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Patrícia faz diariamente o percurso desde a margem sul até ao trabalho em Lisboa, através do barco e do metrô. No transporte fluvial, viu mais gente esta semana. Acredita que foi pelo bom tempo que se fez sentir.

Eu acho que aumentou mais o número de pessoas a usar. Ontem, não sei se pelo bom tempo, mas eu achei que teve muita gente no transporte público neste horário.

No metrô, Patrícia relata que não é possível cumprir a distância de segurança, ao contrário do que acontece no barco.

Hoje eu fiz o metrô, estava bem cheio, não estava tendo como respeitar a distância.

Mas não é a única. Adolfo estava à espera do autocarro da Carris sem saber se hoje leva muita ou pouca gente.

Eu acho graça, é até cômico dizer que nos transportes só podemos andar dois terços. No entanto, ninguém controla. É uma contrariedade nós andarmos num amontoado de pessoas dentro dos autocarros.

À chegada ao quiosque onde trabalha, junto à estação do Cais do Sodré, Maria de Lourdes também saiu de um autocarro lotado.

Tem dias. Hoje vinha cheio. Hoje o autocarro vinha cheio, de um quarto para as 05h, que é quando eu venho.

Lucas queixa-se do mesmo, tanto no metrô como nos comboios da CP.

Eles pedem para as pessoas ficarem em casa, mas as pessoas têm que trabalhar. E se as pessoas têm que trabalhar, eles não podem reduzir o transporte, porque reduzir o transporte deixa mais perigoso. Por exemplo, metrô de três carruagens, comboios de 30 em 30 minutos, isso é complicado.

E ao Observador, a polícia responde que tudo está a ser feito para que os passageiros circulem em segurança. É o que diz o porta-voz do Comando Lisboeta da PSP, Artur Serafim.

A perspectiva da parte da Polícia de Segurança Pública, que é em coordenação com a Infraestruturas de Portugal, que consigamos a melhor forma das pessoas serem transportadas e em segurança.

A Polícia de Segurança Pública, que confirma que são mais as pessoas a sair à rua.

Desde segunda-feira, denotamos um aumento gradual do fluxo de pessoas nos transportes públicos e também no fluxo rodoviário.

Já Maria de Lourdes e o quiosque que tem no Cais do Sodré não notam diferenças na circulação. O negócio já é só uma distração, é o que conta ao Observador.

Da circulação das pessoas, não se nota nada de movimento. Aqui no Cais Sodré. Agora, vamos lá ver, noutros lados, não sei.

E em relação ao seu negócio?

Amiga, estou aqui só para me distrair. Se eu não trouxesse o almoço de casa, não almoçava.