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Pedro Henriques, Sem Falta, boa noite.

Boa noite.

Vamos então começar e primeiro Sem Falta dedicado à derrota do Benfica em Espanha. Seis minutos, golo da Real Sociedad, sem fora de jogo.

Sim, é António Silva que coloca Merino em jogo. No momento do passe ou da assistência do Muñoz para Merino, António Silva com o braço no ar, normalmente é sempre o jogador que põe em jogo que levanta o braço, está a pedir fora de jogo, mas não. Claramente em jogo, golo legal do Real Sociedad e com isso o Real Sociedad fazia 1 x 0 ao Benfica.

Diga-se que o árbitro foi Anthony Taylor, inglês. E depois ao minuto 15, golo anulado a Merino.

Sim, é uma situação que embora as pessoas já comecem a ficar adaptadas e a perceber o motivo e a razão, é a situação em que o Merino, mesmo sem querer, toca na bola com o braço. E a bola automaticamente entrou na baliza. E esta é uma alteração que está inserida na chamada Lei 12, das faltas e correções, na tal página 104, que fala em tocar a bola com a mão e que diz que sempre que se marca um golo na baliza adversária, como foi o caso do jogador do Real Sociedad, diretamente ou imediatamente após o toque na própria mão ou braço, mesmo que seja acidental, o golo é anulado. Isto para dizer o quê? Que toca na mão, mesmo sem querer, e entra na baliza, o golo é anulado, toca na mão, mesmo sem querer, e a bola ainda sobe para o mesmo jogador que dá mais um passe ou dois e depois a seguir é que remata, o golo é anulado. Enquanto nas outras situações de mão tem que se olhar para aqueles fatores todos, a voluntariedade, o ato deliberado, etc. Aqui quando tocas e depois marcas golo, na baliza adversária, obviamente, é sempre anulado e aqui não há interpretação. O árbitro não teve essa capacidade de ver, porque era um lance difícil, foi um ressalto de bola com o Turubín, mas o VAR está lá exatamente para isso, vê-se que há um toque no braço e portanto golo bem anulado à Real Sociedad.

Entretanto, logo a seguir, minuto 19, há mais um golo anulado a Oyarzabal.

Sim, este mais fácil de ver a olho nu. Penso que é o Take que faz o passe para o Oyarzabal. Está a faltar o nome. Ele está claramente adiantado em relação ao ponto adversário, autenticamente acampado na área e, portanto, o golo bem anulado, o árbitro de assistente anulou, o VAR depois a seguir limitou-se a confirmar.

Praticamente a meio da primeira parte, aos 20 minutos, há um amarelo para Florentino. É bem dado?

Sim, é sobre o Muñoz, é um amarelo por um take deslizante, meia tesoura, meia take, em que desliza e varre pelos pés o Muñoz e esta entrada é muito dura, muito negligente, cartão amarelo bem mostrado.

Analisando o terceiro golo aos 21 minutos da Real Sociedad, não há fora de jogo.

Não, é no passe do momento do Merino para o Barrenetxea. Hoje não está fácil dizer estes nomes. Percebe-se claramente que, uma vez mais, o jogador do Benfica a colocar em jogo e por isso tudo legal no que diz respeito a este que foi o terceiro golo da Real Sociedad.

Entretanto, temos aqui um lance de pênalti. É um pênalti bem assinalado contra o Benfica.

Sim, exatamente. É o Otamendi que faz a falta. O Otamendi a deslizar com o joelho no chão e com o seu joelho esquerdo, no momento em que o Oyarzabal está a fazer a rotação, o Otamendi toca com o seu joelho esquerdo no pé, derrubando. Relembrar só que para além do pênalti, o árbitro não mostrou cartão amarelo. E não mostrou, e bem, porque também já vamos habituando-nos a isso, por causa daquela questão da lei da dupla penalização, porque sempre que um jogador tenta jogar a bola, e o Otamendi tentou jogar a bola, e tentar jogar a bola significa jogar com tudo o que é joelho, perna, pé, tudo o que é mãos e braços mantém-se como antigamente, tudo o que é tentar jogar a bola utilizando aquilo que é possível jogar, se não consegues, e neste caso rasteiras ou derrubas o adversário, marcas pênalti, mas já não levas cartão amarelo e tudo certo por parte da equipa de arbitragem. Pênalti sem ação disciplinar.

Entretanto, segunda parte, minuto 49, o golo do Benfica, não há qualquer lance de fora de jogo.

Dois momentos de análise, no momento do passe do Arthur para o Otamendi, do lado esquerdo do ataque do Benfica, no limite, mas sem fora de jogo e depois no momento da assistência do Otamendi para o Rafa, uma vez mais também sem fora de jogo e por isso o 1 x 3 do Benfica completamente legal no que diz respeito à questão do fora de jogo.

Minuto 63, há um cartão amarelo para Barrenetxea e era o penúltimo lance de análise. Ou é o penúltimo lance de análise?

Sim, exatamente. A questão é que foi um lance até difícil de apitar, tive que voltar atrás porque não percebi o porquê do amarelo e depois percebi que tinha sido numa construção de uma jogada em que há um género de um pontapé no Morato, na discussão de bola, e o árbitro entende que este pontapé foi duro, negligente, e assim que o jogo foi interrompido, mostrou o respectivo cartão amarelo.

E lance final de análise ao minuto 86, cartão para Carlos Fernandes.

Sim, eu na altura disse que tinha sido comentada para Otamendi, foi só comentada para Otamendi, que teria pisado eventualmente o jogador e por isso tinha dito que a entrada era boa, porque era fora de tempo, sem bola, mas depois fui ver, ele não tocou no Otamendi e digamos que há um contacto de corpo, mas aquilo que o árbitro julgou, porque ele fez este gesto, que teria sido uma entrada fora de tempo, de pisão, isso não aconteceu. Por isso, eu diria que foi, não com grande importância, mas foi um cartão amarelo mal mostrado.

Então que nota para o Anthony Taylor, o árbitro que apitou este Real Sociedad e Benfica?

Nota 7. Repara que na primeira parte temos muitas decisões, algumas com ajuda do VAR, como foi o caso do minuto 15, do golo anulado ao Merino por ter jogado a bola com a mão, mas entre árbitro e VAR, a primeira parte foi recheada de incidências ao nível de gols e de pênalti e de gols anulados. Relembrar que foram dois gols anulados ao Real Sociedad e no cômputo geral, tudo certo no que diz respeito às grandes decisões e por isso uma nota claramente positiva, nota 7 para o Anthony Taylor e para a respetiva equipa, que era toda inglesa.

Nota dada pelo Pedro Henriques, nota 7 para Anthony Taylor na arbitragem da derrota do Benfica em Espanha perante a Real Sociedad por 3 x 1.