Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio de "Terapia de Casal". O meu nome é Guilherme Fonseca e comigo está a minha querida esposa, Rita de Nova, pessoa que me tem tratado estupidamente mal nos últimos episódios.
Olha.
Nós temos recebido várias mensagens de várias pessoas a dizer-
Quantas? Duas
...há três ou quatro comentários no nosso Spotify. E quem é que escreveu lá na Data de Lisboa, no Slido?
Alguém escreveu a dizer que eu não valido os teus sentimentos. Não é verdade.
Eu tenho sido maltratado. Tu tens sido má pra mim e eu acho que a melhor maneira de compensarmos isto era as pessoas comprarem bilhetes pro meu espetáculo inegável, que já está à venda, o meu novo solo, que está na Ticketline.
Do qual tu estás muito orgulhoso e muito feliz por fazer, não é, meu amor?
Estou com muita pica e a minha mulher trata-me mal e esse é mais um motivo para, sigam o meu raciocínio: se as pessoas comprarem bilhetes pra me ver ao vivo, eu esgoto salas, tenho que fazer mais datas. Fazendo mais datas, estou mais noites fora de casa. Estou fora de casa, não estou com quem? Com a minha mulher que me trata mal.
Estás a ser injusto, porque depois, se estivesses fora de casa sem mim, ias estar a dizer que gostava tanto que estivesses aqui.
Pois é, verdade. Eu estou numa relação tóxica contigo.
Estás.
Porque eu quero estar contigo e tu tratas-me mal.
É verdade. Eu sou péssima. Sou uma péssima esposa, uma péssima pessoa.
Tu és das piores esposas. Diz lá das piores esposas.
É, das piores esposas. Sou das piores esposas do mundo.
Sem dúvida nenhuma.
Tiveste sorte, calhoute a pior.
Sim. Mas algumas pessoas comentaram que tu tens sido má pra mim e as pessoas não sabem o quanto isso me rebenta. Bom, vamos avançar.
Agora, no meu cérebro, aqui dentro, sabes, quando às vezes vem assim um pensamento intrusivo.
E tu tens que travar muito rápido.
Tu tens travar. Veio a expressão, rebenta a picha. Foi só.
Exato.
Exato. Eu sei, mas veio a expressão junta. E acho que é engraçada, pronto. E eu pensei: "Rita, não. Já fizemos muito disparate em terapia de casal ao vivo."
Pois é.
Acabou.
Posso falar desse tema?
Let's go.
Senhoras e senhores que gostam deste podcast, que acompanham o nosso trabalho e que querem saber como é que é do nosso Patreon. Já está online, neste momento, já lá estão todos os episódios desta nova tour. Todos. Eu já fiz. O incrível Alfredo, que andou a gravar os áudios ao vivo. Não foi só o Alfredo, foi o Alfredo, o Miguel, o John Snow, o João das Neves e o Vasco. Estas quatro pessoas foram as pessoas a quem nós, era a equipa de pessoas que estavam a tratar do som dos nossos espetáculos.
E da luz.
E da luz, exatamente, mas foram eles os responsáveis por gravar os áudios dos espetáculos todos.
A luz, vocês não vão conseguir ver no Patreon.
Sem dúvida nenhuma. Mas nós tínhamos excelentes microfones, haviam uns microfonezinhos a apontar pro público pra só ouvir quando vocês gritavam coisas ou se riam, etc. Esses episódios, 15 espetáculos desta nova tour de 2025, já estão todos no nosso Patreon. Tudo já lá, tá tu, tu, tu.
Tudinho.
Tudo uploadado, já está lá tudo posto e há duas modalidades. Eu agora vou falar com muita calma que é pras pessoas depois não virem fazer 72 perguntas. Há duas maneiras de fazer isto.
Calma, Rita.
Exatamente. Das duas, uma: ou vocês subscrevem o nosso Patreon e o valor é aquele que nós anunciamos há mais ou menos um mês, acho eu, quando falamos aqui neste podcast, mas vocês não têm a obrigação de ter ouvido. Nós vamos fazer tudo, ou seja, estes 15 espetáculos mais os nove antigos.
Ó linda, é um preço de amigo, linda.
Exatamente.
Parece mesmo que tás, ó linda.
São 24 espetáculos ao vivo, porque tecnicamente tá lá a tour 2023. Mas pronto, nós vamos fazer tudo, todos os áudios, com todos os episódios, com todos os espetáculos ao vivo das duas tours, por 22 euros.
É um preço que vocês não veem em lado nenhum.
É verdade. Tá aqui, aproveitar ou largar.
Olha, eu tô me sentindo numa live do Facebook.
Exatamente.
Queres que eu vá buscar pra tu veres?
Não, tá lá no Patreon das pessoas, vão.
Podes ouvir cinco minutos de cada episódio pra ver se vale a pena, linda.
Pois é, tão lá cinco minutos de cada episódio grátis. Mas vão ser 22 euros mais o VAT.
Não é o nosso vato.
Exatamente, mas é lá o imposto que aquilo tem lá no Patreon. Pronto, fica-
É o IVA
...fica 28,90, é 29 euros. Pronto, fica 29 euros, mas são 22 euros o preço que nós pusemos para o bundle dos episódios todos. Depois, vocês têm uma segunda modalidade, que é, vocês dizem assim: "Ok, eu gostava muito de ouvir os espetáculos todos, mas eu não consigo gastar agora 22 euros. Eu não consigo gastar estes 22 euros nos episódios."
"Pa, mas não consigo dormir sem ouvir."
"Eu queria muito ouvir o episódio com a Luana do Bem, com a Joana Marcos, com a Bumba na Fofinha, com o Vítor Sá, com a Tania Graça". Vocês querem muito ouvir um episódio específico, até porque dos 15 desta tour, sete têm Tribunal da Relação, que não desfazendo, eu acho que são os momentos altos desta tour, honestamente. Sem contar com as conversas com os nossos convidados, mas pronto. Vocês podem comprar só um episódio.
