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Arranca esta semana em Lisboa mais uma edição do Lisbone, Jardim Sonoro, 30 de junho, 1 e 2 de julho. É o primeiro fim de semana de julho marcado por este festival de regresso ao Jardim Quinta do Amaral. E conosco temos já José Diogo, promotor, organizador do Lisbone. José, o que podemos esperar da edição deste ano, já neste primeiro fim de semana de julho?
Este ano, de facto, o que podemos esperar é mais música. Vamos ter mais música no festival, não a nível de horário, mas houve aqui, de facto, eu diria, um upgrade no cartaz. Nós quisemos puxar pelos galões, especialmente para o palco principal, onde temos alguns dos artistas mais conhecidos na eletrónica hoje em dia, como Purple Disco Machine, que ganhou um Grammy agora em 2023. Temos o Jungle em formato DJ set, depois temos o Freddie Gibbs, onde abrimos uma caixa Pandora no nosso evento, em que vamos visitar o hip-hop um bocadinho, o que é que se está a fazer no hip-hop. E depois no domingo temos um dos nomes mais sonantes desta edição, quiçá do festival inteiro, que é a Ben Böhmer, que vai tocar num formato live. E de facto, a principal novidade musical é estes nomes quase incontornáveis da música eletrónica, também de bandas, como Sister Sledge, por exemplo, que regressam a Portugal. Elas que são autoras do hit "We Are Family". E de facto é isso que vamos acrescentar este ano ao festival.
Também temos aqui uma aposta em vários artistas portugueses, claro.
Sim, o foco no talento local sempre fez parte do Lisbone. Desde 2014, quando tínhamos apenas um palco e apenas dois dias, esta exposição que nós damos aos artistas locais sempre foi a nossa prioridade. E porque é daí que vimos. Ou seja, nós vimos, no fundo, da cena clubbing de Lisboa, de Portugal, e é esse destaque que nós queremos dar ao festival. Aliás, 80% ou mais do cartaz é composto por artistas locais. Nós estamos a falar aqui de alguns artistas internacionais, que têm o maior destaque pelo seu tamanho, mas representam uma grande minoria do cartaz. E, de facto, é muito isso, é muito esta homenagem à música que nós sempre tentámos dar. Inicialmente, só com dois dias e um palco, agora já com três dias e com três palcos, já há alguns anos, mas o foco está sempre na música e na experiência.
Isto é um festival que acontece em Monsanto, no Jardim Quinta do Amaral, e que, de facto, um dos destaques é sempre o design e os palcos e a maneira como são montados. Há alguma coisa diferente que podemos esperar para este ano, que se possa revelar, claro.
Sim, nós temos uma grande novidade este ano, que já fizemos questão de partilhar com o público, que é: nós este ano fizemos uma parceria incrível com a Planet Caretaker, que nos ajudou a recolher milhares de garrafas de plástico. E essas garrafas de plástico vão estar praticamente todas no palco principal, onde vamos ter um projeto de iluminação incrível e vamos, no fundo, é quase uma obra artística, vamos fazer no palco principal em que vamos dar uso a essas garrafas de plástico que foram recolhidas durante o ano inteiro em restaurantes, no chão, de praias, etc. E que vamos dar vida. Os palcos, como disseste, e bem, têm sempre a sua forma única de serem criados. Os palcos são feitos através de madeira reutilizada, ou seja, madeira que já teve o seu propósito, que em alguma parte da sua história foi deitada fora ou ninguém sabia o que fazer. Nós aproveitamos madeiras, inclusive a madeira do próprio Parque Florestal de Monsanto, e damos vida a essa madeira com os palcos, tanto no main stage, como no secret, como no lake. E o compromisso que damos, de facto, é isso mesmo, é que todo o material que é feito para os palcos, como o plástico e como a madeira, já teve o seu propósito em 2022 também no recinto, vai ter este ano e certamente em 2024 vamos encontrar outro propósito para a sua reutilização.
Temos que falar aqui também sobre acessos. Qual é a melhor maneira de chegar a este festival? Estamos a falar do Parque Florestal de Monsanto, um dos pulmões da cidade de Lisboa, com várias vias adjacentes. Vamos ter algum trânsito cortado? Qual é a melhor forma de chegar ao festival? Como é que podemos chegar até ao Lisbone?
