando não tenho sacos e tenho que arranjar outra coisa. Isso dá-me muita vergonha.

Qual é a tua música portuguesa preferida?

De sempre? Posso dar aqui uma olhada no meu Spotify? De sempre? É um pouco muito difícil. Pois é, flash não posso, não é?

Eu disse qual é a tua música preferida, tu é que acrescentaste de sempre.

Tens toda a razão. A minha música portuguesa preferida. Esta é muito difícil.

É assim, diz uma, Teresa, ninguém te vai julgar se tu não tens musical.

Olha, "Terra Firme" do Benjamim.

Se trabalhasse na Rádio Observador, que nome davas à tua rubrica e sobre o que é que seria?

Nunca pensei sobre isso, mas se calhar fazia uma rubrica de música. O Martim Sousa Tavares tem um bom podcast aqui sobre isso, que é o "Encontro com a Beleza", que eu ouço muitas vezes.

E tu roubavas-lhe essa?

Roubava, claramente.

É isso que estás a dizer?

Sim, com o mesmo nome e tudo. O mesmo conceito. Roubava a voz dele também.

"Snack Bar" pareceu-te um bom nome para um programa da Antena 3 porque és um petisco?

Porque snack, neste caso, é a única alcunha que eu tive na minha vida. Então pensei que quando abrisse um programa, ia buscar isso. Então, "Snack Bar". E também porque pensei em criar um sítio e não um programa. Tu eras a chamada porquito chone da escola? Não, chamavam-me Snacks porque eu estava sempre a comer. Gostava que fosse mais uma coisa assim. A comer comida mesmo? Sim, comer chocolates e coisas. Eu estava sempre com um snack, então chamavam-me Snacks. Não era por ser um petisco. Nem por petiscares muito. Não, nem por petiscar muito, até porque eu não sou assim. Ok. E também o problema de quem é, não é?

Exclusiva. A Teresa é muito exclusiva.

É sempre em exclusivo. Temos mais uma pergunta para ti. Flash? Não. Boa. Tu sentes que a rádio pode estar numa fase de mudança de geração, tua geração se calhar mais antiga, para não dizermos velha, para uma nova, e a mudança que tu fizeste da Renascença para a Antena 3 era necessária para começares a aperfeiçoar a tua própria identidade de comunicar e tudo mais? Eu sinto que não pensei assim tanto no processo. O que eu fiz foi sentir necessidade de ter liberdade criativa. E portanto, nesse sentido, quando surgiu este convite, ainda por cima de um sítio que eu já gostava há tanto tempo, pensei que fazia todo o sentido e, de facto, estou a ter essa liberdade criativa. E eu gosto de trabalhar assim. Gosto de liberdade, gosto que me deem o meu espaço, gosto que me digam: "Olha, vens, faz o que tu quiseres." Pois, então se calhar tem mais a ver com ser público ou não ser público, não é? Não sei se tem a ver com o ser público ou não ser público. Acho que tem a ver com não estar preocupada, talvez, mas não estar preocupada só com aquilo que já sabemos que vende. Pois. E eu gosto de alargar horizontes e gosto também de mostrar outras coisas. Acho que é mais isso. Muito bem. Que tema trouxeste para conversares conosco? Olha, eu trouxe um tema muito leve, que é: eu estive a almoçar com umas amigas anteontem e nós estávamos todas à mesa e umas delas já são mães e poucas delas não são, como eu. E então, há sempre aquela altura do almoço em que começam a dizer o que estão a fazer de novo. E uma delas, esta não é especificamente minha amiga, é amiga de uma amiga, disse que estava a experimentar uma coisa que era uma modalidade física diferente. E eu: "A sério? Então mas conta lá." E ela: "Então, entras numa cápsula de vácuo, isto existe. Entras numa cápsula de vácuo, põem-te oxigénio, começas a pedalar deitada durante 45 minutos enquanto vês uma série". Ou seja, tu tens um ecrã em cima, estás deitada a pedalar, estás a ver uma série, estás a vácuo, estás a transpirar e tens algum oxigénio.

Isso é das coisas mais sinistras que eu já ouvi.

Não é? Foi o que eu disse.

Eu não vejo uma vantagem nisso.

Mas supostamente isto tem várias vantagens ao mesmo tempo. Mas tudo tem. Todas as novas criações que é para vender têm muitas vantagens. Claro, eu acho que isto é um multitasking levado a um extremo. Isso é mesmo o futuro. Aquilo que se imagina do futuro.

Uma pessoa privar-se de oxigénio é grave.

