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O dia começou com várias pessoas intrigadas com o fecho do trânsito na rotunda de Entre Campos. Na estrada, vários jovens com cartazes na mão e nas viaturas, várias mãos em cima das buzinas.
Sem eles nada feito, o exílio é um direito!
Condutores e peões a questionar o motivo para tanta gente a ser acompanhada pela polícia na Avenida da República. Questões respondidas pelo comissário do Plano Nacional das Artes, Paulo Pires do Vale, explica que a arruada com alunos de várias escolas começou também com uma pergunta.
"E em vez do medo?" Foi uma pergunta que a comissária desta bienal, Marta Bernardes, colocou como lutar contra esses medos em particular, que nos fazem recear o outro, os outros, os que são diferentes. Aquilo que acreditamos é que aprendemos muito com o outro.
Várias escolas juntas numa arruada contra o medo, uma atividade pensada em outubro do ano passado, no âmbito do Plano Nacional de Artes. Vários estudantes do ensino secundário, com cartazes que consideram que ter uma voz ativa é importante na sociedade de hoje em dia.
Temos aqui cartazes e está sendo incrível, até porque estamos a unir a nossa escola. Às vezes não é muito unida, mas nestes momentos nós somos unidos, sim, porque todos queremos o mesmo: ser ouvidos. Porque para nós podermos falar, significa que alguém lutou para que nós pudéssemos falar no futuro. Então nós temos que fazer o mesmo para as pessoas que vêm a seguir a nós.
Esta arruada contra o medo teve algumas reações menos boas de condutores mais apressados, não tanto para os peões como o Joaquim Carreira, que vê com bons olhos a participação ativa destes jovens.
Aquele ditado: "Deus disse, paz que eu te ajudarei" é uma coisa importantíssima, porque eu já estou com 70 anos, estou está despachado agora. Isto é para os jovens mesmo