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Com o resultado final ainda em aberto, Pedro Nuno Santos quis pôr fim ao suspense.

Neste momento, não faz sentido estarmos a manter nenhum suspense sobre eleições. Acho que nos cabe, a nós, Partido Socialista, reconhecer aquilo que é mais provável que se venha a confirmar daqui a 15 dias do que estar a manter em suspense uma situação que não beneficia ninguém.

E, por isso, é claro quanto ao lugar dos socialistas.

O Partido Socialista não ganhou as eleições. O Partido Socialista vai liderar a oposição.

E garante que não está a fazer cálculos.

O tempo da tática na política conosco acabou e comigo acabou-se. Não há tática aqui na política.

O líder do PS diz que não vai criar obstáculos à viabilização de um governo, mas também avisa que não são os socialistas a suportar o Executivo de Montenegro. E, por isso, este PS vai ser imune a pressões para viabilizar Orçamentos do Estado.

Não é a nós que nos têm de pedir para suportar um governo. Isso não vai acontecer e por isso é que eu quero que fique claro desde já. Nós sabemos que a pressão acontecerá. Os camaradas socialistas sabem bem que ela virá, mas nós vamo-nos aguentar firmes.

Pedro Nuno Santos garante que não está a pensar em Marcelo Rebelo de Sousa e não querendo antecipar um cenário de ingovernabilidade, admite que a instabilidade pode chegar depressa.

Eu não sei o que é que vai acontecer daqui a alguns meses. A noite eleitoral é hoje. Nós ainda não temos todos os mandatos apurados.

Mas, para já, não há alternativas.

Porque se é verdade que a AD excluiu o Chega e que houve outros intervenientes políticos que também excluíram o Chega, se isso é verdade, também é verdade que na hora de uma solução apresentada pelo resto da esquerda, também é verdade que ela seria chumbada por toda essa direita que se uniria.

Embora Pedro Nuno Santos insista na margem curta da derrota.

E por isso é que eu tenho dificuldade em perceber a grande vitória que vai assentar na Lapa.

O líder do PS está para ficar e esta derrota tangencial, como diz, é apenas o início de uma nova fase.

O nosso caminho começa agora.

Pedro Nuno Santos, numa noite eleitoral com sala cheia e cânticos, vivida quase de forma idêntica a uma vitória do PS.