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Olá, bem-vindos. Cá estamos nós. Eu sou a Rita da Nova, estou com o meu marido, Guilherme Fonseca.
Olá.
Que está cheio de fome, acabou de confidenciar.
Por acaso é verdade. Tu chibas tudo. Nós estamos sempre a dizer nas entrevistas sobre o nosso podcast que há uma linha de intimidade que nós não passamos neste podcast.
É a minha intimidade, não é a tua.
Pois, a da minha estás a cagar.
Estás bem?
Eu estou bem, estou com fome.
Pois.
Viemos agora-
Não me estragues a introdução deste podcast.
Não me devias perguntar como é que eu estou, porque eu depois entusiasmo-me e vou por aí fora.
É que tu vais blá-blá-blá.
Então pergunto outra vez, muito rápido. Pergunto outra vez.
Como é que estás?
Muito bem.
Pronto. Tu sabias que a modalidade de roller derby, modalidade que nós passámos a tarde a ver, começou nos anos 1930 como uma modalidade de maratona de patins. A ideia era as pessoas darem o máximo de voltas à pista possível na sua maratona.
Ok.
E houve um período em que era um desporto teatral, tipo wrestling, que tinha momentos staged, momentos ensaiados.
Ah.
E só agora é que está a ser a modalidade roller derby que nós estivemos a ver durante a tarde de hoje. Mas eu cheguei aqui a uma conclusão quando estava a investigar coisas sobre o roller derby.
Ok.
Eu acho que o roller derby está para as mulheres e para a comunidade queer, como o wrestling está para os homens. É o meu take. Bibi, sai de cima da mesa, faz favor.
Ok, então, por partes. Sim, estivemos a tarde toda a ver roller derby. Para quem não sabe o que é roller derby, são, eu vou dizer, mulheres que gostam de mulheres às voltas de patins.
Não são necessariamente mulheres que gostam de mulheres. Já estás a restringir.
Mas é fortemente da comunidade LGBT.
São pessoas que se identificam como mulheres, sejam elas quais forem, e que podem ser heterossexuais ou podem ser queer também nas suas mais diversas formas.
Exatamente. Que andam em círculo. Não é um círculo, é oval.
É oval.
É um O, é um zero. Andam numa espécie de um zero.
De patins.
E que marcam pontos quando passam umas pelas outras. E eu diverti-me muito. Nós temos uma amiga.
Foi muito giro. A nossa amiga Márcia.
A nossa amiga Márcia, que nós já falámos aqui imensas vezes e que veio até ao "Uma Ideia", ao meu podcast, podem ir ouvir. Mas a Márcia está a começar a aprender roller derby e hoje houve jogo, não sabia bem como é que hei de dizer. Hoje foi dia de jogo.
Foi dia de jogo entre três equipas, uma equipa da Catalunha, acho eu.
Uma da Malta.
Uma de Malta e uma portuguesa, que é a da nossa amiga.
Muito bem. E olha, foi muito giro. Aquilo é mais giro do que eu achei. Eu achei que ia ser meio seca, mas quando uma pessoa percebe as regras, que nem são complicadas de perceber.
Pois não.
Há pormenores, mas as regras nem são complicadas de perceber.
É muito divertido.
Agora, a equipa da nossa amiga Márcia.
Já vens criticar. O que é que vens dizer? Que são mais fracas, era isso. Passaste a tarde toda a dizer isso.
Bem, eu posso sequer acabar uma frase que começo neste podcast?
Agora é comentador desportivo.
Posso acabar?
Diz lá.
A equipa da nossa amiga Márcia levou forte na boca.
Pronto. Não levou forte na boca.
Não levou? A certa altura não estava 110 a 60.
Mas não acabou 120-90.
Acabou.
Ah, então.
Não, eu estou só a dizer.
30 pontos de diferença parece-te muito?
Não pode dizer mais nada.
É um crítico de sempre. "Ai, tomaram na boca. Ai, são mais fracas na defesa. Ai, não bloqueiam tanto. Ai, só esta aqui é que é boa, por que essa não pode estar sempre a jogar?"
Das duas, uma: ou eu dou atenção ao desporto e eu acho o que é que está a correr bem e o que é que está a correr mal e digo, ou eu estou-me a cagar porque estou a ver e são mulheres de patins e eu sinto-me no Continente nos anos 90.
Não. Há todo um espectro de atitudes que tu podias ter.
Mas eu não estava a criticar.