Claro. O que nós estamos a apelar a todos os jardineiros é para evitarem ao máximo as suas viaturas pessoais, ok? Primeiro, porque sexta-feira é muito complicado. À tarde há sempre algum trânsito e quantos mais carros tivermos para Monsanto, pior o trânsito fica. E depois, porque o estacionamento em Monsanto é bastante limitado, como toda a gente sabe. Existe um parque destinado ao festival que fica na Avenida Universidade Técnica, ou seja, a quem tem mesmo de levar o carro, nós pedimos que estacione aí, depois são cinco minutos a pé até ao festival. Depois, por sua vez, vamos ter ainda a Seat Moke, que desde essa mesma rotunda até à porta do recinto, vai estar a levar algumas pessoas. Quem quiser levar, digamos, à pendura de mota, vai levá-los até à porta do festival. Mas o grande foco está na utilização de TVDEs, através da Uber, que é o nosso parceiro oficial aqui de TVDE, que está com desconto. E vamos ter também transfers de Carris, ou seja, a partir do Marquês de Pombal Todos os jardineiros, tanto para ir ao festival como para voltar para Lisboa, podem apanhar um transfer da Carris totalmente gratuito. Não têm de fazer rigorosamente nada, só têm de aparecer no Marquês de Pombal, pegam no autocarro, vão até ao festival, desfrutam do evento e o regresso é feito exatamente da mesma forma. Por favor, é um apelo que nós temos feito bastante, evitem ao máximo levar o carro. A floresta, a fauna e a flora não merecem que os carros sejam estacionados em cima de valetas, em cima de montes, mal estacionados. Existe este aviso que nós damos a toda a gente que é: a via é uma via pública, por isso a polícia poderá a qualquer momento autuar. Nós não temos qualquer tipo de responsabilidade nem poder em fazer o contrário, e assim o devem fazer. Por isso, evitem ao máximo viaturas próprias. Temos a Uber e temos a Carris com transfers, e depois há outras formas, obviamente, temos os táxis, etc. Mas podem ter uma experiência muito mais fácil através de TVD ou de táxi, onde vamos ter um ponto específico à porta do festival para as pessoas ficarem lá, e é tudo mais fácil.
Sim. Apenas uma última pergunta: estamos no início do verão, continuamos com muito calor neste arranque de verão e portanto esperam-se dias muito quentes também para esta sexta, sábado e domingo, este arranque de julho. Estamos a falar de um festival em pleno Monsanto. Há alguma preocupação acrescida por causa também dos elevados riscos de incêndio que estão associados a esta altura do ano?
Claro que sim. Um dos principais aumentos de produção a que nós assistimos já em 2022, na passagem do Parque Eduardo VII para o Cais do Amaral, foi este reforço nas entidades de segurança. Não me refiro apenas à segurança privada, à Polícia Municipal e PSP, mas principalmente em bombeiros, ou seja, nós fazemos questão de ter um regimento de bombeiros pronto a responder e já lá com algumas viaturas em caso de emergência. E de resto é apelar a todos para mantermos o jardim limpo, para sermos o mais civilizados possível. Vamos ter também a Planet Caretakers mais uma vez com uma ação de impacto e de sensibilização junto dos jardineiros com recolha de beatas, ou seja, vamos estar constantemente a recolher as beatas. Vamos oferecer os cinzeiros, em primeiro lugar, ou seja, vamos dar todas as ferramentas possíveis para as pessoas não mandarem as beatas para o chão, que no fundo é o maior perigo que nós observamos numa floresta, é o fogo, e sendo o único fogo que temos no festival, digamos, é pessoas que fumam. E por isso vamos oferecer cinzeiros portáteis para toda a gente. E mesmo on top, vamos estar a sensibilizar todos os jardineiros para não mandarem as beatas para o chão, a Planet Caretakers tem alguns exemplos incríveis de quão prejudicial é para o mundo as pessoas deitarem beatas para o chão, não só acesas, mas o próprio resíduo. E no fundo é esse investimento que vamos estar a fazer. E é assim, nós somos um festival feito de jardineiros para jardineiros. E uma das características do festival é que de facto, aquela experiência que todos nós conhecemos do Leesborn, deve-se principalmente ao facto de os jardineiros respeitarem o espaço onde estão. E estamos a comunicar para um público adulto, ativo, um público bastante informado, bastante sensível a estes novos temas que vêm, têm sido explorados. E de facto é isto, nós contamos com este civismo de todos nós para deixarmos o jardim da forma como o encontrámos e todos os esforços estão focados aí.
Muito bem, união entre música e natureza, 30 de junho, 01 e 02 de julho, Jardim Cais do Amaral, Parque Fluvial de Monsanto, é o regresso do Leesborn. Muito obrigado, José Diogo, e tudo a correr bem também para este Leesborn neste primeiro fim de semana de julho.