E a ver rabo de peixe. Enquanto, desculpa lá, agora estás deitada assim num sítio e estás a ver rabo de peixe e estás Não percebo como se há de respirar.

Mas ela, espera. Então eu tenho perguntas.

Mas ela tem oxigénio.

Com uma máscara?

Eu acho que isto vai ser uma modinha nova.

Com uma máscara? Nós temos oxigénio ainda neste planeta e vamos pôr-nos num buraco sem oxigénio, para puxar pelo nosso corpo? Vácuo?

É muito estranho.

Como é que será que as pernas mexem? No vácuo deve ser muito mais difícil.

Sim, deve ser muito esforço. O esforço físico tem que ser muito maior. Por isso é que eu acho que isto é para atletas de alta competição, mas hoje em dia somos todos atletas de alta competição também.

E será que a série é ela que escolhe?

É, ela disse que sim. E ela disse o preço disso? Não. Isso deve ser uma coisa... Por acaso não faço ideia se é uma coisa caríssima. Claro que é.

Vácuo? Tirar.

Uma série? Quem é que paga os streamings?

Tirar a gravidade de um sítio.

Alguém tem que pagar a Netflix e a Disney+, as pessoas têm que ter o catálogo todo.

Tem razão, o que é caro mesmo é os streamings. Não é todo o resto da tecnologia que há neste espaço.

Mas a tecnologia não deve ser gratuita.

Estás numa sala em vácuo, deve ser caríssimo fazer isso.

Pois deve.

Não é uma tecnologia muito democrática que haja em todo o lado.

E depois imagina, tu fazes a mala para ir para lá. Eu só consigo ver séries de óculos. Sim, também.

Eu vou estar de óculos ali a suar.

Sim, que horror. Não é muito estranho?

E a mexer, isso faz mal aos olhos, isso enjoa. Tu estás a mexer as pernas.

Só que eu acho que como tu estás deitada e só estás a mexer as pernas, isso se calhar também não te faz assim tanta confusão. Mas pronto, isso de ver alguma coisa nos ginásios, muitos dos ginásios isso também acontece. Estás a correr na passadeira e estás a ver qualquer coisa. Também não percebo. Eu nunca fiz isso, faz-me confusão.

Porque os olhos têm de focar.

Não, mas por exemplo, às vezes vês televisão. Como é que estás a cabeça a abanar, como é que...? Sim, mas não é quando está na passadeira, é televisões que há nos ginásios. Isso acontece, e é tipo, não estás atento a ver, mas eu já estive imensas vezes, deram um filme no AMC e eu de repente estou a ver. E tu estás ali no nível cinco da passadeira e a ver o notebook. Acho que dá para fazer isso. É um conceito que já existe um bocado.

Eles estão deitados porque se estiveres em pé no vácuo.

Aquilo acho que é tudo para ver a série.

Achas que não é um corpo que desmaia se estiver no vácuo em pé?

Eu acho que aquilo é para mães que não têm tempo para fazer coisas e vão para ali e têm o seu me time tudo ao mesmo tempo, que é verem a sua série e fazem exercício. Pois é, não conseguem fazer noutros sítios.

E isso agarra. Isso para fidelizar clientes, como as pessoas querem continuar a ver. Claro que as pessoas podem ver.

Não, para as mães dá.

É isso, uma mãe que não tem tempo para ver em casa, porque tem sempre uma criança aos berros.

Entra ali naquele . Depois quando entra o vácuo aquilo deve fazer aquele . Sabes? Depois fica assim silêncio.

E só se ouve a série. Bem A qualidade do som das cenas que ele está a sair.

Acho que ele está a transpirar ao olhar para o Zé Condessa. Mas tu é que escolhes a série. Percebi a tua cara agora, Mariana.

A minha cara é porque estás a olhar para o Zé Condessa a transpirar.

Porque estás a ver "Rabo de Peixe".

Eu sei.

Ele aparece em 90% do tempo de rabo de peixe.

Escolheste olhar para o Zé Condessa.

Exato. Por acaso não é uma série que eu tenha visto.

Acho que isto é por acaso, o Zé Condessa não é um homem por quem queira olhar transpirada. Mas olhavas para ele transpirar?

Claro.

Sem ser na série?

Sem ser na série, e se ele tinha o meu parceiro à frente a fazer exercício, por exemplo.

Ou envolvia-se com ele e transpiravam.

Pois, só se fosse.

Achas que ele transpira quando se está a envolver com alguma mulher?

Acho que sim.