Calma, deixa-me terminar agora eu. Não tem de ser.
Este episódio não vai dar. Obrigado por ouvirem este podcast. Eu demito-me daqui.
Não tem de ser. Agora estás a olhar de lado. Estás a olhar para o lado, não estás a olhar para mim.
A sério?
Não tem de ser. Estou tão interessado neste desporto, de repente já sou crítico.
Não estava a criticar, estava a fazer observações. Agora estás a olhar para o lado.
Posso acabar?
Já isto não vai dar.
Não tem de ser. Estou especialista neste desporto, já vou ali dar indicações à coach.
Que disparate.
Posso acabar?
Podes.
Isto é humor de exagero. Conheces?
Não. Conheces?
Conheces. E não tem de ser isso ou não ter interesse. Pode ser só: "Estou aqui divertido a apoiar a equipa da minha amiga e como é a equipa da minha amiga, obviamente são as melhores". Da Lulu. Conheces?
Eu achei muito giro as pessoas terem um nome de roller derby. É uma espécie de uma alcunha.
Ya.
Pronto.
Ai, que ele está sem paciência. Passa-me a minha água, se faz favor.
Não vais tu buscar a tua água, não és uma mulher independente.
Ok.
E então? Não tens água. E então?
Não tenho água nem mamas.
Havia lá umas que, por exemplo, havia lá uma que era Detona Tetona.
Detona Tetona.
Tetona. Havia outra que era... Já não me lembro como é que se chamava aquela rapariga que era jammer.
La Greca.
La Greca. Ou seja, cada uma tinha um nome, uma alcunha, um petit nom.
Por isso é que eu acho que é o wrestling das mulheres e da comunidade queer.
Não discordei, não discordo, não vou discordar. O que eu acho que era giro nós dizermos que nome de roller derby é que nós teríamos.
Ya.
Que nome de roller derby é que tu terias?
Cat Fight.
Cat Fight é bom. Eu pensei em Luiz CKO Que é para dar aquele ar de porrada.
Ya, mas não era o Luís, não é?
Luís e Caio.
Luís e Caio. Sinto que das duas, uma. Esquece o que eu ia dizer. Ia contrariar só por contrariar. Aquela banda.
Ok. É a energia que está.
Está. Hoje que estás tu a contrariar-me a mim, eu a contrariar-te a ti.
Eu não contrariei ninguém, eu só disse que foi desequilibrado o jogo, houve uma equipa que jogou melhor que a outra e a equipa da nossa amiga Márcia levou na boca e eu não posso dizer isto, porque o importante é participar. E de repente estamos todos no jardim de escola.
Eu acho, genuinamente, que quando é para apoiar as pessoas de quem nós gostamos, os nossos amigos, o nosso mais que tudo. As nossas pessoas são as melhores e as coisas que elas fazem são as melhores, mesmo que não sejam.
Pois, eu não tenho essa atitude. Se bem que a Márcia foi a melhor a apitar.
Também era a única.
Pronto.
Era por isso que ias dizer isso.
Era a melhor a apitar. A equipa dela não jogou tão bem como a outra, pronto.
Não, mas a partir do momento em que a minha amiga faz parte de uma equipa, está inscrita naquela equipa, é a melhor equipa.
Ok.
É a equipa que eu sinto que vou mais apoiar na vida, de algum desporto.
Sim. Olha, por falar em apoiar equipas, tu esta semana, algo mudou em ti e eu gostava que tu falasses, porque tu a partir desta semana tornaste-te ativamente política.
Ainda não tornei a 100%. Vocês já aqui sabem.
Mas conta às pessoas o processo.
Vocês já aqui sabem, já aqui disse, aliás, que a propósito das últimas eleições legislativas, que é uma palavra muito difícil de dizer.
Pois é.
Eu mandei a minha candidatura para ser apoiante do LIVRE. Estive à espera, porque o LIVRE tem mais coisas que fazer do que estar a aceitar.
Pois tem, está a resolver os problemas do país, a apagar fogos.
E recebi recentemente um e-mail a dizer: "Bem-vinda, fazes parte." Já me inscrevi na plataforma, ainda não me disponibilizei para ativamente fazer qualquer coisa, porque a nossa vida está como está.
Sim, não é o momento agora, claro.
Não é agora, mas acho que a partir do momento em que a tua terapia de casal terminar, posso ir lá ver aquilo com calma.
