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Os empresários da restauração esperam uma tarde de esplanadas cheias. Os restaurantes notam um aumento das reservas, sobretudo na região de Bragança, onde o eclipse vai ter melhor visibilidade. A afluência já se nota há vários dias. Daniel Serra, o presidente da APROVAR, a associação de restaurantes, dá conta de um aumento da procura precisamente para a hora do eclipse.

Neste momento, aquilo que se está a observar é que na zona de Bragança está a haver um aumento de visitantes, de turistas. Nessa região vai haver, obviamente, um aumento significativo da atividade económica, nomeadamente nos restaurantes.

O presidente da APROVAR, associação de restaurantes, fala num dia importante para os empresários do setor. Junta-se a nós em direto neste jornal o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins. Bom dia, obrigada por estar conosco. E se houver assim um plano de última hora e alguém quiser ir a Bragança hoje ver o eclipse, ainda tem onde ficar?

Pois, já não será fácil, uma vez que as reservas começaram a acontecer em março. Primeiro, obviamente, pela comunidade científica, muitos cientistas, muitos estudantes de cursos de ciências que tinham a informação em primeira mão e esses fizeram as primeiras reservas. E depois, diria que em maio, já pelo turista, pelo cidadão comum, muito do mercado nacional, mas também muitos espanhóis. E, neste momento, ao dia de hoje, as reservas, diria que é impossível reservar. Temos taxa de ocupação praticamente a 100% no que diz respeito à cidade de Bragança, mas também no que diz respeito a conselhos vizinhos. Curioso é que as pessoas reservaram não só para o dia do eclipse, mas julgo que aproveitaram para fazer dois em um. Por um lado, esta oportunidade de ver um eclipse que se vê apenas numa geração, mas, por outro lado, também uma oportunidade para conhecer um território, porventura, menos conhecido por algumas das pessoas que vão rumar a Trás-os-Montes. E temos, neste momento, a indicação de que as reservas foram feitas para três, quatro noites, o que é ótimo, aumentam a taxa de ocupação, a taxa de permanência, e permitem visitar Trás-os-Montes, que de fato é bastante rico também, ali a zona de Bragança, desde patrimônio cultural, muito de castelos, fortalezas, centros de arte contemporânea, mas também patrimônio natural, como o Parque do Montesinho, que vai ter alguns impedimentos no dia dois, precisamente para precaver alguns incidentes, uma vez que estamos em alturas de alerta em relação aos incêndios. Mas por ali temos a barragem do Azibo, Parque Biológico de Vinhais, temos o Douro Internacional, em Miranda, também perto. O que não faltam são motivos para explorar a região, com muita gastronomia, enfim, muitos motivos de interesse para que as famílias também possam ter três ou quatro dias diferentes.

É um dois em um ou, como diz, se calhar, um 10 em um. Há muitas oportunidades e isto é um ótimo cartão de visita. A região preparou-se de alguma forma para esta afluência?

Sim, a região preparou-se, nomeadamente Bragança, através do município, mas também do Núcleo da Ciência Viva local, que tem uma agenda bastante preenchida. Portanto, estes dias, já os dias anteriores ao eclipse, desde o dia 10, que foram organizadas uma série de iniciativas relacionadas com a ciência, mas de forma muito didática, para explicar também o fenômeno aos mais jovens, com muitos workshops, mas também com animação, animação de rua, animação musical. Portanto, de certa forma, foi aproveitar esta oportunidade, onde se vão receber turistas num número que nem sempre acontece. Embora, e aqui é um dado curioso que eu gostaria de partilhar, curiosamente saíram os números do primeiro semestre e, pela primeira vez, o subdestino que mais cresceu na região do Porto e Norte, crescendo até acima da média regional, foi precisamente Trás-os-Montes. A região cresceu cerca de 5,4% em dormidas, Trás-os-Montes cresceu 7,6. Portanto, é sinal também que hoje os portugueses, nomeadamente os portugueses, estão a tentar explorar um bocadinho mais o território, fogem do litoral, vão explorar outras zonas do país e eu acho que aqueles que irão rumar a Trás-os-Montes vão ter uma agradável surpresa. O Miguel Torga diria que era o reino maravilhoso. Eu acho que hoje muitos irão perceber por quê.

E muitos voltarão e muitos também passarão a palavra, seguramente. Luís Pedro Martins, muito obrigada por ter estado conosco.

Muito obrigado.

Foi ótimo ouvi-lo aqui, a abrir o apetite também para esta zona. Ele é o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal.