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Rec. Já estás. Já carreguei no rec.

Já estamos?

Agora avanças.

Olá, já cá estamos. O Guilherme está cheio de genica, cheio de vontade para este novo "Terapia de Casal". Olá, meu nome é Rita Da Nova. Estou com o meu marido, Guilherme Fonseca, o instigador de energia deste podcast.

É verdade. Apeteceu-me puxar um bocadinho.

Apeteceu-te. Bora!

Também te vou dizer uma coisa.

Let's go.

Essa palma.

Bora.

Como acabámos de gravar outro episódio, acabámos de gravar o episódio da semana que vem.

Uhh.

Com convidadas. E então, como eu vou no embalo de gravar outro.

Estás aí, não é?

Estou.

Olha, antes do embalo e de por que é que andamos a gravar em adiantado, queria perguntar-te se tu sabes qual é o animal nacional da Escócia, sítio para onde nós vamos de férias.

O animal na S-

Que é o animal que é a cara da Escócia.

O meu instinto é dizer a vaca emo, que é aquela vaca que as pessoas podem...

"Cause tonight will be the night".

A vaca emo é aquela vaca que tem uma franjinha.

No fundo, sou eu.

Exatamente. Tu és uma vaca escocesa, és uma vaca emo. Mas tu estás a fazer essa pergunta é porque o animal não é a vaca emo da Escócia.

Será que é? Será que não é?

Qual é o segundo animal que me vem à cabeça quando eu penso na Escócia? É o monstro de Loch Ness. Como a imagem...

Mas o que é o Loch Ness? O Ness, na verdade, a Nessie.

A Nessie...

O que é enquanto animal?

É uma cobrinha d'água.

Uma cobrinha d'água?

Não, por acaso não é uma cobrinha, porque ela tem corpo.

Pois.

Que animal é que é a Nessie? A Nessie é um dinossauro, é uma espécie de um dinossauro.

Não sei, senhor.

É esse o animal da Escócia?

Não.

É que eu ia dizer a ovelha.

Achas que a ovelha é o animal da Escócia?

Ou a ovelha é uma cabra.

Eu, mais uma vez, não é?

Eu quero bloquear a ovelha.

Ok. O animal nacional da Escócia, o animal que é o símbolo da Escócia, é o unicórnio. Nem sequer estou a brincar.

O unicórnio?

O unicórnio.

Não lhes bastava acreditarem já num animal que não existe dentro do Loch Ness.

Pois, não. É o unicórnio.

Mas por quê? Como é que isso aconteceu?

Não sei. Queres que eu pesquise? Por que é que é? Será a bovina, não é?

Pensei que já tinhas isso tudo pronto. Sendo que trazes esse facto, que tinhas a investigação.

Tens toda a razão. Diz que é o símbolo escocês há muitos séculos, porque é associado com pureza, inocência, poder e chivalry. Como é que se diz em português?

Cavaleirismo.

Cavaleiria.

Não.

Ser cavalheiro.

Ser cavalheiro, exatamente. Cavalheirismo.

Cavalheirismo, exatamente. Apareceu pela primeira vez na simbologia da Escócia no século XII. Na verdade, vem da mitologia celta, do símbolo do animal.

Olha, não estava à espera desta. Esperava mais um duendinho com um pote de ouro ou uma cerveja.

O pote de ouro não é mais Irlanda?

É Irlanda.

O duende também.

Também é mais da Irlanda.

Estás a confundir.

Eu confundo países nórdicos. Para mim é tudo igual.

Nórdicos?

Sim, é do norte da Europa.

Eu acho que a Escócia não pode ser considerada um país nórdico.

Não, não é considerado, mas está na mesma latitude. Quase de certeza que está na mesma latitude. Mas na semana passada eu falhei aquela merda do filme. Eu tinha visto o filme, eu não me lembrava.

É verdade, teve muita graça, porque depois eu obriguei-te a ir à tua agenda, andámos a fazer aqui um trabalho de investigação muito interessante. Como é que tu estás? Como é que foi a tua semana? Conta-me tudo antes de irmos ao que nos traz hoje, que são em mãos das pessoas. A bagarinha está poderosa a afiar as unhas.

Agora está a roer o arranhador. Não, que isso não é para os dentes, é para as unhas. Eu estou bem. Estou a gravar coisas em adiantado, porque nós vamos estar uma semana de férias. Portanto, estamos aqui a gravar várias coisas. Eu estou a fazer o meu podcast "Má Ideia" também adiantado, mas fui fazer terapia esta semana, porque para a semana não vou poder fazer.

Já preventivamente, não é?

As pessoas quando vão de férias têm que preparar isto tudo.

Têm de preparar as férias.

Tu apontas as unhas e o cabelo à volta das férias.

Claro. E as sobrancelhas.

Eu também aponto os meus cortes de cabelo de quando é que são as férias. Será que tenho que ir antes?

Será que dá para ir depois?

Não está na altura de cortar. Ou seja, há uma gestão burocrática e formulaica de ir de férias, que implica com várias coisas. E então estou nessas dinâmicas de férias.

Estás nesse momento.