Vais dizer: "Olha, eu sou boa no Canva, eu ajudo gatinhos." Isto é, as minhas mais-valências. "Eu sei escrever. E eu contrario o meu marido." Estas são as minhas armas para o partido LIVRE.
O que vocês querem de mim? Desde que esteja já pousado isso.
Eu, para equilibrar, tornei-me apoiante do CDS, só para equilibrar este podcast.
Pensei que ias dizer Chega.
Não, porque o Chega seria PCP, no espectro político.
Ah.
Portanto, eu tornei-me apoiante do CDS. Eu discordo de 90% do CDS.
Mas só para equilibrar aqui o agregado familiar.
Só para equilibrar este podcast.
Percebo perfeitamente. É isto, não tenho grande coisa para dizer. Eu tinha-te dito que não queria ainda falar disto.
Não tinhas dito isso.
Sim, disse. "Guilherme, acho que ainda é prematuro."
Não, é prematuro o teu papel na política portuguesa, mas não é falar disto. Vamos a atualizar as pessoas do que aconteceu desde aí.
É só prematuro porque, na verdade, a única coisa que mudou foi ter recebido um e-mail.
E bem, e responder a um e-mail.
Essa foi a única coisa que mudou.
Às vezes nós passamos a vida toda à espera de um e-mail e não nos respondem.
Ah.
É isso a vida.
Ok.
E tu tiveste uma resposta de e-mail.
A vida é uma longa espera por um e-mail que nunca chega.
Que depois chega e não vem com anexo. Essa é a história da vida.
Essa é a história da vida.
Outra coisa que eu queria dizer. Eu queria agradecer às pessoas de Palmela, 99,8% das pessoas de Palmela.
Exato.
Nós fomos fazer terapia de casal ao vivo em Palmela esta semana.
Semana que passou.
Sim, se vocês estão a ouvir isto segunda, fomos sexta. Hoje, segunda-feira, vamos a Leiria.
A Leiria.
E ainda há bilhetes para a sessão das 19h30. Portanto, vocês apareçam.
Vão lá.
Terça-feira vamos a Lisboa. As duas sessões estão esgotadas, por isso não vale a pena.
É às 19h e às 21h.
Exatamente, às 19h e às 21h.
Não se guiem pelo post que nós temos no Instagram, que tem um erro. Diz 19h30 e 21h30, é 19h, 21h. Guiem-se pelas horas que estão na Ticketline, é mais fácil.
Exatamente. E no vosso bilhete, vocês devem ter um bilhete que tem lá a hora. E depois, sexta-feira desta semana, nós vamos a Faro.
Exatamente.
Pronto, este é o plano da semana.
É o nosso plano de festas.
Mas na sexta-feira passada fomos a Palmela. E o que é que se passa? A sala muito gira, tinha um pau de espelhos, fartámo-nos de falar disso e até depois quando forem ao nosso Patreon ouvir os episódios, vão poder ouvir isso. Nossa convidada, a inacreditável Tânia Graça. Tivemos praticamente uma hora à conversa os três, com imensos temas, com temas profundos, alguns cômicos, falou-se do meu cu, surpreendentemente, e eu assumi em público que vou ser um velho tarado. Foi uma boa conversa e eu gostei.
Foi muito giro.
Agora, havia uma pessoa no público que não se calava. E eu vou dizer uma coisa.
Vamos fazer assim, tu vais estar a falar agora como se estivéssemos em terapia de casal ao vivo.
Eu estou a fazer o episódio, ok.
E eu vou ser essa pessoa, que é para as pessoas perceberem o que nós estávamos a ouvir.
Ya, mas tens também que fazer o volume.
Não, claro.
Ok. Então, Tânia Graça, eu gostava muito que tu nos dissesses como é que é fazer o voz de cama.
Foi isto.
Vocês sabem que eu sou a pessoa que no cinema se levanta e manda calar.
Eu queria mesmo bué um "shh" teu.
Eu achei que eram delicados no palco.
Se calhar era uma pessoa que ouviu esse episódio.
E que queria que eu a fizesse o "shh".
E estava a testar o teu limite do "shh".
Mas é que no nosso Slido, que é a plataforma em que as pessoas estão live a comentar o que se passa em palco e nós vamos reagindo, quem vai, vai saber, quem já foi, já sabe, mas pronto, o Slido é a nossa plataforma, quando fazemos terapia de casal ao vivo. Várias pessoas a dizer: "Podem, por favor, dizer alguma coisa para a pessoa que está a falar no palco de teatro e que não se cala."
Ya.