Achas que ele dá mesmo dá tudo o que tem?

Eu acho que ele deve dar tudo o que tem. Eu por acaso não sei se concordo. Achas que não? Não vou dar a minha opinião, mas acho surpreendente achares que ele pode dar tudo o que tem. Por que tu não achas surpreendente?

A Teresa gosta do Zé.

Ela gosta. Acho que isso é um salto de raciocínio muito grande, sendo que me levaram até aí. Tu disseste que nunca tinhas visto rabo de peixe e mencionaste três vezes rabo de peixe. Eu disse que não é uma série que eu veja, mas esta minha amiga, quando me contou a história desta coisa que ela faz no vácuo, ela vai só para ver rabo de peixe. E ela disse rabo de peixe 10 vezes.

E quantas vezes é que ela disse Zé Condessa?

Zero. É que tu disseste. Disse eu agora.

Pois.

É verdade. E agora estás a dizer que o nosso salto de raciocínio é muito grande, não parece?

Porque tu podias ter escolhido qualquer série do mundo.

Se calhar eu amo o Zé Condessa. Pronto, a Mar também é um salto grande que tu estás a dar. A Teresa vai pelo amor, visto que ela há bocado disse: "Eu não sou uma oferecidona, sou muito exclusiva, não sou dessas". E agora dizemos que ela vai fazer sexo com um homem suado e ela diz: "Sim, porque eu o amo. Se eu não o amar, jamais me encontrarão numa cama com o José Condessa, se eu não o amar." Sim.

E então a tua amiga, não sabes como é que se veste? Era isso que também estavas a dizer, como é que ela se prepara para ir para lá. Tu não sabes qual é a exigência.

Nem é só vestir, já que é uma coisa onde fazes tanta coisa ao mesmo tempo, quem és tu? O que é que levas? Levo água, posso beber água, mas tenho oxigénio.

Estás deitada.

Estou deitada, sim. Bem, primeiro o tempo. Aquilo é quanto tempo? É 45 minutos. Um tempo de 45 minutos. Pois não deves dar para beber água, aquilo deve ser uma coisa seguida.

E quando sais de lá podes sair logo ou vais cair para o lado?

Eu acho que podes cair para o lado lá, para ninguém ver, e depois deixam-te sair.

Porque tu podes sair desidratada.

Tem que manter a marca deles. Que eu nem sei qual é que é, nem me lembro.

Eu não sou a favor disso.

Não gostas muito?

Não.

Muito menos com laringite. Nem experimentar.

Imagina estar a tirar o oxigénio. Percebes o disparate?

Sim, mas isto dá-me curiosidade experimentar. Acho que não vou gostar, mas dá-me sempre curiosidade experimentar estas coisas. Porque é muito novo, é muito diferente. É, sim. Mas, por exemplo, já os hot yogas eu acho demasiado quente. Eu entro numa sauna e sinto . Sim, é muito quente. Percebe? Aquilo entra, parece que é muito intrusivo. Eu acho que é estranho fazer aquilo constantemente. Pois. Mas para quem gosta de transpirar. Pois.

É, mas eu defendo que-

Vocês gostam é da transpiração. Eu gosto muito da transpiração. Claro.

É, mas eu defendo que o nosso corpo consegue transpirar sozinho.

Vocês transpiram muito?

Quando?

No dia a dia.

Não.

Daily. A Rita está a pensar. Sim. Sim? Sim. Mas disfarças. Não diria. Eu tenho pingos a escorrer pela cara, não era assim que tu imaginavas a pessoa. Não. Ou seja, no dia a dia não, mas a fazer desporto e sexo, sim. Claro.

Mas transpirar muito é o quê?

Transpirar muito é às vezes sais aqui para a rua e vais a correr e de repente já estás . Não, isso é ficar ofegante, Teresa, desculpa lá. Pois, tens toda a razão. Mas ou seja, de repente já estás a transpirar e já ficas com aquelas medalhinhas aqui, não sei o quê. Isso já é transpirar.

Quanto mais exercício fazes, mais transpiras.

É verdade, e transpirar é ótimo, não é só no sexo. Por que achas que eu tenho esta forma física? Claro, mas tu és podre do homem. É querido. És mesmo.

Mas atletas profissionais nós não os vemos muito transpirados, ou vemos?

O quê? Tu não vemos.

Estou a pensar alto, não me julguem.

Tu não vês muitos homens a fazer desporto.

Eu estou frágil, vocês não se esqueçam. Já está a ficar assim: "ai, não me ataquem".