Estou nessas dinâmicas de férias, tipo, o que é que se compra pra casa? Não vamos encher o frigorífico.

É verdade.

Mas também não podemos não ter nada, porque ainda há dias cá em casa.

Sim.

Então é preciso comprar o suficiente para os dias em que ainda estamos em casa.

E às vezes ainda compramos a menos, mas depois é preciso voltar ao supermercado. É uma chatice.

Fui pôr água no carro, não tinha no cospe cospe e não queria...

Desculpa, podes repetir?

Cospe cospe. Como é que tu chamas ao pisca-pisca e ao cospe cospe?

Exato. É o .

Como é que tu dizes? Eu fui pôr água no quê?

No .

No limpa-vidros?

Limpa-vidros.

No limpa-vidros é o que se mete lá dentro. Ok.

No limpa para-brisas.

Limpa para-brisas, exatamente. Mas isso não é a espuminha que limpa o para-brisas?

Não sei, está me a ver com cara de mecânica?

Não.

Ah.

Mas portanto, estou assim. E tu?

Eu estou bem. Tenho tido Feiras do Livro, agora recentemente.

Mas vai acabar em breve ou não? Ou vais eternamente continuar a divulgar esse livro?

Vai acabar em breve. A esse livro.

A este livro.

Percebi. Vais divulgar esse livro mais.

Esse livrinho, esse caderninho.

Essa coisa que tu escreveste. À data de hoje em que sai este episódio, eu já só tenho acho que mais uma data em julho Estamos a chegar ao fim da divulgação deste livro.

E começa a estar na hora de escrever o próximo, que eu quero uma casa com piscina. A andar.

Vamos ver.

A andar. Vá, é começar a escrever já, depois deste podcast.

Está bem, agora é só ouvir.

Tu encontraste uma coisa no outro dia que me mandaste, que eu acho que era giro nós falarmos aqui.

Acho que era giro, porque eu queria fazer ao jantar para termos um tema de conversa, porque nós já somos daqueles casais que quando vão jantar juntos, já não.

Por acaso isso é mentira, que eu até evito estar a jantar só contigo e ir ao telefone, porque não há nada mais deprimente do que dois casais. E atenção, não quer dizer que o casal esteja com problemas ou mal. Estou só a dizer que é uma imagem deprimente.

Não, já somos esses casais.

É uma imagem muito deprimente tu ires jantar fora a um restaurante e veres uma mesa onde está um homem e uma mulher, que claramente são um casal, e estão os dois a mexer no telefone. Por que os outros casais não são como nós e não gozam com as outras mesas e com os outros casais enquanto jantam?

Então.

Não queres esse tema?

Não, mas giro. Queres que eu diga o quê?

Não, então segue para o teu tema.

Não, é giro, nós já falámos aqui várias vezes em como tu és um cusco, e eu, por interposta pessoa, cusca me tornei.

Exatamente. Então vai para o teu tema. O que tu encontraste?

Encontrei aqui um post que diz: "Cinco perguntas engraçadas para fazeres ao teu namorado". E estava a fazer scroll e vi isto e pensei: "Olha, isto é giro para falarmos ao jantar", mas depois quando queria começar a fazer-te a pergunta, tu disseste: "Não, guarda para a terapia".

Se são cinco perguntas. Cinco.

Cinco.

Cinco. Que só eu sei já de cinco.

Hotel Mundial.

Se são cinco perguntas para fazer ao namorado, eu pensei: "Por que vais fazer aqui e não fazes no podcast?" Posso me arrepender daqui a-

Onde nós somos verdadeiramente namorados, não é?

Exatamente.

Muito bem.

Eu posso me arrepender daqui a seis minutos, mas vá.

Então, se me apanhasses aos berros com um estranho na rua.

Ok.

O que pensarias que tinha feito com que eu ficasse chateada? Qual era o teu instinto?

Ok, tu estás na rua a gritar com uma pessoa.

Com um estranho. Imagina, combinamos encontrar-nos ao pé do café para irmos os dois beber um café. E tu estás a aproximar do café e começas a ver-me aos berros com um estranho.

Estás a gritar.

Estou aos berros.

Claramente é uma pessoa que não conheces, é uma situação de estresse. O meu instinto é dizer que foi uma coisa qualquer de machismos. Ou o cara foi porco, ou mandou uma boca, ou apalpou uma mulher à tua frente. O meu instinto é dizer isto.

Que eu parti logo para a pancadaria.

Tu passaste. Mas também há todo o capítulo animais. Pode ser isso.

Também pode ser, porque, na verdade...

Viste um homem dar um pontapé num cão. Passavas-te.

Passava-me. Dava um pontapé no homem.

Da mesma maneira que eu, há um ano, no Chipre, gritei com aqueles russos que estavam a pegar nas tartarugas para tirar foto.

"Leave the turtle alone! Put the turtle down!"

Ya, foram as duas coisas que eu gritei a russos.

Parecias o Castelo Branco. "Leave me alone!"

"Leave me alone", mas era "leave the turtle alone".

"Leave the turtle alone."

Mas eu passei-me mesmo. Eu estava a nadar para ir ter com os caras no barco. Tipo, larga a tartaruga, seu filho da puta.

