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Está no ar mais um Sem Falta na Rádio Observador, o programa onde analisamos a par e passo os casos de arbitragem dos jogos que acompanhamos. Acompanhamos aqui, Pedro Henriques, o relato em direto do Benfica Nacional, 2x0, vitória do Benfica, com arbitragem de Fábio Veríssimo. Vamos às tuas notas deste encontro.

Certo. E como são muitos lances e temos dois jogos para fazer, fazemos de forma diferente hoje, como já fizemos algumas vezes, em que eu vou dar de seguida aqui os lances.

Seguimos em catadupa.

Exatamente. Vamos então ao jogo Benfica Nacional, minuto 14, o gol legal do Benfica com dois momentos de análise em relação àquilo que estamos a falar do segundo gol dos encarnados. A recuperação de bola por parte de Gianluca Prestianni sobre o Zé Vítor. Ambos usaram os braços um sobre o outro, portanto o Prestianni não faz falta sobre o Zé Vítor, e depois quando faz a assistência pro Rafa, o Rafa está atrás. Peço desculpa, estava aqui com uma interferência.

É um som que nos é familiar. Na quarta-feira vamos voltar a ouvi-lo.

O Rafa está atrás da linha da bola e, portanto, não está em posição de fora de jogo, e tudo certo no que diz respeito a este gol do Benfica. Minuto 21, tal situação que o Zé Vítor quando salta e coloca as mãos sobre os ombros de António Silva, isto porque o António Silva fica na área a pedir um possível pênalti. O Zé Vítor quando salta e coloca as mãos sobre os ombros de António Silva, para mim não foi suficiente para impedir que o central do Benfica saltasse. Ou seja, a queda do central do Benfica, e o central do Benfica, neste caso, estava a atacar, estava na área da equipa nacional, nada tem a ver com aquele contacto. Ou seja, não houve a tal causa e efeito, tudo legal e para mim sem pênalti, que neste caso seria a favor do Benfica. Ao minuto 22, talvez o único senão do jogo, também sem grande impacto, o árbitro mostra cartão amarelo ao Dal porque considera que o Dal ao abrir o braço esquerdo acabou por acertar na cara de Daniel Júnior, mas depois com a repetição percebe-se que o toque foi no peito e o Daniel Júnior é que, no limite, deveria ter visto cartão amarelo, porque claramente simulou uma mão na cara que não existiu e a maneira como se agarrou à cara e acaba por enganar o árbitro. De qualquer maneira, o mais importante de referir é que o cartão amarelo ao Samuel Dal foi mal mostrado. E com isto, temos estes três lances numa primeira parte, em que não houve muita coisa para dizer. Vamos avançar.

Vamos avançar para a segunda então, Pedro.