A Teresa já está a ver-me a cair no teu buraquinho. Esparralhada.

Sim, eu não vejo muito desporto masculino, porque vejo mais as mulheres a fazer desporto.

Pois é.

Porque me agrada mais.

E porque apoias as mulheres.

E porque apoio as mulheres no geral.

Acho que fazes muito bem, Mariana.

E portanto-

Tu também? Sim, claro. Então quais esportes costumas acompanhar? Olha, vimos-

Eu futebol.

Eu também futebol, mas na verdade não me perguntes nomes, não me perguntes nada. Jéssica Silva. Eu não sei nomes de jogadores de futebol, ponto. Nazaré. Então por que acompanhas? Porque gosto de perceber que há mulheres que estão ali a dar tudo e que eu não sabia fazer aquilo. Mas preferes não saber o nome delas? Não é preferir não saber, é só porque não acompanho ao ponto de saber. Não faças essa cara, Rita. Não sei ao ponto de acompanhar mesmo. Percebes? Exato. Acompanho, mas não acompanho mesmo.

Tu não gostas de nenhum desporto?

Eu adoro desporto. Eu fiz desporto desde os dois anos e meio até aos meus 18.

Mas então é o teu desporto.

Fiz alta competição, muito pouco tempo, mas sim, era o meu desporto, eram os meus desportos.

Não gostas de ver os outros?

Gosto muito de ver os outros. Gosto de ver os Jogos Olímpicos, adoro ver os Jogos Olímpicos.

E vês mulheres ou homens?

Vejo os dois.

E não sabes nomes?

Ginástica, sei lá. Simone Biles. Sim, mas essa, pronto.

Essa o quê?

É na- Ela é ótima. Supostamente ela está a um nível acima de outras grandes ginastas.

Pareceu que tinhas alguma coisa contra ela.

Não. Eu nunca a conheci.

E ela transpira?

Ela transpira, de certeza.

Não, mas vê-se.

Porque é tão boa.

Vê-se o suor.

Eu nunca vi o suor da Simone Biles.

É aí que eu quero chegar.

Não, mas é que ali na ginástica aquilo é tão pouco tempo. Mas se fores ver futebol, elas estão todas suadas. Claro, e bem.

Então o futebol é mais difícil do que a ginástica?

Sim. Não é uma questão de ser difícil, são coisas diferentes. O futebol requer mais resistência e a ginástica requer mais rigor e técnica, se calhar.

Mas se tiveres de dizer qual é que é mais difícil?

Mais difícil, a ginástica.

Embora se transpire menos e, portanto, isso reflete menor esforço físico.

Sim. Mas é que ginástica o trabalho está todo por trás.

De onde?

Nos treinos. Depois quando chegas à tua exibição já não transpiras. Que é um bocado ingrato. Estás ali tipo 30 segundos para mostrar anos de trabalho.

É como o teatro.

A Rita bem sabe.

Sim, é como o teatro. Nós também ensaiamos durante meses e meses e depois é efemeridade.

E não se vê o esforço.

Não. E aí é que está a beleza, é quando parece que não teve esforço nenhum. Ninguém gosta de ir ao teatro, nem a uma competição de ginástica e aí ver o esforço. Nós queremos que pareça natural e bonito e leve.

E essa é a vossa voz do teatro.

Sim. E quanto a uma cantora, eu vi há pouco tempo a Katy Perry a correr que nem uma desalmada.

Também vi esse vídeo.

Como se estivesse a fazer uma maratona que eu achei um disparate. Eu queria agora aproveitar.

Tu olhas: "ai, que disparate!"

Eu: "ai, que disparate!" Porque ela está só a querer mostrar uma forma física de uma cantora para as pessoas dizerem assim: "Ela treina mesmo a correr enquanto canta."

Uma atleta de alta competição, ela deve fazer o vácuo.

Elas fazem isso.

A ver as próprias atuações.

Elas vão para uma passadeira e cantam.

Então ela filmou-se a correr?

Não, no concerto. O palco dela tem uma rotunda e ela corre à volta da rotunda, muito rápido, faz um sprint e depois aterra de joelhos. Sim, e não canta enquanto faz este sprint e eu não sei qual é o contexto para ela fazer isto.

É só para mostrar que é uma grande performer.

Exatamente. E isso irritou-me, porque ela nem sequer cantou enquanto corria. E qual é o meu interesse em perceber?

Também gostas de saber que uma pessoa está em boa forma, não é? Também ficas: "Olha, boa, Katy."

