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Olá, minhas coisinhas boas.

Estavas distraída com o início final.

Estava a olhar pro alinhamento do nosso episódio.

OK.

Que é pra depois tu não dizeres: "Eu é que preparo tudo, tu nunca preparas nada. És uma inconsequente."

Eu nunca disse que tu és uma inconsequente.

Não, foi o primeiro adjetivo que me veio à cabeça, achei que era giro dizer.

Era inconsciente, tu querias dizer.

Pois era. Enfim, também não é importante pra minha profissão saber palavras.

Sim, mim Jaimi, tu Tarzan.

Exatamente. Como é que estão? Espero que estejam bem nesta segunda-feira. Nós somos o "Terapia de Casal", Guilherme Fonseca e Rita da Nova. Como é que vocês estão? Nós estamos bem. Estamos muito contentes com o arranque da nossa tour.

Muito contentes. Já está, estreamos.

Estreamos.

Numi "sada" bandeira que ficou a 13 lugares de esgotar, em 800 e qualquer coisa. Treze lugares de esgotar é bom.

É bom.

É que assim temos razão os dois, porque tá praticamente esgotado. Ao mesmo tempo que eu disse que não ia esgotar e não esgotou, porque faltaram 13 pessoas.

Treze pessoas. O que é que são 13 pessoas?

Foram todas ver o Miguel Araújo.

Exatamente. Ou ficaram todas presas num portal maligno. É uma das duas.

A senhora nunca falou de portais malignos no Porto.

Não sei, temos de perguntar. Ela é de Lisboa.

Tá bem, mas podia ter lá ido.

Ela tem de passar nos portais malignos pra os sentir.

E será que os portais malignos dá pra viajar entre eles? Entras no Colombo, no portal maligno e sais no-

No Arrábida Shopping

...e sais no Arrábida Shopping.

Não sei. Sei que tenho uma curiosidade pra ti. Sei que tenho uma curiosidade pra ti, mas já chega de portais malignos. Olha, agora foi-se embora. Foi-se embora. Eu precisava dele, porque isto é um momento interativo. Olha, Guilherme, olha esta minha curiosidade. Não, eu tenho.

Eu fui encostar à porta da nossa cozinha, porque nós não estamos a fazer máquinas, que a gente é gente como a gente.

A gente como a gente.

Nós somos cidadãos como a gente normal na rua.

A gente tá de tour, mas a gente depois tem de lavar a sua própria roupa.

Pois claro.

Olha.

Diz.

O que os coelhos comem?

Boa questão. A minha cabeça vai imediatamente pra cenoura.

Claro. Pronto, era a resposta que eu queria.

Pensei que querias que eu dissesse tudo. Ok.

É comum pra nós acharmos que os coelhos comem cenouras.

Sim, por causa dos desenhos animados e por causa da imagética toda que nós temos dos coelhos, do estereótipo.

E se eu te disser que os coelhos tecnicamente não deveriam comer cenouras, mas que o Bugs Bunny fez com que, na cultura popular, se achasse que a comida principal dos coelhos é cenoura.

Espera aí, isso quer dizer que há pessoas que, por causa do Bugs Bunny, alimentam os coelhos de cenoura e isso faz mal aos coelhos.

Não é fazer mal. Não faz propriamente bem, porque é um snack pra eles com muito açúcar. É como tu comeres todos os dias gomas como tua refeição principal.

Vão ficar todos obesos e moles.

Exatamente. Por quê? Só se começou a popularizar na cultura que os coelhos comiam cenouras com a ascensão do Bugs Bunny. O Bugs Bunny passou a ser o coelho da cultura popular, mas o fato dele comer cenouras e ter aquela atitude assim toda meio "what's up, dog?" era uma referência a um filme de 1934 chamado "It Happened One Night".

Sei perfeitamente.

Em que Clark Gable está a comer uma cenoura.

Sei perfeitamente, porque eu vi esse filme e ele tá encostado a uma sebe a comer uma cenoura e tá a fazer a uma senhora mandar umas bocas. E quando tava a ver o trivia desse filme, por causa do meu outro podcast, o "Private Joke", aprendi que foi aí que nasceu o Bugs Bunny.

Exatamente. É uma referência a essa personagem, a esse momento específico. O Bugs Bunny nasce aí como uma referência a essa personagem. E a partir daí, mesmo que tu nunca tenhas visto um episódio de "Looney Tunes" com o Bugs Bunny, tu sabes que os coelhos comem cenouras, tecnicamente, mas que não comem.

Isso é muito engraçado. Não fazia ideia. E o Bugs Bunny é uma personagem super gender fluid. Ele veste-se imensas vezes de mulher, tá sempre a tentar beijar o Elmer Fudd. Fudge?

Fudge. Acho que é Fudge.

Não é Elmer Fudd?

Espera.

Ia pá agora.

Espera aí.

Vê lá. Agora estão as pessoas a gritar do lado de lá.

Pois estão. Elmer Fudd, tens toda a razão.

Elmer Fudd. E então o Bugs Bunny é uma personagem super não binária.

É muito engraçado. E eu gosto muito destes momentos em que a cultura popular redefine outra cultura popular e tu já não sabes de onde é que vem o quê.

Completamente. As pessoas acham que a cena da cenoura é do Bugs Bunny, mas na verdade é o Bugs Bunny a fazer uma homenagem a um filme que as pessoas não se lembram com o Clark Gable.

Sabes que há uma cena dessas com a Taylor Swift. Deixa-me ver.

Ela também não pode comer cenouras.

Não. Há uma cena. Podia ter preparado isto, mas não sabia que íamos pra aí.

Não tem mal. Este podcast também é assim, isto vive aqui da energia, da conversa, nós deixamo-nos ir. Os temas são como o Bugs Bunny, são fluidos.

Exatamente. Acho que há uma música.

