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António Almeida Henriques estava nos cuidados intensivos do hospital de São Teotónio, em Viseu. Tinha Covid-19. A informação da morte do presidente da Câmara de Viseu foi avançada pela Câmara Municipal em comunicado. A autarquia declara ainda três dias de luto municipal a partir de amanhã. A morte de Almeida Henriques foi então comunicada na última hora e ao jornal das 10 junta-se agora Fernando Ruas, antigo presidente da Câmara Municipal de Viseu. Fernando Ruas era presidente no mandato imediatamente anterior a Almeida Henriques. Doutor Fernando Ruas, muito obrigado por se juntar a nós. Qual é o maior legado deixado por António Almeida Henriques?

Essas coisas normalmente apuram-se depois, mas o doutor Almeida Henriques tem uma vida dedicada à política e naturalmente à gestão pública. Esteve muito tempo ligado ao associativismo empresarial, depois foi também um militante ativo do Partido Social-Democrata, onde foi elemento destacado, tendo chegado a secretário de Estado da Economia e aqui no Conselho de Viseu, concretamente, onde foi presidente da Assembleia Municipal no meu tempo, durante pelo menos dois mandatos, e agora como presidente da Câmara no final do segundo mandato. Portanto, é uma vida pública muito intensa e cheia.

Almeida Henriques acaba por falecer a meio de um projeto que estava a desenvolver na Câmara Municipal de Viseu, estava a cumprir o mandato de presidente da autarquia. Que balanço faz destes anos de Almeida Henriques à frente da Câmara?

Eu quero acreditar que quem está à frente da Câmara procura sempre fazer o melhor. E também não sou a pessoa mais indicada porque, naturalmente, sendo seu antecessor, não me compete nem devo fazer balanço, esse falo aos visenses, seguramente. Mas acredito, sinceramente, que tentasse fazer o melhor e uma visão muito dele, que aliás sempre colocava e expunha aos visenses e portanto, foi fazendo o seu trabalho com denodo e com convicção, isso é notório.

O doutor Fernando Ruas trabalhou muito perto de António Almeida Henriques, já nos fez essa referência também. Como é que o descreve ao nível pessoal? Como é que era Almeida Henriques quando tinha a oportunidade de privar com ele?

Em termos pessoais, era um homem de trato fino e uma das características que penso que toda a gente lhe reconhece, era, sobretudo, um homem de família. Eu queria aproveitar para deixar aqui os meus sentimentos muito sinceros à família, porque de facto ele era um homem de família, era conhecido por isso. E portanto era alguém com apoio e com relacionamento com as pessoas, de certa maneira, fácil. E sobretudo isso, penso que era uma característica que toda a gente lhe reconhece, muito convicto das ideias que defendia.