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José Carlos Gonçalves, começo por lhe perguntar se este resultado já era uma surpresa, se estava à espera. No fundo, se este é um resultado que se deve mais ao líder do partido ou mesmo a si próprio.

Isto é uma vitória já esperada. Sou uma pessoa da terra, bem conhecida e com respeito de toda a gente. E tenho uma equipa vasta de pessoas trabalhadoras e honestas e o que acontecia foi: a verdade ganhou sobre a mentira e hoje libertámos São Vicente do medo. A vitória é nossa, é o Chega em São Vicente.

Isso mesmo. Pergunto-lhe ainda sobre uma polémica que foi divulgada até no Diário de Notícias da Madeira, em que alegadamente terá havido desacatos entre o senhor e um delegado do PSD, o delegado que alegava que estaria a influenciar o voto dos eleitores. O que estava então a dizer-lhes nesse momento?

Isso é mentira, fui sempre ao longo do tempo quando quiserem. Fui levar comida aos delegados e aos membros da mesa indicados pelo Chega. Repare, e no momento estava a falar com o delegado, que até é deficiente, que é o Nuno Timóteo, que é vice-presidente da concelhia do CDS no Conselho de São Vicente, fui levar comida. E o que aconteceu, esse senhor veio por detrás, a gente não me percebeu, estávamos a ter uma conversa privada, e ele começou a filmar sem autorização prévia. E o que aconteceu, ninguém embateu, quem ouvir o áudio, o que eu disse é para ele se afastar, para apagar, para não filmar. Fui a ele para tapar a câmera do telemóvel e em momento algum o toquei. Isso é mentira. E se ouvir o áudio, eu disse: "Desculpa." Depois ele para me atacar: "Vai bater-me." Eu disse que não. O áudio, se quiserem, depois eu envio o áudio do vídeo. E quem ouvir o vídeo, como deve ser, vai ver que eu sou uma pessoa pacífica. Durante este tempo todo, tenho sido atacado, várias situações que me atacam. Eles são capazes até de matar. Eu ando de moto normalmente ao fim de semana, sou proibido pelos meus companheiros de listas, os nossos eleitos, de andar de moto. Eu sou uma pessoa de paz e pela paz.

Tenho ainda uma terceira pergunta. Nas últimas autárquicas foi candidato, não pelo Chega, mas pela Iniciativa Liberal. Pergunto-lhe então o que o fez mudar de ideias para numas autárquicas concorrer por um partido e agora nestas pelo Chega, em que acabou por vencer.

Eu não mudei de ideias e as minhas ideias estão sempre iguais. Sou uma pessoa que trabalha e com sucesso. Há quatro anos a Iniciativa Liberal apostou em mim, nestas eleições o Chega viu que era o candidato certo para liderar uma candidatura e o Chega apoiou-nos e nós estamos com o Chega. Neste momento somos Chega. Em São Vicente, a primeira câmara a ser eleita pelo Chega a nível nacional, é no norte da Madeira, uma terra pequena, mas que vai ser bem falada e vai ser desenvolvida e conhecida pelas coisas boas que o Chega vai fazer aqui em São Vicente.

E pego por isso mesmo para lhe fazer uma última pergunta, que é precisamente quais são as principais prioridades agora para este novo mandato à frente da autarquia de São Vicente?

A primeira medida vai ser reunir com todas as pessoas, os colaboradores do município, que são esses já que vão fazer a diferença. São pessoas que vamos dar valor, importância e vamos contar com todos. Depois uma auditoria à documentação e também ao exterior, porque nós suspeitamos que alguma coisa não está a correr bem, porque os milhões têm sido gastos e não vê-se nada feito no Conselho. Isso será a segunda coisa. Depois, a reabertura das Grutas de São Vicente, que é o centro que dá muitos milhões e está encerrado há cinco anos e nós temos toda a informação e documentação que foi fechada, não por razões técnicas, mas por razões políticas. Vamos reabrir as grutas, que será uma fonte de rendimento e vamos ter muitos milhões a jogar no nosso Conselho a partir das Grutas de São Vicente.