Ó linda, pode comprar avulso.
Exatamente. Vocês podem chegar lá e dizer assim: "Eu hoje não tenho dinheiro agora pra pagar os 22 euros mais o VAT".
Ou pode não lhes interessar.
Ou podem não querer ouvir tudo. E então nós fizemos um valor para só um espetáculo. Vocês querem ouvir só um. E os antigos não tão incluídos, aviso já. Mas vocês querem ouvir só um. Quero ouvir só a Tania Graça. Três euros.
Mais o IVA.
Mais o VAT. Certo. O Patreon mete sempre um VAT por cima, é assim que as coisas funcionam na internet.
Foi como nós pra fazer o espetáculo, também pusemos o nosso VAT por cima.
E por baixo e ao lado, o nosso VAT tava pra lá. Mas são 3 euros pra ouvir um episódio. Vocês têm essa modalidade, podem comprar só um. Com o VAT fica 4,50 euros, à volta disso. Pá, o Patreon tem lá as porcentagens deles, eu não sei. Mas pronto, são 3 euros por um 22 por todos.
É fazer as contas, linda.
Exatamente. Há ainda uma terceira modalidade que eu gostava de falar aqui, que eu não sabia que existia, e ontem quando estive a montar tudo no Patreon para as pessoas poderem chegar lá, estive a mudar a fotografia de capa, estive a fazer uma nova nota de boas-vindas, estive a fazer o upload com a descrição de cada um dos episódios, a dizer o nome das pessoas que estão no tribunal da relação, se há ou não há, estive a fazer tudo. Eu vi lá uma modalidade que eu não conhecia, que é, e atenção que isto é bom porque vocês estão a ouvir-nos a 8 de dezembro e isto pode dar jeito. Há a modalidade de gift a membership. Vocês podem oferecer um mês do nosso Patreon.
A alguém.
A alguém. Amigo secreto, alguém que sabem que gosta muito deste podcast, uma namorada, um namorado, uma mãe, uma amiga, uma pessoa que vocês sabem e que vocês sabem que não tem este dinheiro. Vocês podem oferecer a membership a alguém. Gift a membership é uma coisa muito gira. Vocês podem oferecer a possibilidade de ouvir todos os nossos episódios ao vivo.
Durante um mês.
Durante um mês.
Isso é muito giro.
E só para relembrar, vocês vão poder ouvir os 15 episódios desta tour que tiveram como convidados, e agora vou fazer um exercício de memória e a minha mulher vai estar atenta e vai dizer se eu me enganar.
Ok.
Os nossos convidados, que vocês vão poder ouvir nos nossos episódios ao vivo, além da nossa conversa só os dois, de respondermos às mensagens das pessoas que estão na sala e do tribunal da relação, sentámo-nos com as seguintes pessoas.
Vagarinho, bora.
Sentámo-nos com, primeiro, Dr. Love.
Ou Peter Castro.
Peter Castro, no Sá da Bandeira. Primos, em Almada. Estivemos com os primos de volta, estivemos na primeira tour em 2021 e eles voltaram agora em 2025. E tem um tribunal da relação onde o Rui disse das frases desta tour.
Mais engraçadas.
Com os primos em Almada. Depois temos, em Coimbra, o Vasco Elvas. Duas sessões com o Vasco Elvas, uma delas tem tribunal da relação.
Exatamente.
Depois fizemos em Lisboa, na data a seguir.
Não.
Não, não fizemos. Fizemos em Palmeira. Aveiro com o Dagu.
Com o Dagu.
Aveiro com o Dagu.
Palmela.
Em Palmela com a Tânia Graça.
Ok, desculpe.
Não, eu sei. Em Palmela estivemos com a Tânia Graça, foi uma conversa interessantíssima e vocês gostam da Tânia Graça, não é preciso estar aqui a dizer. Depois estivemos com o Ricardo Maria em Leiria, duas sessões. Uma delas tem tribunal da relação. No dia a seguir estivemos em Lisboa com duas convidadas inacreditáveis. Estivemos com a Luana do Bem e com a Joana Marques. São as duas convidadas que nós tivemos em Lisboa no dia 18. Depois tem também para ouvir, a seguir, foi Miguel Vaz em Viseu.
Tem tribunal.
Tem tribunal da relação, que foi muito giro. Depois tem, no dia a seguir, Vito Sá.
Vito Sá.
Vito Sá.
Ó Sá, o Vito Sá.
Não sei por que fiquei a personagem do Vasco Pereira Coutinho. Vítor Sá tem em Braga, não há tribunal da relação nesse, mas o Vítor Sá levou um tema muito interessante.
Tudo ele é um tribunal.
Levou um tema muito interessante. Por acaso é uma pergunta muito gira, que é: como é que nós lidamos com o fato de a pessoa com quem nós estamos ter estado com outras pessoas antes de nós, se há ciúmes ou não, por quê? Porque ele está numa situação diferente, mas tem que ir ouvir. Braga. Depois acabamos em Lisboa outra vez, com duas sessões em Lisboa. A sessão das 19h teve Lena Coelho e tem Tribunal da Relação. A sessão das 21h teve Bumba na Fofinha.
E tem Tribunal da Relação.
E tem Tribunal da Relação. E agora só vou dizer mais uma coisa, e é a última coisa que eu vou dizer sobre o Patreon, que vocês já podem ir, patreon.com/terapiadecasal, está lá tudo, podem aderir.
Vamos deixar nas nossas bios também.
Sim, vou pôr no meu Linktree imediatamente por baixo dos bilhetes para o Amigável.
Não vão vocês enganar-se.
Exatamente. Mas eu vou só dizer mais uma coisa. Houve sete Tribunais da Relação. Sete. Em 15 datas tivemos sete Tribunais da Relação e eu queria agradecer a todas as pessoas que se voluntariaram para vir a palco para que eu e a Rita fôssemos os advogados de defesa e de acusação.