Larga!

Qual é a resposta verdadeira?

Estou a bater aqui e não devia estar a bater, porque depois isso faz barulhos. Não, uma resposta verdadeira.

Mas por que tu gritarias com-

Tu achas que o post tem a resposta certa.

Sim. Qual é a resposta certa para a minha mulher? Não, mas por que tu gritarias-

Eu acho que seria qualquer coisa com animais, na verdade.

Ok.

Tu, acho que seria alguém teria sido mau para outra pessoa. Não necessariamente machismos, mas acho que alguém teria sido bruto com alguém, com um velhote, alguma coisa e tu ias passar.

Ou com uma tartaruga, atenção.

Ou com uma tartaruga.

Que eu tenho histórico.

Ou com uma tartaruga.

Ok, segunda pergunta.

O que tu achas que te faria gritar com um estranho na rua?

Ya, animais. Se eu visse um homem dar um pontapé no cão, eu acho que passava-me. Passava-me mesmo.

"Leave the turtle alone." "Leave the dog alone."

"Leave the dog alone. Why you kick the dog?"

"Why? Ai! Idiot." Desculpa, estávamos assim um Castelo Branco agora.

Tu eras, tu vestiste a personagem Castelo Branco.

Se pudesses teletransportar-nos para qualquer lado neste preciso momento, onde é que iríamos?

Ya, o Washington Dog Park, Square Park, Dog Park de Nova Iorque.

Eu, por mais que eu gostasse, tenho de pensar que era um sítio para te levar a ti.

Por quê? Para onde é que me teletransportavas a mim? Então para onde é que me teletransportavas?

Ya, acho que gostava de te levar ou para umas Maldivas, ou assim para uma prainha, que é o teu sonho em fazermos umas férias dessas de praia, ainda não fizemos, e dava disso.

Sendo que há a condicionante nesta conversa que é, tu teletransportavas-me agora. Portanto, eu ia estar de boxers e camisola da NBA.

Estavas bom para ir para a água.

Tenho que agarrar o telefone, porque senão não vai. Ou seja, há aqui várias coisas.

Mas já estás a pôr os problemas.

Tenho que ir buscar a carteira.

Não, isto era teletransporte, mas estava tudo preparado. Eu tinha uma linha ali à porta, eu agarrava a mala e estava tudo bem.

Epá, imagina nós agora nas Maldivas.

Não é?

Num daqueles quartos que tem praia, que dá diretamente para a água.

E é só sais da cama e mergulhas.

Sais da cama e mergulhas. Consegues imaginar?

Estás a ver?

Até estás com os olhos a brilhar.

É bom, não é? Se ficássemos presos num elevador durante 24 horas.

Ok, 24 horas é muito tempo.

Como é que nós iríamos passar o tempo?

24 horas, como é que nós íamos passar o tempo? Ok. Eu acho... ih, epá, não posso dizer o que eu ia dizer.

Então.

E atenção, não era sexo. Não. Se calhar, até eventualmente.

Eventualmente uma ou outra, não é? Também só eram 24 horas.

24 horas dá para fazer uma vez. Certo. Não, o que eu ia dizer? Eu ia dizer uma coisa que eu não posso dizer aqui e que depois quando o episódio acabar eu digo-te, mas eu acho que nós íamos... no dia do apagão, foi um excelente dia, porque nós acabamos a falar de imensa coisa. Ou seja, foi uma altura em que nós tínhamos assuntos pendentes e coisas para falar e fomos puxando o fio. Portanto, eu acho que íamos fazer um ponto de situação bom da nossa vida, do que nós sentimos.

Ok.

E depois íamos fazer jogos parvos Certeza absoluta. Como tudo para nós é uma competição, nós íamos arranjar maneira de estar a fazer jogos um com o outro.

Eu também acho que se tivéssemos as nossas coisas conosco, tipo a mala, íamos ler um carinho também, porque era normal que tivéssemos o Cobo.

Ler, pois claro. Eu estou a partir do pressuposto que eu estava exatamente como estou neste momento. Eu não sei por quê.

Isso, tu não estás a ter pensamento abstrato.

Não, eu estou a imaginar, estou preso no elevador, estava outra vez de cuecas e de camisola da NBA.

Sabes que não é assim.

Pois.

Não, estávamos na nossa vida e ficávamos presos no elevador. Como aquele livro/curta-metragem da Filipa Fonseca Silva.

Pois, então íamos ter o livro. Íamos ter livros.

Pois, íamos estar entretidos. Íamos falar.

Íamos ver TikToks. Eu ia pensar: "Já viste os TikToks que eu te mandei?" Íamos ficar sem bateria.

Só íamos ter um grande problema.

Que são os meus xixis. Eu percebo que em 24 horas é um problema. Eu acho que eu ia fazer os xixis todos-

Para uma garrafinha.

Não, para o buraquinho do elevador, entre o elevador e a porta.

Havia de ser ali depois quando começasse a andar. Não sei porque é que o Instagram decidiu tirar-me o post, mas já cá estou de novo.

Ok, quarta pergunta. Três já foram.