Ela quer que as pessoas pensem isso, só que a Nena não pensou isso. Eu não pensei isso, eu pensei: "Então eu vou pagar bilhete para ver a Katy Perry a correr à volta?" Achei disparatado.

Percebo.

Tu gostaste.

Mas pagaste bilhete?

Não.

Então.

Porque ela corre assim não me conquista a ir ao próximo concerto dela.

Assim não vais comprar bilhete. Sim.

Já não basta ela aparecer também numa águia voante, voadora.

Vocês estão a acompanhar imenso a carreira da Katy Perry. Nem sequer vi o vídeo. Eu não sou fã de Katy Perry, sequer. Não é nada meu estilo. Portanto não sei mais do que isto.

Pois, ok. É que para mim desapareceu. Era uma pessoa que tinha desaparecido da zona. Mas há esta zona de áreas que se misturam, de uma cantora que de repente quer mostrar que é atleta a meio de um concerto, e eu bem sei que não sei qual é o contexto, mas eu questiono sobre a relevância do artista que não lhe basta a sua música, a sua voz.

Percebo, quer dar outras coisas.

Sim, ela deve suar muito.

Muito.

Ela é uma pessoa que deve suar muito.

Katy Perry suada deve ser...

Não, por acaso não acho.

Deve suar glitter. Não é?

Eu acho que ela deve suar muito.

Ela deve ter aqueles desodorizantes com brilhantes.

Tu vês a Katy Perry muito brilhante?

Eu acho que sim. Toda ela é um fogo de artifício.

Mas ela vestia aqueles sutiãs que são em bico enquanto corria. Ela tinha uns sutiãs em bico, tinha umas botas altíssimas e uns calções curtos.

Glitter.

E vai correndo, correndo, correndo à volta da rotunda que ela própria inventou.

E nunca cai aquele sutiã?

Não.

Fecho.

Não.

Sutiã de bico é um conceito que eu sempre achei estranho.

E porquê?

Eu também acho estranha a Casa dos Bicos quando passo lá.

E dá aquela doença. Sabem aquela doença das pessoas que não conseguem ver...

Muitos bicos?

Não é bicos, bolas.

Os padrões?

Não. Bolas.

Bolas ou buracos?

Buracos, bolas.

Buracos já sei que é uma coisa que não me dói.

Não conseguem ver?

Tu não sabes? Mas há imagens que eu acho que davam uma fobia a toda a gente.

Mas essas são feitas para dar fobia, mas há pessoas que andam para a Casa dos Bicos e têm fobia.

Percebo.

Mas parece o oposto de buracos, porque são para fora e não para dentro.

Pois, é isso. A mim o que me faz confusão é, eu tenho a liminar de que dá vontade de ir ali fazer assim, tipo ralar um queijo. Acho inútil. Percebes? Dá vontade de fazer alguma coisa com aquilo.

Tu então não gostas de nada de José Saramago?

Sim, é exatamente essa a conclusão.

Não, e a arquitetura no geral é inútil, não é? Porque uma casa não precisa nem de bicos, nem de nada, nem de cores. Só precisa de cimento.

Não. A arquitetura dita se apanhas sol como deve ser.

Desde que seja utilitário.

Mas também pode ser bonito.

Então tu achas que a arquitetura é arte?

É. A arquitetura é arte.

Mas é útil.

É arte e é útil.

Tu achas que é arte a arquitetura?

Achas? O que é a arquitetura, o quê?

É arte?

É arte.

A rádio é arte?

A rádio é arte. A rádio é arte!

Sim, a rádio que tu fazes, Teresa.

A rádio é arte.

Por que a rádio é arte? Desculpa lá.

Porque é uma vertente de comunicação e quando é bem feita é arte.

Bem, a comunicação é arte?

A comunicação é arte. É uma arte.

A arte de comunicar. Dá-me um bom argumento para a comunicação ser arte. Jornalismo é arte.

Então uma boa conversa não pode ser considerada arte?

Não.

Ah, não?

Uma conversa.

Tu achas que não?

Tipo tu e eu vamos tomar um café e estamos a fazer arte, a conversar sobre o nosso dia a dia?

Quer dizer, pode ser, sim. Acho que sim. Tu achas que não?

Tu és daquelas que achas mesmo que tudo é arte.

Eu imagino, por acaso imagino-me a tomar um bom café contigo e a ter uma boa conversa e depois sairmos dali e dizer: "Olha isto."

Hoje fiz arte.

Arte. Sou artista. Depois dizes: "Sou artista." Chegas a casa e dizes: "Sou artista."