Exatamente. E à segunda parte, começamos com o minuto 50, em que a bola já não estava a ser jogável, isto é, já não estava no local e o Uiti estica a perna esquerda e rasteira e derruba o Rafa na perna direita. O árbitro, muito bem, deu a lei da vantagem e na interrupção imediatamente a seguir mostrou o respectivo cartão amarelo ao jogador do Nacional e, portanto, tudo certo aqui. Ao minuto 51 e após a marcação do pontapé de canto, a bola vai ao solo e sobe e vai ao braço esquerdo do Uiti, de uma forma meramente casual, depois de saltar do solo. Não há qualquer movimento ou ação por parte do jogador insular no sentido de tentar dominar a bola com o braço e, portanto, não há tal volumetria, não há movimento deliberado, é tudo casual, braço sempre cima dobrado, aliás, junto ao longo do corpo e, portanto, sem motivo para aquilo que podia ser um pênalti a favor dos encarnados por esta mão do Uiti. Minuto 54, há um remate do Labidi que a bola bate entre o ombro e o braço direito de António Silva, dentro da área do Benfica, mas estava encostado ao longo do corpo, também sem volumetria e, portanto, tudo certo e sem motivo para pontapé de pênalti. Vamos voltar a lance também importante, minuto 56, o pênalti. Pênalti a favor do Benfica, o Léo Santos ao esticar a sua perna direita acaba por rasteirar a perna esquerda do Scheldrup. Pontapé de pênalti bem assinalado. E agora vamos ao motivo e à razão porque é que o árbitro apenas, e este apenas entre aspas, mostrou cartão amarelo e não mostrou cartão vermelho, porque realmente o Scheldrup está na cara do guarda-rede, está isolado. É aquilo que nós chamamos tecnicamente de uma clara oportunidade de gol. Mas é aqui que entra aquilo que popularmente se chama a lei da dupla penalização. Tecnicamente, na arbitragem, não se chama a lei da dupla penalização, está na lei 12, nas falsas incorreções, na página 118, que diz uma coisa muito simples, que é basicamente um jogador que tenta jogar a bola e comete pênalti, e tentar jogar a bola, quer dizer, que utilizou a perna, portanto não utilizou o braço, não agarrou, não puxou, não empurrou, não carregou, portanto tentou jogar a bola com a perna, acaba por cometer o pênalti, e isto pra lei é tentar jogar a bola, automaticamente há uma despenalização, o pênalti já é uma penalização forte, então passamos de vermelho pra amarelo e também tudo certo aqui nesta parte disciplinar. Minuto 57, em relação à defesa do castigo máximo do pênalti, por parte do Kaique. O Kaique adianta a perna direita, mantém o pé esquerdo a pisar a linha de baliza, no momento em que o Pavlídis remata, e está tudo certo. Atualmente, estas alterações da regra permitiram ao guarda-redes adiantar um dos pés, desde que o outro, como se costuma dizer, fique lá atrás. Vamos ao minuto 58, o cartão amarelo bem mostrado ao Mateus Dias, estica a perna direita, derruba o Scheldrup, está a entrar na área, corta um ataque prometedor e, portanto, mais uma situação bem em termos de disciplinar. Minuto 67, outro lance também relativamente importante, é uma falta atacante e um gol bem anulado ao Nacional, até porque o treinador do Nacional falou com algumas dúvidas em relação a este lance, porque antes da finalização, isto é, o Zé Vítor, que vai fazer a assistência de cabeça para o gol do Ramírez, vem por trás e empurra nas costas o Pavlídis, retira-o claramente da jogada e portanto há uma causa e efeito, uma consequência, não é uma questão de intensidade, é de tirar o jogador da jogada e impediu que o Pavlídis pudesse chutar a bola e com isso o Zé Vítor fez a assistência pra gol. Portanto, bem o árbitro a deixar depois da bola entrar na baliza, mas foi tudo muito rápido, a anular o gol e as repetições são, no meu ponto de vista, claras em relação a isso. Finalmente, os últimos dois lances, dois cartões amarelos ao minuto 90, ao Joel Silva, por rasteirar a perna direita com a perna direita, a perna direita do Scheldrup, já perto também da área, cortou ataque prometedor, cartão amarelo, e ao último lance, minuto 90 mais quatro, também o Lenny Vallier a ver o cartão amarelo por também uma entrada fora de tempo, negligente, estica a perna esquerda e acaba por pisar o pé esquerdo do Otamendi e, portanto, uma entrada durinha, cartão amarelo bem mostrado.

Vamos então saber que nota merece a equipa da arbitragem liderada hoje por Fábio Veríssimo neste encontro entre Benfica e Nacional, vitória encarnada por duas bolas a zero, a contar pra 29ª jornada, Pedro.

Vou dar uma nota alta, tudo certo no pênalti e no gol anulado, e isso são dois momentos muito importantes, o pênalti foi do Benfica, o gol anulado. Depois tudo certo também ao nível das áreas, houve várias decisões que falamos aqui sobre as áreas e neste jogo, foi o 201 da Primeira Liga do Fábio Veríssimo, praticamente todas as decisões de área, e foram muitas, foram corretas e sem a ajuda do VAR. Ou seja, o VAR limitou-se a confirmar o que ele marcou. Teve aquele lance do Samuel Dal, um erro praticamente sem impacto, por isso vou dar nota positiva, nota sete.

Nota sete para Fábio Veríssimo na vitória do Benfica frente ao Nacional por duas bolas a zero. 29ª jornada da Liga Betclic 2025/2026.