Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Temos em direto ao telefone o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio. Muito bom dia e obrigada por estar conosco a esta hora. Como é que vê a possibilidade do regresso de uma PPP ao Hospital de Braga?

Muito bom dia. Vejo com bons olhos. Eu sempre fui daqueles que defenderam o modelo das PPP na gestão das unidades de saúde. Os vários relatórios que foram sendo produzidos por entidades absolutamente isentas, como é o caso do Tribunal de Contas, da Entidade Reguladora da Saúde, da Inspeção-Geral de Finanças, foram sempre corroborando os méritos objetivos do modelo das parcerias público-privadas, que cumpre lembrar, é um modelo que, ao contrário daquilo que alguns, de uma forma um pouco doutrinária, recordam e tentam fazer valer essa ideia, não é um modelo que ponha de forma alguma em causa o serviço público. É um modelo de prestar um melhor serviço público às populações, mas que cria condições de gestão com outra flexibilidade, com outra capacidade de controle e de monitorização, que, como também aconteceu no passado, permita obter melhores resultados também do ponto de vista dos indicadores de desempenho financeiro. E se nós conseguirmos garantir o melhor serviço às populações, mais barato do que aquele que é feito pelos serviços geridos diretamente pelo Estado, acho que todos ganhamos.

Como é que está a avaliar agora o serviço de saúde aos utentes do município de Braga? A CUF anunciou um hospital em Braga em 2027.

Sim, os próprios responsáveis anunciaram. Passou o período de nojo desde que se desvincularam do serviço público da parceria público-privada e, portanto, entendem que a realidade demográfica do Conselho de Braga é extremamente interessante do ponto de vista para uma unidade de saúde, como aliás tem havido outras que têm expandido a sua presença privada. Aliás, essa até é uma questão importante quando se fala desta discussão em torno das parcerias público-privadas na saúde, é que o modelo de gestão pública não tem inibido, bem pelo contrário, a contratação de serviços privados por parte das entidades públicas. E, portanto, não foi apenas durante o período da pandemia. Em diversos momentos, para reforçar a capacidade de resposta e satisfazer as necessidades do seu público-alvo, as unidades públicas têm contratado serviços privados, se calhar mais caros do que aqueles que seriam suportados num outro modelo. Em Braga, em particular, nós digamos que não somos um oásis. A realidade da prestação de cuidados de saúde tem obviamente muito a ver também com o enquadramento nacional. E a questão que fica por responder é se nestas circunstâncias que nós enfrentamos ao longo dos últimos anos, de descontinuidade de serviços, de interrupção periódica de serviços, se o modelo que estivesse em vigor fosse o da parceria público-privada, se não teríamos ficado mais imunizados face a essa realidade e não teríamos tido uma garantia de melhores cuidados de saúde à nossa população.