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No último comício da campanha, a tática é jogar ao ataque.

Tivéssemos nós 10% destes casos e casinhos, desta falta de harmonia e coesão e nós éramos arrasados, eu era arrasado. Foram capazes de perdoar tudo, como se o líder não tivesse que garantir coesão e harmonia no discurso dos candidatos. Olhem para a campanha do PS. Onde é que nós desafinamos? Onde?

A orquestra afinada do PS, por contraponto com uma AD, que para Pedro Nuno Santos, só na rua mostrou ao que vem.

Foi preciso chegar à campanha, onde é mais difícil haver controle dos candidatos e das candidaturas, para a AD começar a revelar a sua verdadeira face. O início do discurso xenófobo por um ex-líder e ex-primeiro-ministro do PSD. Foi só o início. Vaiar, não. Aqui só se bate palmas.

O líder socialista, que puxou pela descida do Chiado, feita debaixo de chuva forte para mostrar quem é que consegue enfrentar as dificuldades.

Nós não temos medo da chuva. Sempre que chove, nós já sabemos que a direita se esconde. Mas já chove tantas vezes na vida da gente. Nós não precisamos de partidos, nem de líderes políticos que se escondem da chuva. Nós precisamos é de partidos que enfrentam a chuva pelo povo.

De regresso aos ataques e contra-ataques, Pedro Nuno lamentou as declarações de Manuel Ferreira Leite sobre a Covid-19. Diz que foi um desrespeito para com os portugueses. E antes do líder socialista, já Ana Catarina Mendes, a cabeça de lista por Setúbal, trouxe Marcelo Rebelo de Sousa para a campanha.

O Presidente da República é o garante da estabilidade democrática e, por isso, não é admissível que tenha decidido convocar estas eleições, mas pior do que isso, tenha decidido entrar hoje em campanha.

O presidente foi vaiado pelo pavilhão. Minutos mais tarde, sobre Passos Coelho, Pedro Nuno pediu o fim dos assobios e apelou aos votos da esquerda e dos que confiaram no PS em 2022, na esperança de poder reeditar a vitória.