Se eu tivesse nas imediações desse gajo, eu tinha mandado calar.
Sim. "Epá, cala-te!"
Foi irritantíssimo. Como é que a pessoa foi ver um podcast ao vivo que teve 1h20 E esteve a falar uma hora e 20. Como é que é possível?
Não esteve a falar uma hora e 20.
Foda-se, falou uma hora e 10.
Não, foi pior a partir do momento em que a Tânia entrou em palco, que foi mais ou menos aí nessa altura em que ele começou a falar, mas foi 50 minutos.
Por oposição, houve uma pessoa que veio ter conosco no fim, nós no fim estivemos a assinar livros, eu dizia "a afinar livros", era esquisito, o dó ainda estava um bocado desafinado. Mas estivemos a assinar livros e houve um rapaz que estava lá, que veio de Itália para ver "Terapia de Casal" ao vivo.
Ganhou.
Atenção, tinha vindo no dia anterior, ia-se embora no dia a seguir, de avião para Itália. Veio de Itália para ver "Terapia de Casal" ao vivo.
Ganhou o prêmio de fã ouvinte mais dedicado.
Ya, neste momento é-
Vai na frente
...é o fã número um.
Vai na frente. Não há hipótese, vai na frente.
Não há hipótese absolutamente nenhuma. Dizer só mais uma coisa, que estamos aqui a limpar a casa, como se costuma dizer, a arrumar a casa. Algumas pessoas têm ido ver o "Terapia de Casal" ao vivo. Nós vamos fazer 15 espetáculos diferentes ao vivo e em alguns as pessoas vêm ter conosco e ficam muito tristes porque não há tribunal da relação. Portanto, eu vou fazer um pequenino reminder do que é o tribunal da relação e quando é que há tribunal da relação. Tribunal da relação é uma coisa que nós estamos a fazer no nosso palco.
Muito divertido.
Que é de longe sempre o momento mais divertido, já vão perceber porquê. O que é que nós fazemos? Nós encenamos uma sessão de tribunal em palco com um casal que se voluntarie. Ou seja, nós não vamos chamar na altura, só vão a palco pessoas que se candidatam previamente, através do nosso e-mail terapiadecasalpodcast@gmail.com. Vou dar exemplos de casos que já foram a palco. Aconteceu um casal em que a rapariga estava a contar um gossip do seu trabalho ao namorado e o namorado adormeceu na cara dela. Já tivemos outro casal em que ela não quer ir passar férias.
Não, não quer ir de todo.
Não quer ir de todo à terra do namorado, que a terra é uma seca que só tem 100 pessoas. Mais exemplos.
Aconteceu um casal em que as duas são namoradas, uma delas ainda se dá com os amigos de infância e prefere passar férias com os amigos de infância e a outra ou vai de férias com a namorada com os amigos de infância ou não vai de todo.
Ou não vai. Pronto. São vários exemplos. Vocês podem ter coisas de amigos, podem ter coisas de família, vocês podem ter coisas de relação, vocês combinam com a pessoa com quem têm um problema, vocês vão a palco e eu e a Rita vamos ser o advogado de um e o outro o advogado do outro, de defesa e de acusação. E o nosso convidado do dia, que em Palmela teria sido a Tânia Graça, que em Leiria teria sido o Vasco Elvas.
Não, em Leiria não, em Coimbra.
Em Coimbra teria sido o Vasco Elvas.
Vasco Elvas foi juiz numa delas.
Foi juiz numa delas. É o juiz que lidera a conversa, faz perguntas, pede provas e nós preparamos, eu e a Rita, com a pessoa que estamos a defender, preparamos o caso. E isto é uma espécie de como a sentença da TVI em palco, mas só existe e só há, se houver voluntários que mandem e-mails para terapiadecasalpodcast@gmail.com.
Se calhar, posso dizer as datas em que temos a partir de agora.
Não vale a pena. Eu prefiro que não digas. Tem que ser surpresa. As pessoas que querem tribunal da relação, querem ser voluntários, eu não vou dizer quando é que há e quando é que não há.
Sim, boicottariam-se.
As pessoas vão ver o "Terapia de Casal" ao vivo e vão sem saber se há tribunal da relação ou não. E vocês estão aqui a pensar: "Eu achei que era muito giro, mas o meu namorado está com medo". Não tem mal. Mandam um e-mail e nós fazemos um Zoom preliminar. Nós fazemos sempre uma reunião Zoom com as pessoas para preparar tudo e para as pessoas ficarem completamente à vontade.