Vou dizer uma coisa, sabes o que este podcast parece neste momento? O Joe Rogan, que é: "Ouvi dizer, li na internet, parece."

Não, eu sei disto. Já vi entrevistas, mas não me lembro especificamente que músicas é que são. Sei que há uma, não sei a outra. É isso que eu quero dizer. Mas eu acho que é: a Taylor Swift lançou uma música, houve uma realizadora que se inspirou nessa música pra fazer um filme.

Ok.

A Taylor Swift viu esse filme sem saber e escreveu uma música inspirada nesse filme.

Ok, giro. Então é uma sequenciazinha de inspirações que as pessoas não sabem que vêm da inspiração anterior.

Nem as próprias.

Muito bem. Olha, muito giro Muito giro. Sim, senhora.

Agora queria saber exatamente. Está aqui. Um filme da Netflix chamado "Someone Great" foi inspirado por uma música da Taylor Swift que se chama "Clean".

Ok.

A Taylor Swift viu esse filme e pensou: "Olha, vou criar uma música inspirada neste filme, que chamou 'Death by a Thousand Cuts', no álbum a seguir.

Ok, já entendi.

Dois álbuns a seguir, na verdade.

Ok, já entendi.

É giro ou não?

Muito engraçada a sequenciazinha de inspirações.

E depois quando elas perceberam que se tinham inspirado uma à outra, ficaram tipo: "What? A sério?"

Muito giro. Tudo isto por causa dos coelhos não poderem comer cenouras.

Exatamente. Portanto, agora não deem cenouras aos vossos coelhos e não deem coelhos às vossas cenouras.

Isso principalmente. Rita, arrancou a nossa tour.

Arrancou.

Esta semana nós tivemos dois espetáculos. A semana que passou, tivemos dois espetáculos. Não vamos falar do segundo, porque estamos a gravar imediatamente antes de irmos fazer Almada. E agora já podemos dizer, com os Primos.

Com os Primos.

Tudo correu bem. Se eles não cancelaram às 19h, cada um cá.

Ou às 21h.

Ou às 21h, foi com os Primos. Mas se calhar falamos do Porto, porque foi o que arrancou a tour. E eu gostava de saber o que é que tu sentiste. Tu estiveste vários dias no Porto, como é que foi a tua semana de arranque de tour?

Olha, foi muito boa. Eu estive no Porto porque fui lá fazer umas coisas, como já tinha dito no último episódio, e acabei por ficar e foi muito bom ir me imbuindo da cidade do Porto antes de fazer o espetáculo, porque acho que às vezes põe-te no mood mais certo. Não sei explicar. Estares mais tempo na cidade onde vais atuar.

Sim, é esquisito, mesmo quando faço stand up comedy e vou para um sítio atuar e chego às 20h, subo a palco às 21h e vou-me embora às 23h. Eu percebo que às vezes a vida de uma pessoa leva para isso, mas estar um bocadinho na cidade, a ver as coisas.

A observar as pessoas.

A tirar referências, a fazer perguntas sobre o sítio, tipo conheceres um bocadinho o espaço.

Claro, é sempre mais importante isso, mas é muito difícil acontecer, não é?

Sim, nem toda a gente tem vida para isso, eu percebo.

Exatamente, sim. Neste caso, deu, mas se eu não tivesse outras coisas para fazer no Porto, provavelmente teríamos ido no dia e teríamos voltado no dia a seguir.

E houve um momento, acho eu, engraçado do nosso espetáculo no Sá da Bandeira, sobre malabarismo que eu vi na rua, que não teria acontecido se uma pessoa não tivesse ido com tempo, com calma, andar na rua, ver as coisas. E eu acho que foi um momento bastante engraçado.

Foi muito engraçado.

As pessoas que viram o meu Instagram na quarta-feira às 21h20. Deve ter sido esquisito, do género: "Por que o Guilherme está a pôr..."

O Guilherme não devia estar a fazer "Terapia de Casal" ao vivo. Por que ele está a pôr uma foto de um senhor malabarista?

Ele está a pôr um senhor que está com um chapéu de sol de praia na cabeça.

Mas olha, diverti-me muito. Adorei que o Peter Castro, do Dr. Love, viesse ao nosso...

Foi um grande convidado.

Foi um grande convidado.

E a reação que ele teve no Sá da Bandeira foi muito gira. Pessoas a dizer lá no nosso Slido, que entretanto já vamos falar disso, mas pessoas a dizer lá no nosso fórum, na plataforma onde as pessoas podem ir comentando o espetáculo ao vivo, na sala.

E fazendo perguntas.

E fazendo perguntas. A dizer assim: "Podia ser o Carlos Content". Sem dúvida nenhuma. Adoramos o Carlos Content. Eu e a Rita somos fãs, mas Peter Castro era, eu vou dizer, a personagem/a energia que nós queríamos para um Sá da Bandeira. E foi muito giro. Foi muito giro. Ele tem muita graça, a maneira como ele respondeu às pessoas, depois começou-se a falar de poliamor, porque ele é poliamoroso, e as pessoas começaram a fazer perguntas meio provocadoras e ele responde provocador.

Eu adoro.

Foi uma energia muito engraçada.

Sem dúvida que no futuro, para o ano, talvez, seria importante trazê-lo mesmo a um episódio "Terapia", onde ele pudesse explicar um bocadinho melhor em que consiste isto do poliamor, porque há muita gente curiosa. A conversa naturalmente foi para aí, nós não tínhamos pensado, naturalmente foi para aí, mas gostei muito, diverti-me muito.

Se ele não se tiver fartado de nós, nós convidamos para um dia.

Para um dia. Agora, como o Guilherme estava a dizer, nós tivemos lá uma coisa chamada Slido. Já tínhamos tido na tour anterior. Basicamente, nós temos uma televisão e temos uma aplicação onde as pessoas têm um QR code, podem entrar.

E fizemos uma coisa tão gira.

Tivemos uma base de copos.

