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Presidente, azul, dragão. São muitas as palavras que descreveram Pinto da Costa nos últimos dias, mas para Deco, antigo internacional português e ex-jogador do Porto, a melhor descrição é mesmo:

Gênio. Foi visionário, viu aquilo que os outros não viam.

E Pinto da Costa viu isso em Paulo Futre, quando o foi buscar ao Sporting em 1984. Daí que o português prefira uma palavra mais familiar para o descrever.

Foi mais que um pai pra mim. E vou ter muitas saudades dele.

Saudades sentidas também pelo antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, que nunca vai esquecer um telefone que tocou no dia 12/03/2005.

Recebi uma chamada, quando tomou posse o primeiro-ministro que me sucedeu, e era ele. Um número confidencial, eu atendi, era ele a dizer-me que tinha sempre uma casa à minha espera.

A emoção do antigo presidente do Sporting, que foi o único representante leonino, entre aspas, no funeral. Nem Benfica nem Sporting estiveram presentes ou falaram até agora. Um gesto que o antigo jogador Rodolfo Reis classifica assim:

Uma pequeneza e não só. Portanto, é muito estúpido.

Com sangue mais frio falou o primeiro-ministro. Apesar do silêncio dos rivais de Lisboa, Luís Montenegro foi mais otimista.

Eu acho que de uma forma geral, todos o respeitam, todos respeitam o seu desempenho, a sua caminhada.

Uma caminhada que termina agora, pelo menos fisicamente, porque Jorge Nuno Pinto da Costa nunca esteve tão vivo na cidade invicta.