Tem sido muito giro falar com as pessoas previamente, definir quem é que é o advogado, pôr as pessoas à vontade.
Exatamente.
Portanto, vocês vão ver algumas das próximas datas e têm interesse, digam.
Exatamente. E portanto, no fim vêm dizer assim: "Oh, não houve tribunal da relação". E eu vou continuar a dizer a mesma coisa que tenho dito às pessoas todas, que é: sem voluntários, não há tribunal da relação. Nós não vamos obrigar ninguém a ir a palco que não queira, não somos esse podcast.
Até porque requer preparação. Nós passamos provas, passamos áudios, mostramos fotos. Portanto, requer alguma preparação que não dá para simplesmente ser um casal no momento que decida vou subir agora a palco e expor o meu problema.
Exatamente. E portanto, isto era o que eu queria dizer sobre o tribunal da relação, porque as pessoas que foram ver, adoraram. Os primos até disseram no seu podcast Carrossel, que eles foram juízes de um caso, disseram no seu podcast que se divertiram imenso e que foi espetacular. E o Rui dos primos disse a frase mais engraçada, acho eu, desta tour até agora, no Patreon dão a ouvir.
Exatamente.
E o tribunal da relação é de facto muito giro de fazer, só há quando há voluntários.
Exatamente.
Não vou dizer isto mais vezes.
Muito bem.
Se calhar só digo mais uma vez o e-mail. terapiadecasalpodcast@gmail.com.
Olha, agora vamos voltar ao nosso Slido de Palmela, como temos estado a fazer, e responder aqui a quatro perguntinhas que nos chamaram a atenção.
Vamos a isso. Por quê? Porque no nosso Slido as pessoas escrevem lá ao vivo, na nossa plataforma, através do telefone, escrevem perguntas, dúvidas, questões, etc. E nós não damos vazão a todas com o nosso convidado em palco. Ficam coisas em backlog. E então o que nós vamos fazer aqui? Responder algumas.
Pronto. A primeira pergunta é: por que a ordem cronológica de fazer uma tarefa de um homem nunca faz sentido para uma mulher?
Ok.
E eu tenho de concordar já sem saber qual é a tarefa nem qual é a ordem.
Imagina que é preciso tratar das casas de banho dos gatos, estender a roupa da máquina.
Não, de fazer uma tarefa. Ou seja, normalmente é, por exemplo, noutro dia também tínhamos recebido aqui num Slido, a pergunta era: por que o meu marido, quando vai cozinhar, faz primeiro o bife, que demora cinco minutos, e só depois o arroz, que demora 15?
Não, mas isso é porque essa pessoa é parva.
Mas eu estou a imaginar que esta pergunta seja esse tipo de coisas.
Ok.
Que é tipo, vais aspirar primeiro e limpar o pó depois
Essa pessoa também é estúpida.
Pronto.
É a pessoa que passa primeiro a esfregona e depois é que vai varrer.
Pois.
Mas essa pessoa também é estúpida.
Estamos a concluir que os homens são estúpidos, é isto.
Primeiro, por que é que é os homens?
Por que a ordem cronológica de fazer uma tarefa de um homem nunca faz sentido para uma mulher? Porque a pergunta é esta.
Ok. Desculpa se eu vou ser woke agora, é que eu não vejo género nesta questão, porque eu acho que há uma maneira certa de fazer as coisas e há uma maneira estúpida de fazer as coisas. Se é o homem que faz sempre a coisa da maneira estúpida, isso é outra discussão, isso é outro debate.
Mas isso tem que ver com o fato de as mulheres historicamente terem feito muito mais e, portanto, já terem aprimorado a sua maneira de fazer.
Mas então o que tu estás a dizer é que é melhor serem as mulheres a limpar, porque limpam melhor.
Não.
Olha, concordo. Está bem, então as mulheres tratam da casa e o homem vai trabalhar.
Estás a me irritar tanto hoje.
Agora foi para te irritar.
A níveis que eu não te consigo explicar. Não consigo mesmo.
Voltamos à pandemia.
É porque é essa carinha de parvo que tu fazes. É que as pessoas não estão a ver, mas tu fazes essa carinha de parvo.
Podem ver ao vivo. Há bilhetes ainda para várias datas.
Bom.
Eu gostava de saber que tarefas é que são.
Agora não dá. Gostavas de saber que tarefas é que são?
