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A presença de Paulo Rangel, que não é apenas Ministro dos Negócios Estrangeiros, ele é Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros, é o número dois do Governo português, é inaceitável, é incompreensível e demonstra uma cumplicidade e uma subserviência com o regime da FRELIMO. Um regime que sequestrou a democracia e a liberdade ao povo moçambicano, um regime que decretou o povo moçambicano à pobreza, um regime que faz fraudes nas eleições que ocorreram em Moçambique. Não estas agora de outubro, mas já todas as outras anteriores. E portanto, é inaceitável e incompreensível que os representantes da nação portuguesa, um Estado que assenta nos valores da paz, da liberdade e da democracia, estejam em Maputo a dar respaldo e a fazer o reconhecimento de umas eleições que foram fraudulentas e de um regime que não é democrático.

Portanto, considera que o Governo não teve em conta a posição do Parlamento sobre a questão do reconhecimento da vitória de Daniel Chapo?

Isso é uma questão paralela, que também demonstra que há alguma falta de respeito do Governo por aquilo que foi uma aprovação da Assembleia da República, mas é algo que também trataremos em tempo devido naquilo que é a relação natural, diária e fluida entre a Assembleia da República e o Governo. Mas acima de tudo, aquilo que mais importa não é a relação entre o Governo e a Assembleia da República. Aquilo que mais importa é a proteção do povo moçambicano e também dos portugueses que residem em Moçambique. E esta atitude do Governo português coloca em causa aquilo que é a segurança dos moçambicanos e dos portugueses que residem em Moçambique.