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Vamos agora ouvir também o lado dos empresários, neste caso, representado por Jorge Pisco, o presidente da Confederação das Pequenas e Médias Empresas. Boa tarde, bem-vindo, Jorge Pisco, à TNA, ao Observador.

Boa tarde.

Pergunto se está desiludido com o desfecho desta votação das alterações ao Código do Trabalho, se era importante aprovar estas alterações para promover o dinamismo do tecido empresarial em Portugal.

Boa tarde, muito obrigado pelo vosso contacto. Não, não estamos desiludidos, porque já tínhamos dito isto anteriormente. Nós considerávamos que isto não era um assunto para as micro, pequenas e médias empresas, tendo em conta que, como sempre afirmámos, não era o momento oportuno para estarmos a discutir esta situação. Ou seja, não era uma questão que afetasse diretamente as micro e pequenas empresas, considerávamos que havia e há outros assuntos muito mais importantes para discutir que afetam as empresas em Portugal e que o governo tem estado a fazer e fez ao longo destes meses, sempre uma prova de força com os grandes grupos económicos para estar a discutir este pacote laboral.

Jorge Pisco, lembra-me, por exemplo, da questão do banco de horas individual. Não era uma medida que devia ser iniciada?

Nenhuma das questões que está em cima da mesa afeta diretamente as microempresas, porque tudo aquilo que está neste momento em discussão, quem estava a fazer grande força e que nós vimos que eram os grandes defensores deste pacote laboral e que aparecia sempre como grande defensor de tudo isto, foram os grandes grupos económicos que eram os grandes defensores do pacote laboral. Por isso, o governo teve que fazer o frete, se me permitem, a esta situação, e hoje acabaram por ver esta situação. E para nós, como dissemos e continuamos a dizer, importa-nos muito mais que o governo se preocupe com a situação que as empresas atravessam, com a situação calamitosa que passados quatro meses com a situação que se viveu com as tempestades Cristina e que hoje ainda continuam com situações muito graves relativamente aos apoios que tardam em chegar às empresas. Essas são as situações que os empresários estão preocupados, muito mais do que com as questões do pacote laboral. Porque na realidade, as empresas e os próprios trabalhadores que daí dependem, porque são milhares de trabalhadores que dependem dos seus postos de trabalho e das situações que se verificam, não só no centro do país, como em algumas zonas também do litoral alentejano. Isso é que são as situações que são problemáticas para as empresas, porque tudo o resto está à margem de tudo aquilo que é a realidade do tecido empresarial nacional.

Jorge Pisco, agradeço pela sua presença.

De nada, muito obrigado eu.

Pelo contributo que aqui nos dá