Foi muito divertido.
Foi mesmo muito giro. Houve sete, portanto, um de nós saiu vitorioso.
Foste tu. Porra, foste tu que saíste vitorioso.
Olha, não me trates mal. Depois as pessoas vão dizer que tu me tratas mal.
Devo dizer uma coisa: muita gente, em alguns tribunais específicos, a dizer que eu fui roubada.
Pois, também há gente a dizer que eu fui roubado.
Não, não há gente a dizer que tu foste roubado.
Isto é a arbitragem.
Guilherme, não houve gente a dizer que tu foste roubado.
Houve. No da máquina de lavar houve gente a dizer que eu fui roubado. Eu próprio disse que eu fui roubado.
Exato. Portanto, é assim, também fica aqui o nosso desafio: ouçam os que têm tribunal e depois venham nos dizer se eu fui ou não roubada.
Sim, também podem comprar só os sete.
Que têm tribunal.
Mas aí, sete vezes três, 21, já compensa comprar todos. Também vou já dizer. Mas podem ouvir só os que têm tribunal de relação. É que além de mais, a maneira como houve mudanças de quem estava à frente, foi muito giro.
Porque também depende muito do juiz, que é o nosso convidado da sessão.
E do nosso poder de argumentação, também há essa.
Sim.
Mas pronto, acho que acabou a tour. Estou muito contente. Queria agradecer à Setlist que produziu isto tudo e que montou isto tudo.
Agora vemo-nos em 2027.
2027.
2026, vão lá ver o Amigável ou lá o que é, e o Guilherme, e dar-lhe amor que eu não dou, e essas coisas todas. E depois lá para 2027 a gente vê, está?
Exatamente.
Se isto ainda continuar, se este podcast continuar.
Se houver este podcast.
Se nós ainda continuarmos juntos, porque vocês estão aí a dizer que eu trato mal o Guilherme, quem sabe eu não vá tratar mal outro homem qualquer.
Sim, é possível. Já pode ser outro podcast com outro homem que tu trates muito mal. Rita, tu estavas a dizer que imensa gente perguntou o que queria dizer os livros que estavam em palco.
Sim, de todas as perguntas, há uma pergunta muito repetida no Slido.
Uma pergunta constante em todas as datas.
Constante, e mesmo recebi mensagens no Instagram, a essas eu fui respondendo diretamente. As pessoas estavam muito curiosas, vocês já devem ter visto o nosso cenário, tínhamos as nossas duas cadeiras, os nossos gatinhos em K Line que acompanham desde a primeira tour. Tínhamos vários objetos, fomos tendo sempre vários objetos diferentes a cada tour no palco. Mas especificamente nesta, não sei por quê, as pessoas estavam muito curiosas com os livros que estavam em palco. Nós tínhamos sempre livros.
A adornar o nosso palco.
Exatamente. As pessoas: "Tem algum significado essas três pilhas, que livros são, são livros importantes?" Eu vou só dizer isto, e é provavelmente das respostas mais Pifias que vocês não vão receber na vida, mas são todos os livros que eu tinha cá em casa numa pilha por ler.
Ya.
Que estão separados dos outros que já estão arrumados, que já estão lidos.
É esse o sentido dos livros que estão lá.
É absolutamente nenhum. Porque basicamente era o Gui que estava em casa quando a produção veio cá buscar os livros e eu disse: "Olha, usa esses que estão nessa estante pequenina pra não estares a desarrumar os que cá temos em casa já organizados." Foi só isso.
Tira esses todos.
Tira esses todos, tira os que tu achares melhor e leva.
Ya.
Portanto, são livros que vocês eventualmente no futuro vão ouvir-me falar, sobre os quais me vão ouvir falar, porque são livros que eu ainda não li, portanto, são os que eu tenho cá em casa pra ler no futuro.
Exatamente. Olha, é isso. Não há grande história aí atrás. Sendo que a nossa produção, não vou dizer de quem, mas a nossa produção queria ter posto no meio dos livros, pra ver se nós reparávamos, o livro de uma pessoa específica.
Eu adorava.
Eu achava que...
Teria tido muita graça.
Era hilariante, mas eles não conseguiram. Foi uma coisa que não se... como é que eu hei de dizer?
Não se proporcionou.
Não se proporcionou. Só mais uma pequena nota e saltamos disto e vamos responder às mensagens do Slido que ficaram por responder.
Exatamente, de Lisboa.
De Lisboa, da última data da nossa tour, que foi: nós em Lisboa, nós fizemos sempre ou praticamente sempre no final, ir tirar fotografias e assinar livros das pessoas. Menos em primeiras sessões de duas. Essas é complicado porque por motivos de organização da sala.
E normalmente nas sessões que são às 19h00 ou 19h30, nós não conseguimos ir lá fora estar convosco, porque depois precisam de começar a entrar pessoas na sala logo a seguir.
Exatamente, não dava tempo pra fazer assim.
E é sempre complexo, vocês já sabem isso.
Em Lisboa, na última data da tour, nós não fomos assinar livros nem tirar fotografias no fim, por um motivo muito específico, mas eu queria falar com as pessoas ou dar só uma nota rápida, e não vale a pena entrar em pormenores, mas queria dar uma nota rápida às pessoas, só porque houve, de fato, gente que ficou à nossa espera.
Eu posso dar.
Podes dar? Ok.
É porque eu estava feia. Eu sentia-me feia.
Não, isso tu nunca estás.
Não, estou a brincar.
Isso tu nunca estás.
Não. Estou aqui a passar uma situação familiar um bocadinho complexa. Não estava no melhor das disposições pra ir estar com pessoas.
Tinhas tido uma notícia particularmente má nesse dia.
E pronto, e, portanto, não me estava muito a apetecer estar com pessoas. Peço que compreendam. Apetece-me sempre estar convosco, mas naquele momento em específico, estava um bocadinho difícil. Então, olha, vamos vendo outros sítios pra estarmos juntos, Feiras do Livro, outros espetáculos, espetáculos do Gui que eu vá, posso sempre assinar livros nesses momentos.