Se eu me tornasse subitamente famosa, por que achas que eu me tornaria famosa?

Tu de repente ficaste famosa.

Um estrelato gigante.

Ficaste viral porque tu viste um senhor a dar um pontapé num cão e o clipe de tu a bateres nesse homem ficou viral.

Não, agora diz uma coisa que não dependa de uma coisa que não aconteceu.

Ok, se tu de repente ficasses viral, eu acho que era por causa dos posts das tuas unhas.

Ok.

Ficavas instagramer de unhas. Influencer de repente.

Porque eu não faço nada. Repara, eu ia ser a melhor influencer do mundo, porque eu não faço nada.

Tu vais às unhas, faz as unhas.

E depois mostro.

Mas depois faz um post com as tuas unhas.

É que podia ser. Eu podia ser daquelas que faz as suas próprias unhas, mas eu não faço nada.

Ya.

Estou a ser influencer por quê? Por ter bom gosto para escolher unhas?

Pois. É que a pergunta que está aí pressupõe que, por exemplo, eu posso ficar famoso de um momento para o outro porque se descobriu um tweet meu antigo e há polémica.

Estás a achar que é uma coisa negativa?

Pode ser.

Eu estou a achar que é uma coisa positiva.

Então por que tu achas que eu ficaria famoso de um momento para o outro?

Ficarias famoso de um momento para outro porque estavas no programa com o "Isto é gozar com quem trabalha" e entravas num beat do programa que ia ficar bem engraçado. E as pessoas iam adorar-te.

E eu ficava famoso a nível mundial.

Não é a nível mundial.

É só famoso.

Só famoso, também. Já estás a querer nível mundial.

Ok. Tu também podes ficar famosa porque uma celebridade, no outro dia o Cláudio Ramos pôs um post com o teu livro.

É verdade.

Eu acho que tu ficavas famosa de um momento para o outro porque uma celebridade estava a ler o teu livro e ia dizer bem.

Isto é uma pergunta gira extra. Se tu pudesses garantir que uma celebridade, não interessa se é portuguesa, estrangeira, visse o teu trabalho e gostasse, quem é que tu gostavas?

Há uma celebridade que vai ver o meu trabalho e gostar, garantidamente.

Vai ver um espetáculo teu de stand-up, gosta e fala bem dele. Não tem de ser necessariamente alguém do humor.

Sim, mas eu prefiro que seja. Eu vou dizer Andrew Schulz, porque é o segundo podcast mais ouvido nos Estados Unidos. E se o Andrew Schulz dissesse no podcast: "Vi um humorista que vocês têm que ir ver ao YouTube". Ponham legendas, porque o cara fala muito.

"Têm de ir ver ao YouTube a atuação do Guilherme Fonseca".

Guilherme Fonseca Person. Tem o Person.

Não, Guilherme Fonseca Levanta-te e Ri.

Ou Guilherme Fonseca It Doesn't Make Sense, que são os dois espetáculos que ele tem no YouTube, vão ver. Eu queria que fosse ele, porque era uma comunidade de pessoas que acompanham comédia e é o segundo podcast mais ouvido.

Muito bem.

O Joe Rogan eu não tinha paciência, a pessoa tinha que ir ao Joe Rogan fumar um charuto com ele e falar de aliens.

Não, é chato, depois tens de ir apanhar o avião.

Ya, aliens.

Eu posso teletransportar-te para lá, se tu quiseres.

Sim, por favor. E tu?

Dua Lipa.

Excelente, por causa do book club da Dua Lipa.

"Despite the Blood".

"Despite the Blood" e o book club da Dua Lipa. Ela é a segunda mulher mais bonita do mundo.

A falar de livros.

A falar de livros nas redes sociais.

Diz lá quem é a primeira. Não te lembras de ninguém. Eu vi a tua cabecinha. Vocês não estão a ver, porque nós não temos imagem, mas os olhos do Guilherme até entortaram um bocadinho, porque ele estava a fazer um esforço tão grande para pensar em mais uma que não fosse eu.

Como é que se chama aquela que tem uma livraria?

Mariana Alvim.

Não, que tem uma livraria que tu gostas muito, que fala de livros, que também escreve.

Ann Patchett.

Ann Patchett.

Já viste a Ann Patchett? Ela é uma mulher bonita, mas é uma mulher já mais...

Está bem, é a mais bonita. A Dua Lipa é a segunda.

Última pergunta.

Vamos embora.

E não vale a resposta óbvia, ok? Se pudéssemos arranjar um novo animal de estimação, que animal-

Não é outro gato, é um novo animal, é outro animal.

Exatamente. Que animal seria? Não vale o óbvio de ser mais um gato.

Ok. Eu vou fugir ao óbvio de um cão, não vou por aí. Eu acho que tu quererias uma raposa. Mas raposa ia dar trabalho, porque elas são complicadas.

Tínhamos de ter uma casa com jardim.

Não ia dar para ter uma raposa em apartamento. Portanto, eu vou dizer que o que tu quererias era um raccoon.

Adorava ter um raccoon. Adorava, porque são pequeninas pessoas.

Guaxinim, não é? Como é que se diz?