Isso não é desrespeito para os artistas?

Acho que não. Os artistas estão bem com eles. Eles podem abrir os...

Tu não metes os artistas num patamar que, por exemplo, a Nena mete? Tu achas que os artistas são super assim- Para já, acho que são inseguros para estares a dizer que eles estão bem com eles. Acho que não estão. Achas que não? Não. Nenhum artista está bem com o próprio. Pois, se calhar alguns não. Acho que não. E depois, acho que podes considerar um bocadinho tu dizeres que a tua conversa de café é arte. Eu estou a dizer que uma contigo poderia ser arte. Isto até foi elogioso. Isso é o quê? Isto é o nosso cronómetro. Acabou? Sim, acabou. O teu tema foi tão bom que acabámos a conversar sobre arte. Sim. Eu lamento que o teu tema não tenha sido este, Teresa. Eu gostei muito de Katy Perry, gostei muito de Simone Biles, gostei muito de ginástica, arquitetura. A câmara de vácuo ficou um pouco aquém. A câmara de vácuo. Foi. Foi aquilo que veio manchar. A câmara de vácuo é uma iniciativa que não acrescenta. É a minha declaração final. Eu gosto de saber que existe. Se não fosses tu, eu provavelmente nunca saberia, porque eu desconfio que nunca terei uma amiga a experimentar no futuro. Por isso é que eu trouxe o tema, porque eu também fiquei de boca aberta. É, o tema deixou-me de boca aberta, mas não me leva. E é um tema fraturante também. Hoje em dia acho que se devia falar mais disto. Aí é que discordamos. Achas que não? É só uma informação que foi relevante num contexto. Pronto, eu acho que é uma informação super relevante. É o empreendedorismo, a importância do empreendedorismo nos dias de hoje. E a atividade física e a transpiração são coisas importantes. Sim. Teresa, passamos ao nosso clickbait consentido, que é o segmento final em que vamos em conjunto contigo escolher o título deste episódio. Queremos que as pessoas carreguem muito, mas queremos que estejas felicíssima com o título que está associado à tua cara e ao teu nome. Ok. Portanto, podemos ir pela verdade ou pela mentira, como em tudo na vida. Não sei se já te disseram, ninguém está obrigado a dizer a verdade. Não, ninguém. Ninguém. É mesmo a escolha tua e aqui igual. E aqui igual. E, portanto, agora, o que é que o teu público... Tu conheces o teu público um bocado? Eu conheço muito bem o meu público. O que é que o teu público procura em ti? O que é que o teu público procura em mim, é isso? Sim. O que é que eles gostavam? Eu acho que é falar do meu trabalho, que foi uma coisa que eu não fiz aqui. Falar do teu trabalho? Eu acho que sim. Não, o teu público quer o teu rabo, não quer o teu trabalho que já vêem todos os dias. Achas? Então, mas podemos só pôr o meu rabo no, em vez de frase. Podemos pôr só o meu rabo no... Podemos fotografar mesmo o teu rabo assim de calças e pôr? Não, não podes. Ela tem responsabilidade. Também não sei se queria. Que é a rádio pública. A rádio pública não permite rabo. É sim, eu acho que o teu público era um bocadinho mais do que o teu trabalho. Acho que era assim um pouco de: "Mas eu nunca sei, por exemplo, o que é que eu hei de partilhar", sabem? Tenho sempre essa coisa. Acho que nada é relevante. Penso: "Agora vou partilhar isto, para quê? Quem é que quer saber?" É menos fotografias tuas que podiam ter sido tiradas em qualquer parede deste planeta. Sim. E mais os teus interesses. Paisagens. Os meus interesses? Sim. Mas eu publico os meus. Que podem ser tudo. Pode ser um restaurante, pode ser um livro, pode ser uma amiga, pode ser uma sauna, não sei o quê, vácuo. Mas eu até faço isso, por acaso. Mas esses são aqueles que eu publico sem: "Olha, boa, gosto." Mas depois há outros que eu penso: "Agora vou publicar o quê? Vou dizer o quê?" Nada, Teresa, não tens mesmo. Não tenho que publicar nada. Não tens. Se calhar vamos apagar as redes sociais, então. Os teus raciocínios vão mesmo, escalam para sítios que não é preciso. É super rápido, não é? Pois é. Não sei se é rápido, é um bocado absurdo. Absurdo, sou. Eu sou absurda. Pensar no que é que... Em vácuo. Em vácuo. Nós estamos a pensar no quê neste momento? No título do teu episódio. Ah, ok. Então, foi uma coisa que já foi dita ou uma coisa nova? O que tu quiseres. Lá está a dicotomia verdadeiramente. Eu estive a ver os outros e há claramente aqui uma identidade, que é assim meio sexual, meio atrevido, meio dois sentidos. Nós achamos que o público às vezes quer um bocadinho disso. É, não é? E porquê? No vácuo com o José Condessa. Mas ele depois pode ouvir e achar um bocado estranho, sendo que nada disso aconteceu. E sente também, mesmo que tivesse acontecido, era um bocado estranho vir para aqui contar. Pode ser só com o Zé. Com o Zé. Mas no vácuo com o Zé não dá vontade de carregar. Eu também não ia carregar. Quem é o Zé? É. Indiferente. Estava-te a tentar ajudar. Mas podemos arranjar- Ou no vácuo com o Condessa. Não, mas por isso podemos arranjar um nome estratosférico. Pois, já sei. Já beijei o... Mas é que se disseres Brad Pitt, ninguém acredita. Não é porque tu não possas. Certeza. Mas também Brad Pitt não me... Sim, mas não pretende ser português. Se não for português, ninguém vai acreditar. Se for o Bardem, já ninguém acredita. Percebes? Vais para Espanha, já não dá. Claro. E beijei o, também é outra coisa. Se pusermos o Condessa, se ele quiser justificações, pode não ser ele. É o Condessa, há muitos. As pessoas é que não conhecem. No vácuo com o Condessa. Podemos só pôr com o Dessa. Vamos mudar de tema, vamos sair do vácuo. Vamos. Queres falar da Simone Biles? Não. Tu não gostas mesmo dela. Percebeu-se logo quando eu perguntei. Não tenho nada a dizer sobre ela. Diz só um tema. A não ser que é uma, claro, uma pessoa incrível, uma mulher incrível, gosto muito do trabalho dela, mas não a conheço pessoalmente. Então sobre a arte. Eu faço arte. Eu penso arte. Não. Não gostas. Pois. Achas presunçoso. Acho. Mas foi o que tu disseste. Eu não disse isso. Disseste. Eu não disse "eu penso arte". Eis é, agora quando eu traduzo uma frase que podia muito bem ser o clickbait deste episódio, tu percebes. Eu disse que se eu e tu fôssemos tomar um café, podia ser arte. Tu e eu podia ser arte? Sim

