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Seja muito bem-vindo ao "Sem Falta", programa com Pedro Henriques. Analisamos a arbitragem de futebol e vamos começar por esse Sporting 3, Marinhense 0. O Sporting segue em frente na Taça de Portugal. Pedro Henriques, já vamos à tua avaliação do trabalho do árbitro Ricardo Baixinho, mas vamos começar pelos lances que mais destacas e começamos logo com o gol do Sporting. Acontece ao minuto 29.
Certo. É para dizer que o gol é legal, que foi obtido de cabeça por Trincão. E falo, sobretudo, da questão do fora de jogo na construção da jogada, pois no momento do passe do Ko Itabak Kokorczville para o Salvador Blopa, este está em jogo. Tem mais de dois adversários entre a linha de baliza adversária e, portanto, está em jogo. E era a única coisa que havia aqui de referenciar, e estou a falar disso porque os gols e as possibilidades de, ou não, haver fora de jogo neste jogo, como no do Porto, hoje estavam completamente dadas e escrutinadas apenas pelo árbitro assistente, porque não havia vídeo árbitro. Erros que eventualmente fossem cometidos neste aspecto seriam impossíveis de ser corrigidos e teria sempre um impacto maior. E por isso, destaque para este gol, que não há fora de jogo e, portanto, gol legal.
Minuto 45, há sim um gol anulado a Rodrigo Ribeiro.
Sim, mais uma vez bem o árbitro assistente. Na anterior do gol do Sporting, invalidou o gol, agora invalidou, e bem, porque o Rodrigo Ribeiro acaba por aparecer em fora de jogo, ou seja, no momento em que o Ricardo Mangas lhe faz o passe, no momento da assistência, ele está adiantado em relação ao penúltimo adversário. Ali à queima, mas está. E por isso, muito bem o árbitro assistente a anular o gol. E relembro, sem VAR e, portanto, sem hipótese de correção.
Passamos para a segunda parte, minuto 62, saiu um amarelo para Costinha, do Marinhense.
Sim, é bem advertido. É uma ação em que ele tem a bola e perde. E é muito normal quando isto acontece, os jogadores depois de perderem a bola, na tentativa de recuperarem e tentando recuperar do próprio erro, acabam normalmente por fazer faltas, que ou são pisadelas, que não foi o caso, ou então, porque ele perdeu a bola e o jogador do Sporting, Ricardo Mangas, no corredor esquerdo, saía com rapidez numa transição e tinha o corredor esquerdo aberto e possibilidade de percorrer esse corredor com espaço. O que o Costinha fez foi ir contra o jogador do Sporting apenas com o objetivo de destruir a jogada. Podemos encontrar isto quase numa falta tática e por isso cartão amarelo bem mostrado.
Há também um amarelo que sai aos 72 minutos para Filipe Oliveira.
Aqui diferente, ele realmente é advertido porque corta uma jogada de perigo, o chamado corte de ataque prometedor, porque já perto da área, o Jovane Kenda já ia embalado e o que faz o Filipe Oliveira é rasteirar o jogador do Sporting com a sua perna direita, acabando por esticar a perna direita e desta forma tocar e rasteirar o Jovane Kenda. E, portanto, por corte de ataque prometedor, porque já foi perto da área, livre direto e cartão amarelo bem mostrado.
Um minuto depois, aos 73, sai um outro amarelo para Ricardo Matias.
Sim, agora do outro lado. Se este foi mais sobre o lado esquerdo da área e frontal, mas embora mais aqui para a esquerda, esta é numa zona lateral da área e do lado direito, porque o Ricardo Matias acaba por rasteirar o Ricardo Mangas, com a perna direita, toca e rasteira a perna direita o jogador do aqui também enquadra-se naquilo que era se o jogador do Sporting não é rasteirado, entrava com perigo na área, embora de forma lateral, é um ataque prometedor e, portanto, essa é a motivo e a razão pelo qual o cartão amarelo também foi bem mostrado.
Há depois o gol de Suárez aos 81 minutos.
Também só para falar da possibilidade de fora de jogo, que não há, obviamente, na construção da jogada pelo corredor esquerdo, também não há qualquer infração à lei do fora de jogo. Ou seja, no momento do passe do Matheus Reis para o Jovane Kenda, que é este depois vai fazer a assistência para o Suárez, o Kenda estava em posição legal e, portanto, uma vez mais, bem a equipe de arbitragem.
E que nota merece o trabalho de Ricardo Baixinho neste Sporting-Marinhense, Pedro?
Com o resultado desnivelado e com alguma facilidade, porque estes jogos têm normalmente esse grau de facilidade em termos de arbitragem, eu vou dar nota 7, nota positiva, porque a arbitragem é tranquila e foi bem conseguida. Praticamente não há grandes incidências e o destaque maior é para a boa gestão disciplinar. Os cartões que foram mostrados foram bem mostrados. Para a questão dos árbitros assistentes, que tiveram muito bem em situações de fora de jogo, como costumo dizer, sem rede, porque aqui não havia vídeo árbitro. E por isso é uma arbitragem tranquila, calma, mas bem conseguida por parte da equipe de arbitragem, onde aqui os assistentes tiveram também um papel muito importante.
E onde é mais ainda importante numa altura em que não temos VAR. Vamos ter a partir da próxima eliminatória da Taça de Portugal. Pedro, muito obrigado pela análise neste "Sem Falta" ao Sporting 3, Marinhense 0, e ao trabalho de Ricardo Baixinho.