Dá-me o exemplo de uma tarefa para ver se eu faria pela ordem certa. Acho que é mais giro assim.
Ok, a tua tarefa é lavar a casa de banho, limpar a casa de banho toda.
Vou limpar a casa de banho toda. Ok. Primeira coisa que eu vou fazer é tirar o pó aos sítios altos. Acho que é a primeira coisa que eu vou fazer. Tirar o pó aos sítios altos, porque tudo o que seja alto cai. A gravidade funciona, portanto, a sujidade vem para baixo. Ai, assobiei, desculpa. Depois o que eu vou fazer é limpar o espelho, a janela e as paredes do poliban, e a porta do poliban. E depois vou ao lavatório, sanita, chão.
Ok. O próprio do poliban não se limpa, só as paredes.
O que é o próprio do poliban? Eu disse a porta.
O sítio onde pões os pés não se limpa.
É chão, considero chão. Então chão poliban, chão da casa de banho.
Claro que o chão do poliban tem de ser limpo de forma diferente, não vais passar uma esfregona.
A minha ordem era de cima para baixo. Quando eu disse chão, disse chão. Ou seja, era chão do poliban e depois chão da casa de banho.
Está bem, não acho necessariamente mau.
Ok.
Mas sinto que racionalizaste. Se calhar se fosse um momento de: "Gui, podes ir lavar a casa de banho."
Eu racionalizava antes. Eu sentava, fazia uma tática, escrevia num quadro e não perdia tantos pontos como perdeu a equipa do Márcio.
És muito parvo. Agora temos outra aqui, deixa-me encontrá-la.
Olha, perdeu.
Espera aí, tenho que procurar pela palavra-chave.
Era update software.
É, bem sei. "O meu namorado ainda é da versão 1.0. Toalhas molhadas na cama, portas dos armários abertas, diz que lhes conto tudo. Como fazer o update de software humano?" Eu acho que o namorado dela não está no software 1.0, está no software filho.
Pois, eu acho que ele ainda não atualizou para adulto. Esse é que é o problema.
Ainda é adolescente.
Exatamente. Há muitas mulheres que acham que os namorados ainda estão na primeira atualização de namorado, quando na verdade o problema não é esse. Eles têm é instalado outro programa. Eles estão com o software de filho e acham que vocês são as mães deles. E não é assim que funciona a sociedade, e eu já disse várias vezes aqui a paciência que eu tenho para manchilds. Comecem a arrumar as vossas merdas, ô porcos do caralho.
Pronto. Pois, não tenho nada a dizer.
A única maneira é dizer-lhe: "Meu menino, eu não sou tua mãe, tu vais começar a limpar as tuas coisas, porque eu não sou nenhuma empregada doméstica que vai tratar aqui da casa. Tu vais começar a arrumar as tuas coisas". E as mulheres parece que têm pruridos de dizer essas merdas aos homens, porque coitadinhas não querem não sei o quê.
Eu acho que as mulheres não têm pruridos de dizer essas merdas aos homens, aí discordamos.
Então o homem é que-
O homem não ouve
...então as mulheres não têm nenhum prurido de acabar relações com atrasados mentais. Manchilds.
Espera. Acho que estás mais uma vez a ser preto no branco, quando nem tudo é preto no branco.
Ok.
Eu acho que é possível tu estares interessado e estar com alguém, e depois quando vais viver com essa pessoa, haver ajustes que precisam de ser feitos.
Mas isto não parece ajustes, vou-te já dizer. Isto não parece só ajustes.
Tu deixas-me acabar?
Deixas.
E é óbvio que a maioria dos homens vem formatado, porque as mãezinhas sempre lhes fizeram tudo.
Ok.
E portanto, vêm despreparados para uma vida a dois.
Ou a solo. Esses gajos também não vão saber viver sozinhos.
