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A subida até ao Miradouro da Graça demorava cinco minutos. Agora, com o regresso do funicular, há uma alternativa para quem quer chegar mais rápido ao destino. Junto à Pastelaria Lagares, na rua onde começa a subida, José Ramos, o dono, confessa que o regresso ajuda toda a gente e principalmente a clientela.
As pessoas estão a gostar da reabertura, porque é uma coisa que faz falta à população e para o turismo. É bom. E eu, como tenho aqui um estabelecimento, também me ajuda. É ótimo.
José Ramos não é utilizador assíduo, mas confia na segurança do recém-aberto funicular. Já a Jaqueline Estela mal pode esperar para voltar à rotina.
Utilizava duas vezes na semana. Tem dias que mais.
Como é que fez nestes oito meses em que não dava?
Tive que dar volta pela Graça por cima. Faz muita falta isso aqui. Aquele outro é diferente desse. Aquilo ali era perigosíssimo mesmo. Isso aqui eu creio que é mais tecnológico, não sei. Aqui eu nunca tive medo.
Uma subida sem medos é a experiência da passageira Jaqueline Estela. E esta reabertura não agrada só aos residentes e turistas. O jovem Henrique Pereira ouviu falar sobre este regresso que decidiu ver com os próprios olhos.
É a primeira vez. Hoje é o primeiro dia desde a reinauguração com a Carris. Vamos ver como é que funciona. Espero que funcione tudo bem. A Carris de certeza que fez, ao longo deste ano, todos os testes possíveis. A cidade de Lisboa sempre foi uma cidade segura, com infraestruturas seguras e esta também será uma infraestrutura segura, de certeza.
A esperança do jovem Henrique Pereira acerca do futuro do funicular da Graça, que a partir desta manhã voltou ao ativo, de cinco em cinco minutos, faz o percurso que liga o bairro da Mouraria ao Miradouro da Graça.