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Obrigada pela sua disponibilidade, mais uma vez. Sabemos que o mau tempo está a causar algumas perturbações em todo o concelho de Torres Vedras. Quais são as zonas mais afetadas? Do que estamos a falar em concreto? O que está a acontecer?
Bom dia, obrigado pelo vosso interesse. Nós tivemos, desde a madrugada, chuvas muito intensas, já previsíveis no contexto da depressão José, que agora está a gerar uma subdepressão Alexandra, prevendo-se que na próxima madrugada a situação ainda seja grave. Nós tivemos uma chuva muito intensa com a subida do rio Sisandra, que atravessa a cidade. Nas primeiras horas da madrugada, o rio começou a subir muito acentuadamente, obrigando à deslocação imediata de pessoal. Toda a madrugada tiveram sapadores, bombeiros e proteção civil na rua. Emitimos, às 06:00, um aviso à população pedindo que só saíssem em situação de absoluta necessidade, o que foi felizmente bastante cumprido. Nós tivemos uma das estradas principais a atravessar a cidade, entre Santa Cruz e Torres Vedras, com muitos castragentos, e tivemos que fechar alguns dos troços, nomeadamente na zona de Matos Velhos, nessa cidade, portanto essa estrada esteve cortada. Depois o rio vai direito à Foz, na zona do Cais Azul, e como é habitual, quando começa a diminuir o caudal dentro da cidade, foi felizmente controlado. Aumentou bastante numa série de pauis que existem numa povoação chamada Ponte de Rol. Também aí tivemos que proceder ao corte de estradas, inclusive junto ao Sirol, perto da casa onde vivia o José Agostinho, nosso ciclista. E também diversos episódios de aluimentos, de queda de terras. Temos tido até esta hora, portanto temos em contínuo, diversas situações de árvores caídas, de aluimentos com pedras nas estradas. Tivemos que pontualmente fechar algumas das estradas, mas felizmente toda a equipe, quer da Câmara Municipal, quer do Serviço de Proteção Civil, quer dos bombeiros ou sapadores florestais, estiveram muito rapidamente no terreno. Também gostava de deixar uma nota, por alguma razão a imprensa faz parte da proteção civil, porque a imprensa local, a Lusa e a imprensa local, foram desde as primeiras horas muito cooperantes e fizeram uma divulgação sistemática da informação e com isso foi possível mitigar. Agora estamos em alerta e fomos reunir a Comissão de Proteção Civil. Existe um posto de comando desde manhã de sábado que está em progressão e que tem estado a atuar e a continuar o trabalho. Esta madrugada vai ser mais séria e, portanto, nós vamos tomar decisões agora durante a tarde, a Comissão Municipal de Proteção Civil, e agradecendo às pessoas em geral, aos munícipes, que têm sido muito cooperantes e claro, que colaborem e que observem continuamente as diretrizes da proteção civil.
Queria lhe perguntar, essas estradas que mencionou que tiveram de fechar, já estão abertas ou ainda estão fechadas?
A estrada que foi mais fustigada, que é paralela ao rio Sisandra, a Estrada Nacional nº 9, ainda se encontra fechada em dois troços. Nós temos conseguido fazer desvio também com a cooperação da GNR no terreno e, portanto, há alternativas, não há zonas interditas ou de impossível passagem. E depois, dentro de algumas localidades, como é o caso da Maceira, da Costa, os dois portos na zona interior, algumas vias fechadas, mas sempre com presença imediata dos serviços da Câmara Municipal a fazer sinalização e com alternativas, ou seja, não temos nenhuma zona do concelho, felizmente, sem acesso.
É verdade que também houve algumas casas que foram inundadas, essas pessoas foram retiradas de casa, como é que está a ser tratada essa situação?
Nós felizmente não tivemos qualquer tipo de dano humano, pessoal, de resto, porque estivemos desde toda a madrugada a acompanhar as situações onde houve risco. Houve, de facto, diversas habitações, oficinas inundadas, portanto, há danos materiais a contabilizar. Neste momento, nós estamos também em articulação e agradecendo também publicamente ao Aeródromo de Santa Cruz, ao comandante João Francisco. Nós temos um avião que vai sair dentro de alguns instantes para o ar, para fazer uma filmagem aérea, porque há zonas, de facto, de alagamento em que há casas que estão com água, não mais do que joelho, mas enfim, zonas onde não é suposto as pessoas terem danos materiais desta natureza.
Ou seja, essas pessoas foram retiradas de casa, tem noção de quantas casas exatamente são?
Não foi necessário evacuar ninguém. Não houve nenhuma situação de emergência. Houve situações em que era previsível, porque são zonas tradicionalmente de inundação. As pessoas estão de pré-aviso, naturalmente que algumas pessoas não dormiram, mas não houve, felizmente, nada que, numa situação análoga historicamente, enfim, este ano tem sido particularmente duro, porque temos tido a sucessão de tempestades desde novembro com a tempestade Cláudia, e portanto, danos pessoais e sem sobressaltos maiores do que aqueles que são, infelizmente, aqueles que decorrem de uma quantidade inimaginável de água que tem caído.
Na nota que nós vimos da Lusa, disse que estão a ponderar fechar escolas amanhã. Já tomaram essa decisão, vão tomar logo à tarde?
Essa decisão será tomada no contexto da Comissão Municipal de Proteção Civil, porque essa que é a base legal para o fazer e reunirá amanhã de tarde e essa hipótese está a ponderar seriamente, sim. Porque a próxima madrugada nós temos indicações de previsão meteorológica, estamos a acompanhar, mas com rajadas muito fortes de vento e com uma chuva muito intensa e, portanto, há que acautelar, obviamente, em primeiro lugar, a segurança dos cidadãos e, em particular, das crianças.