É um guaxinim.

É um guaxinim. Eu vou bloquear a resposta guaxinim

Eu acho que sim. Eu não sei o que tu quererias. Acho que tu quererias um cão, na verdade. Mas eu adorava dar-te um sugar glider, sabes o que é?

O que é um sugar glider? São muito giros.

E voam.

É uma espécie de um esquilo voador, não é?

Sim, atira-se. E há quem tenha sugar gliders e eles atiram-se e vêm parar ao teu dedo.

Mas tínhamos que arranjar umas coisas altas cá em casa.

Claro.

Para ele trepar.

Como é que se chama um sugar glider em português?

Procura aí. ChatGPT?

Não.

Google.

Bem, o tempo de gestação de um sugar glider.

São 150 dias.

Não, 15 a 17 dias.

Acham 15? Eu li 150.

Sugar glider.

Sugar glider em português. É um esquilo voador.

É um ptauro do açúcar.

Ptauro?

Um ptauro do açúcar.

Ok, pensei que agora ias dizer um unicórnio por causa da Escócia.

Olha, muito fofo.

São muito queridos, eu gostava de ter. E cabe numa mão.

Ya, sim, eles agarram-se ao teu dedinho. Tu adoravas ter uma coisa destas.

Eu adorava ter um sugar glider.

Estás a ver?

Um ptauro, eu gostava de ter um ptauro.

Um ptauro do açúcar.

Um ptauro do açúcar.

Tens mais alguma coisa para esta semana?

Tenho mais um tema, mas isto foi uma coisa que eu pensei e que eu gostava de fazer, porque no universo das mulheres isto não existe. Quanto tempo é que tu estás na terapia?

50 minutos.

Quanto tempo é que tu estás a fazer as unhas?

Duas horas.

Ok, por que não há terapeutas que façam as unhas? Porque é uma altura em que tu podes estar a conversar e a terapeuta está a te ouvir, faz-te a terapia, mas ia te fazendo as unhas. Por que não há terapia com unhas?

Tu hoje estás muito fixado nas minhas unhas.

Mas por quê? Lembrei-me agora.

Não, isso é giro.

Por que tens de sair de casa para fazer as unhas, tens de sair de casa para ir à terapia?

Nós devíamos arranjar aqui uma coisa que era estas coisas faziam-se todas ao mesmo tempo.

Que mais coisas é que queres pôr?

Fazer o buço, cortar o cabelo, essas coisas assim todas.

É uma pessoa que trata de ti.

É uma esteti terapeuta.

Faz-te o buço, faz-te as unhas.

Uma estetipeuta.

Estetipeuta. É uma pterotauro dos açúcares.

Exatamente. É uma terapeuta que é esteticista.

Mas não faz sentido isso que eu estou a dizer.

Faz sentido.

Tu quando fazes as unhas, estás lá imenso tempo e estás a falar com a pessoa que te faz as unhas.

Sim, que também não é bem terapia, mas é um bocadinho falar da vida.

É gossipizito. A minha pergunta é: por que não há terapeutas, e atenção, isto é para as pessoas que nos estão a ouvir.

Não é gossipizito.

Já vamos aí, o que é que tu falas com a senhora que te faz as unhas. Por que não há terapeutas que durante a consulta de terapia, são profissionais também de nail artist e fazem as unhas?

Imagina uma terapeuta a tirar calos dos pés.

Estou a falar das mãos.

Mas se eu não quiser fazer as mãos, quiser fazer os pés?

Pois, os pés já não dá tão bem, já é mais impessoal, mas as mãos dá perfeitamente para a tua terapeuta.

Achas que os pés é mais impessoal? Acho os pés muito mais íntimo do que arranjarem-te as mãos.

Não, mas não é isso.

Tem que estar a te tocar no pé.

Para mim não dá. Mas não é esse tipo de intimidade que tu queres na terapia.

Pois não.

É só que na terapia estão te ali a fazer as unhas, estão te a limar, agora meter a mão aqui dentro desta maquineta com uma luz neón que parece a parte de baixo de um carro de tuning. Ok, agora vamos esperar aqui 10 minutos. Então fala-me lá de como é que está a sua relação.

Tu achas que se espera 10 minutos quando se põe a mão lá dentro?

Não, é menos, mas estou a dizer no geral.

Quanto tempo é que tu achas que está a mão dentro do forninho?

Um minuto.

Às vezes um minuto, às vezes 30 segundos.

Pronto. Por que não se junta as duas coisas? Eu estou a trazer ideias e o mundo não resolve.

Não, mas é assim.

Olá, tubarões. O meu modelo de negócio é unhas e terapia.

Mas eu estava a dizer, eu não faço gossip.

Tu falas de quê quando fazes as unhas?

Séries, viagens.

Mas não falas também dos casos tipo olha agora a Joana e os Anjos, está tudo em tribunal. Não falas assim...

Mais ou menos, porque a Catarina é ucraniana e não acompanha muito. Quer dizer, se calhar este caso até pode acompanhar. Às vezes é engraçado, por exemplo, à altura do Natal, ela conta-me como é que são as tradições do Natal da Ucrânia, conta-me como é que é a Páscoa na Ucrânia.

