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Junta-se a nós neste jornal das 19h, Pavlo Sadoka, presidente da Associação de Ucranianos em Portugal, que se junta também a esta iniciativa. Bom dia, Pavlo Sadoka. O que é que está exatamente previsto para o dia de hoje?

Muito bom dia. Como diz, em várias cidades de Portugal, a comunidade ucraniana hoje organiza eventos, marchas, manifestações, abertura das exibições das fotografias, para celebrar o dia mais importante neste momento, como sempre, para o povo ucraniano e de independência da Ucrânia. Mas esta iniciativa este ano está coordenada pela nossa diáspora no mundo. Vai, em primeiro lugar, agradecer todos os povos, todos os governos, todos os países que estão ao lado da Ucrânia, que durante este um ano e meio terrível para a Ucrânia, e não só para ucranianos, mas por menos para muitos países na Europa, agradecer todos que ajudaram. E também pedir para continuar a ajudar. A morte de Prigozhin mostra que o regime de Putin começa a cair, mas não vai cair sozinho e para isso é preciso trabalhar, principalmente com a ajuda de todos os países democráticos.

Esta iniciativa vai decorrer em sete cidades portuguesas. Há mais algum local que se tenha juntado entretanto à agenda ou aquilo que estava previsto é aquilo que vai acontecer?

Só sabemos que se juntou também a nossa comunidade em Évora, mas infelizmente eu não sei horas, depois vão-me ajudar aí.

Pavlo Sadoka, o presidente da República começou ontem uma visita na Ucrânia. Como é que tem acompanhado esta deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve em várias das cidades mais afetadas durante este conflito?

Eu acho que para cada ucraniano que vive em Portugal é uma honra que o presidente do país que tanto ajudou a Ucrânia está no dia mais importante para ucranianos em Kiev. Isto é grande sinal, em primeiro lugar para a Ucrânia, para ucranianos, que país da NATO, país da União Europeia está junto da Ucrânia. O presidente não tem medo de ir a Kiev, mesmo com ameaças de propagandistas russos que podem atacar neste dia, pelo menos a capital da Ucrânia. E também é outro sinal muito forte para a própria Rússia que a Ucrânia não vai sozinha, que a Rússia não pode esperar que os países da União Europeia, os países do mundo civilizado, vão cansar-se desta guerra e abandonar a Ucrânia. O presidente Marcelo disse isso claramente e nós agradecemos muito. E essa visita do presidente Marcelo dá-nos grande esperança que nós vamos vencer esta guerra. Também outro grande sinal que o presidente Marcelo ontem participou na Cimeira de Crimeia e isso claramente é dito que esta guerra vai ser resolvida com o desocupação de todo o território da Ucrânia.

E o que é que espera do encontro que vai acontecer hoje entre Marcelo Rebelo de Sousa e o presidente ucraniano? O que é que espera que o presidente português diga a Volodymyr Zelensky?

Já ontem houve notícias que o presidente Marcelo queria convidar o Zelensky a visitar a Ucrânia, que é excelente notícia, mas também sabemos que Portugal vai continuar a dar apoio militar, humanitário e outro apoio para a Ucrânia para conseguirmos aguentar esta guerra e avançar.

E esse apoio que Portugal está a dar é suficiente no seu entender ou Portugal podia ainda fazer mais no apoio a Kiev?

Não sou especialista em matérias militares. Eu sei que Portugal dá muito, já deu muito para ajudar a Ucrânia.

Pavlo Sadoka, já falou um pouco da questão também da notícia que está a marcar as últimas horas, a morte de Prigozhin. Como é que os ucranianos estão a olhar para esta notícia?

Em primeiro lugar, estão ainda todas as dúvidas se Prigozhin foi mesmo morto ou é uma encenação. Infelizmente, na Rússia nada é previsto. Mas claro que acho que é mais um sucesso, menos um terrorista que vai aterrorizar não só a Ucrânia, mas também países da África. Acho que a justiça chegou, pelo menos para mais um terrorista