Exatamente.
Quando forem ao Amigável, perguntem ao Gui se eu vou estar ou não nessas datas. E faremos esses momentos.
É melhor perguntarem à Rita, porque eu nunca sei até à altura se te apetece sair de casa pra ir estar...
Mas pronto, vão mandar mensagem se quiserem estar conosco, tirar a tal foto que não tiraram no Terapia de Casal ao vivo em Lisboa, mas pronto, tá tudo ok, tá tudo bem, mas o dia não foi particularmente simpático.
Sabes pra quem é que o dia também não foi particularmente simpático?
Pra quem?
Para uma pessoa que escreveu no Discord do Private Joke a seguinte mensagem. Ele chama-se O Galinha e disse assim: "Eu estava ali ontem também, mas por alguma razão, me meti na cabeça que era no Tivoli. Então fui para lá, meti-me na fila, eu e a minha namorada comentamos que as pessoas pareciam ser um pouco mais velhas que o normal pra terapia de casal, mas deixamos estar. Vou passar o bilhete no QR Code e o senhor diz: "Não está a dar, tem que ir ali à bilheteira trocar por um bilhete físico e voltar aqui". Vou à bilheteira, a senhora está-me quase a dar os bilhetes pra mão e diz: "Ah, não, mas isto é pra terapia de casal". E eu: "Sim, e então?" E ela: "Não, aqui é o concerto dos Delfins, menino."
Pá.
Portanto, o Galinha, do Discord do Private Joke.
Esteve quase a ir ao concerto.
Pá, eu acho que se a senhora da bilheteira não tivesse comentado em voz alta nada.
Que ele entrava e via os Delfins.
Que ele entrava e via os Delfins e dizia: "Pá, a Rita e o Guilherme têm uns convidados especiais espetaculares."
Quanto é que custava os Delfins?
Pá, não faço ideia, mas ele deve ter confundido o facto do meu espetáculo em Lisboa ser no Tivoli. Ele deve ter achado Guilherme, Tivoli, mas isso é o Amigável.
Claro.
Porque o Terapia de Casal era no Vilarê.
E ele conseguiu ir?
Ele chegou a tempo, sim.
Ok, boa.
Ele entretanto chegou e foi pro lugar dele, foi a correr do Tivoli. Mas achei só graça a esta história.
Mentira.
Esta pessoa que quase que viu os Delfins quando queria ver terapia de casal ao vivo.
Exato.
Pronto, queria terminar. Olha, acho que estamos com tudo organizado. Já falámos do Patreon, falámos do valor, falámos do que é que podem ouvir, falámos do que podem oferecer, falámos dos livros em palco e falámos porque é que não assinámos nem tiramos fotografias em Lisboa.
Pronto.
E já li a mensagem do Galinha.
Portanto, agora bora às perguntas.
Vamos embora a responder às perguntas do Slido de Lisboa.
Eram muitas e muito divertidas. Eu guardei aqui 10 que eu acho especialmente divertidas.
10 é muito, não sei se não vai sobrar pra semana.
Mas vamos ver.
Vamos ver.
10 especialmente divertidas e 10 que não sejam já repetidas de outras coisas que nós fomos respondendo de outros Slidos.
Há alguns temas em comum.
Claro.
Aliás, Tânia Graça, em Palmela, respondeu a um tema que eu acho que nós recebemos a pergunta sobre esse tema em 50% das datas.
E é uma pergunta que nós recebemos muito por e-mail também.
Sim, verdade. Queres dizer qual é a pergunta?
Que é como é que se conhece pessoas novas hoje em dia.
Ya. Como é que uma pessoa solteira hoje em dia que não quer estar nas redes, nas dating apps, faz pra conhecer pessoas? E a Tânia Graça deu uma resposta longa, engraçada e...
Útil.
E útil sobre a questão.
Ai, arrotando agora eu.
Mas podes arrotar, eu acho que isso-
Não, não quero, obrigada. Então vamos começar. O meu namorado é incrível, mas demasiado, tá em caps lock, parecido com a minha mãe em algumas coisas, as que mais me chateiam. E agora?
Pois, pá. Atenção que eu acho que é muito mais sensível quando tu queres comparar a pessoa à sua própria mãe.
Ya.
Tipo, eu acho que isso é... atenção, querem acabar uma relação, estão fartos de uma relação em questão, querem terminar, comparem a vossa namorada à mãe dela.
Tipo: "Ah, parecias mesmo a tua mãe agora."
"Bem, tu estás com uma atitude parecida à tua mãe." Garanto que é tiro e queda pra terminar a relação. É a melhor maneira de terminar uma relação, acho eu.
Porque vocês querem acabar, mas é a outra pessoa que vai acabar por vocês.
Sim. Agora, comparar uma pessoa à nossa própria mãe, eu já não acho que seja tão problemático, é.
Não, mas a questão é que o que esta pessoa está a dizer é que vê a mãe dela ou dele, não sei, na pessoa com quem está Nas coisas piores da mãe.
Então, o que se faz?
Eu vou dar uma opinião que eu acho que, se calhar, estou a pôr o pezinho fora.
Ok. Também tenho uma ideia do que pode acontecer.
Mas eu acho que talvez esta pessoa tenha alguns mommy issues e por isso se aproximou de uma pessoa que tem mais ou menos o mesmo padrão que a mãe.
Será? Pode não ser mommy issues. Todos nós, mesmo que não tenhamos mommy issues, às vezes temos um quesilho com a nossa mãe. É uma pessoa que nós crescemos a gostar e a não gostar, porque nos deu ordens, impôs-nos limites, etc. Fora depois outras mães que, de facto, têm problemas graves. Mas, no geral, é uma pessoa que cria alguma resistência.
Exato. E eu acho que essa resistência...
É o que ela procura também no namorado?
Pode ser.
Pois, não sei.
