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Contamos agora com Pedro Pimpão, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Pedro Pimpão, naturalmente, vamos procurar essa reação ao PTRR, mas antes de mais, sendo uma notícia de última hora, gostaria de perceber que análise faz da escolha do novo ministro da Administração Interna, um cargo que ficou vazio durante as tempestades e que agora voltará a ser ocupado a partir da segunda-feira. Foi apontado o anterior líder da Polícia Judiciária. Tem alguma análise a fazer desta escolha feita por Luís Montenegro?
Tivemos conhecimento agora dessa nomeação e naturalmente é uma pessoa que merece todo o nosso respeito, consideração, tem um percurso de vida que merece a nossa percepção de que está à altura das funções e, portanto, parece-me uma boa escolha numa área que é muito importante. Eu dizia ontem, também a propósito da pronúncia sobre o perfil, que fosse alguém que inspirasse confiança. Parece-me que essa escolha vai nesse sentido, de inspirar confiança na Administração Interna com todas as responsabilidades que tem a nível do nosso país e, por isso, desde já, as melhores felicidades ao novo ministro, uma vez que já é público e já foi aceito também pelo senhor Presidente da República. As melhores felicidades e vai contar com o nosso apoio, com o apoio dos autarcas, os presidentes de câmara, naturalmente, para cumprir da melhor forma possível estas novas funções.
Vamos então falar sobre esse PTRR, foi para isso que o convidámos também. Queria perceber, na leitura da Associação Nacional de Municípios Portugueses, se também veem, como tem criticado a oposição, falta de medidas concretas ou se acham que é positivo este plano apresentado pelo governo.
Primeiro, salientar realmente a importância de abordarmos este assunto de uma forma que faça com que as pessoas continuem a acreditar nos seus responsáveis, porque não há dúvidas nenhumas. Ainda esta semana ouvia o coordenador da estrutura de missão dizer que esta era a maior catástrofe natural da história contemporânea do nosso país. E este comboio de tempestades vai deixar marcas a longo prazo também, não é só a curto prazo como estamos a fazer nos nossos territórios. Por isso, este plano é também um instrumento que nós entendemos que pode ser útil realmente para essa resposta, que é uma resposta que não é só imediata, é uma resposta também a médio e longo prazo. E aquilo que naturalmente nós apelamos é para que as medidas, algumas delas vertidas neste plano, sejam executadas o mais rápido possível. Também percebemos neste plano que um dos objetivos é promover uma auscultação nacional pelos diversos agentes do território. Aquilo que nós também solicitamos é que essa auscultação seja feita o mais rápido possível e nós, Associação Nacional de Municípios, estamos disponíveis para dar também os nossos contributos. Aliás, temos feito e nesta semana, numa reunião do conselho diretivo, preparámos também uma deliberação com contributos vários para o governo e, portanto, acho que o que é desejável é que essa auscultação ocorra no mais curto espaço de tempo, para que as medidas também comecem a ter eficácia. Algumas delas, que já vêm neste plano, nós estamos completamente alinhados, nomeadamente na questão da rede de comunicações, equipando também as nossas juntas de freguesia com geradores, com satélites de comunicação, com sistema de rádios, com equipamentos que permitam que, neste contexto de crise, e já percebemos que a probabilidade de voltarmos a ter situações análogas a esta é grande, mas termos também estruturas mais resilientes no terreno, e isso parece-nos positivo.