É uma espécie de uma basezinha de copos que de um lado diz "Terapia de Casal on Tour" e do outro tem um QR code e diz: "Deixa aqui a tua pergunta, o teu comentário ou o teu problema, uma coisa qualquer". E aquilo ficou mesmo giro. As pessoas levam todas, cada uma leva um.

Leva aquilo para casa. Eu vou querer um para ser a minha base de copos da secretária para trabalhar.

Eu também quero, quero guardar um.

Como se nós não pudéssemos ficar com todos os que quiséssemos.

Eu gostava tanto de ficar com um. Dizemos à produção: "Desculpe".

"Desculpe".

"Pode ser?"

" Pode ser, gostava de ficar com uma base de copos desta". Então basicamente isso, tem um QR code e as pessoas podem aceder e podem ir comentando o que se está a passar, podem ir fazendo perguntas. Nós há momentos em que vamos ao Slido, outros em que estamos só a conversar com os nossos convidados. E hoje vamos responder a algumas coisas que foram deixadas no Slido.

Que ficaram por responder do espetáculo.

Mas que nós achamos muito engraçadas.

Sim, eu acho que isso era engraçado, neste episódio, nós respondermos às questões das pessoas, não do e-mail, para onde as pessoas podem perfeitamente continuar a mandar mensagens, problemas. Nós vamos continuar a fazer os nossos episódios normais aqui às segundas-feiras. E agora nós temos que chegar ao ponto mais importante, que é: há aqui uma coisa que é preciso dizer às pessoas, porque nós já tivemos duas tours, fizemos de duas maneiras diferentes nas duas tours. Na primeira tour que fizemos "Terapia de Casal", para quem não ouviu, vou explicar o que nós fizemos. Os episódios que foram gravados ao vivo com os convidados, nós enfiamos como episódios normais. Portanto, vocês podem andar para trás aqui no historial dos nossos episódios e vão encontrar, por exemplo, a Joana Marques conosco no Maria Matos a falar de ter medo da casa assaltada. Olha os Primos, na primeira tour também falámos com eles, etc. Na segunda tour, eu e a Rita começámos a ter gastos com a gravação dos episódios ao vivo. E então tomámos a decisão.

Não, na verdade, na primeira tour nós também tivemos esses gastos.

Sim, mas optamos por não os episódios.

Mas quisemos sempre dizer às pessoas, não eram assim tantos.

Exatamente. Na segunda tour, que nós fizemos oito datas, se eu não estou em erro, oito ou nove datas.

Acho que eram oito.

Na nossa tour, nós pusemos no Patreon com o valor...

16 € ou 18.

16, uma coisa assim. E correu bastante bem, as pessoas compraram os episódios. Por quê? Porque as pessoas entraram no Patreon de "Terapia de Casal" e conseguem ouvir todos os episódios dessa tour de 2023. Estão lá os oito ou nove episódios. Eu não me lembro exatamente quantos é que são. Eu e a Rita Vamos fazer novamente isso. Portanto, não venham para cá gritar: "Eu vou ter que pagar para ouvir os episódios ao vivo."

Se quiserem.

É só se quiserem, não é obrigatório, mas reparem que nós esta tour vamos fazer 15 datas, são 15 episódios de uma hora, uma hora e meia, que nós vamos gravar ao vivo. Vamos ter os áudios todos editados e prontinhos.

Bonitinhos.

Vai estar tudo perfeitinho, com conversas com os convidados, com a conversa dos dois, com os tribunais da relação, que neste momento já temos seis marcados. Estou muito contente.

Eu também.

Estamos quase a chegar à metade de episódios ao vivo.

Com tribunal.

Com tribunal. Mas nós vamos pôr os episódios ao vivo no Patreon. Ok? Aponta sempre duas coisas que é importante nós dizermos, só para anunciarmos isto e depois seguimos com o episódio. Primeiro: vai ser tudo metido no Patreon a partir do início de dezembro. Por quê? Porque se nós começássemos a pôr em novembro, vocês tinham que pagar dois meses.

Duas mensalidades.

Exatamente, tinham que pagar duas mensalidades para conseguir ouvir tudo. Portanto, não é justo vocês terem que pagar dois meses para ouvir os episódios todos, sendo que a última data que nós vamos fazer é um de dezembro. Para pormos esses online, teria que ser sempre em dezembro. Portanto, quem pagasse novembro, teria que pagar dezembro se quisesse ouvir tudo. Isso não é justo. É tentar cobrar duas vezes uma coisa que vocês podem cobrar só uma vez. Portanto, nós vamos pôr tudo a partir do início de dezembro para vocês poderem ouvir tudo em dezembro. Ok? Qual é o valor que nós vamos fazer?

Pela módica quantia.

Exatamente. Isto agora é como aquele canal de venda.

Televendas.

Televendas das joias.

Pela módica quantia de 22 euros.

Exatamente.

Vocês podem.

E vocês estão a dizer assim: "22?" Acompanhem o nosso raciocínio. Para vocês verem o nosso espetáculo ao vivo em uma sala, que é só um, vocês pagam 16, 18, é à volta desse valor que vocês vão pagar para ver o "Terapia de Casal" ao vivo. Para ouvir 15.

Episódios extra.

Quinze. Vou arredondar para 1 hora e 15 min. São 15 vezes 1 hora e 15 min. Para vocês ouvirem isto tudo editado, com convidados, com tribunal da relação, com pós-produção de som, com o material técnico todo que nós tivemos de alugar, tudo, nós achamos genuinamente que 22 euros para ouvir 15 episódios extra é um bom valor.

Sim, além disso, desculpa, no Patreon ainda estão os episódios da tour anterior. Portanto, quem ainda não os ouviu, tem aqui uma oportunidade de, por este valor, ouvir os desta tour e os da tour anterior.

Exatamente. Tem sempre a tour anterior para quem não ouviu. Ou seja, aderindo ao nosso Patreon, vocês podem ouvir 15 mais oito, vou dizer assim, que eu não me lembro exatamente quantas datas é que são, já dissemos isso. Portanto, é exatamente isto. Eu acho que 22 euros pode ser um valor elevado para as pessoas. As pessoas podem dizer: "Eu não tenho esse dinheiro. 22 euros dá-me jeito." Eu percebo perfeitamente, isto não é para toda a gente. Mas nós achamos, e eu e a Rita batemos bastante bolas sobre isto, nós achamos que 22 euros é um valor justo para 15 episódios editados com convidados da nossa tour ao vivo. Nós achamos que é um valor justo.

Até porque é tão simples quanto isto: se nós não os gravássemos com qualidade para vocês os ouvirem, nós não estávamos a ter esse gasto. Ou seja, eu acho que é preciso ser transparente em relação a isto com as pessoas, que é: nós só estamos a gastar dinheiro a gravar estes episódios porque queremos que vocês tenham a oportunidade de os ouvir.

Exato, nós podíamos perfeitamente fazer isto ao vivo e não gastávamos dinheiro nem edição, pós-produção, que é de quem?

Do nosso Vítor.

Vítor Carraca Teixeira, que faz o nosso genérico, é ele que vai editar a pós-produção áudio dos nossos episódios. O material todo que nós temos que alugar, nós andamos com Z7, que são uma espécie de TED Talk. Nós andamos com esse Z7, as coisas têm um custo, têm um gasto. E na verdade, eu acho que 22 euros por 15 espetáculos ao vivo, mais os oito anteriores, parece-nos um valor perfeitamente aceitável, que vocês digam: "É muito caro, é dinheiro que eu não tenho." Perfeitamente aceitável, mas parece-nos genuinamente o valor mais justo para os 15 episódios.

Exatamente. Vocês podem subscrever.

Fica quanto? Espera aí, eu não fiz essa conta.

Não, fica menos de 2 euros por episódio.

22 a dividir por 15, dá 1 euro e meio.

1 euro e meio por episódio.

Mas espera, mas é que é 22 a dividir por 15 mais 8. Portanto, é 22 a dividir por 23. Dá 95 cêntimos por episódio.

95 cêntimos por episódio parece-me perfeitamente justo. Agora, vocês podem subscrever ao nosso Patreon e depois dessubscrever. A ideia é mesmo essa.

Claro, é ouvir os episódios, depois cancelem a subscrição.

Cancelem, que é para não ficarem a pagar 22 euros.

Não continuem a pagar, claro. Ainda para mais, no Porto fomos recebidos pela equipa do Patreon.

Da Patreon.

Da Patreon, peço desculpa. Eu faço "misgendering" de Patreon. Fomos conhecer Patreon.

Fomos conhecer Patreon.

E foi um prazer ser recebido por Patreon. Foram muito simpáticos, estivemos lá a conversar com eles, e também foi depois dessa reunião que eu e a Rita tomámos a decisão.

Tivemos a conversa.

Mas pronto, conhecemos os escritórios deles.

Muito giros.

Que são no Porto, são espetaculares. Fomos muito bem recebidos, gostámos muito da equipa de Patreon. E pronto. Isto é para dizer isto. Nós depois vamos relembrar mais no final, quando estivermos a chegar ao fim da tour e quando lançarmos as coisas no nosso Patreon, mas é isto.

Mas sabemos que ia haver essa pergunta de então e quem não pôde ir ou quem quer ouvir todos, não vai poder ouvir, e aqui está a resposta.

Exatamente. Eu sei que este momento foi chato, foi muito televendas, mas é preciso só explicar isto, porque depois as pessoas vão perguntar.

Como dizem os ingleses, um bocadinho de "housekeeping", limpar aqui um bocadinho para podermos continuar. Tribunal da Relação foi muito giro.

Foi espetacular.

Não vou estragar para quem depois quiser ouvir os episódios que nós vamos pôr no Patreon. Na Patreon, no Patreon, não sei. Mas muito giro o Tribunal da Relação.

Foi muito engraçado. Eu acho que é um formato muito engraçado. Quem quer que seja que inventou isto, tem muita graça e é muito criativo. Eu não sei quem é que inventou esta coisa do Tribunal da Relação, mas parabéns. Houve uma pessoa que até comentou no nosso Slido lá na altura: "Adorei ver esta recriação da sentença da TV ao vivo."

Sim, 100%. Diverti-me muito. Eu acho que passámos os dois ao lado de uma carreira como advogados. Vou-te já dizer.

A minha mãe é advogada. O meu avô era advogado. Eu não sei se não tenho aqui um gene, atenção. Pode estar aqui no sangue.

Muito divertido.

Hoje foi muito engraçado.

Muito divertido. Temos umas togas, é muito giro.

No sábado em Almada, vocês que estão a ouvir isto na semana seguinte, também vamos ter mais.

Também temos tribunal.

Verdade.

Também temos tribunal.

Coimbra, esta semana.

Também vamos ter tribunal.

Vamos ter um tribunal. Estou contente.

Também estou contente.

Tribunal é um formato muito engraçado.

Então vamos às perguntas do Slido.

Vamos embora. Eu tinha aqui mais coisas para falar da nossa estadia no Porto, mas eu acho que é engraçado também falar hoje em Almada. Fala em Almada.

Ok. Nós estamos a ir pelas mais votadas, porque depois ele tem lá uma coisa de vote e upvote.

Exatamente. Isto só para relembrar, o que nós vamos ler agora são mensagens que as pessoas escreveram ao vivo no Sá da Bandeira e que nós, na altura, não demos vazão, não respondemos.

Exatamente.

Porque o Peter Castro veio à palco, esteve a conversar conosco, depois tivemos o tribunal da Relação, não deu para responder a tudo. Mas isto é mensagens que ficaram lá e que nós vamos dar vazão agora.

Algumas, não todas, mas algumas. "Como posso conseguir ver um filme de duas horas com a minha namorada sem que tenha de dividir em cinco partes durante cinco dias consecutivos por causa de ela ter adormecido?" Eu vou deixar esta para ti, Guilherme, porque eu sou claramente a pessoa que adormece a ver filmes.

Nós chegamos a um ponto em que eu nunca tive um backlog tão grande de séries para ver, porque nós também andamos na chamada roda-viva. Ou aquelas pessoas que dizem assim: "Ai, eu ando a mil".

Anda a mil. Não consigo.

Nós andamos a 900.

999.

Nós andamos a 999. Mas a verdade é que nós temos tido uma vida bastante atarefada e também há muita coisa que nós os dois queremos ver, há muitas séries que nós queremos ver. Enquanto tu foste para o Porto esta semana, eu aproveitei e comecei duas séries, vi dois filmes. De repente, quando eu estou sozinho e faço as coisas com os meus horários, dá muito vazão. Portanto, que conselho é que eu tenho para esta pessoa? Se é uma série que tu queres mesmo ver com esta pessoa ou esta pessoa também quer ver.

Ou é um filme, no caso é um filme.

É um filme. Tens que assumir que tens que jogar com os horários dessa pessoa. Ou seja, por que ver sempre depois de jantar se ela vai adormecer?

Ao fim de semana.

Vejam ao fim de semana à meia tarde, vejam antes de jantar, das 19 às 20 ou das 18 às 19.

Exato.

Experimentem organizar de uma maneira diferente, porque se já sabes que ela depois de jantar, ou ele.

É a namorada.

Se ela vai adormecer depois de jantar, não podes focar aí.

Exatamente. Pensei que ias criticar o facto de eu adormecer.

Nós já conseguimos que tu percebas quando estás a adormecer.

Mas é muito difícil.

Eu percebo.

É muito difícil.

Se tu perdeste dois segundos porque adormeceste, aí é logo: "Olha, estou a adormecer".

Mas eu acho sempre que sou capaz.

Mas não és capaz.

Eu sei que não sou, mas eu acho sempre.

Rita, tu não és capaz.

Eu sou tão confiante nas minhas capacidades, mesmo sem provas para isso, que eu fico tipo: "Não, eu vou ser capaz. Então não consigo controlar o meu próprio corpo. Não vamos adormecer coisa nenhuma".

Era só o que faltava.

Era só o que faltava, quem manda sou eu e depois, entretanto, é o dia seguinte.

Mas não dá. Portanto, é isso. Eu acho que é ajustar horários.

É isso.

Ajustar horários, porque se é essa hora as pessoas estão sempre a adormecer, experimenta outro horário. Vejam à hora de almoço. Não sei como é a vossa vida profissional, mas imaginem que vocês conseguem começar a almoçar um bocadinho mais cedo e depois ficam mais um bocadinho a seguir a ver o resto do filme e depois vão trabalhar à tarde.

Exatamente. Mas isto estás a assumir que as pessoas trabalham em casa.

Foi o que eu disse, eu não sei as condições de trabalho das pessoas.

"Como fazer a minha namorada entender que a girl math não funciona? Ela acha que pode gastar o dinheiro do cartão de refeição em livros. Ela acha e ela acha muitíssimo bem".

Rita, então vai.

Porque o dinheiro do cartão de refeição não conta. O dinheiro do cartão de refeição está ali.

Eu tenho uma pergunta técnica sobre o cartão refeição, porque eu nunca tive um cartão refeição. Nunca tive um emprego em que tivesse acesso a isso. O cartão refeição é um cartão em que tu só podes gastar em coisas específicas, certo?

Exatamente.

Ou seja, tu tens que gastar em restaurantes e não sei o quê.

Restaurantes e supermercado. É aí que entra.

Ok.

Se tu gastares no supermercado, consegues comprar livros.

Porque há livros no supermercado, mas isso também é areia para os gatos.

Exato.

Ok.

O cartão de refeição é o teu subsídio de refeição, que te é dado pela tua entidade patronal. Normalmente, o que acontece? As pessoas preferem receber em cartão de refeição porque não está sujeito a tantos impostos.

Ok.

Porque se tu receberes diretamente na tua conta, vais estar a pagar mais impostos sobre esse dinheiro.

Tu podes pedir que o teu ordenado seja € 100 de ordenado para a conta e € 900 no cartão refeição.

Não, não podes. Vê-se mesmo que o Guilherme nunca trabalhou numa empresa, juro. Nunca teve um patrão sem ser ele próprio. E mesmo ele próprio, que é seu próprio patrão, podia ter um bocadinho mais de consciência, até para se beneficiar ele próprio.

Foste tu que disseste que dava para negociar.

Não dá para negociar. Zeca, não dá para negociar o valor do subsídio de refeição, é um valor único por dia.

Não, espera. Mas não dá para negociar para receber mais em cartão refeição, foi o que tu começaste por dizer.

Guilherme, vamos ver se nos entendemos.

Olha, é isto, vais sair.

Vamos ver se nos entendemos.

Pões o som no peito, Rita, no episódio em que a Rita gritou comigo em Almada.

O valor do teu subsídio de refeição é um valor fixo por dia de trabalho. São € 6 ou € 7.

Mas está fechado na lei?

Está fechado na lei.

Não posso pedir mais.

Está fechado na lei.

Ok.

Esse valor, tu podes recebê-lo de duas formas. A tua entidade patronal pode decidir dar-to.

Dar-te esses € 6 de duas maneiras.

De duas maneiras. Ou juntamente com o teu ordenado na conta, mas a partir do momento em que é juntamente com o teu ordenado na conta, ele vai ser sujeito Aos impostos que o teu ordenado é sujeito.

Muito bem, continuem a votar PS.

Não, no caso, continuem a votar PSD.

Eu sei, a piada é com PS.

Ou num cartão de refeição que está sujeito a menos impostos.

Ok.

As pessoas preferem receber em cartão de refeição, porque tecnicamente estão a ganhar mais, estão a descontar menos.

Pois, claro. Mas é dinheiro que têm que gastar ou em restaurantes ou em supermercados.

Pronto, é isto. Está percebido?

Está entendido como é que funciona a vida das pessoas que recebem em cartão de refeição.

Tecnicamente, o que esta pessoa nos está a dizer é: isto é girl math, porque ela não vê o dinheiro na conta.

Acha que não está a gastar.

Acha que não está a gastar dinheiro em livros.

Mas depois para comer, se gastou o do cartão refeição, tem que ir buscar à outra conta.

Exatamente.

O conceito girl math é um meme engraçado, mas eu acho que até as mulheres têm a noção que girl math.

Não existe.

Estou a perder dinheiro.

Claro.

Sim.

Claro, mas é uma forma que nós usamos para estarmos mais tranquilas com o facto de estarmos a gastar dinheiro.

Eu às vezes tenho algumas coisas de girl math. Vou-te dar um exemplo do que aconteceu hoje de manhã. Eu estava sentado na sanita a fazer o meu cocó e o Risotto, o nosso gato, normalmente salta para o lavatório e pede para beber água do lavatório. E portanto, quando eu vejo o Risotto, eu ali no meio do cocó, eu estico-me e abro um fiozinho de água para ele beber a água do lavatório. Ele adora, fica lá a lamber e brinca com a água. Depois o gato salta e eu estava a fazer o meu cocó e pensei: "Vou me esticar já para desligar a torneira, porque agora estou a gastar água". E na minha cabeça passou um pensamento, eu estou a ser 100% honesto. Passou um pensamento assim como se fosse um comboio. É o Alfa que ia para o Porto. Passou um pensamento que diz assim: "Tu os últimos dias estiveste no Porto, portanto não gastaste água. Não tem mal gastares agora um bocadinho mais de água. Acaba de fazer o teu cocó e depois fechas a torneira." Isto não é girl math?

É girl math. Isso é...

Preguiçoso math.

Eco math. Porque tecnicamente tu gastaste água no Porto. Ou seja, a tua preocupação é gastar dinheiro.

A conta da nossa água, foram dois dias ou três em que nós estivemos no Porto.

É verdade.

Portanto, gastou-se menos água. Tu até estiveste cinco dias no Porto. Os teus banhos foram todos lá. Portanto, eu pensei: esta água que está a sair agora da torneira, foi água que eu não gastei.

Mas é assim, não gastaste o dinheiro, a água gastaste.

Não, sem dúvida.

Portanto, para o ambiente.

Isto não é pela ecologia, é pelas finanças. Estamos a falar de math.

Então é girl math.

Não é girl math?

Então é poo math.

Então eu tenho é poo math, porque eu estava a fazer cocó. Então eu tenho merdas de girl math.

Tens, claramente, toda a gente tem. Toda a gente arranja formas de justificar os seus gastos e eu acho que ela devia gastar. Eu, por exemplo, eu faço as sobrancelhas na Wink, as mulheres vão perceber isto. Houve uma altura em que a Wink existia dentro do Corte Inglês e tu pagavas no TPA do Corte Inglês, não pagavas à marca, pagavas ao Corte Inglês.

Ok.

Então eu ia lá sempre fazer as minhas sobrancelhas e as unhas também, as nail arts quando eu fazia lá. Ia lá sempre fazer as sobrancelhas e as unhas, porque tecnicamente o Corte Inglês é um supermercado e eu podia gastar o meu dinheiro do cartão de refeição.

Então isso quer dizer que dava para comprar. Epa, o Corte Inglês.

Agora já não dá.

Isto é um life hack. O cartão refeição dava para gastar com o Corte Inglês, podias ir comprar roupa.

Exatamente.

Podias comprar jogos de PlayStation, podias comprar atoalhados.

Sim, mas quer dizer, estás a gastar o teu dinheiro do ordenado na mesma.

Ya. O cartão refeição devia se chamar o cartão é o Corte Inglês, porque é lá que as pessoas vão gastar.

Exato, mas por acaso acho que já não dá para fazer isso.

Ok.

Acho que já não dá, mas na altura, há uns anos dava e eu fazia isso, gastava uma dinheiro do cartão de refeição. Mas também não é muito dinheiro, não chega a 200 €.

É dinheiro.

Sim, mas não é como se tivesse ali um fundo ilimitado, porque a maneira como estamos a fazer parecer isto é que o cartão de refeição é um fundo ilimitado.

Eu também tenho outra coisa para dizer, já que estamos a falar. É que eu estou-me a perceber deste universo aqui do cartão refeição. €6 por dia? Que tipo de refeição é que o governo acha que as pessoas andam a fazer com €6?

Não, por acaso acho que agora já é um bocadinho mais. Na altura, quando eu trabalhava em empresa, era €6.

Mas €6? Onde é que se compra por €6?

Subsidio de refeição em 2025, pago em cartão isento de IRS e de contribuições para a Segurança Social, subiu de 9,60 para €10,20. São €10,20.

Não, €10,20 já acho mais ok. Quer dizer, continua a ser um valor, há menus do dia, pratos do dia, mas pronto. Cartão refeição por €10 por dia.

Se tu trabalhares 22 dias por mês, que normalmente é o que trabalhas.

Vai dar 200 e qualquer coisa. Quase 230.

Quase 240.

Quase 240? Pronto. É um bom valor que tens ali. Ainda por cima, se fizeres marmitas, levas de casa.

Sim, mas estás a gastar o dinheiro na mesma. Baixas a quantidade de dinheiro que estás a gastar.

Ou seja, se tu comprares coisas, fizeres uma sopa e levares sopa.

Mas por isso é que há muita gente que usa o cartão de refeição para fazer as compras do mês.

Pois, claro, e bem.

Muito bem.

O cartão refeição agora é o tema do dia. Vamos a mais um.

Não, não é esta, desculpa. Como explicar à minha namorada que realizar uma tarefa de uma forma diferente da dela também pode resultar.

Ui!

Eu tenho uma má notícia para ti.

Eu acho que esta mensagem é escrita por Guilherme Fonseca, casado com Rita da Nova.

Eu tenho uma má notícia para esta pessoa. Não há forma.

Ya.

Porque a maneira dela fazer vai ser sempre superior.

Ya. É muito complicado. Há coisas que eu tenho que desistir. A maneira como se põe as calças na corda para secar. Eu tenho que pôr como a Rita põe, porque é a maneira que ela gosta. Dobrar as meias da Rita. Há umas que são em bolinha, outras são dobradas, tipo envelope, assim a meio. É a maneira como ela gosta e não há outra maneira de fazer. Há assim umas coisas que eu tenho que fazer da tua maneira, porque senão...

Chama-me chutes e pontapés.

Ya.

É a minha maneira.

Mas é que não dá. Não tens nenhuma abertura para renegociar.

Às vezes tenho.

É, pouquíssimo.

Mas se não estiver a ver. Se tu fizeres e eu não vir. E às vezes há momentos em que tu fazes coisas e eu penso: "Não era assim, mas também não pode estar sempre a ser esta pessoa."

Tu tens esse pensamento quantas vezes em 10?

Três. Não é mau. Três em 10 não é mau.

Três em 10 vezes que me vês a fazer uma coisa, não vais lá corrigir e pensas: "Ele também tem que brincar à maneira dele."

Sim, penso que há outras sete em que eu tenho que ir fazer o trabalho por ti.

Porque vocês são muito mais picuinhos. Olha, eu não sei bem responder esta mensagem, eu acho que é uma batalha perdida. Olha, é como o filme do Paul Tomazenda, é uma batalha atrás da outra e nós vamos perder sete em cada 10.

Exatamente, muito bem.

Mais um, temos tempo para mais um. Bora!

Como é que explico à minha namorada que açaí só é saudável se ela não puser 1001 toppings?

Eu tenho uma tia. A minha tia e minha mãe se enfiaram, já não falam uma com a outra. Mas a minha tia fazia uma coisa hilariante.

Eu adoro. Isso também é um bocadinho de girl math.

O quê?

O que a tua tia-

Sabes o que eu vou dizer?

É a fatia.

Sim.

Claro. É girl math.

No fundo, é uma espécie de girl math.

É o mesmo conceito.

Misturado com isto.

Exatamente.

Que é: a minha tia fazia uma coisa inacreditável, que era, havia um bolo na mesa e ela cortava uma fatia muito fininha e ela dizia: "Cortar de fininho não engorda."

"Cortar de fininho não engorda." Eu amo essa frase.

Mas por quê? Porque ela depois comia quatro fatias fininhas. Se tu vais comer quatro fatias fininhas, corta logo uma fatia normal.

"Cortar de fininho não engorda."

"Cortar de fininho não engorda" é das frases.

Eu amo essa frase e eu quero tatuar essa frase: "Cortar de fininho não engorda."

Que é espetacular. "Cortar de fininho não engorda" é uma frase épica. Eu adorava esta frase. E é um bocado a mesma merda.

Eu quero pôr num livro. "Cortar de fininho não engorda."

É um desafio pra ti. Mas é que esta mensagem lembra-me o "cortar de fininho não engorda."

É verdade. Então e quando as pessoas não comem uma salada, mas depois o tempero da salada é maionese e ketchup.

Não, e coisas com mel. As pessoas acham que como a base é saudável.

Exatamente.

"Eu estou a comer uma sopa", mas depois meti gomas na sopa.

É verdade, eu acho que nós também temos que estar um bocadinho mais...

Sabes o que é uma sopa de gomas? É uma sopa de cenoura pra um coelho.

Olha. Queremos ir a mais duas, temos duas muito giras e depois fechamos.

Eu achei que eras ir fechar aqui com a sopa de cenoura, porque voltei ao coelho, mas não tem mal, vamos.

Sim, porque isto é um beat stand up, Guilherme, tudo tem que estar fechadinho no fim e depois as pessoas vão aplaudir e dizer: "O Guilherme é tão bom a fazer stand up, adoramos, vamos comprar bilhetes pro solo dele. Quando ele lançar o solo, nós vamos todos a correr pra Ticketline, vamos mandar a Ticketline abaixo."

Tu queres tanto discutir comigo.

Bom, seguindo. O boy não para de mandar vir coisas da Temu e depois pedir a devolução do dinheiro. Um dia a polícia vai estar a bater-nos à porta e eu vou ficar viúvo. A polícia chinesa, aliás.

Eu vou precisar de outro momento daqueles.

Guilherme, mas tu não tens mundo.

Rita da Nova, tu vais ter que te acalmar a maneira como me estás a tratar hoje. Olha, eu estou a agarrar o meu polegarzinho com quatro dedos. Isto hoje é violência doméstica. Pergunta: quando tu pedes a devolução do dinheiro, é porque vem estragado ou porque não chegou, mas tu recebeste à mesma, é isso?

Ora vez como chegaste lá sozinho.

Pronto. E então tu podes fazer isso uma ou duas vezes. Por exemplo, nós às vezes numa "Que dono é que nós", quando não recebemos uma coisa que nós pedimos lá no Uber Eats, nós pedimos a devolução do dinheiro disso. Mas ao fim de três eles começam a dizer: "Ei, então".

Mas repara uma coisa, há gente que faz isto, que é: recebeu, está tudo bem, e as pessoas pedem a devolução do dinheiro porque a Temu está se a cagar e manda.

Mas aí o problema é da Temu.

Está bem, mas no dia.

Se a Temu está a cagar, eu acho muito bem que esta pessoa aproveite o sistema.

Sim, mas no dia em que a Temu perceber: "Olá, espera aí."

Estes pacotes chegaram todos.

"Espera aí com o Zé Miguel do Porto, Portugal."

Ya. Mas depois lembras-te aquela história, que era mito urbano, acho eu, que veio um escorpião dentro de um pacote da Temu.

Não sei se era mito urbano.

Pronto, olha, começa. Eu não sei, eu não vi provas nenhumas disso.

E era da Shein, não era da Temu.

Pronto, eu não sei, para mim as marcas chinesas mandam pacotes pra casa. Eu não sei se isso não é pra começar, é do gênero: "Olha, não andas a... Vê lá se não devolves este também."

É uma cabeça de cavalo na almofada, mas via.

Toma lá esta cobrinha aqui dentro deste pacote.

Olha lá, pronto.

Diverte-te aí.

Pede lá a devolução desta agora.

Imagina uma caixa cheia de baratas.

Ai, que nojo!

Agora pede a devolução desta caixa, ó meu maninho.

Não consigo, só a pensar nisso. Nunca mais vou comprar nada na Temu. Isto não aconteceu, mas agora na minha cabeça já aconteceu. Muito bem, vamos pra última.

Vamos pra última.

Que é, espera aí, que eu estou a encontrar. Desculpa.

Pois.

Onde é que está?

Olha, perdeu a última. Isto é um excelente momento de podcast, eu vou vos dizer.

Eu só não me lembro se era-

terapiadecasalpodcast@gmail.com.

Hoje ao jantar discutimos, porque ela diz que as ugly Christmas sweaters, portanto as camisolas de Natal-

Irônicas, feias

...irônicas, feias, não têm de ser feias. Mas eu tenho a certeza de que têm de ser. Ajudem-nos.

Ela que diga.

#TeamGuilherme, não sei porque é que acrescenta esta parte, porque tu não estavas a ver e nunca saberias, mas pronto.

Mas porque claro. Eu gostava que a namorada deste indivíduo-

Deste, se calhar, pode ser ou de uma indivídua

...eu gostava que esta namorada dissesse muito devagar to the people in the back, o nome das camisolas em inglês. Ugly sweater. Está no nome, é ugly.

Ya, tem que ser feio.

Claro que tem que ser feio.

Tem que ser feio, tem que ser cringe, tem que ser kitsch, não pode ser linda.

Não, não pode ser bonita. Tu até podes olhar e dizer assim: "Isto ironicamente até está a funcionar, isto dá a volta e até é giro." Mas isso não é bonito.

Exatamente, não pode ser.

Como é que chamam aqueles gajos que são feios, mas são bonitos? Tipo Adam Driver.

Fugly.

Os fugly. Esses gajos não podem ser o Brad Pitt.

Não pode ser fugly.

Não, mas esses gajos não podem ser o Brad Pitt. Da mesma maneira que as camisolas ugly Christmas sweaters não podem ser bonitas. Têm que ser ironicamente-

Fugly? Agora fiquei...

Não sei se é fugly.

Não, fugly é very ugly. Desculpem, tive um momento "Mean Girls". Não é fugly. Agora não sei. Mas percebi o que ias dizer.

Ou é red face? Não é uma coisa qualquer assim que o Jeremy Allen White também é? Como é que se chamam esses gajos que são feios, mas que são considerados bonitos?

Vou procurar. Jeremy Allen White, ugly.

But...

But handsome. Ugly hot.

Ugly hot?

Ugly hot.

Ugly hot. Pronto. As camisolas é como os gajos ugly hot. Não dá para ser só hot, tem que ser ugly também. Não basta ser só uma sweater, tem que ser ugly sweater. Esta então, minha Nossa Senhora, esta pessoa não tem maneira nenhuma de se defender.

Eu tenho uma camisola de Natal dada pelo teu irmão, que são só gatos horríveis.

Ya, é horrível.

E a tua das pizas.

Eu tenho uma que são gatos com a cabeça enfiada em fatias de pizas. Aquilo é horrível.

É horrível, mas tem de ser.

Mas é uma camisola de Natal.

É assim que tem de ser. E concordamos, chegamos ao fim deste episódio do "Concordar". terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem mandar mensagens, pedidos de ajuda, sugestões, etc.

Podem se voluntariar para tribunal da relação. Por que não?

Estamos sempre a aceitar. Foi muito divertido fazer.

Exatamente.

E digam-nos se gostaram de saber um bocadinho dessas perguntas que foram sendo deixadas de uma data para outra, que nós podemos sempre recuperar.

Sim, nós podemos fazer isto para a semana também. Desculpem, está a falhar a voz, o que dá imenso jeito, sendo que nós daqui a bocado vamos ter que falar em Almada. Mas nós podemos fazer isto para a semana também. Ou seja, o que sobrar do Slido, de perguntas engraçadas que nós não fomos a tempo de responder ou não apanhámos.

Podemos trazer para aqui. Que também é uma forma de vocês sentirem que estiveram um bocadinho lá.

Sim, claro. E das pessoas que estiveram no Porto e estão aqui presentes, etc. Muito obrigado por nos ouvirem. Obrigado por estarem a comprar bilhetes. Ainda temos bilhetes para Palmela, Viseu.

Leiria. Uma das datas de Leiria.

Faro, Leiria às 19h30.

Lisboa dia 1.

Lisboa, dia 1, às 19h. Já está meia sala, nesse caso. Mas ainda temos bilhetes para estas datas. Vão mais do que a tempo de comprar. Vão à Ticketline. No caso de Leiria, têm que ir ao site específico do teatro.

Mas está tudo nos links das nossas bios.

Exatamente, e nós gostávamos muito de vos ver ao vivo. E muito obrigado por nos acompanharem.

Gostamos muito de vocês, são muito lindos.

Para eles já tratas bem?

Uhum.

Ok.