Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vamos a isso então, já que ouvimos os protagonistas. A bola também já rolou no Estádio da Luz. Vamos a este primeiro relatório do jogo, numa noite em que vamos ter dois. Depois do final do jogo do Porto, fica então prometido o regresso do Carlos Alberto Dinis à nossa antena, a quem dou desde já as boas-vindas. Muito boa noite, Carlos Alberto Dinis. Vamos focar-nos neste jogo de loucos, esta segunda parte de loucos. E primeiro, perguntava-lhe pela primeira parte, até porque o resultado e o filme do jogo pode ser complicado de perceber para quem não o viu. Começamos pelo início, faço a expressão, uma primeira parte em que o Benfica entra ou reentra para os túneis de acesso aos balneários em desvantagem, mas que até teve supremacia, pelo menos no que toca às oportunidades.

Olá, boa noite. Penso que de alguma maneira isso aconteceu. O Benfica entrou, não diria forte, mas entrou bem no jogo e teve uma ou outra oportunidade, apesar da primeira grande oportunidade ser criada pelo Santa Clara, através de uma excelente combinação, uma excelente situação de ataque rápido, e concretizada pelo Thiago Santana, mas que Svilar, como vimos, conseguiu superiormente defender. Claro que a tendência foi muito mais Benfica na primeira parte. Teve mais ataques, foi mais forte, teve mais oportunidades, nomeadamente pelo Weigl num livre. O Rafa teve uma excelente oportunidade que também o Marco se opôs de forma fantástica. Mas o Benfica não foi uma equipa compacta, forte, nem muito criativa. Essencialmente, foi pouco criativa, na minha opinião. Teve a sua formação como é hábito, com Weigl e Gabriel no meio, que não são jogadores de desequilíbrios, mas Tarátis foi aquele que na primeira parte teve o maior número de desequilíbrios e conseguiu de alguma maneira ter situações favoráveis. Mas o que é facto é que o Santa Clara aproveita um deslize muito grande do Nuno Tavares e o Anderson faz um bom gol aos 43 minutos e vai para o intervalo com esta vantagem que poderia ser preciosa.

Vantagem do Santa Clara ao intervalo, fruto, como dizia aqui o Carlos Alberto Dinis, de um deslize do jovem encarnado Nuno Tavares. Nuno Tavares que também teve uma oportunidade ao minuto 20, que foi defendido também esse remate de meia distância pelo guarda-redes insular. E depois, Carlos Alberto Dinis, chegamos à segunda parte e aí sim, a torneira abre-se, como se costuma dizer, e venham de lá seis gols.

É verdade. A segunda parte foi realmente fantástica para qualquer espectador que gosta de futebol.

Para quem gosta de futebol, foi de facto uma segunda parte viva, com muitos gols, muita emoção.

Exatamente. Graças, essencialmente, à forma como o Benfica entrou, que de facto entrou de uma maneira diferente, recuando o Tarátis e pondo o Rafa atrás do Vinícius, que entrou também muito bem. E a mobilidade, a velocidade de execução do Benfica aumentou substancialmente, até a própria criatividade, e consegue virar o jogo praticamente em dois minutos pelo Rafa.

E Bruno Lage destaca também aqui nesta flash interview, atribui alguma responsabilidade às substituições que faz ao intervalo. Diz que a equipa ganhou alguma dinâmica e com isso chegou àquele gol de Rafa aos 50 minutos e depois Vinícius regressa também aos gols, marca um bis o avançado brasileiro. Mas de facto, depois faltou alguma coisa mais para o final do jogo.

Sim, sem dúvida. A questão foi essencialmente uma equipa como o Benfica que consegue virar o jogo e está em vantagem a partir dos 65 minutos, tem que, naturalmente, jogar de outra maneira e não pode voltar a sofrer e inclusive a perder o próprio jogo. Tem que ser uma equipa mais compacta, mais forte, mais pragmática, digamos assim, de forma a assegurar aquilo que era o essencial. Depois de uma vitória sofrida no Rio Ave, teria hoje que consolidar essa vitória e ter a possibilidade de estar à frente do campeonato. Não conseguiu por uma série de ingenuidades, uma série de falhas de avaliação.

Bruno Lage apelidou. Desculpe, Bruno Lage disse: "O Benfica perde com duas carambolas", é esta a expressão usada, "um pênalti e um gol de canto". Aqui também o treinador do Benfica a queixar-se destas oportunidades de bola parada, também erros da equipa a lamentar, de certa forma, os quatro gols sofridos.

Eu penso que sim, que foram de facto alguns erros de avaliação e erros individuais, mas não foram só. Foram erros também coletivos e parece-me que, de alguma maneira, o Santa Clara foi competente. Foi uma equipa audaciosa, eficaz, mas que trabalhou em função disso. Não teve medo de enfrentar o Benfica com toda a naturalidade. Teve processos muito simples, sempre. Foi uma equipa que nunca desistiu, mesmo já em desvantagem na segunda parte Conseguiu forçar o erro, diga-se de passagem, isso também aconteceu. Não foram só erros de avaliação dos próprios jogadores do Benfica. O Santa Clara forçou o erro do Benfica e o Benfica, contrariamente, não conseguiu ser uma equipa compacta e mais pragmática de forma a conseguir segurar esta vantagem, que era fundamental e decisiva, provavelmente, em termos daquilo que pode ser o final da competição.

Faltou pragmatismo ao Benfica para o nosso comentador Carlos Alberto Dinis. Vamos também agora, antes de terminarmos esta primeira edição de hoje do Relatório do Jogo, a respostas rápidas. Carlos Alberto Dinis, melhor em campo ou o melhor no Estádio da Luz?

Eu diria que foi a audácia. Atribuía no aspecto coletivo ao Santa Clara, pela forma como encarou o jogo, ao seu treinador, como foi capaz de fazer com que os seus jogadores interpretassem aquilo que ele disse antes deste jogo. E parece-me que temos que realçar uma equipa com recursos completamente distintos daquilo que é o Benfica, consegue uma exibição deste nível e consegue inclusive os três pontos, marcando quatro gols no Luz. Isso parece-me significativo.

João Henriques como o melhor deste jogo entre Santa Clara e Benfica. E, por outro lado, Carlos Alberto Dinis, quem se destacou pela negativa?

O Benfica no seu coletivo e os erros individuais, alguns de avaliação, outros forçados, mas fundamentalmente os erros individuais por parte do conjunto encarnado.

Muito obrigado, Carlos Alberto Dinis. É nesta primeira edição de hoje do Relatório de Jogo. Está fechado este Benfica-Santa Clara e voltamos a marcar encontro com o comentador do Observador, o treinador Carlos Alberto Dinis, depois do jogo entre Futebol Clube do Porto e Boavista. Por enquanto, como dizia, tudo dito neste jogo do Estádio da Luz, um jogo em que o Benfica perde por 4x3, uma segunda parte repleta de gols e também, como ouvimos aqui pela análise do Carlos Alberto Dinis, o Benfica também se pode queixar de si mesmo nesta derrota, mas não só, o Santa Clara também fez por merecer este resultado. Voltamos mais logo depois do fim desse dérbi da Invicta. Marcamos também encontro de novo com o Carlos Alberto Dinis. Muito obrigado, Carlos.

Um abraço.

Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto