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Bem-vindos ao Sem Falta. Pedro Henriques, bem-vindo também. Fica disponível através do podcast. Muito boa noite. Análise ao trabalho do João Pinheiro para este primeiro grande clássico da segunda volta. Sem pênalti de Zé Pedro logo a abrir, foi logo no segundo minuto.

Exatamente, é um remate de Jovane Kenda. Fica-se com a ideia que o Zé Pedro podia ter interceptado a bola com o braço direito. Nas repetições percebe-se que há primeiro um toque a nível do peito, mais peito do que ombro, e depois a bola no lado final resvala na mão direita. O braço está estendido, esticado ao longo do corpo, encostado ao corpo e mesmo vindo de ressalto, não é motivo para apontar esse pênalti, boa decisão.

Minuto 19, amarelo Rodrigo Mora, bem dado.

Sim, é uma rasteira, corta uma jogada em que o João Simões ia na direção da baliza. É a chamada falta tática, o rasteiro a dois pés, a toca a dois pés do jogador do Sporting, apenas para destruir a jogada, cartão amarelo bem mostrado.

Entretanto, gol do Sporting a fechar a primeira parte. Tudo legal.

Exatamente. É a questão do Kenda se no momento em que na linha lateral tem o controle e faz umas fintas, se a bola tinha ou não ultrapassado completamente a linha lateral. Não a ultrapassou, ficamos logo com essa ideia. Depois há uma imagem de uma câmera superior, que é aquela câmera que usa um relvado por cima, que é a spider, que mostra que a bola não saiu. Obviamente que o VAR, atendo a esta e todas as outras posições possíveis de todas as câmeras, ainda por cima fazendo ampliação dos lances, ainda melhor para confirmar. Mas para o gol ser ilegal e para a bola ser considerada fora, tinha que sair completamente. E a bola não saiu completamente, gol legal do Sporting.

Segunda parte, amarelo, fica aqui por mostrar ao Evanilson.

Sim, é uma entrada sobre o Uman, de pé direito, a pisar de cima para baixo, aqueles pisões que muitas vezes a gente fala aqui, a metade do joelho. O árbitro não mostrou o cartão amarelo, mas devia ter mostrado.

Entretanto, também minuto 55, não há pênalti por mão de Diomande.

Sim, é um remate do Pepê, já no interior da área, a bola de muito perto vai à coxa esquerda do Fresneda e ressalta para a mão direita do Diomande. E neste ressalto, que vem de muito perto da coxa do seu próprio colega, ainda por cima com o braço dobrado e encostado ao corpo, portanto sem motivo para apontar pênalti, boa decisão.

Aqui é pacífico o gol anulado ao Porto.

É muito pacífico. Sim, Samu quando faz a assistência de cabeça pro Djalo, o Djalo está claramente adiantado e portanto, fora de jogo bem assinalado.

Entretanto, cartão amarelo para Maxi Araújo, ao minuto 70.

É aquele lance junto à linha lateral, em frente ao banco do Porto, em que o Maxi Araújo intercepta claramente a bola e vai claramente com o corpo e com a cabeça carregar o seu adversário só para destruir aquela jogada. Destruir no sentido de impedir que o João Mário pudesse sair daquela zona. O árbitro faz um gesto um, dois, três, como quem diz: "Não é por esta, mas é por outras diversas. Vou aceitar isso também, mas por si só, esta falta que o Maxi fez sobre o João Mário disputando essa bola, é para cartão amarelo.

Entretanto, o Maxi põe-se muito a jeito ao minuto 72.

Não, ao minuto 72 é o Rui Silva.

O Rui Silva. Ah, ok. Eu estava aqui no Maxi, que eu recordo ele depois até esteve quase para sair devido também a uma falta. Então, portanto, minuto 72 é o Rui Silva. É o amarelo na reposição de bola.

Na reposição, exatamente. Pontapé de baliza, demora tempo a repor a bola em jogo e aí o árbitro já o tinha avisado, portanto cumpriu o cartão amarelo bem mostrado.

Minuto 74, não há pênalti sobre Gyökeres.

Sim, mas é um lance difícil, porque repara, o que é mais evidente é o agarrão do Djalo, que está nas costas do Gyökeres, com a mão direita. Tem a mão esquerda também na camisola, mas com a mão direita agarra claramente a camisola. O que acontece é que no momento em que a bola é metida para esses jogadores, e repito, Gyökeres na frente e o Djalo nas costas, se por um lado, o Djalo tem a mão direita a agarrar a camisola do Gyökeres, o Gyökeres tem a sua mão direita para trás e a agarrar o cotovelo direito também do Djalo. E quando os árbitros veem jogadores a usarem as mãos uns sobre os outros, aconteça o que acontecer, a seguir, normalmente, não apitam nada. Porque é sempre difícil quem faz primeiro, quem faz a seguir, se é simultâneo, se há um que tem mais intenção ou não. Depois, o que acontece é, em câmera lenta se compõe bem a imagem, o Gyökeres depois tira a sua mão e o que fica é o Djalo a agarrar a camisola. Portanto, digamos que na parte final, só o Djalo está a agarrar a camisola. Também tenho dúvidas se esse agarrar a camisola é suficiente para a queda, ou seja, se é isso que provoca e tem como consequência a queda do jogador do Sporting. Nós sabemos que as infrações à lei 12, saltar, empurrar, carregar, etc, não é só o ato em si, é preciso haver uma consequência, uma causa e efeito. De qualquer maneira, o fato de os dois estarem se a agarrar mutuamente faz com que o VAR não intervenha e que o árbitro veja e conceda sempre uma infração simultânea. E eu, neste sentido, não obstante depois ficar a mão do Djalo, digamos, a mais evidência, eu não dou infração no sentido de assinalar para o pênalti e aceito a decisão.

Muito bem. Gol do Porto, minuto 94, tudo certo.

Certo, 57 centímetros a ser colocado o Samu em jogo e depois o Samu quando faz a assistência pro Neymar, o Neymar está atrás da linha da bola e aqui não há impedimento, portanto, para fora de jogo, como o jogador sempre está em linha ou atrás da linha da bola, não há fora de jogo e portanto, gol do Futebol Clube do Porto, gol legal.

Minuto 95 e aqui é que a coisa complica. Amarelo para Morten Hjulmand e também para Matheus Reis.

Pronto, protestos. E eu aqui tenho que sempre dar como boa a decisão, independentemente de gestão bem gerida, menos bem gerida, eu tenho que sempre aceitar. Só o relatório é que nos pode provar quais foram as palavras, quais foram os gestos, quais foram as atitudes. E portanto, eu vou aceitar sempre como boas estas decisões.

Minuto 99, é o vermelho a Matheus Reis e a Diomande.

Pronto, eu na altura, em relação ao Matheus Reis, eu fico com a ideia que é vermelho direto. Não vejo o motivo, nem a razão para o vermelho direto. Ele já tinha o amarelo. Será que o árbitro precipitou-se e queria mostrar o segundo amarelo porque ele empurra, o jogo o empurra? Se fosse o segundo amarelo, eu tentaria perceber. Vermelho direto, não sei por quê. Portanto, não vou dizer que há erro Mas pelas imagens que tenho, e só tenho imagens de televisão, não percebo o porquê. Em relação ao Diomande, eu tinha a ideia que tinha havido uma agressão, uma cabeçada, e na altura no direto até disse: "Sim, ele dá-lhe uma cabeçada e é cartão vermelho". Mas depois tive a ver o lance com calma e tranquilidade, porque foram tantos lances aqui em cima. E falta aqui a questão do pontapé de penálti que fica por assinalar.

Não, por acaso não.

Mas vamos deixar para o fim mesmo.

Para a nota final.

Para a nota final, exatamente, porque é o lance mais importante, porque este vermelho direto resulta já de um pontapé de canto ou daquilo que era um pontapé de canto, que o árbitro assinalou e que poderia ser pontapé de canto ou seria penálti. De qualquer maneira, pelo encosto de cabeça do Diomande, muito provavelmente não há motivo para cartão vermelho. É isso que eu quero dizer. Se há mais qualquer coisa, só o relatório nos pode dizer.

90 mais 10, amarelo Fábio Vieira, depois de terminar. Foi um cartão amarelo já com o apito, com a partida concluída, certo?

Exatamente. O Fábio Vieira e o Samu são os dois advertidos. O Fábio Vieira é um protesto que eu não percebo se ainda é dentro do tempo regulamentar ou se é quando acabou. Dá-me ideia que é mesmo a acabar e o Samu é já do jogo ter terminado.

Então que nota, Fábio, para o João Pinheiro?

E deixei este lance para o fim, obviamente, porque realmente é o momento fundamental, é o momento principal, porque estamos no último lance do jogo e há efetivamente um penálti sobre o Kenda. Inicialmente, e quando eu vejo o lance, a primeira imagem que tenho é que sim, há um esticado de um pé, toca na bola, a bola vai para o pontapé de canto e obviamente que o canto estaria bem assinalado, porque depois o que eu vejo é o Kenda quase que a projetar o seu pé direito na coxa da perna direita do Zé Pedro. A questão é perceber a perna de trás e só depois, quando terminou o jogo, que eu entrei através de um direto aqui para dizer aos meus amigos que ficou aqui um penálti por assinalar. E fica aqui um penálti por assinalar, porque efetivamente, quando o Zé Pedro faz aquele "take" e faz ao mesmo tempo um género de tesoura, perna direita à frente e perna esquerda atrás, não é na perna direita que está a infração, é no joelho esquerdo que, ao tocar no pé direito do Kenda, e quando paramos a imagem, o pé direito até fica dobrado debaixo deste joelho, que está efetivamente em infração para pontapé de penálti. Resumindo e concluindo, é um lance de VAR. O árbitro tem grandes dificuldades em ver. Depois ainda fui tentar perceber se o Zé Pedro tinha tocado na bola com o pé direito e o joelho tinha sido à posterior. Não. Ainda por cima, este toque de joelho no pé direito é mesmo aquele que dobra, é mesmo aquele que faz o contato. É isso que provoca o pé direito ir à frente e a tocar depois na coxa do jogador do Futebol Clube do Porto, e isso tem a consequência de desequilibrar o jogador do Sporting. Fica aqui um penálti por assinalar. É claramente um lance de vídeo-árbitro, que tem tempo, que tem imagens, que tem repetições. E, portanto, erro grave, no meu ponto de vista, em termos de arbitragem, porque sendo o último lance, penálti não é golo, obviamente. Ainda por cima, evitaria, se porventura o VAR intervém, tudo o que vem a seguir: dois vermelhos, mais dois amarelos, dois amarelos jogadores do Sporting, dois amarelos jogadores do Futebol do Porto. O que eu quero dizer com isto é que fica aqui um penálti por assinalar. Tem claramente influência no jogo. Não sei se no resultado, porque é preciso depois converter o penálti, mas para um árbitro que é o número um, que tem todos os predicados de ser o melhor árbitro, que é árbitro élite, não se pode descontrolar desta maneira e tinha que ter aqui a ajuda também do VAR, que é o nosso principal VAR em termos internacionais. Resumindo e concluindo, nota negativa, nota três.

Nota três dada então pelo Pedro Henriques ao João Pinheiro, que apitou este empate entre o Futebol Clube do Porto e também Sporting, que fica disponível através de podcast da Rádio Observador. Pedro, até à próxima.

Até à próxima, obrigado.