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Está conosco em direto nesta edição da Uma da Rádio Observador, Mário Constantino. Boa tarde. Bem-vindo ao Observador. O que o preocupa?
A mim preocupa-me o fato de durante o mês de outubro, muito provavelmente, a urgência do hospital encerrar. Isso causa transtornos e constrangimentos muito graves para os munícipes e para os utentes, pondo até em risco as questões de saúde e de vida da população. Isso, naturalmente, deixa-nos muito intranquilos e muito preocupados. Eu tive conhecimento na sexta-feira, ao fim da tarde, da dificuldade em fazer escalas para a urgência para o mês de outubro, em virtude da recusa dos médicos para as urgências e, portanto, desde logo, entrei em contato com a administração do hospital para tentar perceber o que estava a ser organizado, no sentido de mitigar ou atenuar as consequências absolutamente problemáticas e dramáticas que poderão advir deste fecho da urgência. Sei que há uma articulação com o Hospital de Braga para o encaminhamento dos utentes com caráter de urgência, mas não deixa de nos preocupar, porque a pressão sobre o Hospital de Braga vai ser muito grande e naturalmente os tempos de atendimento vão disparar, pondo em causa e em risco os utentes e a saúde dos utentes.
Alguma diligência junto ao Ministério da Saúde, o ministro da Saúde, em particular, para tentar evitar este cenário que se antecipa?
Nós, através da ARS Norte, estamos a fazer um apelo que eu reputo de dramático, no sentido de ser possível encontrar um ponto de entendimento e de equilíbrio entre este braço de ferro que opõe os médicos com o Ministério da Saúde. Nós entendemos algumas das reivindicações que os médicos apresentam, parecem absolutamente legítimas e justificadas. No entanto, acho que há um valor maior que é a saúde e o bem-estar das populações que deve prevalecer. De qualquer das formas, havendo essa notícia, como há pouco referiram, de uma reunião entre o senhor ministro e o senhor bastonário da Ordem dos Médicos, espero que daí saia algum fumo branco, no sentido de encontrarmos uma solução. É preocupante e espero sinceramente que não se percam vidas, nem que se agravem situações de saúde em virtude desta situação anômala que acontece. Espero que o bom senso e a sensatez prevaleçam e que muito rapidamente seja encontrado um entendimento que ponha cobro a esta situação dramática e preocupante.