Mas queres esta?

Tu e eu. Isto podia estar aqui num azulejo, numa lojinha.

Só que ia custar €1,75.

A arte...

A arte é para todos. Não fumando faz mal .

Claro, é assim. Achas que é disso que o público procura? Eu não vou dizer nada em relação a isso.

Já beijei-

Tu queres beijar a arte

...vários microfones.

Estás a fazer um título da Mega Hits?

Achas? Porque estás contra a Mega Hits?

Nada.

Eu também sou uma pessoa da Mega Hits.

Isto foi uma observação.

Mas porque é que isto é um título?

Se eu tivesse dito-

É um título da Mega Hits, não, é um título nosso.

Se eu dissesse: "Estás a fazer um título do TSF?", tu não dizias que eu tinha uma coisa contra o TSF.

É porque é um título ao Observador.

Sim, pode ser.

É porque os vossos têm sido ao Observador.

Exatamente.

Sim, por acaso até aparecem mesmo no Observador.

Que é onde nós estamos e adoramos e amamos.

Claro, eu também gosto muito. Ok. Então vocês vão dizer-me que, calma.

Com o Condessa. Eu acho que no Observador com o Condessa.

Que Procuro Careca, que como referir a genitália quer dar uma por todas.

Vão ouvir este episódio. Grandes episódios.

Eu lembro-me de um que dizia o meu pipi é bom ou tenho um pipi bom.

Está tudo bem com isso.

Isto está tudo no Observador.

Está no site do Observador.

Em observador.pt.

Sim. Está literalmente no observador.pt nos podcasts e está no Instagram do Observador e o teu também vai estar.

Claro.

Eu acho que então pode ser no Observador. O quê? Tudo isto no Observador.

Dormir no Observador. Tu dormiste no Observador. Mas vocês também fazem-

Tudo isto.

Tu dormiste no Observador. Não, por acaso não.

Eu dormia no Observador.

Tu dormias no Observador.

Teresa.

Estou a ficar azeda.

Eu acho que já foram ditos uns 15 títulos.

Mas nenhum bom.

Então, mas em que tema é que tu achas que vai ser bom? Diz-me só o tema. Eu mando já assim o título.

