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Está de regresso e agora é oficial: Pedro Santana Lopes volta a ser militante do PSD, mas não se engane quem esperava um mea-culpa.

Não gosto de ser sonso e, por isso, agradecendo-vos que me recebam de volta, eu não sou capaz de pedir desculpa, porque eu agi de acordo com a minha consciência.

E vem mesmo a tempo de defender o partido depois do chumbo da reforma laboral.

Quando se fala em reformar mais, eu preciso que cada um que diz isso, e cada uma, diga: "Muito bem, mas quais reformas? Até onde e com quem?" Como se viu ontem naquele espetáculo confrangedor na Assembleia da República.

E se a referência a Pedro Passos Coelho tiver passado entre os pingos da chuva, Santana passa mais uma rasteira ao antigo primeiro-ministro.

Tenho a certeza absoluta, candidatasse quem se candidatasse neste congresso ou nos que aí vêm, tu ganhavas e largo. Candidatasse quem se candidatasse.

Santana Lopes descreve Luís Montenegro como um estadista irrepreensível e defende-o também dos ecos em crescendo vindos da oposição.

Mal veem uma sondagem apetitosa, começam logo a falar em crise ou em eleições. Eu já ouvi hoje na televisão.

Para isso, usa a palavra de António José Seguro.

Elegeu-se um presidente da República que disse expressamente que as legislaturas são para serem cumpridas e que preza muitíssimo a estabilidade política.

E até traz de volta a ética para fazer uma distinção.

É tão curioso: quando está o centro-direita no poder, há sempre suspeitas sobre as nossas honras, sobre a honra de cada um. Quando eles estão, têm que ir lá vasculhar as gavetas para se provar o que é a força da realidade.

Pedro Santana Lopes, no Congresso do PSD em Anadia, de volta como se nunca tivesse saído.

Enfan já não sou, mas terrível espero ser sempre