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Em direto neste Jornal das Nove. Muito bom dia, Ricardo Leão. O senhor foi também uma das vozes que se mostrou contra o fim das PPP. Disse que o Beatriz Ângelo deixou de funcionar com a mesma qualidade. Elogia esta decisão do governo de hoje?
Antes de mais, muito bom dia. Três notas muito rápidas.
Sim.
Eu sempre fui defensor que não se deve colocar a ideologia à frente do interesse das pessoas e, neste caso em concreto, a prestação de um serviço importantíssimo na vida das pessoas, que é a prestação de serviços médicos. E por isso, aqui a questão ideológica não se deve sobrepor à questão da boa prestação do serviço. Ora, é verdade que nós tínhamos uma PPP no passado que tinha índices de satisfação dos utentes, de respostas e de funcionamento que não se comparam minimamente com o estado, diria mesmo degradante, em que o Hospital Beatriz Ângelo, de momento, se encontra. E por isso, desse ponto de vista, eu tive uma reunião há um ano com a senhora ministra, onde abordamos esta matéria e disse que o presidente da Câmara de Loures jamais iria colocar a ideologia à frente de qualquer decisão relativamente a esta matéria. Agora, acho estranho avançarem rapidamente com estas PPPs sem previamente terem falado com a Câmara. Não tinha que o ser. Ficava bem. Esta nota de relance, peçam. Portanto, o que eu digo, desconhecendo os moldes em que vai à reunião do Conselho de Ministros, porque só soube pela comunicação social. Soube desta intenção há um ano a esta parte. Dizia só o seguinte: esta PPP tem que garantir é a questão do Serviço Nacional de Saúde sempre. Ou seja, garantir, assegurar e salvaguardar o Serviço Nacional de Saúde nesta PPP como a anterior fazia.
Portanto, está tudo no caderno de encargos.
Não sei se não está.
Está tudo pendente, digo eu, claro.
Pronto, isto não sei, não vi. A única dúvida que eu tenho aqui, e a exigência, digamos, é que esta PPP cumpra, como a anterior cumpria, a garantia, a salvaguarda, o interesse do Serviço Nacional de Saúde.
Sendo que esta iniciativa, esta decisão do governo, vai a Conselho de Ministros numa altura em que o governo tem aparentemente os dias contados. Parece-me que há condições para que possa avançar no futuro quadro político.
Não deixo de estranhar, e digo com toda a frontalidade, que numa altura como esta, avancem medidas que do ponto de vista partidário, republica não gera consensos. Por isso é que eu digo, há outros tipos de matérias para o Conselho de Loures, por exemplo, onde existe consenso, onde já existia conversações com a Câmara, como a expansão do Metropolitano ao Conselho de Loures, onde foi prometido por este governo que em fevereiro iria a Conselho de Ministros, devidamente circulado com a Câmara de Loures, com a Câmara de Odivelas. Eu próprio tive várias reuniões com o ministro Pinto Luz, conversas com o ministro das Finanças. Está tudo garantido. E por isso, se houver esta pressa em meter a PPP num Conselho de Ministros rapidamente, eu também digo aqui uma palavra, faço este alerta ao governo, que é determinante que faça o mesmo para a expansão do metro ao Conselho de Loures. Porque se isso não acontecer, cá estará a Câmara de Loures, e estou certo que Odivelas também, para tomarmos posições firmes relativamente a esta matéria.