Pode ser.
Eu acho que isto dá aqui uma maneira muito gira, que é ela fazer espelho à mãe e ao namorado, que é vai ter com a mãe e diz assim: "Tu acreditas que o meu namorado agora está com a mãe e é meio irritante". E diz as coisas que a mãe também faz.
Eu vejo isso. Há uns TikToks muito giros que às vezes são raparigas ou rapazes com a mãe ou com o pai e estão a dizer: "O não sei das quantas está-me a responder à mensagem, disse não sei o quê". E são mensagens que a mãe mandou.
Ok, foi exatamente isso. Eu não sabia que isso acontecia no TikTok.
E as mães ficam tipo: "Ele disse isso dessa forma. Não, inacreditável".
É, não é?
Mas depois tens que fazer o reveal, tens de dizer: "Não, isto eram mensagens tuas". Isso é muito giro.
Isso é engraçado. Acho que tem que ser uma coisa desse género.
Mas eu acho que se a pessoa está feliz nesta relação, não há um problema. É só um confronto, se calhar, mais.
Reparou naqueles pormenores em comum.
Muito bem. Seguimos para: como reagir ao facto de ter estado numa viagem de três dias.
Ok.
E a minha namorada não ter cozinhado arroz de pato, porque diz que o pato inteiro parece um bebé morto.
Percebo perfeitamente. Atenção, a minha irmã, em pequena, deixou de comer especificamente coelho, porque lhe fazia confusão ver o coelho no talho. Eu percebo perfeitamente. Tu também comes com os olhos. Há coisas que não queres ver o aspeto que as coisas têm enquanto comes. Eu percebo perfeitamente. Estou 100%.
Eu também estou 100% e é do gênero, se calhar, tu estiveste três dias fora, se calhar, tu não tinhas tido problema nenhum em enfiar o pato.
E depois ela cozinhava. E se calhar aí já não está a comer com os olhos.
Exato.
Eu percebo. Desculpa. Sabes que eu vi há muito tempo uma experiência muito gira. Uns cientistas estavam a falar e a investigar exatamente esta coisa de nós comermos com os olhos. E eles faziam uma coisa que era: pegavam numa fralda e pousavam uma fralda limpa, era uma fralda nova.
Acabada de estrear.
E abriam um pudinzinho de chocolate à frente da pessoa e com uma colher punham o chocolate, aquela moussezinha de chocolate, na fralda. E depois iam buscar uma colher limpa e diziam às pessoas: "Coma da fralda esta coisa de chocolate". E muitas pessoas não conseguem. Por quê? Porque visualmente tu sabes que aquilo é mousse de chocolate.
Mas o teu cérebro faz um tilt. Está ali, tipo, não consigo.
Completamente.
Isto lembra-me uma história. Desculpa. Eu tenho muitas primas pequeninas, quer dizer, agora já não são pequeninas, mas quando eu era mais nova elas eram pequeninas. Porque as pessoas crescem. E o meu pai sempre foi o tio brincalhão, o tio que fazia os disparates todos. E há um dia em que as minhas primas mais novas ainda usavam bacio.
Ok.
E há um dia que estamos todos em casa da minha avó paterna, estamos assim todos, não sei o quê, e surge o bacio no meio da sala, já não sei por quê. Estava limpo, surge o bacio. E o meu pai senta-se no bacio.
Ok.
Vestido. Mas senta-se no bacio e as meninas começam a ter todas: "O tio Rui está no bacio", não sei o quê. E ele, sem ninguém reparar, põe uma colher de mousse de chocolate, que havia na mesa, no bacio. Senta-se em cima do bacio e começa a fingir que está a fazer força e elas todas a rir, e não sei o quê. Elas: "Rui, que disparate, estás a ser tolo, não estás a fazer. Tu nem sequer despiste as calças". Quando o meu pai se levanta e elas veem a mousse de chocolate no bacio. Eu nunca tinha visto tantas galinhas juntas, porque elas começaram . Parecia a fuga das galinhas.
A correr de noite.
Parecia a fuga das galinhas. Foi tão engraçado.
Muito engraçado.
Todas aos berros, e havia uma que estava assim, parada, olhava para o bacio, olhava para o meu pai. Olhava para o bacio. Bloqueou.
Não, giro era o teu pai ter comido a seguir.
Isso era giro.
Essas pessoas estavam hoje na terapia a tratar disso.
Era muito giro. Histórias de cocó e fralda, não sei o quê, lembra-me sempre isto, porque acho muito engraçada esta brincadeira que o meu pai faz e desafio-vos a fazer isso aos vossos sobrinhos ou netos este Natal.
É para isso que nós servimos.
O que posso fazer para que o meu namorado me ouça, já que ele esquece o que digo em poucos segundos, mesmo que repita depois, e não faz o que peço?
Por uma razão muito simples: ele não está a dar atenção.
Ya.
Ele não está a dar atenção ao que tu estás a dizer. Eu não sei bem o que é que te responder a isso, porque tem mesmo a ver só com a maneira como há alturas em que nós parece que estamos a ouvir, mas estamos com a cabeça noutro sítio. Isso acontece a toda a gente, acontece mais a umas pessoas do que a outras.
Acontece mais a um género do que a outro.
Uma pessoa ontem, que eu não vou dizer nomes, porque é indelicado, veio me perguntar novidades do que se passava. E eu comecei a responder e respondi o tempo todo para a pessoa olhar para o telefone.
Ya.
E eu no fim disse assim: "Bom, espero que tenha gostado do meu update". E a pessoa disse-me assim: "Desculpa, é que eu tinha que mandar aqui uma coisa para o meu contabilista e não consegui fazer as duas coisas ao mesmo tempo". Responde. E eu repeti minha resposta outra vez. Foquem-se nas conversas que estão a ter. Larguem a merda do telefone.
Nós estamos com um attention span geral mínimo.
Completamente.
Mas também não é trabalho de quem está a explicar.
