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Numa intervenção recebida com talvez a maior ovação deste congresso, Jerónimo de Sousa, antigo secretário-geral do PCP, lembra a história do partido para dizer que nunca teve uma vida fácil, mas nunca desistiu.

Vivemos um tempo exigente, um tempo de resistência e de acumulação de forças e iniciativa, como se afirma no projeto de resolução política do nosso 22º Congresso, e por isso, um tempo de grandes desafios. Quem olhar para a história do Partido Comunista Português verificará que desde os longínquos anos da sua fundação, este partido aqui está em congresso. Nunca teve uma vida fácil, mas nunca desistiu.

O ex-secretário-geral reitera a confiança no partido e sublinha que, na sua história, nunca vacilou. Fala também de um partido com uma só cara e deixa uma mensagem a quem pensa ser possível levar o PCP a iludir e dissimular os seus princípios. "Desenganem-se", é a expressão usada por Jerónimo de Sousa, que termina o discurso a dizer:

Aqui estamos e aqui continuamos de pé.

Pouco antes do ex-líder, falou João Oliveira. O eurodeputado aponta para um tema repetido neste congresso, a ofensiva em vigor contra o PCP, para dizer que o partido continua firme e vai continuar com força nas próprias convicções.

Queriam-nos derrotados e em debandada, mas encontraram-nos firmes e unidos. Queriam-nos calados, encolhidos, isolados, mas encontraram-nos inconformados, determinados a apontar o caminho ao encontro das massas e a confirmar com elas a força e a razão de ser das nossas convicções.

A líder parlamentar comunista também interveio esta manhã no púlpito deste 22º Congresso. Paula Santos diz que o Partido Comunista não alinha no compadrio do PS ao PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega.

Para favorecer os grupos económicos que exploram e acumulam riqueza à custa de quem trabalha e de quem trabalhou uma vida inteira. Com a nossa intervenção, demonstramos que não estamos condenados a um caminho de empobrecimento, de destruição de serviços públicos, de privatizações, de mais desigualdades e injustiças.

Na manhã do segundo dia de congresso, foi também lembrado um alerta de Álvaro Cunhal. Armindo Miranda, dirigente que sai agora do Comitê Central, recorda o ex-líder do PCP para dizer que um partido que se fecha em si próprio está condenado a envelhecer e morrer sem deixar nada para trás. Mas afirma que não é esse o risco que corre o PCP.