Então são aulas sobre a história ucraniana.

Não, às vezes já, outras vezes não. Mas não é bem gossip. É tipo falarmos mais da nossa vida.

Pensa na tua terapeuta. Estás a pensar na tua terapeuta?

Sim.

Tu por acaso fazes por Zoom, mas imagina que tu fazias a terapia ao vivo, presencial, e que ela te fazia as unhas. Qual era o mal? Perturbava a terapia? Não, tu continuavas a falar das mesmas coisas e ela a ouvir-te e a responder.

Não perturbava, mas não sei se ela não ia interpretar o que eu queria fazer nas unhas. Isto muito freudiano, estares a querer aqui fazer...

Ela fazia-te as unhas de acordo com o que ela achava que era a tua semana.

Isso não, eu ia dizer, tu dizeres: "Agora quero uns pêssegos, quero que me desenhe uns pêssegos". E ela ficava tipo: "Hum".

Rabo, sexual, o que se passa na sua relação? Achas que é por aí que ela ia?

Isso ou então ela dizer: "Vamos, então agora para trabalharmos aqui nisto que estivemos a ver hoje, que é como é que a Rita vai dizer mais que não, eu vou escrever fode-te nas tuas unhas".

Ya. Já percebi.

Fode, não estava bem.

Tens que escrever da mão esquerda para a mão direita. Fode-te, vírgula, pá.

Olha.

Fode-te, pá. Isso dá para escrever nas unhas com o...

O tracinho.

O tracinho numa das unhas. Fode-te, vírgula, pá. Isso dá.

Pronto.

Pronto, era só isto. Trouxe este tema e pelo visto não foi bem recebido.

Não, não é não ser bem recebido.

De certeza que as pessoas vão comentar a dizer: "É uma grande ideia, eu adorava fazer as unhas e terapia ao mesmo tempo".

Também te vou dizer uma coisa.

É uma grande ideia.

Há pessoas a quem faz confusão estar uma hora e meia, duas a fazer as unhas. Eu adoro Porque é uma hora e meia, duas, em que eu não tenho acesso ao meu telemóvel.

Isso podes fazer em casa. Podes estar aqui em casa, pôr em modo avião e estar uma hora e meia sem. Se era esse o motivo... Eu também gosto de voos grandes para que não tenha acesso ao telemóvel.

Mas posso explicar o resto? Não acabei.

Então vá, desculpe. Tu tens razão, eu interrompi. Diga.

Estou uma hora e meia, duas sem telemóvel e estou a falar sobre a vida, mas não é necessariamente com a ideia de sair uma melhor pessoa dali. O meu único objetivo é sair com as unhas mais bonitas.

Mas tu vais para a terapia com a ideia de sair melhor pessoa da terapia.

De trabalhar coisas que tenho de trabalhar em mim. Ali, não.

Eu não vou para a terapia com a ideia de que vou sair de lá melhor pessoa.

Eu acho que estás a juntar o fútil com o não fútil.

Não é fútil tratares as unhas.

Não é fútil.

É só uma questão de gestão de tempo. E estares sentado numa sala a falar com uma pessoa enquanto outra pessoa te faz as unhas, uma coisa não impede a outra.

Mas tu estás a associar.

Há aqui negócio, é só isso.

Eu não percebo o que estás a dizer, mas estás a associar que o tempo que eu passo nas unhas tem de ser também aproveitado para outra coisa. E eu só estou a aproveitá-lo para aproveitar estar ali.

Era só isso que tinhas a dizer: "Quando estou nas unhas, eu quero só estar nas unhas".

Exato.

Pronto, mas não tem mal.

E quando estou na terapia, quero estar focada na terapia.

Mas isso, podes estar focada na terapia enquanto te fazem as unhas.

Mas eu não quero.

Pronto, ok.

Eu não quero. Se outras pessoas quiserem, façam vocês esse negócio. Eu não quero.

Está bem.

Eu gosto.

Eu vou lançar este negócio. E tu não tens 10%. Tubarão está fora.

Tubarão está fora. Sempre.

Por causa do programa do "Shark Tank". Dizias: "Tubarão, I'm out".

Mas tubarão está fora.

O tubarão está fora. Estou só a perguntar se o tubarão... Desculpem estar a tentar falar por você. O tubarão está fora.

Não estava à espera da tradução direta. Tubarão está fora?

Em Portugal não é tubarões.

Ó tubarinho, está fora?

Pronto, é isto. Olha, não gostas das minhas ideias de negócio. Vamos ao primeiro e-mail e eu leio, que realmente isto já vai longo.

Se não estivéssemos aqui com este modelo de negócio da treta.

Da treta? Queres ir ao da Sandra Silva?

Quero. Estou especialmente orgulhosa do nome deste e-mail.

É muito giro. Então eu vou tentar. Sandra Silva, é este, não é? Desolada.

Desolada. Já te vi desde ali.

Dá-lhe.

Desolada depois de o pedir em casamento. "Olá, Rita e Guilherme. Ao contrário do que o título do e-mail pode indicar, hoje trago uma problemática não ligada ao meu relacionamento romântico, mas sim à amizade."

Sim, senhora.

"Recentemente estive num casamento de amigos e tinha planeado pedir o meu namorado em casamento quando estivéssemos a dançar um slow."

Posso já pôr um entrave nisto?

Calma, posso continuar?

É que já tenho uma opinião. Vou apontar as minhas opiniões.

"Eu não queria um grande gesto, apenas uma coisa íntima e discreta." Posso continuar?

Vai, dá-lhe. Eu estou aqui a escrever as minhas notas.

Olha, morreu o senhor que deu origem ao termo síndrome de Estocolmo. Apareceu agora aqui no Observador.

Morreu o senhor que tinha uma mulher...

Não sei o que é, Fulcen.

Ok. Sendo que eu estive a ouvir um podcast em que diziam que o síndrome de Estocolmo-

É síndrome de Estocolmo.

É síndrome de Estocolmo, não existe.

Exato.

Há um gajo só que defendia isso e na verdade, porque haviam uns registos de uma senhora que se estava a fazer por apaixonada pelo seu raptor, mas era só porque queria ficar do lado dele para sair.

Olha, cinco portugueses titulares no Juventus Manchester City.

Isto é impossível.

Siga aqui. Acho score. "Acontece que uma das minhas melhores amigas foi pedida em casamento por um dos melhores amigos do meu namorado. Foram eles que nos juntaram." Portanto, já vamos em três casais, entretanto. O casal casou, o casal dela que está a mandar o e-mail que queria casar, e o casal que efetivamente fez o pedido.

Acabou mesmo por pedir, sim, senhora.

"No dia em que eu ia fazer o pedido, eu soube disso primeiro pelo meu namorado e depois pelas redes sociais. Fiquei desiludida por saber por terceiros e porque não queria de forma alguma roubar o thunder deles, então adiei o pedido. Passados nove dias, fomos fazer um piquenique e eu recebi o sim do meu agora noivo."

Ok.

"Eu e meu namorado temos preferência em casar em junho e o nosso casal amigo também. Para não marcarmos na mesma data, mando mensagem à minha amiga para podermos evitar esta catástrofe e senti que essa minha mensagem não foi bem recebida. Nessa noite, o nosso amigo mandou mensagem ao meu namorado a acusar-nos de falta de consideração por eles, por escolhermos o mesmo mês, tendo o pedido deles e a intenção da data ter acontecido primeiro."

Epa, que grande salgalhada.

"Este tema trouxe outros temas à conversa que foram desagradáveis e a discussão fez mossa na nossa amizade."

Claro que fez, então o outro manda uma mensagem a desconsiderar.

"Eu quero casar", por isso é que ela se chama Sandra Silva. "Eu quero casar e passar um dia divertido e leve. Se a minha amiga casar antes ou depois, em nada me afeta. Achei que ia ser giro estarmos na mesma fase de vida e fazer as preparações em conjunto, mas tornou-se um pesadelo."

Ok.

"O meu namorado é muito pacífico e diz-me para desvalorizar, mas eu não consigo ultrapassar que para eles isto seja um tema e que consideram que os desrespeitamos por marcar no mesmo mês, porque é o mês do casamento deles. E que isso seja maior que a nossa amizade. Sou eu que não dou o valor implícito ao casamento? É razoável eles quererem o mês deles? Devo mudar o mês? Como reagiriam se algo semelhante vos acontecesse? Notas extra: não iríamos marcar em dias seguidos."

Ok.

"Não iríamos de lua de mel logo após o casamento, se isso implicasse não ir ao casamento deles."

Sim, senhora.

"Tenho 28 anos e muita gente à nossa volta está a casar. Em anexo, uma foto da nossa família completa. Atenciosamente, Sandra Silva."

Muito bem.

São muito fofos.

Tenho várias coisas para dizer sobre este e-mail, que eu apontei e a minha mulher não me deixou interromper para dizer, e depois ela própria interrompeu para dizer coisas dela. Primeiro, há aqui uma coisa neste e-mail que eu acho gravíssima, que é ela ter ponderado pedir em casamento no casamento de outras pessoas.

Ya.

Desculpem lá, vou abrir aqui o jogo e a Sandra Silva até me parece simpática e eu vou concordar com ela mais à frente. Sou contra isto. Não se pede em casamento no casamento de outras pessoas.

Ainda bem.

O dia não é sobre ti, é sobre aquelas pessoas. Tu não vais para lá com o teu bolo de aniversário, não vais para lá interromper o casamento para dizer: "Malta, licenciei-me, deem-me os parabéns." O foco está naquele casal. Tu não vais fazer coisas que impliquem tirar o foco daquele casal.

Nem boas, nem más.

Nem boas, nem más. Portanto, eu sou 100% contra as pessoas que pedem casamento no casamento de outras pessoas. Este é o meu primeiro ponto.

Sim, não faz sentido absolutamente nenhum.

Este é o meu primeiro ponto. Depois, ela diz: "Não pedi em casamento o meu namorado, na altura em que estava a pensar pedir, porque não queria roubar o thunder depois de outro casal ter pedido." Mas pedia no casamento de outros.

Ya.

Pedia no casamento de outros. Eu acho que a Sandra Silva tem um problema grande em o que é roubar o thunder.

Exato. Ela não está bem a par do conceito.

Portanto, ela diz: "O teu amigo pediu em casamento agora? Então eu não vou pedir também, tenho que esperar para não ser em cima." Mas depois se fosse para pedir no casamento de outras pessoas já estava valendo. Pronto, também há esta. Agora, em relação à reação destas duas pessoas, ninguém manda num mês. Este mês é meu.

Eu gostava de perguntar a estas pessoas se eles conhecem o conceito de noivas de Santo António.

Pois.

Que é tudo a casar ao molho e fé em Deus. Até acho que noivas de Santo António deve acontecer, tu casares sem querer com a pessoa que está ao lado.

Ya. Apesar da falta, acho eu, de noção de thunder, de gatunismo de thunder, da Sandra Silva, eu acho que a reação deste outro casal, que está profundamente ofendido.

Também querem casar em junho.

Porque também querem casar no mesmo mês, é do gênero: amigos, desemmerdem-se.

E a verdade é que embora seja possível casar em qualquer altura do ano, mais ou menos que se convencionou que de maio a setembro está valendo.

Ya.

Não há assim tantos meses.

Pois, são quatro meses em que está a valer. Agosto não, portanto são três meses, é junho, julho e setembro.

Por que agosto não? Está muito calor.

E porque é um mês: "Não posso ir ao teu casamento porque vou estar de férias em Formentera."

Não, normalmente manda-se o convite.

É, mas e com que antecedência é que se tem que marcar as férias em Formentera? Pois, minha amiga.

Não sei. Nós não precisamos, de téleras precisamos.

Tu estalas os dedos e nós de téleras precisamos e eu tenho que só que ir buscar a carteira.

Exato.

O que tu achas? Tu leste o e-mail, eu fui apontando as coisas que tinha para dizer.

Sim, eu acho que não faz muito sentido, até porque eles até estavam a considerar não casar em dias seguidos, poder adiar a lua de mel para poderem também ir ao casamento dos amigos.

Vou me pôr nos sapatos dela. Vou te dizer assim. Vou dizer a Márcia, porque é uma amiga muito próxima, uma pessoa que tu gostas muito. Tu queres me pedir em casamento. Andas indecisa se me pedes em casamento e estás a apontar para o dia 14 de agosto. No dia 13 de agosto, a Márcia pede em casamento o António.

Primeiro, eu saberia que a Márcia ia pedir o António em casamento e a Márcia saberia que eu ia pedir a ti.

Também há essa. Mas não sei até que ponto é que estes são amigos se não sabem este tipo de coisas. A Márcia pede em casamento e marca o casamento para o ano seguinte para junho. E tu querias marcar o teu casamento para junho. Ficavas chateada em qualquer uma das duas posições?

Não.

Da Márcia marcar o casamento para o mesmo mês que tu, ou de tu marcares o casamento para o mesmo mês em que a Márcia já marcou. Estou a usar a Márcia por ser uma amiga próxima que tu gostas.

Até acho que iríamos arranjar maneira de fazer um fim de semana com os dois casamentos. Um sábado e outro domingo.

Mas não é esta proximidade, devia ter sido uma pessoa com menos proximidade a ti, achou, para este ser um melhor exemplo.

Ok.

Mas percebes o que eu quero dizer?

Percebo.

Eu acho é que não há assim tanta amizade entre estas pessoas e há muita lutinha de eu quero o spotlight e quero o protagonismo. E eu também não sei até que ponto é que consigo defender a Sandra Silva, porque a Sandra Silva claramente não sabe.

Não tem noção do que é realmente roubar protagonismo.

Portanto, não sei.

Sim, é difícil. Mas acho que é assim, se queres casar em junho, casa em junho.

E é o casamento é teu, tu não vais ter que mudar por causa de pessoas que estão ofendidas.

Daqui por uns anos, se calhar já nem vão ser amigos e tu vais sempre lembrar-te que tiveste de mudar a data do teu casamento.

Por causa de uma pessoa que na altura podia ficar ofendida. Exatamente, olha, eu concordo contigo.

Se estás a fazer o que podes para os dois casamentos não coincidirem e para poderes ir ao casamento desses teus amigos, you do you.

terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem enviar as vossas questões, problemas, dúvidas. Nós estamos aqui para aconselhamento matrimonial e de relação. Qualquer dúvida ou problema que vocês tenham, até pode ser com amigos, como aconteceu aqui com a Sandra Silva. Nós estamos cá para responder a tudo. terapiadecasalpodcast@gmail.com.

Sabes que a amizade é o mais importante.

A amizade é o mais importante. Depois vem onde é que se faz xixi no elevador quando estamos lá presos. Essa é a segunda coisa mais importante nas relações humanas. Onde é que tu farias xixi no elevador, sendo que tu não podes projetar da mesma maneira que eu projeto? Estás 24 horas no elevador, como é que tu fazias xixi?

Para a tua boca.

Epa.

Não estavas à espera desta, pois não?

Não. Eu vou desligar. Adeus.