Não, é trabalho de quem está a ouvir.
Claro, mas também não tem de ser trabalho de quem está a explicar garantir que estão reunidas as condições para a outra pessoa estar a ouvir, não é?
Pois, é verdade. Mas como é que isto se resolve? Não sei. Eu acho que nós temos que começar a dar mais atenção às pessoas que falam connosco.
Está cá a tua mãozinha. Olha.
Não achas, Rita, que me trata mal, que tens que começar a dar mais atenção às pessoas que falam connosco?
Desculpa, não ouvi o que estavas a dizer.
Próxima mensagem.
Desculpa. Não era esta.
Ya.
Não era esta. Peço imensa desculpa. "O meu marido acha que não é preciso trocar o roupeiro da roupa de verão para inverno, porque vai usar sempre o mesmo combo: t-shirt e jeans. Isto é normal?"
Espera. Ou seja, ele no verão e no inverno usa sempre t-shirt e jeans. Há uma altura em que põe um casaco. É essa a diferença?
Sim.
Não vejo problema nenhum com isso.
Eu também não vejo, honestamente.
Qual é o problema disso?
Nós temos o privilégio de, como nós temos o nosso quarto e depois cada um de nós tem a sua divisão, que é o seu escritório, nós organizámos assim aqui em casa: os dois quartos cá de casa que tinham roupeiro embutido ficaram os nossos escritórios e, portanto, cada um de nós tem a sua roupa arrumada.
Sempre temos uma mansão, mas nós moramos num T3.
É um T3 pequenino. Cada um de nós tem o seu roupeiro, mas há casais que têm de dividir roupeiro.
Exatamente.
E aí pode fazer um bocado mais confusão à pessoa que está a arrumar as suas roupas de inverno.
Se nós dividíssemos roupeiro, iríamos discutir tanto todos os dias.
Não íamos nada.
Tu ias-te fartar da minha arrumação e de roupa estar fora e mal posta. Tu ias-te fartar.
Mas desde que ele não esteja a ocupar espaço indevido.
Não tem roupa desarrumada.
Não tem roupa desarrumada, não vejo mal.
Também não vejo mal.
Acho que tu, sim, se queres trocar a tua roupa, porque há pessoas que fazem essa coisa no inverno.
Agora roupa de inverno. Eu faço, agora ando numa fase de camisolas de manga comprida. No verão-
Mas tu não estás, porque o que esta pessoa está a dizer é que provavelmente tem um outro sítio onde arruma a outra roupa.
Exatamente.
E troca, que é uma coisa muito normal de fazer.
Já entendi. Ele é mais encardorado e chega a um restaurante no inverno ou chega a um sítio qualquer no inverno, tira o casaco e fica bem de t-shirt. Deixa-o aumentar.
Deixa estar.
É tipo Playmobil, tem a mesma roupa o ano todo, está sempre com o mesmo lookinho.
Playmobil é giro. "O meu namorado não sabe brincar. Qualquer jogo torna-se num campeonato sem regras da WWE e eu saio sempre cheia de nódoas negras, mas não é por mal. Help."
Espera, mas que jogos é que vocês jogam que envolvem nódoas negras? E eu não estou a dizer nada sexual, porque esses jogos, se há nódoas negras, às vezes até foi bom para os dois.
Se calhar jogam coisas tipo paddle ou jogam basquete. Podem ser jogos físicos.
Mas nódoas negras num jogo de Catan é esquisito, não é?
Pode atirar o tabuleiro, passar-se. Mas eu percebo isto, que há namorados que não sabem brincar.
Sim.
Provavelmente, se calhar até cresceram sempre mais com rapazes, com a força. Eu vejo pelos nossos gatos. O Risoto.
O Risoto, que é o único macho, quando quer brincar com as outras, magoa-as. E elas bufam e é como que: "Estás-me a magoar".
Sim. E ele tem de arranjar alguém para brincar com ele.
Ya. Eu acho que esta rapariga que escreveu essa mensagem está a ter também a experiência do que é ter irmãos. Porque normalmente as raparigas que têm irmãos, os irmãos são muito físicos e brutos, e agarram, e puxam, e empurram, e peidam na cara, e apagam a luz, e fecham a porta.
Sim. Na verdade, é a forma de eles demonstrarem amor.
Sim, porque os rapazes são físicos. Pronto, malta, é assim, vamos ter que perceber isto.
A maioria são físicos e pronto. Faz de volta. Vai com força.
Há um tribunal da relação que está no nosso Patreon e que eu acho que é da sessão da Helena Coelho.
Não, é da sessão da bumba na fofinha.
Sessão da bumba na fofinha. Olha, se só te apetece comprar um episódio, vai comprar o da bumba na fofinha.
Exato.
Porque o tribunal da relação é sobre um namorado.
Que não mede a força.
Que não mede a força com a sua namorada.
Vamos dizer assim.
Ya.
"O meu namorado acha estranho eu dormir com meias, mas depois deita-se com os pés frios e vem aquecer nos meus. Acham normal?"
Pois não, isso não é normal.
É isso.
Não, porque ele está a contar contigo para se aquecer, que ponha umas meias dele também.
Sabes o que eu fazia? Isto vai-te custar ao início, mas vai ser bom. Tu antes de dormir vais pôr os pezinhos na água gelada.
Ai, coitado.
Calma.
O que ela está a torturar-se a si própria e à água, então.
Que é para torturar a ele a seguir.
Está bem, mas não tem gravidade, vai molhar a cama.
Não molha nada. Seca os pés, mas ficam frios. Seca os pés, ficam frios, deita-se a fingir que está de meias, ele vai para pôr os pezinhos dele nos dela, frio. E depois ela diz: "Então, de repente, como é que é? Usar meias é bom."
Oferece-lhe umas meias que ele tenha vontade de usar, com uma coisa qualquer que ele goste, uns bonecos, uma coisa qualquer.
De repente, é uma criança.
Sim.
