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O dia foi marcado para ser de festa, mas a tragédia na Venezuela acabou por ser a principal preocupação.
Enviar, como Portugal vai enviar, uma força de intervenção da proteção civil, no sentido de resgatar aquilo que ainda é possível resgatar de vítimas nos escombros. É uma tragédia monumental e neste momento urge toda a ajuda.
Miguel Albuquerque, que elogiou a postura do governo português perante um Filipe Sousa, deputado madeirense do Juntos pelo Povo, que não conseguiu fugir à emoção.
Uma palavra muito sentida de solidariedade para com o povo venezuelano que, neste momento de sofrimento ultrapassa um enorme drama que aflige muitos nossos conterrâneos.
Filipe Sousa, de voz embargada, numa sessão em que o líder do Governo da Madeira pediu uma nova lei das finanças regionais e uma revisão constitucional que dê mais poderes às autonomias, garantindo que não está a pedir favores.
Não precisamos nem queremos favores da República. Nós queremos ser tratados com equidade e não precisamos também de proclamações de amor à pátria, da pátria de amor às autonomias. O que nós precisamos é decisões da República.
E o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, puxou dos galões da importância estratégica da região autónoma para reclamar mais investimento.
O reconhecimento do valor dos Açores não pode ficar apenas nas palavras. Tem de traduzir-se em cooperação ativa e em investimento, em infraestruturas críticas estratégicas.
A fechar a cerimônia, em que discursaram também os líderes parlamentares regionais, Aguiar Branco saiu em defesa de uma revisão do modelo de financiamento das autonomias.
Há quem veja a lei das finanças regionais como uma espécie de mesada a dar a um filho mais velho. Precisamos, sim, de rever a lei das finanças regionais.
O presidente da Assembleia da República nas comemorações dos 50 anos das autonomias regionais da Madeira e Açores