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Quem achava que vínhamos para o 22º Congresso para carpir mágoas, mais uma vez, se enganou. Quem esperava que confundíssemos resistência com desistência, encontrou aqui um partido consciente do torrente que pisa.
Como a resposta a quem anunciou a morte do PCP. É assim que o secretário-geral comunista encerra os trabalhos do 22º Congresso do partido. Paulo Raimundo avisa que o PCP sai da reunião magna, que durou três dias, ciente das dificuldades que enfrenta e com a estratégia alinhada.
Identificamos as dificuldades e o chão que pisamos. Tomamos decisões para reforçar o partido e relançá-lo na tomada de iniciativa. Afinamos a tática, sublinhamos a estratégia.
Mas Paulo Raimundo sublinha que este não é o momento de desânimos, apesar da situação enfrentada pelo partido ser de grande exigência.
O inimigo tem muita força e tem meios poderosos, como sabemos. Mas este não é o momento para desânimos. E àqueles que perdem a esperança, dizemos olhos nos olhos: olhem para este Congresso, confiem neste partido e juntos, ombro a ombro, vamos resistir, vamos acumular forças e vamos criar as condições para avançar e para vencer.
Confiante e de olhos postos nas eleições autárquicas, o líder do PCP pede ainda aos militantes do partido um esforço no recrutamento e mobilização a nível local.
Nos próximos tempos, em todo o lado, contactar, esclarecer, conversar, mobilizar para assinar.
E encerra o congresso a avisar.
Quem nos queria ajoelhados, aqui estamos de pé, com os olhos postos na felicidade do nosso povo. A luta continua. Viva a paz. Viva o 22º Congresso. Viva a JCP. Viva o Partido Comunista Português.