Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Para o Sindicato Nacional dos Enfermeiros é surpreendente esta demissão. Quando se pede um relatório da atividade da Direção Executiva do SNS e logo a seguir se apresenta a demissão, dá um sinal péssimo para aquilo que é a imagem que nós temos do doutor Fernando Araújo, da sua competência, da sua capacidade. E penso que é uma mancha até no seu próprio currículo político e técnico, porque se esperaria que a Ministra da Saúde que tomou posse, naturalmente, teria que pedir um relatório da atividade da Direção Executiva. Portanto, esta demissão é totalmente surpreendente, extemporânea e até estranha, diria.
Gostava de lhe perguntar também se acha que isto vem também numa má altura, como é que olha agora para a estabilidade do setor, de que forma é que acha que isto pode afetar ainda mais o setor da saúde, que já não está numa situação fácil.
Da nossa parte, no Sindicato Nacional dos Enfermeiros, estamos disponíveis para colaborar com esta nova equipa ministerial, com este governo, com o novo Primeiro-Ministro, numa base de diálogo. Estamos também expectantes, com expectativas elevadas relativamente a esta nova equipa ministerial e vamos tudo fazer para que as coisas cheguem a um bom porto. Os enfermeiros têm estado estagnados do ponto de vista salarial, a carreira está obsoleta, ainda não temos o acordo coletivo de trabalho global que se aplica aos enfermeiros e portanto, nós estamos disponíveis para colaborar e ajudar a salvaguardar uma das conquistas de Abril e que foi construída também com os profissionais de saúde, no qual os enfermeiros são pilar essencial. Portanto, estamos totalmente disponíveis para colaborar e acreditamos que esta equipa, com o conhecimento que tem do setor, e com diálogo com os representantes, não só com os sindicatos, mas com as outras estruturas ligadas ao setor da saúde, vai levar a um bom porto esta nova dinâmica. E portanto, acreditamos que o Serviço Nacional de Saúde terá cada vez mais qualidade e será cada vez mais sustentável.
Gostava também de lhe perguntar o que é que espera de uma próxima nova liderança que vá tomar posse depois da Direção Executiva. O que é que espera, já que a equipa que passou foi demitida, agora vamos conhecer novos nomes, que expectativa é que os enfermeiros podem ter?
A expectativa é que contem com mais enfermeiros nessa Direção Executiva do SNS. Na anterior equipa, estava apenas uma enfermeira. Esperamos reforçar a nossa presença, até pela competência que temos demonstrado e demonstrámos, inclusivamente, em períodos críticos como a pandemia, do ponto de vista estratégico e do ponto de vista operacional, a liderança daquilo que aconteceu até no processo de vacinação, e foi até bem referido pelo almirante Gouveia e Melo, nos contextos, foi feita pelos enfermeiros. E portanto, nós acreditamos que do ponto de vista estrutural, as reformas estruturais no setor da saúde têm que contar obrigatoriamente com a competência e capacidade dos enfermeiros.
Para terminar, e muito obrigada pela sua ajuda. Falava há pouco de uma mancha que ficou por parte desta demissão de Fernando Araújo. Gostava de lhe perguntar se acha que o setor da saúde vai ter capacidade para pôr tudo isto para trás das costas.
Eu nunca acreditei em homens ou mulheres providenciais. Nunca. O tempo do Dom Sebastião terminou há muito tempo. Portanto, existe muita gente com capacidade e com competência para ocupar o cargo do doutor Fernando Araújo. Com certeza será uma pessoa com bastante competência, e por isso é que foi escolhido para um cargo desta relevância, mas haverá muitas mulheres e muitos homens com capacidade, de vários setores, não só médicos, não só enfermeiros, não só administradores, para ocupar esse cargo e para integrar essas equipas.