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Para isso, junta-se a nós Duarte Carreira, comentador de futebol americano. Duarte, bem-vindo à Rádio Observador e ao Jornal do Meio-Dia. Para quem não conhece e não acompanha o futebol americano, quem são estas equipas e qual é a favorita entre elas?
Diego, estas duas equipas são provavelmente as duas melhores equipas desta temporada. Os Kansas City Chiefs são os atuais campeões em títulos, vão defender a sua vitória do ano passado, e os San Francisco 49ers são recorrentes. Têm uma equipa com um histórico enorme no Super Bowl, com imensas vitórias no passado, mas nos últimos anos, apesar de terem conseguido chegar até à fase final da temporada, nunca conseguiram matar o borrego. É a repetição da final de 2020 entre os Chiefs e os 49ers. Os Chiefs ganharam na altura. Este ano, as casas de apostas dão os 49ers com uma ligeira vantagem perante os Chiefs, mas isto, como já sabemos, no desporto pouco importam as previsões. Portanto, eu diria que vai ser um jogo muito equilibrado. Tem tudo para ser dos melhores Super Bowl de tempos recentes, porque são de facto duas equipas que vão proporcionar um grande espetáculo.
E como se costuma dizer, prognósticos só no final do jogo. Duarte, é impossível também fugirmos a isto. A final deste ano está a ser muito marcada em termos mediáticos por esta presença da Taylor Swift. Para quem acompanha o futebol americano, notas que realmente esta final deste ano, tendo em conta também esta relação da cantora com o Kelce, achas que está a deixar a final mais mediática? Há uma maior atenção sobre a final este ano do que nos últimos anos? Notas isso?
Sem dúvida, e vou dar um exemplo pessoal para perceberem o alcance disto. Eu tenho duas filhas que são fãs de Taylor Swift. Nunca ligaram nada a futebol americano, apesar do pai querer todos os domingos mostrar-lhes e tentar incutir-lhes o gosto. A minha filha mais velha já perguntou três vezes a que horas é que é o jogo hoje. Portanto, estamos a falar de uma audiência que não era exposta ao futebol americano nem ao Super Bowl, por razões naturais. Há uma predisposição maior por determinada faixa etária e outro tipo de audiência que está mais ligado a desporto, que desta vez vai querer ver o Super Bowl. Eu não tenho dúvidas que vão ser batidos todos os recordes em termos de audiência e, posso dizer, a meu ver, é muito bom para o desporto. Se no início achava que havia um pouco de exagero em torno desta relação, que não deixa de ser isso mesmo, é uma relação entre duas pessoas, são namorados, nada mais do que isso, mas ela é provavelmente a maior personalidade pop neste momento. É reconhecida em todo lado e a NFL tem que receber este tipo de pessoa e de personalidade de braços abertos e aproveitar, claro, a cavalgar a onda e fazer deste produto, que é muito apetecível e que já foi exportado para várias zonas do globo. Ainda recentemente soubemos que vai haver um jogo da fase regular no Brasil, outro jogo também em Madrid. Já depois de haverem jogos no México, em Londres, na Alemanha. Portanto, a internacionalização da NFL existe, é real. Vai haver essa globalização com o efeito Taylor Swift e é receber os novos fãs de braços abertos, vestir as camisolas e celebrar com eles.