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Mário Cajica com o relatório de jogo. Uma vitória suada do Porto. Uma primeira parte que não foi brilhante do Porto, apesar de tudo, consegue chegar ao intervalo empatado. Esteve a perder o golo do Alan, minuto 18, empata de penalty ao minuto 45, mais um golo de penalty com o Samu em particular evidência. Mas uma primeira parte onde faltou muita coisa realmente do ponto de vista ofensivo ao Porto.

Sim, muita coisa. Um Futebol Clube do Porto bem abaixo daquilo que se espera e diria, uma exibição muito discreta nos primeiros 45 minutos. A verdade é que se percebeu desde cedo que o Moreirense tinha a lição bem estudada, uma lição que já tinha sido bem estudada pelo Nacional, pelo Benfica e pelo Nottingham Forest. Portanto, o Vasco Teixeira da Costa também fez bem o trabalho de casa, bloqueou aquela primeira fase de construção com o Alan e com o Maranhão, aquela pressão que coloca alguma dificuldade ao Benedarek e ao Kiwior para encontrarem soluções com o Alan Varela e por isso mesmo, o Futebol Clube do Porto perdeu muito tempo, mastigou muito o jogo na primeira fase de construção, porque, de facto, a equipa não tinha grandes soluções. E a verdade é que nos primeiros 45 minutos foi uma exibição muito cinzenta. O Futebol Clube do Porto acaba por sofrer o golo numa transição rápida. De facto, e é factual, é o único grande momento da primeira parte para a equipa do Moreirense em termos ofensivos. Depois tem aquele golo anulado que já surge de um cruzamento e isto é uma consequência também daquilo que o Moreirense impôs ao Futebol Clube do Porto na primeira parte, puxar o jogo para os corredores, e é aí que o Futebol Clube do Porto cria perigo. Ou seja, o tal golo anulado surge de um cruzamento. Pouco depois, também o Benedarek tem um cabeceamento que obriga o André Ferreira a uma boa defesa, também através de um cruzamento. Portanto, só aí é que o Futebol Clube do Porto ia criando algum perigo e diria que aquele penalty, de facto, foi um penalty sem sentido nenhum do Maranhão, uma ação imprudente e completamente limpo o penalty. Portanto, é penalty claro do Maranhão, que puxou o Frold num pontapé de canto e deu esse golo do empate ao Futebol Clube do Porto em cima do intervalo. E é um momento definidor no jogo, porque de facto, uma coisa era o Futebol Clube do Porto ir em desvantagem para o intervalo depois de uma primeira parte fraca a nível exibiicional, outra é mesmo com essa primeira parte mais pobrezinha, a equipa ir para o segundo tempo, mas já com o empate e com outro tipo de confiança. Portanto, claro que ajudou muito a que a equipa de Farioli não caísse. Creio que o Farioli também toma as melhores decisões com as alterações, a entrada do William Gomes logo ao intervalo e do Rodrigo Mora a entrar aos 58, ou seja, bem cedo na segunda parte, e o Futebol Clube do Porto melhorou muito no segundo tempo. Só fazer já essa nota prévia e, de facto, acho que já não há muita justificação para o William Gomes não ser titular nesta equipa, portanto, nota-se já uma grande diferença a nível de qualidade e mesmo de desequilíbrio, porque quando a equipa está bloqueada, tanto o Borra como o PP não têm essa capacidade para gerar tantos desequilíbrios como faz o William Gomes ou o próprio Rodrigo Mora. E se o Rodrigo Mora, eu ainda dou de barato, que o Francesco Farioli, que já se percebeu que joga mais com o Rodrigo no meio, tenha muita confiança naquele tridente. Na questão do William Gomes já me parece injustificável que não seja titular. Portanto, vamos ver o que é que vai acontecer frente ao Braga, mas na minha opinião já não faz muito sentido isso. E a verdade é que o 2 x1, já naquela fase final, já no pontapé de canto, é uma consequência de um Futebol Clube do Porto manifestamente melhor na segunda parte, mais dinâmico, com mais capacidade para criar. Perante um Moreirense também que já denotava algum desgaste, muitas desatenções, muita falta ali perto da grande área. Portanto, uma equipa já um bocadinho mais agressiva, porque já não estava a conseguir controlar as movimentações da equipa de Farioli. E, portanto, no fim de contas, é como te digo, a primeira parte do Futebol Clube do Porto é uma primeira parte fraca. Se estivesse a perder ao intervalo, não era um escândalo nem pouco mais ou menos. Na segunda parte, efetivamente, o Futebol Clube do Porto foi melhor e fez por merecer aquele golo. Portanto, no fim de contas, acaba por ser um triunfo justo, mais por aquilo que o Futebol Clube do Porto fez, até com mais cabeça do que propriamente a organização, mas lá está, com mais entrega, aliás, do que a organização nesta segunda parte. E, portanto, digo-te que a vitória acaba por ser justa, apesar, e volto a dizer e a reforçar isso, apesar dos primeiros 45 minutos, que merecem muita reflexão ao Francesco Farioli.

O melhor e o pior.

Olha, não é nada fácil escolher o melhor, porque, de facto, não houve uma grande exibição a nível individual. Vou destacar o André Ferreira na baliza do Moreirense, que acaba por ser importante em alguns momentos. Do lado do Futebol Clube do Porto, honestamente, não houve nenhum jogador da equipa titular que me enchesse as medidas e, portanto, vou colocar aqui os jogadores que entraram, o Dénis Gul, o William Gomes, que trouxeram algo de positivo, e até o próprio Rodrigo Mora, um bocadinho mais apagado do que o costume, mas principalmente o Dénis Gul e o William Gomes, que acrescentaram e ajudaram claramente o Futebol Clube do Porto a conseguir este importante triunfo. Pela negativa, vou ter de dar ao Maranhão, porque de facto é um penalty que condena a equipa ao insucesso na primeira parte e que tem naturais consequências no resultado final.

E o pior dos jogos?

É o Maranhão.

Para ti é o mesmo Maranhão.

Sim.

Portanto, é aquele tal momento que tu achas que é mesmo definidor.

Claro.

Pergunta final, antes mesmo de terminar. Para Braga, achas que o Porto vai manter esta estrutura, este 11, ou vai arriscar um bocadinho mais?

Como te disse, eu acho que o Francesco Farioli, que já se percebeu que quer consolidar um 11, vai provavelmente manter este 11. Eu não o faria e colocaria já o William Gomes a titular, provavelmente até no lugar do Borra, e com o PP passar para a esquerda. Mas honestamente, acho que não vai mexer. Eu mexeria e colocaria o William Gomes a titular.

Foi então o relatório do jogo entregue pelo Mário Cajica. Fica também disponível através de podcast, através da Rádio Observador. Mário, então até à próxima.

Um abraço, Nuno.