Claro, mas vêm despreparados. E o que acontece muitas vezes, e eu acho que isto é muito importante ser dito: muitas vezes para uma mulher, e eu sinto isso cá em casa às vezes, é mais fácil fazer do que explicar, porque o tempo que tu vais perder a explicar uma coisa que para ti é natural, e atenção, eu não acho que isto seja uma atitude certa da parte de quem no casal faz mais coisas, não acho de todo, mas o que sinto é: há uma pessoa do casal que é a agenda das coisas que têm de ser feitas. Normalmente recai nas mulheres. E então, essa carga mental que está em cima das mulheres é superdura, é uma tarefa que não se vê, é um trabalho invisível completamente, que está na vida do casal. E muitas vezes o que acontece é, eu sei, por exemplo, que é preciso varrer o chão Já te pedi várias vezes que varresses o chão, tu não pões essa tarefa como uma tarefa prioritária na tua vida e às tantas eu desisto e simplesmente varro o chão, porque é mais fácil, chateia-me menos, tenho de explicar menos. E isto é errado, atenção, porque o que nós, pessoas que muitas vezes temos a agenda da casa na cabeça, queremos, não é ter de estar sempre em cima de alguém a pedir para fazer, porque isso também é ter um filho. Ou seja, uma mulher estar sempre atrás de um homem a dizer: "Olha, agora faz isto. Olha, não deixes a toalha molhada em cima da cama. Olha, não faças não sei o quê". Isto é que é cansativo. Percebes o que eu quero dizer? E portanto, muitas vezes acabamos a fazer as coisas, porque é mais fácil, é menos cansativo. No final do dia não tive de andar atrás de alguém. Portanto, acho que é um bocadinho isto.
Sim, senhora. Vamos à próxima mensagem.
Eu senti-te atacado, foi?
Não.
Ficaste com um olhar assim meio vazio.
Não. Ou estava com carinha de parvo.
All around me are familiar faces.
Eu estive a ouvir, concordei, não tenho nada a acrescentar. Próximo tema.
Olha, um tema que eu acho que é sobre nós, mas ao contrário.
Ok.
O que fazer quando quer comer saudável, mas o meu namorado só quer junk food, sushi e comprar-me snacks? PS: somos saudáveis no limite. PS2: ele é um fofo.
Eu acho este tema muito importante nas relações, porque às vezes eu não quero comer merda e tu queres comer merda.
Primeiro, nenhuma comida é merda.
Eu às vezes não quero comer junk food e tu queres comer junk food. E tu dizes: "Então eu também não como". E eu não quero isso para ti, eu tomei foi uma decisão para mim. Às vezes tem que haver liberdade para cada um comer aquilo que quer e não fazermos o joguinho que tu fazes de: "Não, se tu não comeres, eu também não como". E isso não está justo, porque tu queres para ti.
Porque para mim, ao contrário de para ti, para ti a comida é uma relação que tu tens de ti para a comida. Para mim, a comida é uma relação que eu tenho do contexto em que estou. Eu quero poder dividir qualquer coisa com o meu amorzinho. Quero poder partilhar o momento de "não devíamos estar a comer isto, mas estamos".
Sim, senhora.
Se não, se eu quisesse comer estas coisas, esperava para os dias em que tu não estás em casa. E às vezes faço isso.
Exatamente. Mas então como é que esta pessoa desta mensagem, que quer comer saudável e o namorado gosta dela, até é querido, leva-lhe snacks e coisinhas para ela comer, como é que ela explica: "Não, olha, isto é importante para mim. Eu agora não posso comer estas coisas, eu quero cuidar da minha linha".
Acho que aqui a questão nem é a linha.
É, só não lhe apetece comer junk food tantas vezes.
Não, quer ser saudável. Pronto. Eu acho que têm de encontrar os momentos da vossa semana em que vão comer junk food ou que vão comer sushi, ou vão comer uma coisa que se calhar é mais cara, menos saudável.
Pois.
Têm de estabelecer esses dias da semana, seja individualmente, tipo ela há dias em que sabe que se calhar vai trabalhar e passa numa pastelaria que gosta e compra uma coisa que gosta, e ele se calhar há um dia em que vai estar a jantar sozinho e sabe que esse é o dia que pede sushi. Ou então em casal. Sabem, por exemplo, que todos os sábados à noite pedem comida ou comem qualquer coisa mais junk food. Mas têm de encontrar esses momentos e estabelecê-los, até porque eu acho que essa comida sabe muito melhor quando tens dias específicos para isso, quando não é todos os dias que podes pedir qualquer coisa.
Sim, quando são rituaizinhos, quando são tradiçãozinhas.
Acho que sabe melhor.
Sem dúvida nenhuma. Mas eu acho que é mais normal, e corrige-me, é um estereótipo, mas eu vou dizê-lo. Acho que é mais normal tu veres casais em que os dois são do ginásio e comem peito de frango com brócolis ou os dois não querem saber e comem junk food todos os dias.
Pois, não sei.
Os casais costumam acertar o tipo de alimentação que têm. Não é tão normal veres um casal em que ela, super cuidadosa, só quer peito de frango ou só quer peixinho grelhado, salmão e batata doce e não sei o quê, e ele é do gênero "não, eu vou comer aqui".