Mas é assim, não tem de oferecer, se ele não quer usar meias, não usa. Agora, não ponha os pezinhos.
Pois, tens de fugir com os teus pés, estica as pernas.
Dá-lhe um pontapé. Não.
Não.
Foge com os pés.
Foge com os pés, porque eu acho isso muito injusto.
É muito injusto, de facto. Era o que faltava agora. Andares aqui com esta crise energética que temos em Portugal.
Faz ao contrário, começa a usar os pés dele para arrefecer coisas que estão quentes. Fizeste um chá, está muito quente ainda. "Desculpa lá, vou só aproveitar os teus pés." É que não ir encostar o chá aos pés.
Não, e também queimar os pés dele, coitado.
É o chamado chá de pé pé, porque ela vai encostar os dois pés dele.
Não percebi.
Chá de bebé, chá de pé pé. Na minha cabeça isso fez algum sentido, desculpa.
Boogie. Não, eu hoje estou numa de: eu amo-te muito e apoio tudo o que tu fazes. Eu não vou criticar. Uau, incrível essa.
Não. Eu não quero sentir o deficiente do asilo, o maluquinho do asilo.
"Terminamos há cinco meses."
Ok.
Mas ele disse-me que desconectou emocionalmente em abril.
Terminaram há cinco meses. Dezembro, 12 menos cinco, oito.
Oito. Não, 12 menos cinco, sete. Julho.
Sete é julho.
Desconectou emocionalmente em abril.
Abril, então abril, maio, junho, julho, quatro meses, três meses. Ok.
Namora já há uns quatro meses.
Acabaram em julho, ele começou a namorar em agosto.
Sim, acabaram em julho, começaram a namorar em agosto.
Isto tem imensas contas, esta mensagem.
"Esta nova relação é fuga ou é sério?" Posso dizer uma coisa? Não interessa.
Boa.
Não interessa. De uma pessoa que já esteve aí, seja em relações amorosas, seja em relações de amizade, seja em relações familiares, não interessa estarmos presos ao que a outra pessoa estava a pensar ou a sentir quando acabou conosco.
Porque não serve para nada.
Não serve para nada.
Aproveita o facto de teres terminado uma relação e dá tu também o passo de andar para a frente, e de esquecer isso e não estar a pensar: "Será que ele já tinha esta pessoa? Ou será que isto é um rebound? Será que ele já tinha esta pessoa debaixo de olho?" Isso não interessa para nada.
Não interessa.
Eu percebo que seja um buraquinho onde dá muita vontade de uma pessoa se enfiar como uma mantinha, mas isso não serve para absolutamente nada.
E ficar ali a chafurdar.
Não serve para nada. Avança disso, porque não interessa se é um rebound, se ele conheceu essa pessoa de um momento para o outro e resolveu só: "Olha, apetece-me estar com uma pessoa nova, acabei agora uma relação, quero ter uma cena física."
E depois, de repente, a relação evolui. Não interessa.
Não interessa para nada. Se era uma pessoa que ele conhecia há oito anos e tinha debaixo de olho e disse um dia que quando estivesse solteiro, tinha vontade de dar beijinhos e deu. Não interessa.
Não interessa. Estás a pensar em alguém específico?
Eu? Eu tenho seis ou sete pessoas debaixo de olho.
Pareceu assim de repente.
Tenho seis ou sete pessoas debaixo de olho.
Pareceu que de repente foi muito simples dizeres isso. Não interessa se é uma relação que já estás há oito ou 10 anos. Não interessa. Aquela pessoa que tu sabes que vais dar beijinhos quando acabar. Queres acabar?
Não, está tudo bem.
Mas é isso, não interessa. E isto é duro de ouvir, mas não interessa.
Esquece isso, avança. Da mesma maneira que essa pessoa, para o melhor ou para o mal, com bons ou maus motivos.
Avança com toda a confiança.
Exatamente, avançou com toda a confiança. Eu acho que tu também tens que avançar com a tua vida e não ficar preso nisso. Vamos à última mensagem.
Temos mais três muito rápidas.
Sim, depois vamos chatear as pessoas.
Não vamos. As pessoas gostam. Tu não estás no Spotify Wrapped de mais gente, porque os nossos episódios são curtos.
Mas eu também prefiro dar meia horinha às pessoas, que as pessoas acabam e depois que comem um cozido, ficam satisfeitas e dizem: "Olha, tinha comido mais um bocadinho". Do que enchermos as pessoas de episódio e as pessoas ficam a arrotar uma semana e depois quando volta é do género: " Será que me apetece agora arrotar outra vez nesta segunda-feira?"
Eu acho que as pessoas gostam de arrotar conosco, mas tu é que sabes. "O que fazer quando o homem com quem sais é perfeito em tudo, mas depois só manda uma mensagem por dia a contar tudo sobre o dia e só responde de novo no dia seguinte?"
É assim, há pessoas que são mais desligadas das redes sociais e isso, nesta day and age, eu não sei se não é positivo.
É bom. Eu guardei esta mensagem precisamente por isso, porque acho que isto é positivo. É bom tu teres saudades da pessoa. É bom. Antes o marido ia para a guerra e tu ficavas à janela.
Eu aposto que se esta pessoa te mandasse 12 mensagens por dia, tu não achavas que era o homem perfeito.
Ya.
Porque ia te começar a chatear teres sempre updates e pormenores, ias discordar, ia te chatear. A mensagem ia te apanhar num momento em que estavas concentrada numa coisa qualquer, ia te interromper e já vias a mensagem com um sentimentozinho negativo.
E eu acho que também é bom tu saberes que no final de um dia, tens aquele momento em que sabes o que a outra pessoa viveu.
Olha, um update agora com esta pessoa.
Pronto. E depois quando estão juntos, efetivamente, é fixe, estão juntos e é bom. Olha, vamos adotar.
Ya.
Só um update diário.
Não, mas mesmo quando nos cruzamos cá em casa, não falamos. Falamos só ao final do dia.
