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Oitava jornada do campeonato, o Benfica recebeu e bateu o Vitória Sport Clube por duas bolas a zero, depois de uma paragem internacional de três semanas e de, no último jogo do campeonato, ter perdido no Dragão, frente ao Porto, por três bolas a uma. É o regresso dos encarnados ao segundo lugar do campeonato, uma vitória que coloca o Benfica com 19 pontos, um ponto acima do Sporting e também do Santa Clara. Está a cinco do foco do Porto, mas volta aqui a fazer uma exibição. Acredito que encher de olho, Nuno Garcia, quem foi bom de bola do lado do Benfica, quem consideras que foi o melhor jogador da equipe encarnada nesta tarde-noite na Luz?
Eu vou seguir o público, os adeptos do Benfica, Samuel Dalot. Escolho o lateral esquerdo porque ele, para além do grande gol que marcou, criou bem o espaço que depois o Pavlídis entregou-lhe a bola, ele foi lá à frente e picou com uma frieza incrível, ajudou a desbloquear o jogo, que até então era de sentido único. Mas o Benfica pecava na finalização. O Benfica teve vários lances do Rafa, uma do Pavlídis, outra do Scheldrup, e de fato ajudou a desbloquear o jogo. Mas esteve sempre muito certinho, em termos defensivos, esteve sempre muito bem, apesar de não se envolver muito na parte ofensiva. O que é fato é que quando se envolveu, conseguiu marcar o gol e por isso eu escolhi o Samuel Dalot.
E quem é que foi um a menos? Podes considerar que alguém mereça este epíteto na equipe do Benfica? Se alguém não tiver estado mal, quem esteve menos bem?
A rubrica assim o exige. Eu, para não variar, vou escolher também um lateral. Vou escolher o Alexander Bah. E perdoe-me, mas o Alexander Bah, na primeira abordagem do jogo, teve azar e nasceu dali um lance perigoso para o Vitória de Guimarães. E isso também se deve justificar com qualquer outro tipo de argumento. A mim pareceu-me sempre que, para além do lado direito do Benfica, em termos ofensivos, não ter oferecido muito ao jogo, principalmente durante a primeira parte, pareceu-me também que ele não estava afoito nesse apoio ao Rafa e em termos defensivos, às vezes a bola parecia que escapava um pouquinho. Por isso, desculpem, mas vou escolher o Alexander Bah.
E estás, com toda a certeza, desculpado. Vamos também aqui ao ouro do bandido. Aqui é que se calhar os teus colegas adeptos do Benfica podem não achar muita graça, porque vamos pedir que olhes para o adversário com olhos de olhar quem foi o melhor jogador adversário, que eventualmente até pudesse merecer uma ida para o Benfica em janeiro. Não sei se não estou a ir longe demais, Nuno, tu é que sabes.
Não, eu por uma questão de linha de pensamento, escolhi também um lateral. Escolhi o Toni Srna.
Estás a lateralizar muito este relatório.
Estou.
Não há problema nenhum. Às vezes os treinadores queixam-se: "Este lateralizou muito". Tu lateralizou muito.
É verdade, mas eu gosto de chegar a toda a largura do terreno e por isso jogo de lateral em lateral. O Toni Srna por duas razões. Em primeiro lugar, coitado, ele levou com o Scheldrup, levou com o Prestianni, mas o que é certo é que no lance do gol, em que o Samuel Dalot consegue marcar, há três jogadores, ele e mais dois colegas dele, que não conseguem parar aquele motor, aquelas dinâmicas do Benfica. E ele, nesse aspecto, teve azar e ainda assim portou-se à altura, porque o Benfica também tinha oportunidades, mas depois também não as conseguia concretizar. E depois, no início da segunda parte, e o Augusto Inácio referiu isso há pouco, e com razão, ele era um jogador de embalo. E há um lance que até o Tomás Araújo leva o cartão amarelo, que eu até disse que não sabia de que cor é que era, porque eu só estava a olhar para aquele pedacinho do terreno, e ele, de fato, parecia ter embalo e admito que sim, que o amarelo que levou, foi o primeiro jogador que pensei levar cartão amarelo na partida, fez com que ele se tivesse retraído e ainda assim, o Tiago Margarido só o tirou mesmo na parte final do encontro.
E que palavra gostarias de deixar ao teu querido mister, Marco Silva, que análise faz à estratégia do jogo e também às substituições promovidas por treinador, que de certa forma, o segundo gol do Benfica acabou por saltar do banco.
Sim, esse é um dos aspectos que faz com que a minha opinião seja, com certeza, a opinião dos 64 mil, que aqui estiveram e todos aqueles que estiveram a acompanhar em casa e ouvindo na Rádio Observador. É que, ao nível da estratégia, ele montou a equipe, penso eu, como poderia ou como deveria. Acabou por fazer as substituições que seriam expectáveis, uma delas obrigatória no centro da defesa. Mas depois também ao nível do meio-campo, voltou a entrar com o Oriande Barreira em vez do Órsonis, que acabou por fazer mais minutos pela Noruega do que em toda a época no Benfica até então. Portanto, ao nível da estratégia, eu acho que montou bem. O Benfica continuou a jogar com dinâmica, a jogar por dentro, a jogar por fora. Vários jogadores envolvidos nas jogadas. São vários os jogadores que têm a oportunidade para marcar gol, portanto, aparecem na baliza com muita facilidade. E depois mexeu muito bem. Mexeu um bocadinho mais cedo do que é normal mexer. Ele costuma mexer a partir dos 65 para cima, mexeu aos 60. Também em resposta ao Tiago Margarido, de forma afoita, fez entrar dois jogadores virados mais para o ataque, porque o jogo, de fato, estava partido e ia para cada lado. E quando mexeu, acabou por surpreender, porque respondeu ainda de forma mais afoita e colocou o Echeverri e colocou o Sudakov, que acabaram por ser os jogadores que, tal como disseste e bem, acabaram por fabricar o segundo gol, que ajudou a tranquilizar.
Literalmente, a assistência para o gol de Sudakov é com assistência de Echeverri, portanto, foi literalmente do banco, ainda mais do que eu estava recordando.
Exatamente. E os adeptos acabam por sair daqui satisfeitos pelo resultado, pela exibição, e acho que convencidos, porque parece que de fato temos equipe e temos treinador.
E para terminar este relatório de jogo, à boa moda do Português, Nuno Garcia, o teu prognóstico de final de jogo. Uma nota de 0 a 20 também à exibição da equipe.
É assim, de 0 a 20, como sou ambicioso e quem me teve a ouvir até agora pensa que eu vou dar aqui um 20, não vou. Vou dar um 16, porque ainda falta fazer muita coisa, principalmente no capítulo ofensivo, de finalização. Às vezes, as decisões não são tão boas, visse isso com o Pavlídis uma, duas vezes, também com o Rafa, ou mesmo a finalização, era bom que tivesse a frieza que o Dalot teve hoje e por isso dou um 16, um 16 ascendido, claro.
Está feito e entregue o relatório do jogo do Nuno Garcia nesta vitória do Benfica frente ao Vitória Sport Clube por duas bolas a zero. Relatório de jogo na qualidade de adepto encarnado, hoje encarnado, passe aqui a redundância, do Nuno Garcia. Um grande abraço, Nuno. Até breve.
Obrigado. Carrega, Benfica!