Porque é mais difícil fazer comidas diferentes para duas pessoas do que fazer a mesma comida.
Sem dúvida nenhuma.
E, por exemplo, as pessoas acabam a ajustar, seja para um lado ou para o outro.
Mas aqui esta pessoa acho que tem que ter uma conversa, tem que ir ter com o namorado e tem que dizer assim: "Olha, é muito querido quando tu arranjas snacks, mas eu gostava de fazer uma alimentação mais saudável, tens que me dar espaço para eu fazer esta alimentação mais saudável. Se é importante para ti que eu de vez em quando coma junk food contigo, temos que combinar, temos que criar aqui uma tradição".
Vai ser aos domingos ou vai ser aos sábados.
Aos jantares do fim de semana nós comemos porcaria.
Ya.
Eu acho que tem que ser isso. Acho que tem que ser uma organização desse género.
Pronto. E agora temos uma última pergunta que eu acho muito divertida, até porque me identifico e gostava que fosses tu a responder, porque eu genuinamente já te perguntei isto várias vezes e nunca consegui perceber a tua resposta, é: porque é que o homem, o namorado, o marido, insiste em usar vassoura quando há mais do que um aspirador em casa?
Ok. Eu acho que diferentes sujidades têm diferentes maneiras de ser limpas. Segues o meu raciocínio?
Uhum.
Por exemplo, areia que salta das casas de banho dos gatos quando eles foram fazer cocó. Salta a areia e fica ali à frente das casas de banho dos gatos. É varrer.
Não, é aspirador.
Não, areia é varrer.
Não, é aspirador.
Eu acho que areia é varrer.
Porque quando tu varres, nunca vais varrer 100% bem. Nunca vais limpar mesmo bem.
Mas tu também varres, por que não aspiras então?
Eu varro porque se convencionou nesta casa que era varrer.
Então, mas tu achas que é melhor aspirar?
Eu acho.
Até te digo outra coisa. Na minha cabeça Em que está tudo muito bem dividido e organizado, há sujidades de aspirador pequeno e há sujidades de aspirador grande.
Isso sim. Sendo que o nosso aspirador pequeno também se transforma em aspirador grande.
Sim, senhor, mas para mim, na minha cabeça, há sujidade e sujidade.
Sim, mas eu acho que é muito mais fácil aspirar, porque a sujidade e o pó não continuam no ar. Com a vassoura, sim. Com a vassoura tu vais estar a levantar pó.
Então faço-te a pergunta ao contrário, já que estamos com esta energia, que é: em que situações é que se varre?
Quando partes qualquer coisa.
Partes uma taça.
Partes uma taça. No outro dia parti um vaso com terra.
Quem é que tem terra?
Para mim era importante varrer porque eu queria reaproveitar a terra.
Sim, senhora. Reaproveitar a terra é o slogan deste podcast.
Tu estás tão irritante.
Tu estás com uma energia de porrada. Isto vai ser assim a lifia.
Eu acho que foi de eu ver meninas à porrada hoje.
Tu estás com uma energia para mim.
Eu também tenho esta energia quando vejo filmes de ação. Fico logo com o pé: "Vou dar-te um soco".
Tu viste um jogo de roller derby, estás com vontade de me dar uma carga de murro contra uma parede.
Eu não posso ir ver mais isto.
Eu não vou dizer mais nada, porque hoje a energia não está para o meu lado, não está fixe. Terminas tu o podcast.
Olha, meus amores, eu gosto muito de vocês, vocês são muito queridos e obrigada por fazerem este podcast valer a pena, já que o resto não o faz valer a pena. Até irrita, na verdade, até dá vontade de me atirar deste nosso primeiro andar com altura de segundo. O nosso nome é Rita da Nova e o Parvo e vocês podem contactar-nos para tripdecasalpodcast@gmail.com, que é para onde podem enviar as vossas dúvidas, questões amorosas, não precisam de ser amorosas, podem ser das vossas famílias, mas também para onde podem enviar as vossas candidaturas de tribunal da relação. Gostamos muito de vocês, eu mais do que o Guilherme, obviamente, e até para a semana.
Sabes o que eu estava a pensar? Normalmente este podcast é Rita e Guilherme, mas hoje, particularmente, foi Guilherme irrita, no sentido de tudo o que eu dizia irritou-te.
Então isto é o Nilton.