Sim, exatamente. Boa. "É aceitável partilhar o cubo com o namorado ou cada um tem o seu?" Cada um tem o seu.
É assim. Posso? Eu acho que cada um devia ter o seu.
Havendo essa possibilidade.
Havendo essa possibilidade. Aproveitem agora o Natal, há descontos, Black Friday que passou.
Agora parece um plug, mas não é. Mas os cubos vão estar com desconto na FNAC agora no Natal.
Alguém teve que gravar conteúdos, não foi?
Foi muito difícil de gravar conteúdos, vão sair esta semana.
Pois foi, porque o realizador é excelente e deu ideias muito engraçadas.
Vai ser um conteúdo muito giro esta semana.
Mas é verdade. Eu acho que idealmente, cada pessoa tem o seu cubo. É o que eu acho, porque é a mesma experiência de estarmos os dois a ler o mesmo livro, mas em páginas diferentes. Ok, pode ser romântico. Eu até tirei uma fotografia. Vimos um casal que estava a comer no Vastagama, a dividir um prato, mas literalmente a dividir um prato. Ou seja, eles foram buscar um tabuleiro com prato e estavam os dois a comer de garfo e faca do mesmo prato. Isso faz-me um bocado de confusão, porque é do género, peça um outro prato e dividam a comida, e cada um tem o seu prato. Por que estão a comer do mesmo prato? É como estar a bater garfos.
É esquisito.
Ya, arranjem o vosso próprio cubo, é a minha mensagem. Mas no início, antes de eu ter um cubo meu, eu lia livros no teu.
Sim.
E tu andavas a ler livros físicos quando eu lia livros no teu cubo.
Mas houve uma altura em que tu querias encostar-te ao meu cubo. Começaste tipo: "Não, eu não preciso de um cubo".
"Não, eu não preciso, eu tenho aqui este." É verdade.
"Eu tenho aqui este." E eu é que pus um limite e disse: "Não, este é o meu cubo. Se tu queres um cubo, vamos arranjar um para ti." E ofereci-te.
Última mensagem, que é para terminarmos o episódio.
Esta é muito gira.
Ok.
"Como é que digo a alguém, muito subtilmente, que está a ficar..." O que tu achas que vem aí? Desculpa.
Eu não estou a olhar para o teu ecrã, não consigo ver.
O que é que achas que vem no seguimento desta pergunta?
Há duas hipóteses. Ou é uma coisa parecida com o pai, a mãe, ou assim, mas eu acho que tu terias colado essa mensagem com a primeira se fosse uma coisa desse gênero, ou eu acho que vem uma coisa tipo ou desleixado ou gordo.
Estrábica.
Boa mensagem.
Eu sabia que tu ias adorar.
Boa mensagem. Como é que se diz a alguém que está a ficar estrábico?
Muito subtilmente.
Eu tenho a resposta.
Vai. O que é que vais dizer?
Comecem a tirar fotografias.
Ah.
Tirem fotografias, mas de mais perto
Selfies.
Selfies. Não tirem fotografias como momentos atrás, tirem fotografias a vocês assim cortado.
Só cara.
Plano americano, que é assim a meio da coxa, que é para a pessoa começar a ver-se nas fotografias. Se calhar não se vê bem, porque tem um olho fugido, mas para a pessoa começar a ver que está a ficar estrábica.
Eu ia dizer uma mais parva, que era um dia a pessoa olhava e dizia: "Rita Pereira. Não, desculpa, achei que..."
Pois.
Começar a fazer essa. Mas confrontares a pessoa com a sua cara é uma boa, porque nós sabemos quando tiramos fotos em grupo.
Claro.
Olhamos é para nós próprios.
Claro.
Mas é muito giro porque a nossa amiga Márcia é estrábica de um olho. Só que ela consegue controlar o olho, ela consegue pôr o olho no sítio certo. E é muito giro porque às vezes ela tira fotos ou está a filmar aquelas mensagens de vídeo em bolinha no WhatsApp para nós.
As video notes.
Sim, ela está a falar e de repente às vezes diz: "Estou tão estrábica agora."
Pois. É isso, começa a fomentar uma relação que manda video notes, que é para a pessoa se ver a si própria e ter essa autoconsciência. Eu acho que essa é a solução.
É a forma certa. Olha, Guilherme Fonseca, terminámos as nossas mensagens do Slido.
Muito bem.
Obrigada a todas as pessoas que mandaram mensagens no Slido. Se quiserem continuar nesta lógica de nós respondermos às vossas perguntas, podem enviar e-mail para tripocasalpodcast@gmail.com. Já sabem que é o vosso canal preferencial para enviarem questões, dúvidas, podem ser familiares, podem ser de amor, podem ser de amizade, o que vos aprouver, como se costuma dizer.
Exatamente, é por lá que nós lemos e depois respondemos aqui no episódio.
Continuaremos aqui deste lado para responder. Qualquer dúvida sobre o Patreon, ouçam novamente o episódio porque provavelmente está respondida. Se não estiver
Podem mandar mensagem que eu respondo.
Mandem mensagem. Eu também respondo. Eu tenho aqui esta carapaça, mas depois eu sou muito querida com as pessoas no Instagram.
É verdade, tu respondes.
Até respondo mais rápido do que tu muitas vezes.
Sim, porque vais mais ao Instagram ou mais uma rede social em que tu estás.
E portanto, estamos aqui deste lado. Obrigada por virem ao nosso "Tripé de Casal" ao vivo, foi muito divertido.
Foi mesmo muito giro esta tour. Obrigado por terem vindo.
Obrigada por acompanharem, por terem vontade de ouvir os episódios no Patreon, de estarem sempre a perguntar quando é que eles vão sair. Já cá estão, tudo para vocês. We love you very much. Até para a semana.
Olha que boa energia para fechar este episódio, gostei muito.
Gostaste?
Um grande beijinho. Para ti, não é para as pessoas que nos ouvem.
Linda.