Tu és boa.

Diz-me um tema.

Tu és boa.

O snack.

Não é uma laringite.

Não, já me esqueci da laringite.

Qual é a coisa do snack, petisco, tu seres uma exclusiva? Como aqui. Queria dizer porquitona, mas tu não és, já disseste.

Sou mais um petisco do que boa profissional.

Sou um bom petisco. Ou não. Sim, pode ser. Sou mais um snack do que uma boa profissional. Não.

Então, mas diz-me uma área em que tu estejas confortável para criarmos um tema, um título.

Rádio.

Rádio.

Ok.

Pronto, mas tens de te descredibilizar um bocadinho.

Claro. Mas eu sou a primeira a descredibilizar-me.

Menos, agora um título não pode parecer que tu és uma má profissional, como este. Isso é a linha.

A mim não me faz confusão.

Na rádio fazia.

Na rádio fazia.

Eu na rádio fazia.

Eu na rádio fazia. Só isso?

Fazia-o.

Fazia-o. Isto vai acabar em fazia o Zé.

É. Eu na rádio fazia o Condessa.

Não.

Ou o C.

Não vamos nada...

O Zé, as iniciais. Zé.C.

Não.

Eu na rádio fazia o... Eu na rádio fazia-o. Eu na rádio até o fazia.

Está bem, pode ser.

Ou eu pela rádio. Não, porque aí já parece que fazias uma coisa em nome da rádio.

Não, isso não.

Eu na rádio até o fazia.

Pode ser.

Estás confortável?

Tem o meu consentimento.

Temos.

Então está.

Ok. Teresa, não me podes ligar mais tarde.

Não, não vou ligar. Achas que eu te vou ligar a dizer: "Olha aquela frase está assim..."

Sim, podes apagar aquela parte a falar da Simone Biles, porque ela vai ouvir e vai perceber português.

Ela vai perceber que eu nunca gostei dela.

Sim. Então estamos?

Estamos.

Estamos fechadas.

Gostei muito.

Fechadas como tu sempre foste toda a tua vida. Queres que eu diga?

Claro. Sim, o teu número de atendimentos é retroativo, já percebi.

Pois é.

Claramente, tu nunca falas do teu passado. Vocês não me perguntaram nada sobre o meu passado.

Tu finges que não tens passado. Tu finges que só tiveste namorados.

De longa data, que os teus pais uns gostavam e outros não. Não, eu não tive só namorados, era o que faltava.

Tiveste casos.

Tive, claro.

Então não és assim tão pouco oferecida.

Eu não disse nada. Tu é que estás a dizer.

Não, tu disseste que eras...

Não, eu disse só que-

Não tem nada a ver, que eu dou petisco a pessoas. Eu não sou assim.

Eu não sou assim. Não, o que eu disse foi só que não sou só um petisco.

Não, eu não estava a propor isso. Eu estava a propor tu a petiscar, não era tu seres um petisco.

Os senhores ouvintes vão ouvir para trazer a justificação. Está tudo aqui presente.

Vamos aconselhar-vos a ouvir todos os podcasts deste Observador no site, na aplicação, no Spotify, no Apple Podcast.

O Encontro com a Beleza é bom. Um dia vai ser meu.

Pois é.

O Martim ainda não sabe.

E o Martim também vai ser teu ou podes deixar para as outras?

Posso deixar para as outras. Quer dizer, tudo parece muito bom ou muito mau, dito assim. Eu gosto muito dele, do trabalho dele, atenção, não o conheço pessoalmente.

O que isso tem a ver com deixar para as outras? Nada, não tinhas dito nada de mal.

Pois não. Como não podes estar com ele, deixas para uma amiga.

É isso.

E vais saber tudo sobre ele. Ok, também é muito interessante. Eu também faço isso, aliás.

Muito obrigada, Teresa.

Obrigada. Obrigada, Teresa. Gostei muito. Vocês são muito engraçadas. Não sei se já vos disseram ou se é a primeira vez. Se calhar é a primeira vez. Pareces-me melhor agora da laringite. Eu acho que isso, é um bocadinho...

Quando o mal toma conta de mim de novo.

Concordamos, aceitamos e não retribuímos.

Muito obrigada, Teresa.

Obrigada. Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação. Para fazeres o nosso jingle.

Pequenas reivindicações de liberdade.

Pronto, acho que pode ser.

E nunca mais saber contar os momentos.

Agora está aqui escrito e dizemos quando é que podemos parar.

Pequenas reivindicações.

Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade. Pessoas incríveis.